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MINHA CASA MINHA VIDA: Estudo de Caso em um Empreendimento Residencial com Utilização do Sistema Construtivo "Jet Casa"

Dissertação de Mestrado - Instituto de Arquitetura e Urbanismo - IAU/USP
by

Adriélle Favini

on 4 August 2013

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Transcript of MINHA CASA MINHA VIDA: Estudo de Caso em um Empreendimento Residencial com Utilização do Sistema Construtivo "Jet Casa"

MINHA CASA MINHA VIDA:
Estudo de Caso em Empreendimento Residencial com Utilização do Sistema Construtivo "Jet Casa"

Capítulo 1
INTRODUÇÃO

Capítulo 2
REVISÃO
BIBLIOGRÁFICA

Capítulo 3
MATERIAIS E MÉTODOS

Capítulo 4
RESULTADOS

Capítulo 5
DISCUSSÕES

Capítulo 6
CONCLUSÕES

Capítulo 7
SUGESTÕES PARA
FUTURAS PESQUISAS

Capítulo 8
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS

Déficit Habitacional
Justificativa
- Modernização das técnicas construtivas tendo como principal objetivo o curto prazo de entrega da obra;

- Influencia diretamente a qualidade do produto final, questões de futuras manutenções, pouca preocupação com o meio ambiente;

- Sistemas construtivos homologados na Caixa Econômica Federal, com garantia de qualidade através do Relatório Técnico emitido pelo IPT e pelo Instituto Falcão Bauer.

Objeto
Casa Tipo A - 51,18 m²
Casa Tipo B - 51,98 m²
Casa Tipo C - 51,98 m²
Casa Tipo D - 36,76 m²
Casa Tipo E - 36,76 m²
Casa Tipo F - 36,76 m²
Programa Minha Casa
Minha Vida
- Governo Federal, em parceria com estados e municípios;
- Criação em março de 2009;
- Recursos FAR;
- Gerido pelo Ministério das Cidades;
- Operacionalizado pela Caixa Econômica Federal;
- OBJETIVO: Produção de novas unidades habitacionais voltadas as camadas de população de menor renda, concedendo expressivos subsídios, principalmente para a faixa de renda de zero a três salários mínimos.
Produção em Escala
- Amortização do custo da obra;
- Questão fundiária;
- Empreendimentos de Habitação de
Interesse Social.
- Padronização;
- Repetitividade;
- Produção em escala.
Industrialização
"Produzir de forma contínua e seriada, distribuindo uniformemente a construção por um período de tempo, e exige noções de repetição" (BRUNA, 1978).

MINHA CASA MINHA VIDA:
Estudo de Caso em um Empreendimento Residencial com Utilização do Sistema Construtivo "Jet Casa"

Autora:
Adriélle C. Favini

Orientador:
Eduvaldo Paulo Sichieri

Dissertação de Mestrado
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
INSTITUTO DE ARQUITETURA E URBANISMO
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUITETURA E URBANISMO
LINHA DE PESQUISA EM ARQUITETURA, URBANISMO E TECNOLOGIA
Início das Obras: Abril de 2011
Período das Visitas: Abril de 2011 a abril de 2012
Última visita realizada: Janeiro de 2013
Objetivo Geral
- Analisar e discutir o processo de produção de um empreendimento de habitação de interesse social;
- Utiliza o sistema construtivo “Jet Casa”, que é credenciado pela Caixa Econômica Federal e é homologado pelo IPT e pelo Instituto Falcão Bauer;
- Produção por uma empresa que possui ISO 9001 e PBQP-H nível A.

Objetivos Específicos
- Características intrínsecas ao sistema produtivo;
- Processo de projeto de edifícios;
- Análise tecnólogica do sistema construtivo;
- Geração de resíduos, possibilidade de reciclagem e reutilização;
- Projeto das edificações no ponto de vista de eficiência energética;
- Cuiabá - MT x São José do Rio Preto - SP;
- Patologias surgidas no momento de produção dos painéis e montagem das edificações.
Metodologia de Pesquisa
- Revisão Bibliográfica;
- Estudo de Caso.

- Estrutura da Dissertação.

