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TÁTICAS DE CQB

INSTRUÇÃO
by

Max Kardec

on 24 November 2012

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Transcript of TÁTICAS DE CQB

Instruções para Táticas Militares Preparar o jogador de Paintball para prática do Real Action (RA) na modalidade MilSim. (Simulação Militar) Objetivo Roteiro TATICAS DE CQB

SINALIZAÇÃO TÁTICA DE MÃOS

SINAIS E GESTOS

ESTRATÉGIA GERAL DE COMANDO

MOVIMENTAÇÃO NA MATA

USO TATICO DO RADIO

GHOST FLANKER Táticas de CQB CLOSE QUARTER BATTLE Entenda-se, pois, que o Combate/Confronto/
jogo em Ambiente Fechado, nada mais é do que a ação conjunta e tática de grupos especializados e devidamente treinados para tanto em locais onde o elemento surpresa é preponderante. Os ambientes internos desfavorecem tais operações, pela quase sempre falta prévia de:

Conhecimentos da planta do local
Inexistência de cobertura
Pequeno espaço nos cômodos para movimentação e
Principalmente a ampla possibilidade de emboscada. São elas:

Construções
Residências,
Vielas estreitas
Escadarias
etc.
Onde a visibilidade é diminuída por obstáculos tais como muros, paredes, portas, janelas, e tudo quanto ao mais impossibilite a plena visão periférica do local. Em situações tais, prevalecerá sempre o bom senso, a higidez mental e física, e mais do que tudo, as aplicações técnico-táticas de seu aprendizado e treinamento constante.
O Jogador age não isoladamente, mas com mentalidade de grupo, com força de um time que antecipará, sempre, todos os movimentos da própria equipe e da força adversária. Como ponto inicial, a POSTURA do jogador necessita de um enfoque todo especial.

Em situais CQB, deve-se adotar uma postura ofensiva, o que certamente virá a tornar o tempo de reação do operativo muito menor em relação a qualquer situação.

O marcador deverá estar seguro por ambas as mãos, na altura dos ombros/olhos, fazendo-se a mira normal de combate.

Os dois olhos abertos permitirão que o jogador tenha uma visão completa de todo o limitado perímetro, fazendo uma varredura em todas as direções, na altura das miras de seu marcador, o que se chama de “tática do terceiro olho”. Deve ser lembrado que, ao se passar por vãos, janelas, portas ou quaisquer tipos de abertura, deverá o jogador retrair o marcador, trazendo-o junto ao seu corpo, ainda em postura ofensiva, evitando que por deslize ela lhe seja arrancada das mãos por um oponente escondido do outro lado. É primordial esta postura ofensiva, evitando-se os fantasiosos estilos de combate de filmes “enlatados”, onde se vê o completo descaso de atores em arremedos de policiais, mantendo armas em seus coldres abertos, ou apontadas para baixo, para cima ou para os lados. Tais posturas – ditas defensivas – podem ter emprego em outras situações que não sejam CQB, mas deixam a desejar quanto à necessidade de sobrevivência do jogador. (tempo de resposta a reação) A MOVIMENTAÇÃO do jogador em sede de CQB deve ser feita com extrema cautela, no maior silêncio possível, preferencialmente com comunicação visual (gestos preestabelecidos) entre a equipe.
Deve-se evitar o cruzamento das pernas ao andar, o que poderá ocasionar perda de equilíbrio em um momento crítico. Passos seguros, silenciosos e firmes são recomendados, acobertados o operativo por paredes, barricadas ou escudos.
Deve-se evitar o uso de bonés ou chapéus de abas largas, que impossibilitem um deslocamento seguro.
Utilizando-se bonés, devem estar com a aba voltada para trás, facilitando a visão e o deslocamento. Movimentando-se em CORREDORES e VIELAS, a atenção do Time deve ser redobrada.
Não existe muito espaço, e a possibilidade de proteção se torna restrita. A existência de uma rota segura de fuga será praticamente nula.

A flexibilidade de movimentos e a rapidez em se ultrapassar tais locais são questões importantíssimas para a sobrevivência do Time. Em manobras desse tipo, os times (formados por dois, quatro, seis ou, no máximo, oito elementos) devem estar compactos, formando um verdadeiro “caminho de cobra”, uma fila (ou duas, dependendo da largura do local) em que o primeiro elemento estará dando proteção aos demais, que estarão “escondidos” atrás de seu próprio corpo.

A reação do elemento de frente, em face de qualquer ato de agressão do(s) oponente(s) deverá ser imediata, efetuando uma verdadeira “barragem” de disparos que venha a facilitar um seguro posicionamento dos demais integrantes do time.

Nestas situações, é aconselhável que o elemento de frente esteja portando equipamento de alto poder de disparo (eletrônica), sendo desaconselhável para seu uso marcadoras mecânicas, pela baixa cadência de disparos.
Entretanto, estando o primeiro elemento usando um escudo balístico, pode posicionar-se defensivamente, dando proteção aos companheiros de trás. Ao último integrante do time, que estará fechando o “caminho de cobra”, é dada a missão de garantir a segurança de todos contra eventual ataque ou emboscada pelas costas do esquadrão.

Deverá este “elemento-segurança” do time avançar de costas, visualizando a parte de trás do ambiente já percorrido. Para tanto, deverá empreender treinamento árduo neste sentido.

Uma boa técnica é aquela em que encostará suas próprias costas nas costas do companheiro logo a sua frente, permitindo não perder o contato com o time, mantendo assim sua compactação. Os demais componentes do Time, que estarão no meio do “caminho de cobra” deverão estar, portanto suas armas nas mãos, trazendo os braços junto ao peito, em “postura ofensiva de espera”.
Posição Sul Cobertura de Retaguarda “postura ofensiva de espera” ? Além do mais, o jogador poderá fazer com que o oponente tenha uma via de escape, proporcionando a sua captura por outros jogadores aliados que eventualmente estejam do lado de fora do prédio. Subindo, o jogador irá encurralar o oponente, forçando-o a enfrentá-lo.
Assim sendo, em havendo opção, o jogador deve realizar a busca descendo a escadaria. Em escadas, é sempre mais fácil combater de cima para baixo, pois se perde muito menos tempo descendo uma escada do que ao subi-la. É importante salientar que muitas escadas possuem cortes de ângulos retos, o que dificulta a visualização do que está por trás.
Desta forma, faz-se mister utilizar as técnicas já descritas para se operar com maior segurança, devendo-se sempre manter a arma como o seu “Terceiro Olho”.
Edição MAX KARDEC maxkardec@hotmail.com 1TMK
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