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BIOMAS

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by

Annderson Oliveira

on 12 September 2014

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BIOMAS
TERRESTRES
O QUE SÃO BIOMAS?

QUAIS CARACTERÍSTICAS LEVAM UM BIOMA A SE DESENVOLVER?

QUAIS BIOMAS PRESENTES NA TERRA, NO BRASIL E NO MUNDO?

QUAL A FLORA E A FAUNAS NESSES BIOMAS?

AS CARACTERÍSTICAS DESSES BIOMAS?
INTEGRANTES:


ANA BEATRIZ MEDEIROS
ANNDERSON OLIVEIRA
LUÍS FELIPE DA COSTA
THALES COSTA
VINICIUS LAMAS

DISCIPLINA: GEOGRAFIA
PROFESSOR: LEVI
TEMA: BIOMAS TERRESTRES
O QUE SÃO BIOMAS?
Biomas são um conjunto de diferentes ecossistemas que possuem um grande nível de características semelhantes entre si. Um bioma não se resume apenas ao clima, à flora, à fauna, às massas de ar, aos rios, ventos, ao solo, ao relevo e etc. Mas, à todo conjunto de interações dos organismos vivos com o ambiente.


CARACTERÍSTICAS E FATORES DE DISTRIBUIÇÃO DE UM BIOMA

Sendo um bioma tão complexo, para que um bioma surja, são necessárias vários fatores como: clima, nível de insolação, pluviosidade, massas de ar presentes, presença de água, altitude da superfície, tipo de solo e umidade do ar. Sendo estes conhecidos como fatores abióticos (sem vida).

Além dos fatores abióticos, existem também os fatores bióticos, ests constituem entre os organismos vivos presentes naquele bioma e suas relações que o formam, tais como decomposição e polinização.
TIPOS DE BIOMA

Os diferentes fatores que são necessários para o surgimento de um bioma e a diferença entre esse conjunto de fatores leva o surgimento de diferente biomas ao redor do Globo terrestre, entre os principais em termos mundiais podemos citar: Tundra, Taiga, Floresta Temperada, Desertos, Floresta Tropical, Floresta, Cerrado/Savanas e Campos.
Vindo para o Brasil podemos apontar, a Floresta Amazônica (Equatorial), Mata Atlântica (Tropical), Mata da Araucárias (Subtropical), o Cerrado, o Pantanal, a Caatinga e os Pampas.
Já no Rio Grande do Norte, podemos observar: Mata Atlântica e a Caatinga.
A tundra se apresenta em regiões frias, próximas aos pólos, com verão curto e inverno longo, temperaturas baixas que não passam de 8ºC, apresentam plantas rasteiras como ervas, arbustos e musgos devido ao frio e a pouco duração do verão que não permite o desenvolvimento de árvores altas. Pode ser observada, no norte dos continentes Americano, Europeu e Asiático.
A taiga, também conhecida como floresta boreal ou floresta de coníferas, é um bioma subpolar, normalmente situado em áreas um pouco distantes dos pólos, apesar de conter um rigoroso inverno, possui verão mais quente e que há degelo total da superfície permitindo que árvores coníferas como pinheiros, espruces e abetos se desenvolvem, tal como também, animais de portes maiores possam viver nessas áreas, abrange parte da América do Norte, Europa e Ásia
As florestas temperadas é um tipo de bioma característico das zonas temperadas da Terra, suas principais características é possuir as quatro estações do ano bem definidas e apresentar árvores decíduas, ou seja, que no outono, as folhas se amarelam e caem para a chegada do inverno e na primavera voltam a florescer. Possui clima ameno, solos ricos em nutrientes e grande abrangência de espécies como o Carvalho e a Nogueira. No entanto, pouco se existe destas florestas hoje em dia, devido ao desmatamento para agricultura. Abrange grande parte da América do Norte, Europa, Ásia e parte da Oceania e América do Sul.

Floresta Tropical é um tipo de bioma existente na zona temperada, próximo a linha do equador, possui um grande nível de biodiversidade tanto em termos de flora e fauna, possui clima úmido, bastante caracterizado pelo grande nível de precipitação, apresenta clima quente, com temperaturas mínimas de 20º, vem sofrendo grandes impactos ambientais recentemente, apesar de possuir ainda vasta área do planeta, pode ser encontrada na América do Sul, África, Oceania, partes da Ásia e da América Central e do Norte.

