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Oficina Escrita Criativa: Surrealismo e Feminismos

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on 1 December 2015

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Transcript of Oficina Escrita Criativa: Surrealismo e Feminismos

Language and Sexuality, Deborah Cameron e Don Kulick
Surrealism and Women
Homens surrealistas viveram em seus mundos fechados para trazerem seus fantasmas femininos para o jogo. Estes artistas não viam mulheres como sujeitos, “mas como projeções, objetos de seus sonhos de feminilidade [. . .] um papel ativo no posicionamento misógino das mulheres."
Gayle Rubin
Thinking Sex
Coerência heteronormativa mítica
Pirâmide Erótica
Arthus Mehanna
PPGI - UFSC

Oficina Escrita Criativa: Surrealismo e Feminismos
gênero
sexo
sexualidade
Heterossexualidade como norma.
“Como as lésbicas, homens gays podem ser vistos como traidores ao seu gênero [. . .] a rejeição da heterossexualidade compulsória constitui um desafio ao seu status natural, necessário e desejável.”
(Cameron e Kulick 47)
transexuais - travestis - fetichistas - sadomasoquistas - profissionais do sexo como prostitutas e modelos pornôs - aqueles que violam os limites geracionais do erotismo
INCOERENTE
COERENTE
Heterossexuais
Surrealism and Women
Gwen Raaberg
Uma mitologia e uma iconografia baseadas na psicologia e experiências das próprias mulheres;
Os artistas homens do movimento manifestam seu sujeito “procurando transformação através do objeto representacional feminino” então reforçando “a divisão objeto-sujeito que o surrealismo é dedicado a superar.
Mary Ann Caws
“Sem cabeça. E sem pés. Frequentemente sem braços também; e sempre indefesas, exceto com poesia e paixão. Lá estão elas, as mulheres surrealistas, arremessadas e pintadas, salientes e desmembradas, perfuradas e decepadas: é espanto que elas (nós) estejamos despedaçadas?”
Rudolf Kuenzli
Steven Arnold
Fotografias tableau-vivant
Corpos que desafiam a norma e a hierarquia de gêneros
“Arte é revolução, ou é nada!”
References


Butler, Judith. “Undiagnosing Gender.” Undoing Gender. New York: Taylor and Francis, 2004.

Cameron, Deborah., Kulick, Don. Language and Sexuality. New York: Cambridge UP, 2003.

Caws, Mary Ann., Kuenzli, Rudolf., and Raaberg, Gwen. eds., “Introductions.” Surrealism and Women. Cambridge: MIT Press, 1991. 1-26.

Jakobsen, Janet. “Queer Is? Queer Does? Normativity and the Problem of Resistance.” GLQ: A Journal of Lesbian and Gay Studies, 1998, 4(4): 511-536.

The Steven Arnold Archive, http://stevenarnoldarchive.com/

Down
Junte suas partes pela manhã:
elas foram servidas e deitam ao seus pés
quando levantas da cama e percebes
que o quarto está cheio de garras e sombras
crescendo cinzas sob seus pés: acima
o céu é ar frio e plano. Dentro fora
a mobília move-se com o vento uivante
nos cantos do inverno que cresce raízes
nas fundações da única casa.

[. . .]

Em algum lugar dentro e profundo fragmentos de risadas
perfuram a escuridão. Seus fantasmas clamam para saírem
deixarem as caixas seladas inventar uma nova fênix de carne
e sangue entrar o sol.

Imigrante
para Joseph Hausner

Amor com a pele sem ela.
No coração há uma cova
onde ancestrais visitam
corpo e alma atados de seus animais

[. . .]

Fomos vencidos por vários
eus vivendo na guitarra
líquido elétrico na língua

[. . .]

Minha perda de homem

Um dia a perda mudou-se para meu corpo
cresceu membros mãos com dedos para prensar
meu coração unhas de metal empurrando
minhas entranhas. Longos sons de chocalho
levantaram com cobras no núcleo das minhas veias
crescendo pesadas com todos aqueles mortos.

[. . .]
Tempo passado. A dor agora
me tem ligada à arvore
da infância de quem os membros crescem para dentro.

Gravado na casca, o rosto da perda aparece,
seus olhos retornam aos seus encaixes sua boca
ainda desprendida me diz sobre os dias
passados assustando predadores na
floresta onde finalmente estamos, eu sua
Rapunzel, ele meu Cavaleiro, insones
e sozinhos com suas partes do corpo desprendidas.

Exercícios de Escrita Criativa
André Breton e o Manifesto Surrealista de 1924
"SURREALISMO, s.m. Automatismo psíquico puro pelo qual se propõe exprimir, seja verbalmente, seja por escrito, seja de qualquer outra maneira, o funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na ausência de todo controle exercido pela razão, fora de toda preocupação estética ou moral.

ENCICL. Filos. O Surrealismo repousa sobre a crença na realidade superior de certas formas de associações desprezadas antes dele, na onipotência do sonho, no desempenho desinteressado do pensamento. Tende a demolir definitivamente todos os outros mecanismos psíquicos, e a se substituir a eles na resolução dos principais problemas da vida."
ESCRITA AUTOMÁTICA
"Mande trazer com que escrever, quando já estiver colocado no lugar mais confortável possível para concentração do seu espírito sobre si mesmo. Ponha-se no estado mais passivo ou receptivo, dos talentos de todos os outros. Pense que a literatura é um dos mais tristes caminhos que levam a tudo. Escreva depressa, sem assunto preconcebido, bastante depressa para não reprimir, e para fugir à tentação de se reler. A primeira frase vem por si, tanto é verdade que a cada segundo há uma frase estranha ao nosso pensamento consciente pedindo para ser exteriorizada. É bastante difícil decidir sobre a frase seguinte: ela participa, sem dúvida, a um só tempo, de nossa atividade consciente e da outra, admitindo-se que o fato de haver escrito a primeira supõe um mínimo de percepção. Isto não lhe importa, aliás; é aí que reside, em maior parte, o interesse do jogo surrealista. A verdade é que a pontuação se opõe, sem dúvida, à continuidade absoluta do vazamento que nos interessa, se bem que ela pareça tão necessária quanto a distribuição dos nós numa corda vibrante. Continue enquanto lhe apraz. Confie no caráter inesgotável do murmúrio. Se o silêncio ameaça cair, por uma falta da inatenção, digamos, que o leve a cometer um pequeno erro, não hesite em cortar uma linha muito clara. "
Investigating Sex
Surrealist Discussions
Editado por José Pierre
Sessões de perguntas, respostas e discussões sobre sexo, sexualidade e gênero entre os participantes.
Exercício:
Em grupos de cinco (1) elaborem duas perguntas sobre o assunto para serem discutidas entre os participantes. (2) Durante a discussão anote as ideias mais marcantes. (3) Com as palavras escolhidas, (4) crie um ou duas estrofes de empoderamento para um dos participantes, ou desconstruindo os seus privilégios.
Elementos surrealistas:
desmembramento;
hibridismo coroporal: intersecção com natureza, cosmos, máquinas;
personificação de sentimentos, objetos e animais;
inversão e alquimia dos estados físicos;
baseado em sonhos;
sentidos corporais que se fundem ou complementam;
a cidade, o corpo, as paisagens, a política.
JOGO SURREALISTA
CADÁVER ESQUISITO
Jogo colaborativo, onde cada participante escreve uma frase em um papel, dobra-o e passa para o próximo da roda.
É necessário decidir uma estrutura em comum.
Por exemplo:
"Adjetivo, Substantivo, Verbo, Adjetivo, Substantivo"
Frase:
"Bela chuva suando feias gotas."
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