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1ª Geração Romântica e Golçalves Dias

Carolina Macedo
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Carolina Macedo

on 6 January 2013

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Transcript of 1ª Geração Romântica e Golçalves Dias

1ª Geração (Poesia Romântica) Resíduos do Classicismo. Tema indianista, melancolia, reabilitação da poesia religiosa. Gonçalves de Magalhães (1811-1882) É considerado o iniciador do Romantismo brasileiro, mas ainda não tinha desenvoltura com a nova estética. Suspiros poéticos e saudades Gonçalves Dias (1823-1864) Mestiço (filho de pai português e mãe cafuza) Estudou Direito em Coimbra e no Brasil dedicou-se ao jornalismo. Fundamentou as bases de uma poesia brasileira: Consolidou o Romantismo. Características da poesia de Gonçalves Dias Riqueza temática (poesia indianista, lirismo amoroso, poesia religiosa, poesia saudosista, medievalismo e poesia egótica) Herança clássica (sua poesia é um meio-termo entre a rigidez, o equilíbrio, o senso de medida, e o derramamento romântico)
É um dos únicos poetas românticos ainda preso à sintaxe portuguesa. Expressividade do ritmo. Poesia indianista O indianismo expressa um ideal de homem brasileiro. É um índio mítico e lendário, inspirado no "bom selvagem" de Jean Jacques Rousseau. Tem por modelo o cavaleiro medieval - herói, nobre, guerreiro, fiel aos deveres tribais. É trabalhado pela imaginação, fantasia e sentimentalidade, conciliando o primitivismo com os altos valores morais do cristianismo.
Gonçalves Dias vê no europeu o símbolo do terror e da exploração do índio. Não sabeis o que o monstro procura?
Não sabeis a que vem, o que quer?
Vem matar vossos bravos guerreiros,
Vem roubar-vos a filha, mulher!

("Canto do Piaga") I Juca-Pirama ("o que será morto") O poema, desenvolvido em dez cantos, narra o drama de I-Juca Pirama, último descendente da tribo tupi, que é feito prisioneiro de uma tribo inimiga para participar de um ritual antropofágico. Movido pela amor filial, pois o índio tupi era arrimo de seu pai, velho e cego, I-Juca Pirama, contrariando a ética do índio, implora ao chefe dos timbiras pela sua libertação. O chefe timbira a concede, não sem antes humilhar o prisioneiro.
Solto, o prisioneiro reencontra-se com seu pai, que percebe que o filho havia sido aprisionado e libertado. Indignado, o velho exige que ambos se dirijam à tribo timbira, onde o pai amaldiçoa violentamente o jovem guerreiro que ferido em seus brios, põe-se sozinho a lutar com os timbiras.
Convencido da coragem do tupi, o chefe inimigo pedi-lhe que pare a luta, reconhecendo sua bravura. Pai e filho se abraçam - estava preservada a dignidade dos tupis. Era ele, o Tupi; nem fora justo
Que a fama dos Tupis - o nome, a glória,
Aturado labor de tantos anos,
Derradeiro brasão da raça extinta,
De um jacto e por um só se aniquilasse.

- Basta! Clama o chefe dos Timbiras,
- Basta, guerreiro ilustre! Assaz lutaste,
E para o sacrifício é mister forças. -

O guerreiro parou, caiu nos braços
Do velho pai, que o cinge contra o peito,
Com lágrimas de júbilo bradando:
"Este, sim, que é meu filho muito amado!

"E pois que o acho enfim, qual sempre o tive,
"Corram livres as lágrimas que choro,
"Estas lágrimas, sim, que não desonram." A poesia lírico-amorosa A lírica amorosa de Gonçalves Dias caracteriza-se por sentimentalismo e por uma concepção trágica do amor (amar é chorar, sofrer e morrer). A aproximação de amor e morte é uma constante. Há pessimismo, insatisfação e individualismo. Ainda Uma Vez Adeus

I

Enfim te vejo! - enfim posso,
Curvado a teus pés, dizer-te,
Que não cessei de querer-te,
Pesar de quanto sofri.
Muito penei! Cruas ânsias,
Dos teus olhos afastado,
Houveram-me acabrunhado
A não lembrar-me de ti!

II

Dum mundo a outro impelido,
Derramei os meus lamentos
Nas surdas asas dos ventos,
Do mar na crespa cerviz!
Baldão, ludíbrio da sorte
Em terra estranha, entre gente,
Que alheios males não sente,
Nem se condói do infeliz! XVII

Adeus qu'eu parto, senhora;
Negou-me o fado inimigo
Passar a vida contigo,
Ter sepultura entre os meus;
Negou-me nesta hora extrema,
Por extrema despedida,
Ouvir-te a voz comovida
Soluçar um breve Adeus!

XVIII

Lerás porém algum dia
Meus versos d'alma arrancados,
D'amargo pranto banhados,
Com sangue escritos; - e então
Confio que te comovas,
Que a minha dor te apiade
Que chores, não de saudade,
Nem de amor, - de compaixão. A lírica naturista e saudosista Atitude panteísta (contemplação da natureza como manifestação de Deus). A natureza é também refúgio e confidente do poeta, nos momentos de saudade, solidão e tristeza. Canção do exílio

"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá. Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
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