Deserto é um tipo de bioma existente em várias partes do mundo, podendo ser encontrado em praticamente todos continentes, sua principal característica é sua baixa pluviosidade, apesar de muitos acreditarem que desertos não sustentam vida, eles apresentam grande biodiversidade, porém, se mantém sem pesquisas. Possui solo árido e arenoso, principalmente, composto de dunas. Sua vegetação compõe de plantas xerófitas que armazenam água.

Campos é um tipo de bioma sido nas zonas subtropicais, é caracterizado pela vegetação de gramíneas e o clima úmido, o que leva a boa parte de sua área a ser usada como plantio de cereais e/ou agropecuária, há 3 principais denominações de Campos ao redor do mundo: os Pampas situado na América do Sul, a Pradaria situada na América do Norte, e Estepes na Ásia. Sua flora predomina de arbustos e baixo capim, muitas vezes seco, como no caso dos estepes.
OS BIOMAS BRASILEIROS:
O Brasil pode ser considerado um dos países com mais biodiversidade no mundo, sua grande extensão de proporções continentais e por ter territória situado tanto nas zonas tropicais e temperadas o leva a apresentar diversas condições de ambiente, o que leva, por sua vez, à formação de diversos biomas apenas em nosso país. O Brasil tem 6 principais biomas: A Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, o Cerrado, a Caatinga, os Pampas e o Pantanal.
A Amazônia ou Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do mundo e o maior bioma em território brasileiro, ocupa ocupa uma área de 4.196.943 Km² e constitui 35% da formação florestal do globo terreste, caracterizada pelo seu clima equatorial úmido e sua grande biodiversidade, apresenta-se normalmente na forma de florestas tropicais densas, sua grande biodiersidade e grande extensão leva a Amazônia a ser grande fonte de pesquisa, principalmente no setor farmacêutico. A floresta amazônica é composta, principalmente, de vegetação densa e alta, com solo fértil e úmido devido a decomposição de plantas e grande fauna constituída dos mais diversos tipos de animais.
O Cerrado é um bioma brasileiro que se estende pelas regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste, considerada a "Savana Brasileira" devido a ser uma derivação das savanas africanas. É o segundo maior bioma brasileiro com área de cerca de 2.045.064 km², se situa geralmente, em planaltos, fica numa área de clima tropical quente e com pluviosidade de 1200mm por ano e temperatura de 25ºC a 40ºC, propiciando o desenvolvimento da terceira maior biodiversidade dos biomas brasileiros. Apesar de pouco conhecida, a flora e a fauna apresentam várias características únicas, possuindo muitas espécies endêmicas. O Cerrado permaneceu praticamente intacto até a década de 1960, até quando começou a ocupação do Centro-Oeste e o plantio de soja, arroz e feijão tomou conta do solo que antes possuia muitos minerais que o tornava ácido, no entanto, o solo teve seu Ph tratado com diversos métodos.
Caatinga (vem do tupi: mata branca) é um bioma brasileiro que abrange principalmente, o interior da região Nordeste, considerado um misto entre savana e estepe, é o quarto maior bioma brasileiro, com cerca de 850.000 km² (10% do território brasileiro), apresenta revelo com planaltos e depressões, apresenta, além do clima tropical semi-árido, baixa pluviosidade devido às chuvas do litoral não passarem para o interior, o que torna o ambiente quente e seco, sua vegetação é do tipo xerófita, que absorve a água do solo e que cai suas folhas durante a época de seca. Apresenta grande variedade de fauna, com cerca de 1300 espécies datadas.
