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Memorial do Convento, capítulo XIII

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Inês Silva

on 22 May 2013

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Transcript of Memorial do Convento, capítulo XIII

Memorial do Convento Capítulo XIII Baltasar encontra os ferros da passarola enferrujados e os panos com mofo "Enferrujam-se os arames e os ferros, cobrem-se os panos de mofo, destrança-se o vime ressequido, obra que
em meio ficou não precisa envelhecer para ser ruína." Resumo do Capítulo É necessário reparar a máquina: construir uma forja (fornalha) enquanto o Padre não volta "Parece-me que melhor será desmanchar tudo e começar outra vez, Desmanchar, sim, respondeu Blimunda, mas, sem que venha o padre Bartolomeu Lourenço, não vale a pena pegares no trabalho." Chega Bartolomeu de Gusmão e vê a jorja pronta, desenhada e construída por Sete-Sóis "Um dia voarão os filhos do homem" O Padre encomenda duas mil vontades a Blimunda, para que a passarola voe (tendo ela apenas recolhido cerca de 30) "Quantas vontades recolheste até hoje, Blimunda, perguntou o padre nessa noite, quando ceavam, Não menos de trinta, disse ela, É pouco, (...) As mais são de homem, parece que as vontades das mulheres resistem a separar-se do corpo, porque será. A isto não respondeu o padre" "com essas trinta que aí tens não se levantaria o cavalo Pégaso apesar de ter asas" “O cavalo Pégaso” na mitologia grega, era o cavalo voador, que com as suas asas e as trinta vontades que Blimunda já possuía não seriam suficientes para levantar a passarola, contudo, o padre Bartolomeu Lourenço acreditava que as duas mil vontades o seriam Bartolomeu aconselha Blimunda a recolher vontades na procissão do Corpo de Deus "Blimunda, vai à procissão do Corpo de Deus, em tão numerosa multidão não hão-de ser poucas as que se retirem, porque as procissões, bom é que o saibam, são ocasiões em que as almas e os corpos se debilitam, a ponto de não serem capazes, sequer, de segurar as vontades" O Padre regressa a Coimbra para terminar os estudos, enquanto que Baltasar e Blimunda trabalham na máquina durante o Inverno e a Primavera "Tornou o padre aos estudos, já bacharel, já licenciado, doutor não tarda, enquanto Baltasar chega os ferros à forja e os tempera na água, enquanto Blimunda raspa as peles trazidas do açougue (...) Assim foi o Inverno passando, assim a Primavera" Descrição da procissão do Corpo de Deus "Corre por Lisboa a não fausta notícia de que este ano a procissão do Corpo de Deus não trará as antigas figuras dos gigantes, nem a serpente silvante, nem o dragão flamejante, (...) Pergunta-se então o povo que procissão vem a ser essa, se não podem sair os foliões da Arruda atroando as ruas com o seu pandeiro, (...) que procissão teremos" Discurso e monólogo do Rei D. João V "E eu, vosso rei, de Portugal, Algarves e o resto, que devotamente vou segurando uma destas sobredouradas varas, vede como se esforça um soberano para guardar, no temporal e no espiritual, pátria e povo, bem podia eu ter mandado em meu lugar um criado, um duque ou um marquês a fazer as vezes, porém, eis-me em pessoa" Apenas no dia seguinte, com a mudança da lua, é que Blimunda recupera os seus poderes "Desce a tarde. No céu, luz subtilíssima, quase invisível, está o primeiro sinal da lua. Amanhã Blimunda terá os seus olhos, hoje é dia de cegueira" O Espaço Espaço Físico Lisboa "Em Lisboa ninguém dormiu..." Terreiro do Paço ... só o Terreiro do Paço, aberto para o rio e para o céu, é azul nas sombras..." Espaço Social o povo sente-se maravilhado com a riqueza da decoração
as damas aparecem às janelas
à noite, passam pessoas que tocam e dançam, improvizando-se uma tourada o evento começa de manhã cedo
descrição do aparato Preparação da procissão: Realização da procissão: Visão do Narrador Censura o luxo da igreja e do rei.
Histeria coletiva das pessoas que se batem a si próprias e aos outros como manifestação da sua condição de pecadores. Linguagem e figuras de estilo Hipérbole "Quanto ali se mostrava [a máquina] poderia servir para mil diferentes coisas..." "Melhor é que o faças tu [o fole], nem que tenhas de teimar cem vezes..." Hipérbole Uso de expressões bíblicas "Pater noster que non estis in coelis" Pater noster que estis in coelis (Pai nosso que estais no céu) Uso de expressões bíblicas - profanação do sagrado "Dai a César o que é de Deus, a Deus o que é de César" (Daí, pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus) Quiasmo "Duas mil vontades que tiveram querido soltar-se por as não merecerem as almas,


ou os corpos as não merecerem" Quiasmo "Depois cá faremos as contas e distribuiremos o dinheiro,
pataca a mim,


a ti pataca" Anáfora "Ajoelhai, ajoelhai, pecadores, agora mesmo vos devíeis capar para não fornicardes mais, agora mesmo devíeis atar os queixos para não sujardes mais a vossa alma com a comilança e a bebedice, agora mesmo devíeis virar e despejar os vossos bolsos porque no paraíso não se requerem escudos" Gradação "Ah, gente pecadora, homens e mulheres que em danação teimais viver essas vossas transitórias vidas, fornicando, comendo, bebendo mais que a conta, faltando aos sacramentos e ao dízimo, que do inferno ousais falar com descaro e sem pavor" "A basílica de Santa Maria Maior, que é sombreiro, e também a basílica patriarcal, ambas de gomos alternados, brancos e vermelhos, se daqui a duzentos ou trezentos anos começam a chamar basílicas aos chapéus-de-chuva, Tenho a minha basílica com uma vareta partida, Esqueci-me da minha basílica no autocarro, Mandei pôr um cabo novo na minha basílica, Quando ficará pronta a minha basílica de Mafra, pensa elrei" Polissemia Vocabulário litúrgico-clerical "Quem eram aqueles, não vi, não reparei, frades eram, terceiros de S. Francisco de Jesus, capuchinhos, religiosos de S. João de Deus, franciscanos, carmelitas, dominicanos, cistercienses, jesuítas de S. Roque e de Santo Antão, com tantos nomes e cores" Simbologia Passarola: harmonia entre o sonho e a sua realização, o desejo de liberdade. Símbolo de fraternidade e igualdade capaz de unir os homens cultos e os populares; Lua: ritmo biológico da Terra, traduz a força vital que é representada pelas vontades recolhidas por Blimunda para fazer voar a passarola; associada a Blimunda, lembra o seu mágico poder de «ver às escuras», embora este esteja condicionado Vontades: combustível para a passarola voar; o querer do Homem faz avançar o mundo, superando os seus próprios limites. Blimunda perde os seus poderes, com a chegada da Lua Nova "É tempo de lua nova, Blimunda não tem por agora mais olhos que os de toda a gente, tanto lhe faria jejuar como comer, e isto lhe dá paz e alegria, deixar que as vontades façam o que quiserem"
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