Industrialização da Construção
Industrialização da Construção Civil
Produção Manufatureira
Processo de Projeto
Introdução de Inovação Tecnológica
Avaliação Tecnológica de Sistemas Construtivas
Ponto de Vista da Industrialização na Construção
Sistematização dos Produtos
Especialização da Mão-de-Obra
Concentração da Produção
Mecanização
Sustentabilidade na Construção Civil
Seleção e Escolha de Materiais e Sistemas Construtivos na Construção Civil
Desempenho Térmico das Edificações
Patologia das Edificações
Sistema Construtivo "Jet Casa"


Processo de Produção em São José do Rio Preto - SP
Fundação Pré-Fabricada "Jet Casa"
Produção dos Painéis
Formas
Vedação dos Tijolos
Armaduras
Kits hidráulicos
Caixas elétricas chumbadas
Revestimento do painel no sentido horizontal
Cura do Painel
Posteriormente ao sarrafeamento do reboco, os painéis ficam em cura por no mínimo doze horas. Após cura e desforma do painel, este é içado para que a outra face seja rebocada, com o painel na posição vertical.
Içamento do Painel
O içamento dos painéis na fábrica ocorre por pórticos metálicos rolantes com roldanas e guindastes em vários setores. Já durante a montagem da edificação o içamento ocorre com o caminhão munck.
Revestimento do painel - sentido vertical
Painel pronto para ser içado na fábrica
Estocagem dos painéis
Transporte
Após a cura e içamento dos painéis, inicia-se o transporte dos mesmos para o local de montagem, ou então são estocados. Para o transporte, os painéis são dispostos na ordem que serão utilizados no processo de montagem no local final.
Montagem dos Painéis
- Inicia após a fundação estar pronta e nivelada;
- Inicia com a montagem dos painéis externos para maior travamento;
- Auxílio de caminhão munck;
- Folga de 1,0 cm entre os painéis;
- Soldagem das cantoneiras de aço;
- Auxílio de mãos francesas, guincho munck ou guindaste para movimentação dos painéis.

Impermeabilização dos Painéis
A base dos painéis é impermeabilizada com camada de pasta de cimento polimérico com altura de aproximadamente 20 cm, em ambas em faces.

Variação Dimensional dos Painéis
- Altura entre 2,80 m a 3,10 m;
- Largura depende da necessidade de cada projeto.
METODOLOGIA
Industrialização da Construção Civil
Distância média de 2 km
Casa Modelo Tipo A
Processo de Projeto
- Entrevista com o técnico do SGQ;
- Método de processo de projeto utilizado;
- Grau de conhecimento da equipe envolvida;
- Momento da introdução da inovação;
- Preparo da empresa para produzir habitações com uma inovação no seu sistema de produção.

Avaliação Tecnológica de Sistemas Construtivos
1. Classificação da tecnologia em um dos três níveis de produção, de acordo com o grau de automação e padronização dos processos;
2. A tecnologia foi avaliada pelo processo de fabricação, que consistiu em analisar a existência de produtos padronizados.