A Mata Atlântica é um bioma brasileiro de floresta tropical que situa-se na costa leste do Brasil, desde o Nordeste até o Sul do país. Em 1500, a área original da Mata Atlântica era de cerca de 1.315.460 km², sendo o terceiro maior bioma brasileiro, no entanto, atualmente, restam aproximadamente 102.012 km², aproximadamente 7,91% da área original, isso devido à construção de centros urbanos nas área que antes eram o bioma, à exploração de pau-brasil e a agricultura de cana-de-açúcar durante a "descoberta" e colonização do Brasil. Apresenta grande biodiversidade em termos de flora e fauna, perdendo apenas para a Amazônia no Brasil, sem falar no grande número de espécies endêmicas, que é cerca de 8 mil espécies vegetais e 39% da fauna.
A Mata das Araucárias é um ecossistema incluso dentro da Mata Atlântica, no entanto, suas características próprias, como a própria vegetação do local composta de angiospermas e coníferas, algo típico de regiões de clima subtropical (abaixo do Trópico de Capricórnio) que a diferencia do restante da Mata Atlântica que possui clima tropical. Sua altitude que pode chegar a 1800m acima de nível do mar, o que leva essa região a ser mais fria que o restante da Mata Atlântica, podendo chegar a 0º no inverno. Possui fauna e flora ricas, de grande biodiversidade, muitas endêmicas.
Pantanal é um bioma classificado como uma savana estépica alagada, se situa no território brasileiro nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Apresenta seu solo alagado nas épocas de chuva e na época de seca, com o nível mais baixa, formando bancos de areia e áreas com gramíneas. O Pantanal apresenta clima quente e úmido, além de se situar na bacia do Rio Paraguai e com grandes níveis de pluviosidade, o que contribui para o contínuo alagamento de sua área. Em termos de biodiversidade, o Pantanal se assemelha bastante ao Cerrado e a Amazõnia, com grande diversidade, principalmente, de aves, peixes e répteis.
Pampas é um bioma de Campos situado na região Sul do Brasil com área de cerca de 750 000 km² (contando também com a área na Argentina e no Uruguai). Apresenta clima subtropical úmido, o que o torna o mais frio dos biomas brasileiros, apresenta alta pluviosidade o que uda na fertilidade do bioma. A vegetação nos Pampas é geralmente composta por gramíneas e algumas árvores, geralmente, de pouca altitude, os Pampas também estão situados em regiões com cercada de rios, isso ao lado do terro plano, leva a degradação constante desse bioma que hoje é ameaçado de extinção pela atividade agropecuária.
BIOMAS DO RN
O Rio Grande do Norte apresenta em seu território apenas dois dos principais biomas brasileiros: A Mata Atlântica nas regiões litorâneas e a Caatinga no interior do estado, com cada uma representando cerca de 6% e 94% da vegetação total do estado, respectivamente. Boa parte de ambos os biomas estão degradas atualmente no nosso estado, a Mata Atlânticafoi desmatada principalmente para a construção dos grandes centros urbanos do estado, situados no litoral. Já a Caatina sofre com o crescimento do número de olarias no estado, que causam a desgradação do bioma no estado.
Podemos citar atualmente o Parque das Dunas como a maior área preservada de Mata Atlântica no estado, com cerca de 1.172 hectares de área preservada.

