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Pesquisa Qualitativa (parte I)

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by

Igor Johansen

on 30 November 2014

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Transcript of Pesquisa Qualitativa (parte I)

Pesquisa Qualitativa: a Tensão entre a Arte e o Método?
Aula 10
Igor Cavallini Johansen (igor@nepo.unicamp.br)
PED-B - Metodologia e Técnicas de Pesquisa (HZ431-B)
Profa. Joice Melo Vieira - IFCH/UNICAMP
03/11/2014

Estrutura da aula
1) O que é pesquisa qualitativa
2) Quando utilizar a pesquisa qualitativa
1) O que é pesquisa qualitativa;

2) Quando utilizar;

3) Critérios de cientificidade;

4) Tipos de pesquisa qualitativa (*);

5) Exercício em sala.
QUIVY e CHAMPENHOUDT (1992)
Referências
ANGROSINO, M.
Etnografia e observação participante.
Porto Alegre: Artmed, 2009.

BONI, V.; QUARESMA, S. J. Aprendendo a entrevistar: como fazer entrevistas em Ciências Sociais.
Revista Eletrônica dos Pós-Graduandos em Sociologia Política da UFSC
, v. 2, n. 1, p. 68-80, 2005.

DUARTE, R. Entrevistas em pesquisas qualitativas.
Educar
, v. 24, p. 213-225, 2004.

FLICK, U.
Introdução à pesquisa qualitativa.
Porto Alegre: Artmed, 2009. 405 p.

GOLDENBERG, M.
A arte de pesquisar:
como fazer pesquisa qualitativa em ciências sociais. 3. ed. Rio de Janeiro, RJ: Record, 1999. 107 p.

MINAYO, M. C. de (Org).
Pesquisa social:
Teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2009.

PATTON, M. Q.; COCHRAN, M.
A Guide to Using:
Qualitative Research Methodology. Medicins Sans Frontieres, UK, 2002.

QUIVY, R. e CHAMPENHOUDT, L.
Manual de Investigação em Ciências Sociais
, Lisboa: Gradiva, 1992.

SEIDMAN, I.
Interviewing as qualitative research
. Teachers College Press; 4th edition, 2013.
3) Critérios de cientificidade
Relembrando...
Para clarear...
A gente espera não fazer ESTE tipo de pesquisa...
Pesquisa qualitativa:

* Explora as múltiplas realidades e forças em curso nas respostas dos participantes;

* Quer saber O MÁXIMO POSSÍVEL sobre a experiência do entrevistado;

* Analisar não apenas o participante, mas o contexto no qual ele está inserido.
PATTON e COCHRAN (2002)
5) Exercício em
sala
“Nem tudo o que pode ser contado conta, e nem tudo o que conta pode ser contado”. (Albert Einstein)
Pesquisa qualitativa:
=> Relevante para o estudo das relações sociais devido à pluralização das esferas da vida (FLICK, 2009);

=>
O que dá o caráter qualitativo não é necessariamente o recurso de que se faz uso, mas o referencial teórico-metodológico eleito para a construção do objeto de pesquisa e para a análise do material coletado no trabalho de campo (DUARTE, 2004, p. 214 e 215);

=> Importante na medida em que as ciências sociais lidam com emoções, valores, subjetividades (GOLDENBERG, 1999).
=> Objetividade
Inexistência de neutralidade;

=> Representatividade
Menor preocupação com
generalização;

=> Controle de
bias
Descrição explícita e sistemática
de todos os passos do processo.
GOLDENBERG (1999)
4) Tipos de pesquisa qualitativa
Observação participante
=> Presença do pesquisador entre os membros da comunidade estudada;

=> Pesquisador: Não pode esperar ter o controle sobre todos os elementos da pesquisa;

=> Observação participante não é um método, mas sim um contexto comportamental a partir do qual um
etnógrafo
usa técnicas específicas para coletar dados.
Etnografia
=> Significado: descrição de um povo;

=> Maneira de entender grupos organizados, duradouros, que podem ser chamados de comunidades ou sociedades;

=> O modo de vida peculiar que caracteriza um grupo é entendido como sua cultura;

=> Estudar a cultura: exame dos comportamentos, costumes e crenças aprendidos e compartilhados do grupo.
Entrevistas (*)
ANGROSINO (2009)
ANGROSINO (2009)
Há vários tipos de pesquisa qualitativa, selecionamos três fundamentais:
Por que
entrevistar?
O que torna o trabalho interacional (ou seja, de relação entre pesquisador e pesquisados) um instrumento privilegiado de coleta de informações para as pessoas é a possibilidade que tem a
fala
de ser reveladora de condições de vida, da expressão dos sistemas de valores e crenças e, ao mesmo tempo, ter a magia de transmitir, por meio de um porta-voz, o que pensa o grupo dentro das mesmas condições históricas, socioeconômicas e culturais que o interlocutor (MINAYO, 2009, p. 63 e 64, grifo da autora).
Equívocos, obstáculos
e possibilidades
=> Entrevistas não são adequadas a todas as situações de pesquisa;

