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Paleonto UFG aula 3 e 4

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by

Paulo Asfora

on 28 March 2017

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Transcript of Paleonto UFG aula 3 e 4

Histórico da Paleontologia
Prof. Paulo Asfora
Paleobiologia
Aula 03

paulo.asfora@gmail.com
Éon Hadeano (4600-4000 ma)
Éon Arqueano (4000-2500 ma)
Pré-cambriano
(4600-542 ma)
Paleozóico (542-251 ma)
Mesozóico (251-66 ma)
Éon Fanerozóico (544 ma-presente)
Cenozóico (66-0 ma)
Ordoviciano
(488-444ma)
Siluriano
(444-416 ma)
Devoniano (416-359 ma)
Carbonífero (359-299 ma)
Permiano
(299-251 ma)
Triássico (251-200 ma)
Jurássico
(200-146 ma)
Cretáceo (146-66 ma)
Éon Proterozoico (2500-542 ma)
Paleógeno
(Paleoceno, Eoceno, Oligoceno 65-24ma)
Neógeno
(24-2.5 ma)
Quaternário - 2,5 ma
Idade da rocha
RELATIVA
Na falta de datações absolutas, a idade das rochas é expressa em termos relativos.

Ex: “Período Devoniano”, “Era Paleozóica” = “período colonial”, “anos 60”
ABSOLUTA
Expressa em anos (M.a., B.a.)

Principal método é o radiométrico.
O arcebispo
James Usher
, decreta, em 1654, que o mundo foi criado às nove horas da manhã do dia 26 de Outubro do ano 4004 aC.

O método relativo observa a relação temporal entre camadas geológicas, baseando-se nos princípios estratigráficos de
Steno
(1669) e
Hutton
(1795).
Ernest Rutherford:
1905,
"
princípios fundamentais da transformação radioativa de elementos instáveis".
Fósseis paleolíticos como pingentes
Na China, braquiópodes eram considerados "andorinhas de pedra" e utilizados como suplemento de cálcio
Na Inglaterra, a lenda de Santa Hilda diz que ela espiralava e petrificava serpentes, explicando a origem dos amonitas (comercializadas como antídoto para peçonha de serpentes)
Pitágoras e Xantus reconheceram os fósseis como restos de organismos marinhos, aceitando-os como evidências de mudanças na linha da costa.
Os egípcios compartilhavam esta visão correta dos fósseis e dos mecanismos da sua formação
Xenófanes (séc. IV a.C.) reconheceu os fósseis de impressões vegetais
Porém, a Escola Platônico-Aristotélica introduziu novas ideias:
- Uma virtude plástica (
vis plastica
ou
virtus formativa
) formava e desenvolvia os fósseis através de uma semente.
No início do Cristianismo, restos de animais marinhos longe do mar eram uma clara demonstração do Dilúvio.
Segundo Eusébio de Cesareia (263-339), fosséis de peixes do Líbano provavam que o Dilúvio cobriu até as montanhas.
No século X o médico árabe Abu ibn Sinna, (Avicenna) (980-1037), retoma a ideia da Escola Aristotélica:
-A
vis plastica
daria às rochas formas semelhantes organismos, não conseguindo dar-lhes vida.
- Os fósseis seriam ensaios mal sucedidos da natureza para criar seres vivos
Por sua vez, Leonardo da Vinci (1452-1519) afirmou que as conchas fósseis correspondiam a seres vivos marinhos que tinham habitado terrenos que antes eram ocupados pelo mar.
No século XVII, a origem biológica dos fósseis retorna com as ideias do dinamarquês
Niels Stensen
, ou
Nicolás Stenon
(1638-1686):
- Stenon
e as
glossopetrae:
línguas de serpente
Porém, com a interpretação biológica dos fósseis, o mito do Dilúvio Universal bíblico ressurgiu.
Martinho Lutero
(1483-1546) foi um dos que afirmavam que os fósseis marinhos em terra confirmavam o fato.
O exemplo mais curioso vem de Öhningen, na Suíça:
Johann Jakob Scheuchzer
(1672-1733) descreveu em 1726, o
Homo Diluvii testis (
filho da danação, por causa de cujos pecados a catástrofe atingira o Mundo inteiro) à partir de fósseis.
NASCIMENTO DA PALEONTOLOGIA
Durante os séculos XV e XVI (Renascença) mantêm-se as interpretações que consideram os fósseis truques da natureza (
ludus naturae
) sem qualquer valor científico, apenas curiosidades.
Agricola
admitiu que os fósseis resultavam de seres vivos que petrificavam por ação de fluido petrificante (
succus lapidescens
).
Jean-Baptiste Lamarck
(1744-1829), com a "
Historie Naturelle des Animaux sans Vertèbres
"
(História Natural dos Invertebrados) de 1802, inaugura a
Paleontologia dos Invertebrados.
No começo do séc. XIX nascem os ramos fundamentais da Paleontologia:
Brongniart criava a
Paleobotânica
,
Lartet a
Paeloantropologia
,
Ehremberg a
Micropaleontologia
,
Alcide D'Orbigny desenvolvia a
Paleontologia Estratigráfica
PERÍODO EVOLUCIONISTA
No século XIX
Charles Lyell
(1797-1875), abre a geologia moderna com o
Princípio do Uniformitarismo
.