PAISAGENS VEGETAIS DOS BIOMAS
Todo bioma apresenta uma característica específica em termos de vegetação, isto é decorrente de diversos fatores, desde de insolação, pluvosidade, solo, clima, altitude e etc.
Os principais tipos de paisagens vegetais no mundo são: Caducifolias, Latifoliada, Aciculifoliadas, Arbustivas, Herbáceas, Alagadiças/Higrofilas e Xerofíticas.

Xerófíticas é a classificação dada ao tipo de vegetação que possuem uma estrutura especial no seu tecido molecular, o que a torna resistente e adaptada à temporadas de secas, falta de água e maior resistências em climas áridos. Pode ser encontrada principalmente em Savanas e Desertos, e no Brasil, no Cerrado e na Caatinga. Suas características são: Baixa ou nenhuma quantidade de folhas, raízes longas para alcançar camadas mais próximas dos lencóis freáticos, possui caules grossos e resistentes, geralmente, contendo espinhos para dificultar a evaporação de água e o ataque de animais herbívoros.
Aciculifoliadas (plantas coníferas) é a classifição dada para o tipo de vegetação que possui folhas longas em forma de agulhas, assim diminuindo a perda de água durante o inverno, outro fator predominante nelas é seu formato de cone, o que faz com que a neve escorra por suas folhas e caiam no solo, impedindo que a árvora seja danificada. Esse tipo de vegetação é bastante presente na Taiga, e no Brasil, pode ser observada na Mata das Araucárias.
Caducifólia é a classificação dada para as espécies de vegetais que em determinada estação do ano (geralmente, o Outono), perdem suas folhas e flores, restando apenas o caule e raiz, com o objetivo de que durante o inverno, seu nível de evaporação reduza e por sua vez, a perda de água, devido ao fato de que em épocas mais frias, a água geralmente se encontra congelada e se torna difícil a sua obtenção. Pode ser encontrada, principalmente, nas florestas temperadas, sendo esta uma das principais características deste bioma.
Latifoliadas é a classificação utilizada para denominar as árvores que possuem folhas largas e grandes, encontrada principalmente nas florestas tropicais, como a Amazônia e a Mata Atlântica no Brasil, possui sua estrutura adaptada ao clima úmido, as largas folhas permitem maior absorção da umidade do ar e de gás carbônico para realização da fotossíntese, além de auxiliar na respiração da planta, o que torna essas árvores, grande fonte de oxigênio no mundo.
Herbáceas/Gramíneas é a classificação dada à vegetação que possuem baixa altura, sendo normalmente, rasteiras, formada principalmente por tipos de grama e ervas, esse típico de vegetação é bastante típico de biomas como Tundra, Campos e Savanas, aqui no Brasil, podemos encontrá-lo nos Pampas, no Cerrado e na Caatinga. A vegetação de gramíneas se desenvolve por diversos fatores, geralmente, climáticos, por exemplo, na Tundra, se desenvolve gramíneas devido ao frio não permitir que de desenvolvam árvores mais altas. A vegetação de gramíneas, principalmente em áreas de latitude mais baixas.
Higrófila é a classificação de vegetação usada para denominar as espécies de planta que vivem em ambientes úmidos, próximos a rios, lagos ou em mangues, possuem raízes pequenas, troncos bem desenvolvidos e folhas grandes, essenciais para a sobrevivência da planta em ambientes com grande concetração de água. Esse tipo de vegetação, geralmente, pode ser encontrada em florestas tropicais, aqui no Brasil, pode ser encontrada na Amazônia e no Pantanal.
Arbustivas é a classificação dada para o tipo de vegetação de pequeno porte, como já diz seu nome, de arbustos, presente principalmente em biomas como Savanas, Tundra, Taiga e Florestas Temperadas. Aqui no Brasil, podemos observá-la no Cerrado, na Caatinga e nos Pampas. Bastante similiar às gramíneas, a única grande diferença entre elas é o tamanho. Áreas com arbustos ajudam no desenvolvimento de animais de pequeno porte, servindo como abrigo e fonte de alimento. Tal como as áreas de vegetação gramíneas, as áreas arbustivas vem sofrendo degradação devido à atividade agropecuária.
FLORA E FAUNA DOS BIOMAS
Todo bioma contém características únicas, isso por sua vez, leva com que os seres vivos que os habitam também tenham características adaptadas àquele ambiente, isso se chama biodiversidade. Muitos biomas apresentam também espécies endêmicas, ou seja, que só podem ser encontradas naqueles determinados locais, isso torna cada bioma e os seres vivos que os habitam únicos e importantes, pois eles fazem parte do bioma e se desenvolvem juntamente à ele.
As florestas tropicais possuem a maior biodiversidade entre os biomas, seu clima quente e úmido, a abundância de pluviosidade, de rios, a fato de se situarem em planícies e o grande número de nutrientes resultados de decomposição no solo são alguns dos fatores que mais influenciam no desenvolvimento de sua grande flora e fauna, chegando a abrigar cerca de 50% de todas espécies de seres vivos no mundo. Um exemplo disso é que em uma área amostrada na Austrália, 1.261 árvores contadas em 5.000 m², havia 141 espécies representadas. Para efeito de comparação, em outras áreas de floresta temperada a média é de 10 a 15 espécies.
As plantas mais abundantes são árvores, em média com 50 metros, que só se ramificam perto do topo formando um “teto”. A estratificação resultante dos vários andares de vegetação origina diversos microclimas, com diferentes graus de luminosidade e umidade. As folhas são elevadas, densas e não caem (perenifólias). Geralmente as folhas são amplas, largas (latifoliadas) e de cor verde-escura, com superfícies ventrais brilhantes, lisas e com as pontas em forma de goteira, facilitando o fluxo de água.
As raizes são superficiais e os troncos costumam ser largos perto da base, de modo que fornecem fixação ampla e firme. Há numerosas trepadeiras lenhosas, cipós e epífitas (plantas que usam tronco das árvores como superfície de apoio). As epífitas podem obter água e minerais diretamente do ar úmido da folhagem. Muitas possuem as folhas em forma de taça que capturam a umidade e restos orgânicos, algumas possuem raizes esponjosas. Certas epífitas absorvem nutrientes de organismos em decomposição nesses reservatórios. Muitos tipos de plantas como samambaias, orquídeas, musgos e líquens, exploram esse tipo de vida.