=> Contextos de disputa de poder, perseguição política, denúncia de desvios de verbas, etc.;

=> Possibilidades: a partir do subjetivo e pessoal pensar a
dimensão coletiva
.
Tipos de entrevistas
A série de três entrevistas
Entrevista 1- História de vida focalizada

Entrevista 2- Os detalhes da experiência

Entrevista 3- Reflexão sobre o significado
Transcrição e análise
=> Entrevistas devem ser transcritas, logo depois de encerradas, de preferência por quem as realiza;
=> Fazer conferência de fidedignidade;
=> Pode-se editar (mas manter uma versão original);

=> Segmentar a fala em unidades de significação
=> Estas unidades: articuladas a partir de categorias de análise (formação inicial, socialização profissional, gosto, etc.)
=> Análise final: dar sentido ao mosaico de categorias. Referência: objetivos da pesquisa e contexto em que os
depoimentos foram colhidos.
Aspectos essenciais
DUARTE (2004)
[...] tomar depoimentos como fonte de investigação implica extrair daquilo que é subjetivo e pessoal neles o que nos permite
pensar a dimensão coletiva
, isto é, que nos permite compreender a lógica das relações que se estabelecem (estabeleceram) no interior dos grupos sociais dos quais o entrevistado participa (participou), em um determinado tempo e lugar (DUARTE, 2004, p. 219, grifo nosso).
BONI e QUARESMA (2005)
ENTREVISTA PROJETIVA
=> Centrada em técnicas visuais, o entrevistador pode mostrar: cartões, fotos, filmes, etc. ao informante.

HISTÓRIA DE VIDA (HV)
=> Retratar experiências vivenciadas por pessoas, grupos ou organizações.

ENTREVISTA COM GRUPOS FOCAIS
=> Objetivo: estimular os participantes a discutir sobre um assunto de interesse comum. Debate aberto sobre um tema.
ENTREVISTAS ESTRUTURADAS
=> Utiliza questionário totalmente estruturado = perguntas previamente formuladas e tem-se o cuidado de não fugir delas.

ENTREVISTAS ABERTAS
=> Permite o detalhamento de questões, com liberdade para o entrevistado discorrer sobre o tema sugerido.

ENTREVISTAS SEMI-ESTRUTURADAS
=> Combinam perguntas abertas e fechadas.
SEIDMAN (2013)
Formato: 90 min. cada uma (não estender para além do combinado!).
Espaçamento entre uma e outra: de 3 dias a 1 semana.
DUARTE (2004)
Elabore um roteiro de entrevista para obtenção de dados acerca da ideologia política de um grupo de universitários.
Para pensar roteiro de entrevista semi-estruturada:

* Quais informações são desejadas?
* Ordem e tipo de questões?
* A linguagem está adequada?
* Será necessário utilizar recursos audiovisuais ?
Roteiro de entrevista

=> Auxiliar o pesquisador a conduzir a entrevista para o objetivo pretendido. Tem duas funções:

1) Ser um elemento que auxilia o pesquisador a se organizar antes e no momento da entrevista;

2) Ser um elemento que auxilia, indiretamente, o entrevistado a fornecer a informação de forma mais precisa e com maior facilidade.
Cuidados com a forma das perguntas:
MANZINI, E. J. Considerações sobre a elaboração de roteiro para entrevista semi-estruturada. IN. MARQUEZINE, M. C.; ALMEIDA, M. A.; OMOTE, S. (Orgs.).
Colóquios sobre pesquisa em educação especial
. Londrina: Eduel, 2003, p. 11-25.
1- Quantas pessoas vivem em sua casa?
2- Com qual grupo étnico você se identifica?
3- Por favor, indique o número de organizações com as quais você está envolvido.
1- Incluindo você, quantas pessoas vivem em sua casa?
2- Você é membro de qual grupo étnico? Por favor, indique sua raça ou etnia.
3- [De que tipo de organização está se falando? De que tipo de envolvimento está se falando?]
Recapitulando...
* O que é pesquisa qualitativa?

* Quando utilizar?

* Critérios de cientificidade.

* Tipos de pesquisa qualitativa.

* Conclusão: Arte ou método?
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