3. Quantificação da mão-de-obra empregada na execução para determinação do
índice industrial de produção
.

Sustentabilidade na Construção Civil
Maia (2011)
Shimbo (2011)
Maia (2007)
Seleção e Escolha de Materiais e Sistemas Construtivos na Construção Civil
Classificação dos resíduos de acordo com a Resolução nº 307 do CONAMA para identificar as possibilidades de destinação final.
Desempenho Térmico das Edificações
ABNT NBR 15220
Software ZBBR
Realiza a classificação bioclimática dos municípios brasileiros, e a partir desta classificação, fornece diretrizes construtivas para habitações de interesse social, utilizando a ABNT NBR 15220 como fonte de dados.
Software Analysis Bio 2.1.5
Auxilia no processo de adequação de edificações ao clima local, com utilização de arquivos climáticos anuais e horários como arquivos resumidos na forma de normais climatológicas.
Método de Mahoney
É um método para auxiliar a elaboração de projetos climaticamente adequadas.
Insolação
Ventilação
Aberturas para ventilação
Análise de Materiais Opacos
Desempenho Térmico da Cobertura
Estratégias de condicionamento térmico
Patologias das Edificações
Sistema Construtivo "Jet Casa" - Processo de Produção em Cuiabá - MT
Produção de Painéis e Oitões
Formas Metálicas
Desmoldante
Fixação da forma para janela
Fixação da forma para porta
Aplicação da Argamassa de Revestimento - Face 01
Assentamento dos Tijolos
Posição dos Tijolos
Vedação dos Furos dos Tijolos
Colocação das Armaduras e Treliças Metálicas
Colocação da Bainha de PVC
Ajustes na bainha de PVC
- Inclusão de reforço da bainha de PVC: Reforço de aço CA-60 Ø 5.0 mm cortado na medida de 0,60 m, dobrado de forma a percorrer todo o diâmetro da bainha em raio menor que a base da sua extremidade;
- Inclusão de reforço da estrutura de içamento: Inserção de armadura CA-50 Ø 8.0 mm cortada na medida de 0,70 m, posicionada sobre a bainha de PVC.
.
Inclusão de reforço da bainha de PVC
Inclusão de reforço da estrutura de içamento
Rasgo na alvenaria para instalações hidrossanitárias
Instalações Elétricas
Tela metálica nas tubulações
Caixas Pré-Moldadas para Ar Condicionado
Concreto Usinado para Vigas
Aplicação da Argamassa de Revestimento - Face 02
Secagem dos Painéis
- Antes: 18 horas
- 19/01/2013: 24 horas
Desforma dos Painéis
Içamento do Painel
Produção de Oitões
Produção de Lajes
Montagem da Habitação Tipo F - 36,76 m² - 14 painéis
- Caminhão carregado com os painéis de uma edificação completa;
- Painéis identificados com giz conforme numeração fornecida no projeto dos painéis;
- Equipe de sete funcionários montaram quatro painéis em 1 hora e 40 minutos.
Industrialização da Construção Civil
- Manufatura heterogênea - simultaneidade de atividades e introdução de equipamentos, porém ainda existiu precedência de atividades e grande quantidade de mão-de-obra;
- Local de realização das atividades;
- Atividades de apoio;
- 05/04/2012 - notou-se a cobertura da primeira plataforma de fabricação;
- 19/01/2013 - notou-se a cobertura da segunda plataforma de fabricação;
- Fragmentação dos ofícios;
- Mão-de-obra não é especializada;
- 40 a 50 funcionários, e todos realizavam as mesmas atividades simultaneamente;
- 19/01/2013 - Terceirização dos serviços, com 60 funcionários na fábrica e 130 no empreendimento;
- Inexistência de artesãos;
- Funcionários ficam expostos a riscos ergonômicos.
Canteiro de Obras da Fábrica
Canteiro de Obras do Empreendimento
- Canteiro menor que o canteiro da fábrica devido as atividades realizadas;
- Habitações construídas também com o sistema construtivo convencional;
- Quadro de funcionários passou de 80 para 300 funcionários após simultaneidade de sistemas construtivos;
- 19/01/2013 - Terceirização dos serviços, com 60 funcionários na fábrica e 130 no empreendimento;
- Existe rastreabilidade de materiais e serviços - em qual quadra o material foi utilizado e qual funcionário executou o serviço;
- Os materiais não foram ensaiados antes de serem utilizados.
Processo de Projeto
- Método sequencial;
- Inovação de caráter incremental;
- Momento da implantação da inovação;
- Contratação de um consultor;
- Capacitação dos funcionários;
- 19/01/2013 - Desligamento do consultor;
- Técnicos do SGQ, juntos com o RD, elaboraram a documentação que fixou o novo sistema construtivo da empresa;
- Inexistência de projetos para produção;
- Inexistência de ferramenta da tecnologia da informação;
-Inexistência do estudo de viabilidade;
- Expectativa de ganhos futuros, risco ou valor da tecnologia não estudados antes da adoção da inovação.
Avaliação Tecnológica do Sistema Construtivo "Jet Casa"
Metodologia de Duarte (1982) utilizada para avaliar os elementos da industrialização na construção por sistemas.

