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Idoso Frágil

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by

Luiz Paulo Aniceto

on 6 December 2017

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Transcript of Idoso Frágil


Universidade Federal do Triângulo Mineiro
Faculdade de Fisioterapia
Disciplina de Fisioterapia Aplicada a Geriatria




Graduando: Luiz Paulo Aniceto

Profa. Dra Lislei J. Patrizzi Martins


Idoso Frágil
Síndrome da Fragilidade
É uma síndrome geriátrica de caráter biológico e de natureza multifatorial caracterizada por um estado de vulnerabilidade fisiológica, por diminuição de reserva e resistência aos estressores devido há declínios cumulativos dos múltiplos sistemas fisiológicos, sendo uma condição frequente em idosos e pode ser precursora de incapacidade e quedas.

Classificação do Idoso Frágil
Para a classificação da SF,foi proposto um fenótipo com cinco indicadores:

perda de peso não intencional
auto-relato de fadiga
diminuição da força de preensão
redução da atividade física
diminuição da velocidade da marcha.

De acordo com o fenótipo, o idoso é frágil quando apresenta três ou mais componentes, pré-frágil um ou dois e não-frágil nenhum.

Este fenótipo apresenta validade interna e de critério
Comorbidades Fisiologicas
do
Idoso Frágil

Idoso Frágil
Apresentam risco aumentado à incapacidade, quedas, hospitalizações e morte.
Idoso Pré- Frágil
Se encontram em risco intermediário de apresentar estes desfechos nos próximos três ou sete anos.

Além disso, apresentam risco duas vezes maior de se tornarem frágeis.
Fonte:medicamentosxalimentos.uniritter.edu.br
Fonte: saude-joni.blogspot.com.br
Fonte: pt.dreamstime.com/foto-de-stock-homem-superior-hospitalizado
Fonte:www.meionorte.com/entretenimento/curiosidade/idoso-muito-doente-melhora-ao-se-reencontrar-com-seu-cao-perdido.
Grupos de Convivência
É importante a realização de estudos em outras populações como os grupos de convivência (GC), já que aumentam no Brasil.

Os GC favorecem o bem-estar físico, psicológico e social, evitando a baixa qualidade de vida e depressão.

Assim, é possível que o perfil de fragilidade seja diferente nesta população.
Metodologia
64 idosos pertecentes a comunidade e CG de Itabira- MG.
Critérios de inclusão: 65 anos ou mais; participar do GC.
viver na comunidade e deambular seis metros com ou sem dispositivos.

Foram excluídos idosos comdéficit cognitivo rastreados pelo Mini Exame do Estado Mental (MEEM), ou com doença neurológica limitante.

As atividades realizadas no GC baseiam-se em jogos, palestras, excursões, caminhadas, dramatização, ginástica, dança, organização de estas e outros. O idoso se inscreve e inicia a recreação no momento mais adequado para si.
Função Cognitiva

O MEEM rastreou comprometimento cognitivo que trouxesse dificuldade à compreensão de comandos.

Avalia orientação temporal/espacial, memória imediata, cálculo, evocação de palavras, nomeação, repetição, comando, leitura, redigir frase e cópia de desenho.

Os escores medianos por escolaridade são:
analfabetos 20;
escolaridade 1-4 anos 25; 5-8 anos 26,5; 9-11 anos 28 e superior a 11 anos 29.
Instrumentos
Seguindo o fenótipo3 foram avaliados:
Perda de peso não intencional (≥4,5kg ou ≥ 5% do peso no ano anterior);

Diminuição da força de preensão no Dinamômetro Manual Jamar® (mão dominante). Ponto de corte para homens: força ≤ 21 kgf e mulheres ajustado ao índice de massa corporal (IMC):

-- IMC ≤ 24 Força de preensão ≤ 14
-- IMC 24.1-27 Força de preensão ≤ 15
-- IMC 27.1-31 Força de preensão ≤ 17
-- IMC > 31 Força de preensão ≤ 14

Fenótipo de Fragilidade
Exaustão, por auto-relato de fadiga:

“Senti que tive que fazer esforço para fazer tarefas habituais” e “Não consegui levar adiante minhas coisas” do Center for Epidemiological Studies – Depression CES-D13.

Os idosos que obtiveram escore três ou quatro em qualquer uma das questões preencheram o critério.

Baixo nível de atividade física pelo Minessota Leisure Time Activity - versão Fibra, considerando critério de fragilidade o gasto energético por semana inferior a 383 kcal parahomens e 270 kcal para mulheres.