As Savanas apresentam grande variedade de flora e fauna, rica em nimais de grande porte, principalmente, nas savanas africanas, em termos de flora, predominam a vegetação arbustiva. As árvores da savana possuem os troncos espessos e duros. Algumas delas armazenam água em seus trocos inchados, como o baobá e as árvores-garrafa. A maioria das árvores da savana apresenta a copa achatada. E as principais árvores da savana, além das já citadas, são as acácias. Muitas vezes a vegetação da savana é determinada mais por características do solo do que por condições climáticas. É o caso das regiões com solos arenosos ou muito rasos que não permitem o desenvolvimento de uma vegetação de alto porte. O mesmo ocorre com solos pobres em nutrientes ou muito rígidos. Mas, é claro, que nenhum desses fatores age sozinho. A simples falta de nutrientes não justifica a ausência de árvores de grande porte, do contrário, não haveria a Floresta Amazônica, por exemplo (esta existe em solo pobre de nutrientes através da ciclagem rápida e extremamente eficiente dos nutrientes devido às condições de umidade e temperatura).

A savana brasileira e a australiana possuem como principal diferença da savana africana, a inexistência de animais de grande porte como os elefantes, muito embora ainda possuam exemplares extremamente grandes como a anta brasileira que é o maior animal terrestre das Américas podendo chegar a até 2 metros e 300 quilos, ou o canguru marrom australiano.
Na savana africana pode ser encontrado o maior animal terrestre do mundo, o elefante, assim como o mais alto, a girafa, e o maior predador terrestre, o leão. Todos eles são remanescentes da Megafauna (fauna composta por animais gigantes) que habitou a região (Gondwana) durante os períodos do Pleistoceno e Holoceno e foram extintas em todas as regiões do mundo exceto na África.


As florestas temperadas abrigam uma grande diversidade de fauna e flora, sendo responsável por boa porcentagem dessas no mundo. Nessa floresta predominam as plantas decíduas ou caducifólias, ou seja, as folhas adquirem colorações amareladas e alaranjadas e começam a cair, perdem as folhas no fim do outono e as readquirem na primavera. Essa perda das folhas é uma adaptação ao inverno rigoroso ou estação seca, pois faz com que a planta reduza sua atividade metabólica, conservando a água durante o período em que a maior parte dela fica imobilizada no solo sob forma de gelo, suportando assim as baixas temperaturas.
Na Europa, as árvores características da floresta temperada são os carvalhos e as faias. Já na América do Norte predominam os bordos, e também algumas espécies de bétula, carvalhos, pinheiros, sequóias e faias. Além dessas árvores, estão presentes também arbustos, plantas herbáceas e musgos.

Em relação a fauna, a floresta abriga várias espécies de mamíferos, entre eles os veados, javalis, raposas, leões da montanha e doninhas, além de pequenos mamíferos arborícolas (que vivem nas árvores) como esquilos e arganazes. As aves também estão presente nessa floresta, como as corujas.
Exceto no inverno, a floresta é um lugar barulhento, na primavera as aves anunciam seus territórios, os esquilos tagarelam e gritam, e as rãs e os insetos fazem o coro nas noites de verão. Quando chega o outono, o silêncio começa a invadir a floresta. Geralmente, mais de 75% das aves emigram, as demais abandonanm seus territórios e se reúnem em bandos, à procura de abrigo em florestas ou nos vales dos rios.
Os mamíferos se protegem do frio em troncos ocos. Os morcegos hibernam (período de dormência ou inatividade), suas temperaturas caem quase à congelação e todos os seus processos metabólicos ficam diminuídos. Os ursos que adquiriram gordura durante todo o verão, mantêm a temperatura do corpo, mais ficam em estado de topor, é nesse período que dão cria. A maioria dos insetos e de outros invertebrados abandona as árvores e arbustos e migra para o solo. Muitas espécies sobrevivem somente em forma de ovos ou outros estágios imaturos, ou ainda como organismos dormentes ou semidormentes, para emergir na primavera, quando a vida volta à floresta.