NÍVEIS DE PRODUÇÃO

QUANTIFICAÇÃO DA MÃO-DE-OBRA EMPREGADA

SISTEMATIZAÇÃO DO PRODUTO
PRIMEIRO NÍVEL
Produções unitárias e artesanais, nas quais os operários utilizam diversas ferramentas.
SEGUNDO NÍVEL
Produção em massa, na qual os equipamentos são operados por funcionários.
r=0,63
A variável
r
é a relação entre a mão-de-obra empregada em atividades consideradas como industrializadas e atividades consideradas como artesanais. Quanto menor for o resultado (podendo chegar a zero), menos industrial é o sistema construtivo; e quanto maior for o resultado, mais industrializado é o sistema.
SISTEMA CONSTRUTIVO PARCIALMENTE EVOLUÍDO
SISTEMATIZAÇÃO DO PRODUTO
É a utilização de componentes padronizados, com qualidade e desempenho, e sua evolução se divide em três categorias, sendo a tradicional, a intermediária e a alta tecnologia.
Sustentabilidade na Construção Civil
SHIMBO (2011)
- Exige altos investimentos em equipamentos;
- Grande quantidade de mão-de-obra;
- Quebra dos painéis gera grande quantidade de resíduos e desperdício de materiais;
- Oferece riscos aos funcionários por lidar com elementos pesados;
- Surgimento de patologias que implicam diretamente na questão econômica.


DIMENSÃO EM NÃO CONFORMIDADE.
- População com hábito de morar em edificações com estrutura de concreto armado e vedação de tijolo cerâmico furado.


DIMENSÃO EM CONFORMIDADE.
- Mão-de-obra não qualificada, o que é um ato de total dominação.


DIMENSÃO EM NÃO CONFORMIDADE.
- Demasiado consumo de materiais naturais extraídos da natureza (aço e concreto).

DIMENSÃO EM NÃO CONFORMIDADE.
- A Caixa Econômica Federal financia o sistema construtivo.


DIMENSÃO EM CONFORMIDADE.
MAIA (2007)
- Sistema construtivo exige altos investimentos para produção.


DIMENSÃO EM NÃO CONFORMIDADE.
- Equilíbrio entre o respeito a cultura e a busca de inovações foi alcançado, pois manteve-se os materiais convencionais.


DIMENSÃO EM CONFORMIDADE.
- Mão-de-obra não é qualificada, o que é um
ato de total dominação.


DIMENSÃO EM NÃO CONFORMIDADE.
- O sistema consome aço e concreto em excesso.


DIMENSÃO EM NÃO CONFORMIDADE.
- Há participação do Governo Estadual para construção dos equipamentos comunitários e participação do Governo Federal no financiamento da construção do empreendimento através da CEF.


DIMENSÃO EM CONFORMIDADE.
- Empreendimento implantado dentro da malha urbana, e será provido de infraestrutura, equipamentos comunitários, áreas verdes e transporte coletivo.


DIMENSÃO EM CONFORMIDADE.
DIMENSÕES EM NÃO CONFORMIDADE DIMENSÕES EM CONFORMIDADE
- Econômica
- Social
- Ambiental
- Cultural
- Política
DIMENSÕES EM NÃO CONFORMIDADE DIMENSÕES EM CONFORMIDADE
- Econômica
- Social
- Ambiental
- Cultural
- Política
- Territorial
Seleção e Escolha de Materiais e Sistemas Construtivos na Construção Civil
ABNT NBR 15220-3 (2005)
Cuiabá
Software ZBBR
Software Analysis Bio 2.1.5
Método de Mahoney
Compilação dos dados
Insolação
Ventilação
- Aberturas para ventilação 10 a 15% da área do piso;
- Aberturas devem ser sombreadas, protegidas contra as chuvas e evitar a radiação solar direta;
- Devem ser posicionadas nas fachadas norte e sul.
Análise de Materiais Opacos
Fator Solar
Desempenho Térmico da Cobertura
PAINÉIS CONSTITUÍDOS POR:
- Concreto;
- Tijolo cerâmico furado;
- Argamassa de cimento;
- Armaduras;
- Treliças metálicas.
COBERTURA COMPOSTA POR:
- Telha cerâmica vermelha;
- Estrutura metálica para cobertura;
- Abertura para ventilação de 5 cm;
- Laje de concreto com espessura de 6 cm.
Patologias das Edificações
Patologias Visíveis na Produção dos Painéis
Patologias Visíveis nas Habitações Recém-Montadas
Sistema Construtivo "Jet Casa" - Processo de Produção em Cuiabá - MT
24/02/2012
19/01/2013
- Aumento da produtividade;
- Melhorias na argamassa de revestimento;
- Melhorias das condições térmicas.
- Não houve controle do tempo de pega da argamassa para evitar a formação do filme polimérico e redução da aderência da argamassa;
- Os tijolos não foram chapiscados, tampouco molhados;
- Não foi possível garantir o nivelamento e a espessura da argamassa em todos os pontos dos painéis;
- Método de execução do revestimento de argamassa apresentou divergências da forma como o sistema construtivo foi homologado.
- A vedação dos tijolos evidenciou duplamente o desperdício financeiro, de materiais e de tempo.
O primeiro desperdício foi na elaboração do projeto dos painéis, que mostrou o sentido de assentamento dos tijolos, porém, não foi integralmente seguido.
O segundo desperdício inicialmente foi a perda de painéis decorrente do surgimento de patologias devido a inserção de concreto nos furos dos tijolos, e após, no tempo, mão-de-obra e material gasto com a vedação dos furos dos tijolos.

