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"Acho tão natural que não se pense"

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by

Ruben Couto

on 28 October 2014

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Transcript of "Acho tão natural que não se pense"

Acho tão natural que não se pense
Que me ponho a rir às vezes, sozinho,
Não sei bem de quê, mas é de qualquer cousa
Que tem que ver com haver gente que pensa ...

Que pensará o meu muro da minha sombra?
Pergunto-me às vezes isto até dar por mim
A perguntar-me cousas. . .
E então desagrado-me, e incomodo-me
Como se desse por mim com um pé dormente. . .

Que pensará isto de aquilo?
Nada pensa nada.
Terá a terra consciência das pedras e plantas que tem?
Se ela tivesse, que a tenha...
E se fosse gente, tinha feitio de gente, não era a terra.
Que me importa isso a mim?
Se eu pensasse nessas cousas,
Deixaria de ver as árvores e as plantas
E deixava de ver a Terra,
Para ver só os meus pensamentos ...
Entristecia e ficava às escuras.
E assim, sem pensar, tenho a Terra e o Céu.
"Acho tão natural que não se pense"
b. Sentimentos expressos pelo sujeito lírico
Descontentamento por, às vezes, pensar (vv. 8-9);

Admiração e adoração pela Natureza (v.21);

Felicidade por viver através dos sentidos (vv.19-20)
e. Relevância e valor expressivo das interrogações
‘’Que pensará o meu muro da minha sombra?’’, ‘’Que pensará isto de aquilo?’’, ‘’Terá a Terra consciência das pedras e plantas que tem?’’
São interrogações retóricas com a finalidade de conferir distanciamento do sujeito poético em relação à "gente que pensa", o que mostra o desprezo e a surpresa pela racionalização e pelo pensamento.

a. Características do "eu" enunciador
Sensacionista (vv.16-18);

Recusa o ato de pensar e, por isso, se distancia da “gente que pensa” (v. 4);

Põe em causa a utilidade do pensamento (vv.10-11)

Bucólico (v.12, v.21)

Antimetafísico (vv. 16-19)

Aceita a realidade tal como ela é (1ª estrofe)
"Acho tão natural que não se pense"
Texto C
d. Importância da referência à "gente" (vv. 4, 13 e 14)
O nome “gente” aparece no poema como o contrário de Terra.
A Terra é natural e contrariamente a esta, a "gente" caracteriza-se pela “consciência”, consciência essa que o sujeito poético rejeita.
f. Significado das frases sublinhadas no contexto em que surgem
A frase sublinhada exprime o descontentamento do “eu” consigo mesmo por, por vezes, pensar, o que significa ter caído no erro pelo qual critica nos outros. Mesmo que momentânea, esta contradição provoca-lhe, ao aperceber-se dela, um desagrado e um desconforto quase físicos.
c. Exemplos da exploração da dicotomia sentir/pensar
h. Efeitos gerados pela utilização de traços de discurso oral
Vocabulário simples e corrente (v. 12 e 16);

Repetições ("terra" v. 12, 14, 18 e 21);

Frases curtas (v.11);

Frases interrogativas (vv. 5, 10, 12 e 15);

Reticências (v. 4, 7, 9 e 19);

Recurso a perguntas e respostas (vv. 10-14).


g. Sentidos produzidos pela forma verbal "pensasse" (v. 16)
Com o recurso ao imperfeito do conjuntivo, o sujeito lírico põe a hipótese de utilizar o raciocínio, apresentando, em seguida, as consequências negativas desse ato. No entanto, a utilização do modo conjuntivo adquire uma conotação irónica, pois o sujeito, ao colocar essa hipótese, encontra-se já a raciocinar.
i. Presença dos recursos que contribuem para a "simplicidade da linguagem"
Elementos do campo lexical natureza;

Parco uso de adjetivos;

Uso predominante da coordenação;

Uso de figuras de estilo simples como a comparação.

vv. 1 a 4

vv. 10-11

vv. 20-21

Realizado por:
Helena Tavares
Júlia Estrela
Luís Silva
Ruben Couto
Valter Moniz
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