Os Campos são biomas de região subtropical, geralmente, por ter vegetação baixa e pouco desenvolvida, sua fauna ser de pequeno porte e grande parte de suas área originais serem usadas para finalidades agropecuárias, leva o bioma a ter uma biodiversidade baixa comparada aos outros biomas.
As gramíneas mais encontradas nos campos da região sul do Brasil são a Stipa, Piptochaetium, Aristida, Briza e Mélica, além de algumas espécies de cactos, leguminosas e bromeliáceas. O bioma dos pampas apresenta espécies endêmicas de mamíferos (11 espécies endêmicas), aves (22) e pelo menos uma de peixe, o Cará (Gymnogeophagus sp.).
O solo, na maior parte dos campos, apresenta baixa concentração de nutrientes e são muito suscetíveis a erosão, o que torna ainda mais rápido o processo de degradação dos campos. Os Pampas são o único bioma do país a ocupar o território de apenas um estado, o Rio Grande do Sul, tomando cerca de 63% do território gaúcho. Desde o período de sua colonização, os pampas gaúchos vêm sendo utilizados como pastagens naturais e só em 2004 é que os Pampas tiveram sua importância reconhecida e foram alçados ao nível de “Bioma”.
O problema é que a maioria das atividades de pastagem não levam em conta a fragilidade do equilíbrio dos campos sulinos, além de terem forçado a evolução seletiva de espécies que melhor se adaptaram à atividade de pastoreio (pisoteamento). Entretanto, outros problemas vêm se somar aos impactos do sobrepastoreio (pastoreio excessivo, sem controle adequado), o plantio de espécies exóticas. Empresas de celulose vêm aumentando cada vez mais a exploração das áreas agriculturáveis dos campos sulinos.
A Taiga é um bioma típico da zona temperada, abundante na vegetação de coníferas, se situa entre a tundra e a floresta temperada, o que torna sua fauna e sua flora a possuir características similares à ambos biomas, sendo adaptadas à condições cllimáticas frias. Espécies como as coníferas e pinheiros possuem suas folhas com superfícies pequenas para reduzir o processo de evapotranspiração uma vez que a água é escassa, pois a que está presente no solo está congelada. O formato cônico (pinheiros, por exemplo) das copas ajuda a evitar o acúmulo de neve. E as folhas são revestidas por uma espécie de resina que evita que as folhas congelem e facilita o retorno ao processo de fotossíntese logo que se inicia o verão. Outras árvores típicas dessa região são os abetos, espruces e larícios. Os extratos arbustivos e herbáceos quase não se desenvolvem nesse tipo de floresta devido à neve no solo e ao frio intenso.
A região possui duas estações bem definidas, o inverno bastante rígido e o verão com temperaturas abaixo de 20ºC. No verão os dias são longos enquanto que no inverno, os dias são mais curtos e a precipitação cai sob a forma de neve.
No período de calor a neve derrete em alguns lugares formando lamaçais ideais para o desenvolvimento de vários insetos. Estes servirão de alimento para as espécies de aves que habitam a região.
A fauna compõe-se de renas, ursos, lobos, raposas, linces, arminhos, coelhos, lebres e diversas espécies de aves como os falcões. Para se proteger do frio os animais podem hibernar (esquilos, por exemplo) ou trocar de pele ou de cor (arminho), ou, ainda, migrar para regiões mais quentes (aves). Outra maneira de se proteger é desenvolvendo pêlos e peles adaptados ao clima extremamente frio (lobos, ursos).
A tundra é a o bioma mais frio e de maior latitude antes dos desertos árticos, sendo assim, sua fauna e flora precisam ser acostumadas à invernos rigorosos que podem durar até 10 meses do ano. O fato do solo estar totalmente congelado à uma certa profundidade não permite o desenvolvimento das raízes das plantas e, mesmo que estas conseguissem quebrar o permafrost não haveria água suficiente, pois toda a água está em estado sólido. Estas características do solo aliadas aos ventos fortíssimos e um inverno muito longo (o verão dura apenas dois meses), não permitem a existência de uma vegetação mais alta.
Mesmo assim, a tundra é essencial para a manutenção de muitas espécies como os bois almiscarados que quase foram extintos, e hoje ocupam regiões do Canadá, Alaska e algumas regiões da Europa, lebres árticas, lemingues (roedores encontrados na Europa, Rússia, Mongólia e América do Norte), renas, caribus, arminhos, raposas árticas, lobos, corujas-das-neves, perdizes-das-neves, entre outros. Tanto quanto as plantas, os animais da tundra desenvolveram mecanismos para resistir ao frio intenso como migrar para regiões mais quentes durante o inverno ou hibernar.
Os desertos são considerados os mais pobres biomas em termos de biodiversidade, no entanto, a fauna e a flora que os compõe constitui a mais rica forma de adaptação a um ambiente, teoricamente, inóspito por mão possuir água em forma líquida, solo arenoso e clima quente e seco. Sua vegetação constitue-se de cactos e outras plantas xerófiticas, ou seja, que são capazes de armazenar água por longos períodos de tempo, possibilitando a sobrevivência.