Os
acontecimentos do passado resultam de forças idênticas às observadas hoje,

Os processos geológicos
atuam de forma lenta, gradual e contínua
.
Para
Darwin
, os fósseis eram testemunhos da seleção natural e da evolução das espécies.
Em "
On the Origin of Species
", 1859, propõe uma forte relação entre os aspectos biológicos e geológicos dos fósseis.
Período atual
Os fósseis adquiriram um significado mais abrangente. Além de auxiliares dos geólogos na Biostratigrafia, são usados para:

Reconstituição de ecossistemas antigos: Paleoecologia;
Distribuição espacial de organismos antigos: Paleobiogeografia;
Entender a evolução dos seres vivos.
Johann Gotthelf
Fischer von Waldheim
criou o termo
Paleontologia
(1834), em substituição a
Orictologia
, como era referido o estudo dos fósseis
Richard Owen
- distinguiu os conceitos de Homologia e Analogia e criou o termo
Dinosauria
em 1841.
A Paleontologia foi muito impulsionada por descobertas do século XIX:
Ex.
Archaeopteryx litographica
e os primeiros esqueletos completos de dinossauros (
Iguanodon
, pelo médico britânico
Gideon Mantell
)
Alfred Wegener,
no início do século XX, postulou a teoria da
Deriva Continental
.
Posteriormente suas idéias foram verificadas e ampliadas sob a teoria da
Tectônica de Placas
.
Paleontologia no Brasil
A primeira referência formal a fósseis no Brasil data de 1817, citado no livro
Chorografia Brazilica
, do
Pe. Manuel Aires de Casal
, referindo-se a mamíferos pleistocênicos (mastodontes) do Rio de Contas, Bahia.
Os primeiros trabalhos significativos sobre os fósseis do Brasil foram publicado em relatórios de viagens de europeus ao Brasil.
Ex.O livro
Reise in Bresilien
(1823)
Spix & Martius
descreve peixes fósseis da Bacia do Araripe e ossos de mamíferos pleistocênicos.
Entre 1836-1844 destaca-se a atuação do dinamarquês (residente no Brasil)
Peter Wilhelm Lund
, que reuniu grande coleção de mamíferos pleistocênicos de Minas Gerais, sendo considerado o
Pai da Paleontologia Brasileira
.
As expedições de
Louis Agassiz
(1865) e
Charles Hartt
(1870-71), coletaram grande quantidade de material em varias localidades do Brasil.
Agassiz
apresenta o primeiro registro de "répteis" fósseis no país (o crocodiliforme
Sarcosuchus hartti
).
A Comissão foi extinta em 1878 e suas coleções transferidas à Seção de Geologia e Mineralogia (hoje Departamento de Geologia e Paleontologia) do Museu Nacional.
Posteriormente, instituições em outras regiões do país foram criadas, destacando-se o
Museu Paraense Emílio Goeldi
e o I
nstituto Histórico e Geográfico de São Paulo
.
Em 1958 é fundada a
Sociedade Brasileira de Paleontologia
, que conta atualmente com cerca de 300 afiliados.
Evolução do conhecimento
Formação da Terra
Datação
Tempo Geológico
Aglutinação de poeira e gás
Derretimento da Terra – segregação – Crosta e Manto

