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MUDANÇAS ESTRATÉGICAS EM ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES: uma abor

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Nayara Louro

on 29 October 2013

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Transcript of MUDANÇAS ESTRATÉGICAS EM ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES: uma abor

MUDANÇAS ESTRATÉGICAS EM ORGANIZAÇÕES HOSPITALARES: uma abordagem contextual e processual
Introdução
Mudanças nos panoramas político, econômico, social, tecnológico, cultural, demográfico e ecológico tem inspirado grandes transformações nas estratégias empresariais das organizações.
Mudanças radicais não são ideais, pois uma organização muito grande não consegue alterar suas estratégias e sua estrutura no momento exato em que ocorrem as pressões e instabilidade ambientais.
As organizações, para serem competitivas e lucrativas, devem manter-se atentas às suas alterações, não deixando de perder de vista o referencial ambiental como o principal tópico do processo de mudança e adaptação estratégica.
PREMISSAS BÁSICAS
O processo de mudança é como se fosse um processo de aprendizagem, em que a organização está ininterrupatamente reavaliando seus processos para detectar ponto de acertos e pontos onde foram cometidos erros.
No modelo firm-in-sector, de Child e Smith, a coalização dominante passa a ser o centro. Há a possibilidade e existir um espaço de decisão definido e exercido pela coalização dominante.
Luiza Cabral, Nayara Rahme, Renata Vinhal e Yasmine Faccion
Para Theobald (1994), vive-se tempos turbulentos, em que mudanças ambientais estão ocorrendo em toda parte.
Nenhum século da história da humanidade passou por tantas transformações como esse.

A mudança é um processo que invade a vida das pessoas, bem como o contexto das organizações.
Tempos radicais, requerem remédios radicais. Em momentos de crise, a organização deve mudar e adaptar-se rapidamente.
Flexibilidade e objetividade são essenciais para o êxito de um processo de mudança e adaptação estratégica.
Mudança organizacional é um processo multinível e interativo.
Resulta da escolha, do determinismo e da interação de várias forças políticas e econômicas.
A sobrevivência organizacional depende não apenas de ajustes internos, mas também, e principalmente, de ajustes e lutas com o ambiente externo.
Dois problemas à adaptação organizacional:

1) Rapidez com que as mudanças ocorrem;
2) Dificuldade de se ter uma visão exata do futuro.
Modelo firm-in-sector: o ambiente real da organização (condições objetivas do setor), a arena cognitiva (percepção do ambiente pelos tomadores de decisão) e a rede colaborativa são os elementos que determinam a direção das transformações das organizações.
Como se deu o processo de mudança estratégica no Hospital CBS nos últimos 20 anos?
As organizações não possuem controle das condições necessárias para sua própria sobrevivência, sendo elas importadoras de recursos externos. Logo dependem do ambiente.

As organizações podem mudar em resposta às condições ambientais.
Mudança estratégica organizacional: uma framework


A energia para mudança estratégica é baseada no reconhecimento da pressão ambiental e no senso de disparidade entre a organização do presente e seus desejos futuros.
Mudança estratégica é vista como "um processo humano complexo em que todos desempenham sua parte: a percepção diferenciada, as buscas por eficiência e poder, as habilidades de liderança visionária, a duração das mudanças e processos sutis que gradativamente preparam o momento de apoio para a mudança e, então, a implementação vigorosa da mudança"
O modelo de Child e Smith relaciona três pontos cruciais para a transformação organizacional:

a) o setor constitui um conjunto de condições objetivas, o qual pode criar pressões para transformações;
b) o setor é uma arena congnitiva com a qual seus membros se identificam e
c) o setor não consiste apenas em produtos competitivos, mas também em uma rede de colaboradores atuais e potenciais.
As condições objetivas do setor constituem-se das condições tecnológicas, sociais, econômicas e questões legais, que exercem pressão para a transformação nas organizações.
A rede de colaboradores são os canais para compartilhar informações e recursos com colaboradores atuais e potenciais.

Apesar das características organizacionais serem frequentemente moldados pelos fatores externos, muitas delas refletem uma interação entre o ambiente e as preferências, percepções e escolhas dos tomadores de decisões.
Metodologia
Utilizou-se como base para a elaboração da metodologia o fato de que se deve realizar uma análise histórica a fim de examinar as questões que envolvem o estudo dos processos de mudanças estratégicas.
A pesquisa utilizou um design do tipo levantamento, coletando-se dados de toda uma população ao longo de um período de 20 anos.
A população compreende o setor da saúde, especificamente organização hospitalar. A amostra da pesquisa foi intencional, constituindo-se de um hospital filantrópico, justamente por se tratar de um estudo de caso único.

Os dados primários foram coletados por meio de entrevistas semi estruturadas. Foi feita uma análise documental para obtenção de dados preliminares do hospital e do setor de saúde.

