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As Palavras-Eugénio de Andrade

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Patricia Maia

on 29 January 2015

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Transcript of As Palavras-Eugénio de Andrade

Biografia/Vida Literária
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Obras
Iniciou a sua atividade literária em 1936, tendo como obras mais conhecidas:
Poesia:




As Palavras-Eugénio de Andrade

Nasceu em 19 de Janeiro de 1923, na Póvoa de Atalaia;
Morreu em 13 de Junho de 2005, no Porto -82 anos;
Poeta Português;

Marcos importantes:
Eugénio frequentou o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro, tendo feito os seus primeiros poemas em 1936;
Mudou-se para Coimbra em 1943, tornou-se funcionário público em 1947,exercendo as funções de Inspector Administrativo no Ministério da Saúde;
Durante uns anos até á sua morte o poeta fez diversas viagens conhecendo várias entidades importantes



As Palavras
São como um cristal,
as palavras.
Algumas, um punhal,
um incêndio.
Outras,
orvalho apenas.

Secretas vêm, cheias de memória.
Inseguras navegam:
barcos ou beijos,
as águas estremecem.

Desamparadas, inocentes,
leves.
Tecidas são de luz
e são a noite.
E mesmo pálidas
verdes paraísos lembram ainda.

Quem as escuta? Quem
as recolhe, assim,
cruéis, desfeitas,
nas suas conchas puras?
Analise formal do poema
O poema é constituído por quatro estrofes, duas quadras e duas sextilhas. A maioria dos versos são soltos existe apenas uma rima:

A
B
A
C
No poema são usadas algumas figuras de estilo como:
Comparação;
Hiperbato;
Antítese;
Enumeração/Adjetivação;
Interrogação Retórica;
Metáfora.
Prémios Literários


Pen Clube (1986), Associação Internacional dos Críticos Literários (1986),

Dom Dinis (1988);

Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores (1989);

Jean Malrieu (França, 1989);

Prémio Europeu de Poesia da Comunidade de Varchatz (1996);

Prémio Vida Literária (2000);

Primeiro prémio de poesia "Celso Emílio Ferreiro" (2001)
FIM
Trabalho realizado por:
Rafaela Nº6
PatríciaNº13
Análise do Poema
Nós dividimos o poema em duas partes, as três primeiras uma parte e a ultima outra parte.

Na primeira estrofe as palavras são comparadas com um cristal, pois tal como os cristais têm vários lados as palavras têm vários significados, de seguida são identificadas como,
"um punhal" (agressividade) "um incêndio" (destruição) "orvalho apenas" (calma).

A segunda estrofe o "eu" poético refere que as palavras têm memórias e
trazem consigo muitas histórias.

De seguida temos mais uma comparação, fala dos barcos que são inseguros
tal como as palavras são para as pessoas.


De seguida, fala dos barcos que são inseguros tal como as palavras são para as pessoas, e há palavras que mexem com as pessoas.

Na estrofe seguinte As Palavras são caracterizadas como "desamparadas, inocentes, leves." querendo isto dizer , frágeis , ingénuas.

De seguida o sujeito poético fala dos tecidos, querendo dizer que as palavras são cobertas pelo dia e pela noite.

Nos dois versos seguintes entende-se que as palavras podem ser frias ("pálidas") mas que ainda assim nos lembram locais agradáveis ("verdes paraísos lembra ainda").

Na última estrofe o sujeito poético interroga os leitores, querendo mostrar que cada leitor pode interpretar significados diferentes, o ultimo verso quer dizer que os leitores recebem as palavras nas suas conchas puras.
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