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Utopia: um sonho renascentista

Apresentação de tcc
by

Carolina Galan

on 24 November 2013

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Transcript of Utopia: um sonho renascentista

Utopia: Um Sonho Renascentista

Aluna: Carolina Galan
Orientadora: Profa. Dra. Maria Cecilia Amorin Pilla

Qual Utopia? Por quê Utopia?
Este trabalho visa fazer um estudo da obra
"Sobre o melhor estado de uma república e sobre a nova ilha Utopia"
ou como ficou conhecida "A Utopia" de
Thomas More
, escrita em
1516
na Inglaterra sob o governo de
Henrique VIII
.
"Se a palavra utopia é datada, a representação de um espaço desprovido de mal, livre de qualquer constrangimento, gozando de abundância, encontrava-se já em
numerosos povos e em diversas épocas.
Este sonho confunde-se muitas vezes com a
busca de um paraíso
, o
sonho
do advento de uma nova era que se inscreve na longa duração. (LOPES, MOSCATELI, 2011, p. 49)."
"Iaweh Deus plantou um
jardim em Éden
, no oriente, e aí colocou o homem que modelara. Iaweh Deus fez crescer no solo toda a espécie de
árvores formosas de ver e boas de comer
, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do bem e do mal." (BIBLIA DE JERUSÁLEM, 2002, p. 36).
Mas por quê "Utopia" ganhou força e expressão a partir da Renascença?
1. Contexto da época:

"Era um país onde a
desigualdade
causava as piores desordens.
A mendicidade, a vagabundagem e o roubo eram realidades diárias.
Os nobres ociosos arruínam as profissões honradas. Os grandes proprietários de terras, ao substituírem as culturas pela pecuária, expulsam os camponeses da terra e fazem aumentar o número de desempregados. Toda a legislação reflete 'a conspiração dos ricos contra os pobres'. A política externa das nações do século XVI é, simultaneamente, belicosa, dispendiosa e manchada pela má-fé.
Era então urgente dar aos europeus a impressionante e longínqua ilha descoberta por viajantes que 'apenas a queriam deixar... com a vida': Utopia.
" (DELUMEAU. 2004, p. 301).
2. Renascimento e Navegações:

Também podemos considerar que a ânsia por um mundo melhor fazia parte do imaginário popular de muitos países europeus nessa época, pois se estes conheceram um relativo progresso entre os séculos XI e XII, no qual "
a população aumentou; novas terras foram cultivadas; multiplicaram-se e desenvolveram-se as cidades e aldeias
" (DELUMEAU, 2004, p. 64)
após o século XIII as dificuldades aumentaram, revoltas camponesas surgiram, bancos faliram e o ouro começou a faltar nas casas de câmbio, indicando uma dificuldade na administração de algumas casas e a falência de outras.
Outro fator considerável são as guerras pelas quais a Europa passa nesse período, trazendo muitas vezes doenças e fome para as populações, segundo Georges Duby: "
Na vida cotidiana, doravante, dar-se-ia lugar à guerra. Nasceriam homens que nunca conheceriam a paz, nem sequer pelo testemunho dos seus avós"
(apud DELUMEAU, 2004, p. 66).
No entanto, "este período que conheceu tantas desgraças e que parece um fragmento do Apocalipse, viu nascer e florescer o humanismo, desabrochar e crescer a arte do Renascimento."
(Idem, 2004, p. 70.) Bem como, também temos que "herdeiro de uma dupla tradição cristã e pagã, o homem do Renascimento sonhava perdidamente com o paraíso terrestre". (Idem, 2004, p. 295.)
Podemos perceber na comparação entre a
fonte primária (Utopia, Thomas More)
com os autores que escreveram sobre a época tais como
Jean Delumeau, Peter Burke e Fernand Braudel
que o reino descrito por More era o
retrato do sonho de um mundo perfeito para época, exatamente oposto a realidade miserável do povo.
Qual era esse retrato?

Uma cidade próspera em que todos viviam alimentados e saudáveis:

"A totalidade dos cereais é usada para fazer pão. Eles bebem vinho de uva, de cidra, de pêra e água, geralmente pura, às vezes misturada a uma decocção de mel e de extrato de alcaçuz que existe em
abundância na ilha.
Quando eles avaliam – e o fazem com a maior exatidão – o consumo de sua cidade e seus arredores, fazem suas semeaduras e criam animais em
quantidade muito superior às próprias necessidades, a fim de terem um excedente a dar a seus vizinhos.
(MORUS, 2001, p. 73)."
Um reino onde não houvesse ignorância e as pessoas tivessem conhecimento sobre as leis:

"Eles
recusam radicalmente a intervenção dos advogados
, que expõe as causas com demasiado refinamento e interpretam as leis com demasiada astúcia.
Preferem que cada um defenda sua própria causa diante do juiz em vez de delegá-la a um porta-voz
; poupam-se assim desvios e a verdade se deixa resgatar mais facilmente, pois, quando um homem fala sem que um advogado lhe tenha soprado artifícios, a sagacidade do juiz saberá pesar os prós e os contras e proteger os espíritos mais simples contra os sofismas dos espertos, método que dificilmente poderia se aplicar nos países onde as leis se acumulam numa mixórdia inextricável." (MORUS, 2001, p. 128).
Tolerância religiosa
:

"Apesar da
multiplicidade de suas crenças
, os outros utopianos estão pelo menos de acordo quanto à existência de um ser supremo, criador e protetor do mundo. Chamam-no Mitra, na língua do país, sem que esse nome tenha para todos a mesma significação. Mas, seja qual for a concepção que fazem, todos reconhecem nele aquela essência da vontade e da força, à qual todos os povos, por consentimento unânime, atribuem a criação do mundo." (MORUS, 2001, p. 145).
Assim concluímos que ainda que
não utilizasse termos práticos e descrevesse como a atual sociedade poderia chegar a este patamar
- o que servirá de críticas futuras e até mesmo pejorativas quando qualificar algo de
"utópico"
será o mesmo que dizer "inacessível" ou "impraticável" –
More demostrou que o primeiro passo para a mudança é o sonho.
É necessário termos consciência para onde e o que mudaremos, para em seguida pensarmos como mudaremos.
Podemos perceber como isso se estabelece historicamente,
pois a partir de sua obra sistemas polítcios e econômicos foram sendo cogitados e estudados, e mais contemporâneamente, implantados.
Ainda que não perfeitos, estes propiciaram a práxis de como chegar a uma sociedade utópica, e vemos que apesar de ainda não termos chegado a tal sociedade, continuamos a caminhar em direção à Utopia.
Um mapa mundi que não inclua Utopia nem vale a pena olhar, pois omite o único país no qual o homem está sempre chegando, olhando e vendo um mundo melhor, partindo. Progresso é a realização de Utopias. (WILDE, 1990, p. 05 apud COLLINS, 2010, p. 15).
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