- Quantidade de aço e concreto utilizado em cada painel possivelmente foi superior a quantidade necessária para uma edificação térrea, possuindo assim o intuito de resistir ao esforço sofrido no içamento. Isto evidencia o peso dos elementos produzidos.
- A argamassa de revestimento na face superior do painel é espalhada logo após a concretagem das vigas, o que evidencia a não realização da cura do concreto.
- A argamassa também não foi curada, pois os painéis, lajes e oitões, após terem sido produzidos, passaram apenas por um período de secagem sem receberem a água necessária para manter o teor de umidade satisfatório e evitar a evaporação da água da mistura durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes. Isso afeta a durabilidade e a resistência tanto da argamassa quanto do concreto.
- Após secagem dos painéis, os mesmos foram desformados e içados. Os painéis que se romperam pela falta de previsão da alteração do centro de gravidade quando os mesmos apresentaram alguma abertura foi falha de projeto.
- A utilização de equipamentos para içamento e transporte dos painéis exclui as complicações ergonômicas nos funcionários decorrentes do excesso de peso, porém, a segurança dos operários não está garantida. Estaria mais garantida com a utilização de componentes mais leves.
Desempenho Térmico das Edificações
- A estrutura metálica da cobertura inicialmente chegava pronta para ser montada devido as medidas pré-definidas em projeto, após, passou a ser medida "in loco" devido a problemas de encaixe da estrutura da cobertura com os oitões e beirais. Isto evidencia que as edificações deste empreendimento não são industriais.
Casas Convencionais versus Casas "Jet Casa"
Industrialização da Construção
- Caracteriza essencialmente uma manufatura;
- Existência do trabalhador coletivo - simultaneidade de atividades; diminuição das lacunas da construção; aumento da produtividade e do lucro;
- Existência de atividades artesanais.
Processo de Projeto
Avaliação Tecnológica de
Sistemas Construtivos
Avaliação de Sistemas Construtivos sob o Ponto de Vista da Industrialização da
Construção
Duarte (1982)
Sistema construtivo "Jet Casa" não pode ser considerado industrializado porque os conceitos da industrialização não são praticados, como sistematização dos produtos com a padronização, a mão-de-obra não se apresenta especializada, os aspectos da produção não se mostram concentrados, e a produção não é mecanizada.
SISTEMA CONSTRUTIVO
PARCIALMENTE
TRANSFORMADO OU
EVOLUÍDO
Sustentabilidade na Construção Civil
- Questão econômica:
mesmo que
necessite de menos mão-de-obra comparando-se com o sistema construtivo convencional, o sistema construtivo "Jet Casa" exige grande quantidade de mão-de-obra e altos investimentos iniciais em equipamentos. Além disso, as inúmeras patologias surgidas implicam diretamente na questão econômica.

- Questão social:
a falta de qualificação da mão-de-obra expõe os operários a situação de dominação.

- Questão ecológica/ambiental:
antes que o sistema construtivo se difunda no país, o mesmo deve ser revisto e adequado para que não prejudique o meio ambiente, as fontes de recursos naturais ou as gerações futuras no provimento de materiais. As patologias surgidas influenciam diretamente a questão ambiental - maior extração de materiais naturais e maior quantidade de resíduos gerados.
Desempenho Térmico das Edificações
Insolação
Ventilação
Desempenho Térmico das Paredes
54,24 m²
Desempenho Térmico da Cobertura
Propostas de Alterações Projetuais
Patologias das Edificações
Sistema de Produção de São José do
Rio Preto - SP versus Cuiabá - MT
- Produtos de produto, projetos para produção, cálculos de projeto devem ser desenvolvidos simultaneamente;
- Interação das equipes para possibilitar retroalimentação projetual;
- Capacitação das equipes – integração das inovações as soluções e processos construtivos tradicionais;
- Conhecer o estágio de desenvolvimento da tecnologia adotada;
- Inovação adotada é de caráter incremental:
Capacitar toda a equipe;
Preparar a empresa para a inovação;
Realizar estudo de viabilidade.