No final do Éon, no Período Ediacariano, surgem as primeiras evidências diretas de vida multicelular.
A chamada Fauna de Ediacara apresenta impressões de diversos tipos de animais de corpo mole, sem conchas ou exoesqueletos.
Invertebrados marinhos de corpo mole - suspensivoros e detritívoros
Primeira evidência de muitos filos modernos: Porífera, Cnidária, Mollusca, Echinodermata
http://www.ucmp.berkeley.edu/vendian/critters.html
Cambriano
Extensos mares rasos, clima quente, algas abundantes
Grande diversificação de animais com partes duras
"Explosão Cambriana"
Quase todos os filos atuais já presentes no final do Cambriano, por exemplo, moluscos, artrópodes, equinodermatas, esponjas e cordados.
Os Archaeocyatha (esponjas primitivas) formavam recifes nos mares cambrianos.
Os trilobitas, atualmente extintos, eram os animais mais abundantes e diversificados no Cambriano.
542-488 ma
• Maior evento de extinção em massa: aprox. 85-90% das espécies marinhas, 75-90% diversidade global.
• Sem motivo definido ainda
Extinção do Permiano
Fragmentação da Pangeia
Surgimento das angiospermas
Domínio dos dinossauros
Presença de mamíferos
Presença de aves
Posteriormente,
Georges Cuvier
reclassificou o fóssil, correlacionando-o com as atuais salamandras gigantes.
Cuvier foi inimigo irreconciliável de Lamarck
William Smith
(1768-1839), iniciador da Paleontologia Estratigráfica.
Com o avanço da ciência outros meios foram utilizados:
Calcular o tempo através da espessura das camadas de rocha à partir da taxa de sedimentação.
Calcular o tempo pela perda de calor da Terra (Estimativas de Lord Kelvin)
A idade da Terra (séculos XVI e XVII) não passava de 100 milhões de anos
Descoberta do decaimento radioativo natural do
urânio
, em 1896, por
Henry Becquerel
O rádio foi descoberto por
Marie Curie
e
Pierre Curie
.
C.a. de 4.5 bilhões
Há aproximadamente 4,56 bilhões de anos
História Geológica da Terra
Pré História
Antiguidade
Idade Média
Renascença
O fundador da Paleontologia moderna é o barão
George Cuvier
(1769-1832).
Aplica conhecimentos de Zoologia e Botânica ao estudo dos fósseis.
Trabalhou no
Museu de História Natural de Paris
estudando vertebrados.
Modernidade
Fósseis são conhecidos desde a pré-história
As ideias sobre eles variaram ao longo do tempo
Algumas lendas explicavam sua origem
Ou atribuíam a eles propriedades místicas/medicinais
Xenófanes
Pitágoras
Platão
Aristóteles
c.a. 384 A.C.
Seu pensamento não foi bem aceito pelos seus pares à época.
É o recomeço da interpretação biológica dos fósseis que terá o seu auge no século XVIII.
Fischer von Waldheim
Surge como ciência no início do século XIX.
Fósseis aceitos como restos de organismos e classificados no
Systema Natura
e de
Linnaeus
NASCIMENTO DA PALEONTOLOGIA
NASCIMENTO DA PALEONTOLOGIA
Propôs a ideia do

Catastrofismo
:
- O desaparecimento das espécies fósseis era causado pelas “revoluções do globo”.
- As extinções seriam seguidas por períodos de calma e uma nova criação.
Jean-Baptiste Lamarck
Lamarck também lança a primeira teoria fundamentada sobre a evolução dos seres vivos
(Teoria dos Caracteres Adquiridos)
NASCIMENTO DA PALEONTOLOGIA
Desafia o
catastrofismo
e forncece as bases para o evolucionismo de Darwin.
Louis Agassiz
A maior parte da coleções formadas por esses naturalistas foram enviadas a seus países de origem
Somente com a criação da
Comissão Geológica do Império
(1875), estimulada por D. Pedro II, a participação de brasileiros e a manutenção das coleções no pais estabeleceu-se de fato.
Calcular o tempo necessário para que o mar se tornasse salgado
Segundo o cálculo de 1899, seriam precisos 90 milhões de anos
Hutton
Tempo Geológico
Éons Haddeano, Arqueano
,
Proterozóico
e
Fanerozóico
.
Os três primeiros éons são comumente reunidos no
Pré-Cambriano
.
Dividido em
Éons ->

Eras ->

Períodos ->

Épocas
.
Próxima aula:
Tafonomia
História da vida na Terra
Paleógeno (K-Pg)
Cenozóico (66-0 ma)
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