Diminuição da velocidade da marcha calculada através do tempo em segundos gasto para percorrer 4,6 metros.

Foram adotados os pontos de corte ajustados pelo sexo e altura.
Homens:
-- Altura ≤ 169 cm ≥ 5 segundos
-- Altura > 169 cm ≥ 6 segundos

Mulheres:
-- Altura ≤ 153 cm ≥ 6 segundos
-- Altura > 153 cm ≥ 5 segundos

Com o fenótipo, o idoso é frágil se apresenta três ou mais critérios, pré-frágil, um ou dois e não-frágil, nenhum.
A escala de Atividades Instrumentais de Vida Diária (AIVD) de Lawton relaciona as atividades: usar telefone, usar transporte, fazer compras, preparar alimentos, tarefas domésticas, usar medicação e manejo do dinheiro.

Apresenta três respostas: independência, capacidade com ajuda ou dependência. Seu escore varia de 7-21 e quanto menor, maior comprometimento.

O Índice de Katz, que avalia Atividades Básicas de Vida Diária (ABVD), possui seis itens: banho, vestir-se, higiene pessoal, transferência, continência e alimentação. Cada resposta positiva vale um ponto.

A pontuação se dá por contagem do número de atividades com dependência, variando de 0-6.
Medidas de Funcionalidade

Foi utilizado um inquérito de quedas composto pelas seguintes perguntas:

Quantas vezes o senhor(a) caiu nos últimos seis meses ou último ano?;
Houve consequência?;
Causa e Local?;
Que atividade o senhor(a) realizava?;
Você tem medo de cair?;
Você deixou de fazer atividades por medo de cair?
Inquérito de Quedas
Resultados
Os idosos pré-frágeis apresentaram maior ocorrência de quedas, mais medo de cair e pior escore nos questionários que avaliaram as ABVD e AIVD que os idosos não frágeis, com diferenças estatisticamente significativas.

Na escala de ABVD, os idosos relataram ser independentes para a maioria das atividades.

As únicas com necessidade de assistência foram vestir (3,1%) e continência (26,6%). A independência emtodas as atividades básicas avaliadas foi relatada por 86,4% dos idosos do grupo Não-frágil e 63,4% dos idosos do grupo Pré-frágil.

Na escala de AIVD, nenhum participante apresentou dependência.
As atividades cujo maior número de idosos necessitaram assistência foram tarefas domésticas (20,3%) e usar telefone
(20,3%) e as de menor relato foram manejo do dinheiro (3.1%) e uso de transporte (4,7%).

Fazer compras, usar medicação e preparo dos alimentos apresentaram assistência de 14,10%, 10,90% e 9,40%, respectivamente.

Os escores das escalas de ABVD e AIVD, a ocorrência de quedas e o medo de cair apresentaram correlações fracas
e estatisticamente significativas com o nível de fragilidade
Resultados
A perda da acuidade visual e de equilíbrio também apresentaram porcentagens elevadas nesta amostra e podem levar à queda pela diminuição da estabilidade postural, redução da mobilidade e função física.

Em relação à presença de comorbidades associadas ao aumento do risco de quedas, as mais relatadas foram as doenças osteomioarticulares, o que está de acordo com a literatura.

A frequência de idosos caidores desta amostra também foi semelhante a outros estudos.
Em relação às ABVD, os idosos relataram necessitar de assistência para vestir e continência. Isso pode estar relacionado
ao grande número de idosos com dores em membros inferiores e de mulheres com fatores associados à incontinência,respectivamente.

As dores são mais frequentes em atividades de vestuário,
higiene pessoal, adoção de posturas e transferências posturais, limpeza e manutenção da casa.

Os fatores associados à incontinência estão relacionados a sexo
feminino, idade avançada e limitação funcional
O grupo pré-frágil apresentou maior necessidade de assistência nas AIVD do que nas ABVD. A relação entre incapacidade e fragilidade primeiramente é evidenciada nas AIVD31 e um prejuízo nestas contribui para maior afastamento do entorno social e tendência ao isolamento.

Já as ABVD estão associadas a sobrevivência. Idosos pré-frágeis encontram-se em risco intermediário de apresentar desfechos clínicos como aumento na dificuldade de AVD e queda.

O aumento da dificuldade na realização destas atividades pode levar ao aumento da dependência e contribuir para o aparecimento da SF.
Referência
Avaliação do nível de fragilidade em idosos participantes de um grupo de convivência; do Carmo,LV.;Drumond, L.P.; Arantes, P.M.M.;Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.18, n.1, p. 17-22, jan/mar. 2011.
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