Casas Convencionais versus
Casas "Jet Casa"
O início de construção de habitações com o sistema construtivo convencional foi o resultado de:

- Pouco domínio da nova metodologia de trabalho;
- Pouco tempo dedicado a projetos, planejamentos, pesquisas, protótipos e ensaios;
- Da forma errônea como o projeto foi desenvolvido;
- Do momento em que ocorreu a introdução dessa inovação;
- Da falta de cura dos painéis;
- Do início da produção em série com alterações nas etapas do processo de produção.
- Simultaneidade e rede de precedências na realização das atividades;

- Altos investimentos iniciais em equipamentos e grande quantidade de mão-de-obra;

- Os canteiros de obras caracterizam essencialmente uma manufatura, ora heterogênea, ora orgânica;

- A produtividade depende da existência do trabalhador coletivo para preencher os orifícios da construção, da habilidade do operário e da qualidade das ferramentas utilizadas;

- Processo de projeto não foi adequado;

- Necessidade de desenvolvimento dos projetos para produção, de cálculos de projeto, e de estudo tecnológico, como adensamento do concreto ou estudo de consistência;

- Introdução da inovação na fase inicial do empreendimento;

- Realização do estudo de viabilidade;

- Necessidade de adoção de metodologias que realizam controle mais rigoroso das atividades desenvolvidas;

- Identificação de patologias que interferem diretamente na questão econômica, na durabilidade e manutenção das edificações;

- O sistema construtivo é parcialmente transformado no subsistema vedação. Há o predomínio de atividades artesanais e manuais;

- O sistema apresenta não conformidades com as dimensões da sustentabilidade pesquisadas;

- As habitações não são adequadas para o clima local;

- Seria mais barato executar o revestimento em uma das faces com o painel no sentido vertical, executar chapisco nos painéis, molhar o substrato antes de aplicar a argamassa de revestimento, e realizar a cura correta;

- A durabilidade do componente é diretamente dependente do controle nas fases de produção e de montagem;

- Início de construção de edificações com o sistema construtivo convencional como resultado de patologias surgidas na produção de painéis pelo sistema “Jet Casa”;

- A certificação da qualidade do processo, a obtenção de relatórios técnicos, e o credenciamento na Caixa Econômica Federal, como ocorre em Cuiabá, não são suficientes para garantir a qualidado do produto;

- A falta de investimento em tempo, pesquisas, treinamento de funcionários, conhecimento da tecnologia, gestão e coordenação de projetos e elaboração de planejamentos podem impactar diretamente nas questões econômica e ambiental;

- É necessário existir fiscalizações nas atividades desenvolvidas em empreendimentos, no âmbito de garantir que sistemas construtivos homologados e certificados sejam produzidos da forma como foram documentados;

- É necessário rever os critérios de homologação de um sistema construtivo.

Recomendações aos Construtores
- Ao iniciar um projeto, o mesmo deve ser analisado como um todo. Todos os envolvidos devem se comunicar desde o início do projeto, deve existir projetos para produção, a tecnologia deve ser estudada e o estudo de viabilidade deve ser realizado antes da decisão sobre a adoção da tecnologia;

- Deve existir projeto com a paginação dos tijolos, com o sentido de assentamento dos mesmos e a sua utilização deve ser garantida, para evitar as lacunas da construção com a vedação dos furos dos tijolos;

- Deve existir projeto estrutural para garantir a utilização apenas da quantidade necessária de material;

- Deve ser realizada a compatibilização entre as diversas disciplinas projetuais antes de iniciar a obra;

- As edificações devem estar de acordo com o clima local;

- O processo de produção de edificações deve ser seguido conforme método homologado e certificado;

- O concreto e a argamassa devem possuir seu traço definido antes do início das obras;

- A bainha de PVC dos painéis deve ser instalada entre sob as armaduras e treliças metálicas para evitar o rompimento do painel durante içamento do mesmo;

- Deve ser realizada a cura tanto do concreto quanto da argamassa;

- As instalações hidrossanitárias e elétricas devem ser embutidas nos tijolos;

- Painéis com abertura possuem centro de gravidade alterado, portanto, a diferença de peso dos lados dos painéis deve ser considerada durante a instalação do gancho no painel.

