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Copy of HOMONÍMIA, PARANOMÁSIA,

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by

Mariana Fernandes

on 25 February 2014

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Transcript of Copy of HOMONÍMIA, PARANOMÁSIA,

HOMONÍMIA, PARANOMÁSIA,
POLISSEMIA E AMBIGUIDADE

H O M O N Í M I A
A homonímia resulta da coincidência entre significantes de palavras com significados distintos. Entre manga fruta e manga da camisa há apenas uma coincidência entre imagens acústicas iguais. Geralmente, a explicação desse fenômeno é diacrônica.
H O M O N Í M I A
CASTIM, Fernando. Princípios básicos de semântica. Recife: FASA, 1983. p. 65-81
Texto: p.6-8

H O M O N Í M I A
Há autores que consideram palavras distintas pelo timbre da vogal tônica como homônimos parciais.

(1) colher (verbo)
(1a) colher (substantivo)

(2) Ele (pronome)
(2a) Ele (nome da letra)

Apostila p. 153-155
PIETROFORTE, A. V. S. e LOPES, I. C. A. Semântica lexical. In: FIORIN, J. L. et alii(org.). Introdução à Linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003. p. 112-135.
EXEMPLO:

A manga da camisa tem sua origem no latim manica ("parte da vestimenta que recobre os braços")
X
A manga fruta tem sua origem no tâmul mankay ("fruto da mangueira")
Ambas tem origens distintas, com significados e significantes diferentes. No entanto, a partir de uma sonorização que transforma o fonema /k/ em /g/, em português elas passam a ter significantes idênticos.
São palavras homônimas aquelas que têm a mesma pronúncia que outra, mas significação e origem diferentes. Podem ser:

a)
Homógrafos:
que têm a mesma grafia.
EXEMPLOS:

(1) São (santo)- do Latim "sanctu"
(1a) São (verbo ser)- do Latim "sunt"
(1b) São (sadio)- do Latim "sanu"

(2) Canto (canção)- do Latim "cantu"
(2a) Canto (ângulo)- do grego "Kantós"

b)
Heterógrafos:
que têm grafias diferentes.
EXEMPLOS:

(1) caçar (perseguir animais)
(1a) cassar (anular)


(2) apressar (pedir pressa, rapidez)
(2a) apreçar (fazer o preço)

CASTIM, Fernando. Princípios básicos de semântica. Recife: FASA, 1983. p. 65-81
Texto: p.6-8
P A R A N O M Á S I A
Apostila p. 154
PIETROFORTE, A. V. S. e Lopes, I. C. A semântica lexical. In: FIORIN, J. L. et alii(org.). Introdução à Linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003. p. 112-135.
P A R A N O M Á S I A
Desse modo, os significados de gritar, grifar, grafar, gravar e greve, aproximados pelo discurso dos versos do poema, têm seus significantes aproximados em paranomásias.
P O L I S S E M I A
Apostila p. 154-155
PIETROFORTE, A. V. S. e Lopes, I. C. A semântica lexical. In: FIORIN, J. L. et alii(org.). Introdução à Linguística II: princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003. p. 112-135.
Significantes com imagens acústicas semelhantes podem ter seus significados aproximados em um engenho poético ou em um equívoco de vocabulário.

Recurso estilístico (poema Greves, de Augusto de Campos)
Tanto a homonímia quanto a paranomásia são fenômenos da ordem do significante. (...) Os próprios termos técnicos são cunhados referindo-se aos significantes, homónymos, do grego, quer dizer "que tem o mesmo nome", e parónymos , também do grego, quer dizer "nome próximo de outros".
Quando se utiliza o termo polissemia, o critério de definição muda de significante para significado. Assim, palavras polissêmicas, que possuem mais de um significado para o mesmo significante, opõem-se às palavras monossêmicas, que possuem apenas um.
Em geral, são os vocabulários técnicos que, por meio de definições construídas em seus discursos, operam modificações sêmicas que transformam palavras polissêmicas em monossêmicas.
Ex:

furto
x
roubo
P O L I S S E M I A
No direito, operou em seu discurso uma redução do campo semântico das duas palavras utilizando o sema/com intimidação/ para fazer a distinção necessária. Assim, elas são transformadas em duas palavras monossêmicas com significados específicos no discurso jurídico. No discurso coloquial, ambas podem ser usadas como sinônimas, já que são intercambiáveis nos mesmos contextos. No discurso jurídico, não; nele elas não são sinônimas.
P O L I S S E M I A
CASTIM, Fernando. Princípios básicos de semântica. Recife: FASA, 1983. p. 65-81
Texto: p.5

P O L I S S E M I A
Bernard Pottier, tratando de polissemia lexical, apresenta o seguinte gráfico:
A linguagem humana é polissêmica, pois os signos, tendo uma caráter arbitrário e ganhando seu valor nas relações com os outros signos, sofrem alterações de significado em cada contexto. A polissemia depende do fato de os signos serem usados em contextos distintos.

Ex: A babá
tomou
a mão da criança
(segurou)
.

O termo polissemia designa "significações múltiplas". (...) uma palavra pode ter vários significados. (...) Teoricamente as palavras são polissêmicas, desde que possam ser empregadas com significados diferentes em contextos diferentes.

Exemplos:
(1) Banco de jardim
(1a) Banco do Brasil

(2) Moro numa bela casa.
(2a) Destruímos uma casa de abelhas.

Caso 1:
Hormônio, cloro, significam sempre "hormônio", "cloro". Um só significado unívoco.

Caso 2:
O significante recebe dois sememas que têm semas em comum. É a polissemia. O contexto, a situação, permitem, em geral, escolher o semema adequado. Ex: o guia (homem) x o guia (livro).

Caso 3:
A rigor, pode haver alguns pontos de contato, segundo as situações e os indivíduos. Esses casos situam-se sobre um eixo contínuo. Ex: capa ("de um livro" e "vestimenta").
Caso 4:
Atualmente, não se sente a relação entre os sememas, quaisquer que sejam suas relações históricas. Ex: mangueira( "árvore" e "tubo de borracha")

A M B I G U I D A D E
CASTIM, Fernando. Princípios básicos de semântica. Recife: FASA, 1983. p. 65-81
Texto: p.8

Entende-se por ambiguidade o fato de um enunciado ser susceptível de duas ou mais interpretações semânticas. Mais simplesmente, ocorre ambiguidade quando uma frase tem mais de um sentido.
a)
Ambiguidade Lexical:
aquela em que um morfema pode ter vários sentidos.

(1) Ela estava em minha companhia. (companhia= empresa, como acompanhante)


A M B I G U I D A D E
b)
Ambiguidade Sintática:
aquela em que a mesma estrutura de superfície sai de duas ou mais estruturas profundas diferentes.

(1) Chamei o menino tolo. (Atribui ao menino o cognome "tolo" ou fiz vir a minha presença um menino, dentre outros, que era tolo?)

Os meios de comunicação de massa utilizam a ambiguidade para maior efeito de suas propagandas. É o que vemos em "Guaraná: só da Antártica". Entenda-se:

a) Guaraná: só da Antártica;
b) Guaraná: soda Antártica;
c) Guaraná: só dá Antártica.
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