Vivem no deserto, animais de hábitos alimentares muito especiais, como por exemplo pássaros e mamíferos que se alimentam de cactos, de sementes ou de outros animais aí abundantes como insetos, aranhas e lagartos. Principalmente aqueles que cavam tocas no solo, conseguindo um ambiente úmido, como algumas espécies de ratos ou os que enterram seus ovos, como os gafanhotos ou , ainda, os que suportam altas temperaturas e protegem a prole, como os escorpiões. Plantas que, como os cactos e outras de aspecto semelhante, armazenam grande quantidade de água e animais que, como o camaleão, não consomem muita água (por suportarem grandes variações de temperatura interna) bastando-lhes a que encontram nas próprias plantas que comem. Todos esses seres adaptados às condições áridas do deserto, formam uma comunidade equilibrada e completa em si mesma. Um bioma único e característico.
A Floresta Amazônica apresenta a mais rica flora e fauna entre todos os biomas do mundo, situada em sua maioria no território brasileiro. Em termos de fauna, ela apresenta uma grande diversidade de mamíferos, aves e peixes. Já em termos de flora, podemos apontar árvores de grande porte e grandes folhas adaptadas às florestas tropicais que possuem clima úmido.
Existem aproximadamente cerca de 1.800 espécies diferentes de aves, 2.500 de peixes, 320 de mamíferos e dezenas de espécies de répteis, anfíbios e insetos, entre os principais podemos citar: Animais Guariba-de-mão-ruiva (alouatta belzebul), Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus), Arara-vermelha (Ara macao), Preguiça-de-três-dedos (Bradypus Tridactylus), Borboleta-azul (Morpha menelaus menelaus), Uirapuru (Cyphorhinus arada), Quati (Nasua nasua), Jaguar (Panthera onça), Capivara (Hydrochaeris hydrocaeris), Tartaruga-da-amazônia (Padocnemis expansa), Sucuri (Eunectes murinus), Jacaré-açu (Melano suchisniger) e etc.
Além disso, a Amazônia também é abrigo para aproximadamente 30 milhões espécies de vegetais, a floresta possui plantas de grande destaque, como a castanheira, a seringueira, o cacaueiro e uma das marcas registradas da Amazônia, a vitória-régia. Um grande número de árvores encontradas ali são de grande porte e ficam próximas uma das outras, o que dificulta a chegada dos raios solares ao solo. É do tipo perene (as árvores não perdem as suas folhas em um determinado período do ano), higrófita (com fácil adaptação à umidade) e latifoliada (as folhas costumam ser grandes e largas).
A Mata Atlântica é assim como a Amazônia, um tipo de floresta tropical, no entanto, esta se localiza mais próxima ao litoral, assim desenvolvendo espécies e algumas características diferentes, rica bastante em biodiversidade, a Mata Atlântica compartilha espécies com a Amazônia, tal como tem espécies únicas.
Entre as principais formass de fauna, podemos citar: Mico-leão-dourado, Bugio, Tamanduá-bandeira, Tatu-canastra, Arara-azul-pequena, Muriqui, Anta, Onça Pintada, Jaguatirica, Capivara.
Entre principais formas de flora podemos citar: Pau-brasil, bromélias, palmito-juçara, quaresmeira, begônias, citronela, sálvia, acácia, passiflora.