- Aprofundar as causas e soluções das patologias surgidas;

- Patologias surgidas em outros empreendimentos executados por outras empresas;

- Alteração no processo de produção com a intenção de reduzir as patologias iniciais intrínsecas ao processo de produção;

- Possibilidade de substituir os tijolos cerâmicos por materiais mais leves;

- Acompanhamento do desempenho de edificações construídas com o sistema construtivo "Jet Casa";

- Avaliação Pós-Ocupação;

- Comparação do sistema construtivo "Jet Casa" com o sistema construtivo convencional em relação a custo e tempo de execução;

- Análise dos critérios avaliados e utilizados na certificação de sistemas construtivos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas e pelo Instituto Falcão Bauer;

- Análise dos critérios avaliados e utilizados na homologação de sistemas construtivos pela Caixa Econômica Federal;

- Se sistemas construtivos homologados e certificados que não são produzidos como foram documentados podem ter a obra paralisada;

- Análise dos critérios que possibilitam uma empresa em adotar uma tecnologia homologada/certificada, a fim de obter informações como a existência de avaliação apenas de projeto ou das reais condições da empresa em produzir em escala.


____ ABNT. NBR 7200 - Revestimento de Paredes e Tetos com Argamassas. Materiais, Preparo, Aplicação e Manutenção. Rio de Janeiro, 1998, 13 p.
____ ABNT. NBR 15220-1 - Desempenho Térmico de Edificações. Parte 1: Definições, Símbolos e Unidades. Rio de Janeiro, 2005, 7 p.
____ ABNT. NBR 15220-2 - Desempenho Térmico de Edificações. Parte 2: Métodos de Cálculo da Transmitância Térmica, da Capacidade Térmica, do Atraso Térmico e do Fator Solar de Elementos e Componentes de Edificações. Rio de Janeiro, 2005, 21 p.
____ ABNT. NBR 15220-3 - Desempenho Térmico de Edificações. Parte 3: Zoneamento Bioclimático Brasileiro e Diretrizes Construtivas para Habitações Unifamiliares de Interesse Social. Rio de Janeiro, 2005, 23 p.
____ ABNT. NBR 15220-4 - Desempenho Térmico de Edificações. Parte 4: Medição da resistência térmica e da condutividade térmica pelo princípio da placa quente protegida. Rio de Janeiro, 2005, 8 p.
____ ABNT. NBR 15220-5 - Desempenho Térmico de Edificações. Parte 5: Medição da resistência térmica e da condutividade térmica pelo método fluximétrico. Rio de Janeiro, 2005, 7 p.
____ ABNT. NBR 15575-1 - Edifícios Habitacionais de Até Cinco Pavimentos - Desempenho Parte I: Requisitos Gerais. Rio de Janeiro, 2010, 58 p.
____ ABNT. NBR 15575-2 - Edifícios Habitacionais de Até Cinco Pavimentos - Desempenho Parte II: Requisitos para os Sistemas Estruturais. Rio de Janeiro, 2010, 32 p.
____ ABNT. NBR 15575-3 - Edifícios Habitacionais de Até Cinco Pavimentos - Desempenho Parte III: Pisos Internos. Rio de Janeiro, 2010, 40 p.
____ ABNT. NBR 15575-4 - Edifícios Habitacionais de Até Cinco Pavimentos - Desempenho Parte IV: Sistemas de Vedações Verticais Externas e Internas. Rio de Janeiro, 2010, 43 p.
____ ABNT. NBR 15575-5 - Edifícios Habitacionais de Até Cinco Pavimentos - Desempenho Parte V: Coberturas. Rio de Janeiro, 2010, 62 p.
____ ABNT. NBR 15575-6 - Edifícios Habitacionais de Até Cinco Pavimentos - Desempenho Parte VI: Sistemas Hidrossanitários. Rio de Janeiro, 2010, 34 p.
ANDRADE, J.J.O. Propriedades Físicas e Mecânicas dos Materiais. In: IBRACON. Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de Materiais. 1ed. São Paulo: ISAIA, G.C., 2007, vol.1.
BARROS, M.M.B. Metodologia para implantação de tecnologia construtiva racionalizada na produção de edifícios. 1996. Tese (Doutorado) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo.
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Obrigada!
Adriélle Carpiné Favini
adriellefavini@hotmail.com
adriellefavini@usp.br
(65) 8123 - 8287

- Déficit habitacional e produzir em grande escala, automaticamente pensa-se na necessidade de racionalizar e industrializar;
- A industrialização da construção tem produção fabril seriada e em escala, introduz alterações tecnológicas e organizacionais na produção, e propõe a transformação dos métodos de trabalho prevalecentes no setor (FARAH, 1996);
- Maior eficiência através do aumento da produtividade;
- Sistemas construtivos racionalizados e industrializados exigem a parcelização e especialização da mão-de-obra;
Indústria da construção civil.