O tratamento dos dados foi realizado a partir de uma análise descritiva à luz dos conceitos do modelo firm-in-sector.

O objetivo da análise dos dados é sintetizar as informações completadas de forma que estas vibializem respostas às perguntas da pesquisa em foco.
Apresentação dos dados
Os hospitais são diferenciados pelas dimensões demográfica, política, social, tecnológica, ambiental e econômica. Devido a isso, os hospitais devem possuir formas organizacionais flexiveis, adaptativas e permeáveis ao ambiente.
Eles se encontram no mais alto nível no sistema de saúde brasileiro.
A partir da crise previdenciária, a Previdência, via Instituto de Assistência Médica da Previdência Social tentou controlar os gastos com assistência médico-hospitalar. Para isso foram usados dois mecanismos um para fiscalizar as contas e outro para reduzir os valores pelo ato médico.
Porém isso, não só não mostrou os efeitos esperados como acelerou o processo de sucateamento da rede hospitalar.
Arena cognitiva:

O hospital CBS é administrado por uma entidade de fins filantrópicos. O poder do hospital está nas mãos do presidente da Mesa Administrativa e do Conselho Pleno.
Rede colaborativa:

Pode ser dividida em três elementos principais - recursos humanos, tecnologia e processos. O hospital apresenta uma variação decrescente no número de funcionários. O hospital se preocupa em ter médicos em todos os seus setores, pois sabe que dependem do seu corpo clínico.
Análise e Discussão dos resultados
Para melhor compreender as transformações e mudanças estratégicas no Hospital CBS, fez-se uma divisão cronológica em cinco períodos distintos:

Período 1 - 1782-1965
Período 2 - 1965-1980
Período 3 - 1980-1987
Período 4 - 1987-1990
Período 5 - 1991-1995
O período 1 foi uma fase de extrema calmaria. O hospital foi fundado para ser um asilo e começou a receber visitas regulares de médicos sendo essa a primeira experiência no campo médico do Hospital CBS.
No período 2, a antiga Faculdade de Medicina passou a utilizar o hospital CBS e é a fase em que o hospital vive seu auge. Tudo era pago pelo governo federal.
Ao mesmo tempo em que foi um período áureo, também foi um período de inércia total.
Na periodo 3, a inércia continua e os problemas se agravam, pois a Faculdade de Medicina cria o Hospital Universitário sendo esse o pior período do hospital. A cultura anterior do hospital não havia sido adaptada para os novos tempos
O período 4 é uma fase importante de transição para a consolidação das mudanças estratégicas que aconteceriam na década de 90. Dois médicos começaram o movimento. Esse processo de conscientização foi feito por meio de várias reuniões do corpo médico e do corpo funcional e durou cerca de três anos.
No período 5 o pensamento do corpo clínico tinha mudado completamente. A grande mudança foi a preocupação do médico no auxilio à administração. A partir do ano de 1991 todas as decisões do CBS são planejadas e arquitetadas pelo Diretor Técnico e pelo Diretor Tesoureiro - centralização do poder. Cinco mudanças estratégicas foram identificadas: na cultura do hospital, na forma de trabalho dos médicos e funcionário e na forma de treinamento, na tecnologia do hospital, na estrutura do hospital e nos processos do hospital.
O CBS pode ser diferenciado em termos de questões objetivas por três motivos: é o único hospital de Santa Catarina que oferece todas as especialidades médicas, é o unico do estado que que possui radioterapia com acelerador linear e é o único que faz psiquiatria.
Para Gladsten e Quinn, uma crise pode acelerar os processos de mudança. No CBS foi justamente o que aconteceu. Porém, hoje as mudanças dentro do hospital são planejadas.
Houve fortes mudanças no CBS e essas alterações são um processo continuo e as transformações constantes. Hoje, entre os pontos fortes do hospital estão os equipamentos de ultima geração e únicos no estado.
Conclusão
Esse estudo teve como objetivo principal explicar o processo de mudança estratégica de uma organização hospitalar. A idéia básica era conhecer as condições objetivas do setor hospitalar e o ambiente subjetivo, ou seja, como o ambiente é percebido pela coalizão dominante.
A estratégia adotada por um hospital é consubstaciada na visão que faz do mundo hospitalar, na sua interpretação do ambiente e nos valores e nas bases cognitivas da sua coalizão dominante.
A mudança mais importante no CBS foi a tecnológica. Essa mudança exige uma configuração organizacional adptativa às demandas ambientais.

As mudanças no hospital foram estritamente reativas e não planejadas. Hoje, diferentemente, elas são planejadas e proativas, à luz da percepção do ambiente pela coalização dominante do hospital.
A principal preocupação estratégica do hospital CBS é procurar servir a população cada vez mais e melhor, apresentando bons serviços médicos. Para isso, o hospital busca, por meio da sua arena cognitiva formas de estar sempre à frente dos demais hospitais, oferendo bons serviços, médicos qualificados e tecnologia de última geração.
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