O Cerrado apresenta uma importante biodiversidade no Brasil, sendo o segundo maior bioma brasileiro, os seres vivos que o habitam constituem grande parte da flora e fauna do país.

A flora do cerrado em virtude do fato de a baixa umidade ser predominante durante a maior parte do ano, bem como por apresentar um solo pobre em nutrientes, apresentam árvores esparsas, não muito altas e de tronco retorcido para evitar a perda de água. Existem também os chamados Cerradões, em que a formação florestal é mais densa. A vegetação predominante é constituída por espécies do tipo tropófilas (vegetais adaptados às duas estações distintas, como ocorre no Centro-Oeste), além disso, são caducifólias (que caem as folhas no período de estiagem) com raízes profundas. A vegetação é, em geral, de pequeno porte, com galhos retorcidos e folhas grossas.

As principais espécies de animais encontradas no Cerrado são: anta, cervo, onça-pintada, cachorro-vinagre, lobo-guará, lontra, tamanduá-bandeira, gambá, ariranha, gato-palheiro, veado-mateiro, cachorro-do-mato, macaco-prego, quati, queixada, porco-espinho, capivara, tapiti e preá.

A Caatinga situada no nordeste brasileiro, a caatinga possui o clima semi-árido, o que leva os seres vivos que fazem parte de sua fauna e flora a serem adaptados ao clima seco e quente. A flora se constitui de espécies xerófitas e caducifólias, totalmente adaptadas ao clima seco com predominância de cactáceas e bromeliáceas. O extrato arbóreo apresenta espécies de até 12 metros de altura, o arbustivo, de até 5 metros e o extrato herbáceo apresenta vegetação de até 2 metros de altura. As principais representantes do reino vegetal são: a aroeira, o mandacaru, o juazeiro e a amburana.
Em termos de fauna, a caatinga apresenta cerca de 47 espécies de lagartos, sendo 7 de anfibenídeos: espécies de lagartos sem pés. 45 espécies de serpentes, 4 de quelônios (família das tartarugas) e 44 espécies de anuros (sapos e rãs).
Entre as principais espécies, podemos citar: Preá, Gambá, Sapo-cururu, Cutia, Tatu-peba, Ararinha-azul, Asa-branca e o Sagui-de-tufos-brancos.

O Pantanal é um bioma situado
O Pantanal apresenta fauna e flora de diferentes biomas brasileiros, entre eles, o Cerrado, a Amazônia e os Pampas, além de ter sua própria biodiversidade, composta por animais e palntaas adaptados à planície alagada que o compõe.
A vegetação aquática ou semi-aquática é a mais abundante da região pantaneira, uma vez que a maior parte da região permanece inundada o ano todo.
As plantas aquáticas mais comuns no local são os aguapés e a Salvinia que juntas, formam diversas “ilhas” flutuantes devido à grande quantidade. Nas áreas em que as águas recuam durante parte do ano, resta uma rica camada de nutrientes deixada pelas águas que servirão de base para o surgimento de uma extensa vegetação de ervas e até árvores de grande porte como a Palmeira Carandá e os Ipês Roxos.
A fauna do pantanal é caracterizada pela grande quantidade de espécies devido ao fato de ele se encontrar bem próximo de alguns dos maiores biomas do continente sul-americano, formando até o que podemos chamar de área de intercâmbio da biodiversidade continental. Por isso, o Pantanal não apresenta muitas espécies endêmicas (que ocorrem somente ali), mas, sim, muitas espécies. As principais são os jacarés, os cervos do pantanal e as capivaras.
O Rio Grande do Norte tem inseridos em seu território, os biomas da Caatinga e da Mata Atlântica, estes, caracterizados pela vegetação xerófitica e latifoliada, respectivamente.
A vegetação xerófitica abrange a maior parte da vegetação do estado, estando situada em todo interior do estado, enquanto a vegetação latifoliada se localiza próxima ao litoral.
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