- Pode ser considerada como uma das etapas mais importantes no processo de construção civil;
- Determinação dos custos da obra;
- Seleção dos materiais e sistema construtivo;
- Requisitos de qualidade e desempenho dos insumos;
- Padrões de qualidade dos materiais.
- Envolvimento dos projetistas desde a fase inicial de desenvolvimento do projeto;
- Qualificação e competência dos profissionais;
- Projetos que introduzem alguma inovação exigem muito mais planejamento, coordenação, organização, repetitividade e eficiência no processo de produção.


Segundo o Manual de Oslo (2004), pode ser inovação de caráter radical ou de caráter incremental ou de melhoramento.

Avaliação dos Sistemas Construtivos sob o Ponto de Vista da Industrialização da Construção (Duarte, 1982)

Defende a ideia de que a construção industrializada para habitação de interesse social é aquela que se caracteriza pela fabricação de componentes em grandes quantidades, antes produzida artesanalmente e de maneira individual, agora através de um novo procedimento que abrange quatro aspectos.
Esta corrente defende a produção em massa.

Aplicação da Metodologia
1) Classificar a tecnologia em um dos três níveis de produção: primeiro nível, segundo nível, terceiro nível;
2) Avaliar a tecnologia pelo processo de fabricação, que consiste em analisar se há produtos padronizados;
3) Quantificação da mão-de-obra empregada na execução para determinar o índice industrial de produção;






4) Utilização dos princípios da industrialização. Analisar a tecnologia qualitativamente através de uma matriz de avaliação, em que as linhas correspondem aos subsistemas funcionais de um edifício e as colunas são os elementos de sistematização.

Na construção civil, itens como condições de trabalho, salubridade, segurança, falta de domínio da tecnologia, adequação do sistema, também são assuntos contidos em sustentabilidade.

Shimbo (2011) – Dimensões: Maia (2007) - Dimensões:
Econômica; Econômica;
Cultural; Cultural;
Social; Social;
Ambiental; Ecológica;
Política. Política;
Territorial.

- Não existe material de construção que não cause impacto ambiental (John, 2007).
- Causar o menor impacto ambiental, atender a função requerida, ser viável economicamente;
- Os critérios básicos para escolher materiais são de ordem técnica, de ordem econômica e de ordem estética;
- Minimizar a quantidade de resíduos gerados;
- Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) criou a resolução de número 307, atribuindo responsabilidades para o poder público municipal e para os geradores de resíduos no que se refere a sua destinação.

- Classe A – resíduos reutilizáveis ou recicláveis, tais como resíduos de pavimentação, terraplanagem, componentes cerâmicos, argamassa, concreto;
- Classe B – resíduos recicláveis para outras destinações, tais como plásticos, papelão, papel, metais, vidros, madeiras e gesso;
- Classe C – resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem ou recuperação;
Classe D – são resíduos perigosos provenientes do processo de construção, tais como tintas, solventes, óleos ou outros.

Patologia das edificações é “a ciência que estuda as origens, causas, mecanismos de ocorrência, manifestações e consequências das situações em que os edifícios ou suas partes deixam de apresentar o desempenho mínimo pré-estabelecido” (SABBATINI et al, 2003).

As principais patologias na argamassa de revestimento são descolamentos, descolamentos em placas, e fissuras surgidas por retração plástica ou por secagem (BAUER, 1994).

As principais patologias surgidas no concreto são as fissuras, as trincas, a retração (THOMAZ, 2007).

É um método de fabricação de painéis autoportantes e estruturados em concreto armado pelo perímetro com enchimento executado com tijolos cerâmicos de oito furos, já saem da linha de produção rebocados e com a tubulação elétrica e hidráulica embutidas, portas e janelas metálicas já instaladas.

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