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Tipos de poesias e suas características

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Marilisa Bassini

on 18 February 2017

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Transcript of Tipos de poesias e suas características

Métrica
Poema
Poema é uma obra literária geralmente apresentada em versos e estrofes.
Segue necessariamente ou não regras como métrica, rima e refrão.
"Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consume
com seu poder de palavra
e seu poder de silêncio."



Carlos Drummond de Andrade
Grécia
Na Grécia Antiga, o poema foi a forma predominante de literatura.
A poesia já apresentavam versos estruturados.
Eram textos melódicos, acompanhados de instrumentos, para serem cantados.
Idade Média
Até a Idade Média, a poesia eram acompanhada de instrumentos. Quando isso deixou de acontecer, os os poetas passaram a se preocupar com a métrica, o ritmo das palavras, a divisão em estrofes, a rima, enfim, as figuras de linguagem que exploram o som.
"Maior amor nem mais estranho existe
Que o meu, que não sossega a coisa amada
E quando a sente alegre, fica triste
E se vê descontente, dá risada."


Vinicius de Moraes

Ritmo Poético
O ritmo é a "alma" do poema.
É sucessão de sons fortes e sons fracos, repetidos com intervalos regulares.
A distribuição das sílabas átonas e tônicas e o tamanho do verso determinam o ritmo.
É a medida do verso, definida pelo número de sílabas poéticas
Escansão
Sílabas gramaticais:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17
"Ah! / Quem / há / de / ex / pri / mir, / al / ma / im / po / nen / te / e / es / cra / va "

= 17 sílabas gramaticais.

Sílabas poéticas:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
"Ah! / Quem / há / de ex / pri / mir, / al / ma im / po / nen / te e es / cra / va"

= 12 sílabas poéticas. (Olavo Bilac)
Regras para Escansão
Não contamos as sílabas poéticas que estão após a última sílaba tônica do verso.

Ditongos têm valor de uma só sílaba poética.

Duas ou mais vogais, átonas ou até mesmo tônicas, podem fundir-se entre uma palavra e outra, formando uma só sílaba poética.
Redondilha
Escansão - Redondilha
Escansão - Redondilha
Decassílabos
Tipos de Verso
Monossílabo - 1 sílaba poética.
Dissílabo - 2 sílabas poéticas.
Trissílabo - 3 sílabas poéticas.
Tetrassílabo - 4 sílabas poéticas.
Pentassílabo (ou redondilha menor) - 5 sílabas poéticas.
Hexassílabo - 6 sílabas poéticas.
Heptassílabo (ou redondilha maior) - 7 sílabas poéticas.
Octossílabo - 8 sílabas poéticas.
Eneassílabo - 9 sílabas poéticas.
Decassílabo - 10 sílabas poéticas.
Hendecassílabo - 11 sílabas poéticas.
Dodecassílabo (ou alexandrino) - 12 sílabas poéticas.
Verso bárbaro: mais de 12 sílabas poéticas.
Redondilha é o nome dado, a partir do século XVI, aos versos de cinco ou sete sílabas poéticas:
Redondilha menor: versos de 5 sílabas poéticas.

Redondilha maior: versos de 7 sílabas poéticas.

Redondilha menor:
" Sou / bra / vo, / sou / for / te
Sou / fi / lho / do / nor / te,
Meu / can / to / de / mor / te
Guer / rei / ros, / ou / vi "
1 2 3 4 5

= 5 sílabas poéticas
(Gonçalves Dias)
Redondilha Maior:
"Mi / nha / ter / ra / tem / pal / mei / ras
On / de / can / ta o / sa / bi / á "
1 2 3 4 5 6 7

= 7 sílabas poéticas
(Gonçalves Dias)

Também chamados de medida nova, foram introduzidos no início do século XVI na literatura de língua portuguesa. Dependendo da acentuação, o decassílabo recebe o nome de:
Heroico: tônicas na 6ª e na 10ª sílaba tônica.
Sáfico: tônico na 4ª, na 8ª e na 10ª sílaba tônica.

Escansão - Decassílabos
Heroico:
As / ar / mas / e os / ba /
RÕES
/ as / si / na /
LA
/ dos
por / mo / ti / vo / de /
GUER
/ ra / re / for /
ÇA
/dos
1 2 3 4 5
6
7 8 9
10

Sáfico:
Te / nho / pa /
la
/ vras / pa / ra /
ti,
/ a /
ma
/ da;
1 2 3
4
5 6 7
8
9
10
Alexandrinos
Alexandrinos (dodecassílabos) são versos de 12 sílabas poéticas.
Conhecido também como Alexandrino Clássico ou Alexandrino Francês.
Foi introduzido na literatura brasileira na virada do século XIX para XX.
Necessariamente deve haver tônica na 6ª e 12ª sílaba poética.


Machado de Assis
foi o primeiro poeta a utilizar esse verso em larga escala, ainda no período estético do Romantismo (3ª geração).
Do / bu / fão / fa / vo /
RI
/ to a / gro / tes / ca / ba /
LA
/ da
1 2 3 4 5
6
7 8 9 10 11
12
(Baudelaire)

A / do / ro / mui / to o /
RI
/ so e a / le / gri / a / de um /
AN
/ jo
1 2 3 4 5
6
7 8 9 10 11
12


Há /
QUAN
/ to /
TEM
/ po /
VI
/ par /
TIR
/ os /
MEUS
/ a /
MO
/ res!
1
2
ª 3
4
ª 5
6
ª 7
8
ª 9
10ª
11
12
ª


Escansão - Alexandrinos
RIMA
É a identidade ou semelhança de sons que ocorre no fim dos versos, embora também possa ocorrer também no meio do verso.
A rima acentua o ritmo melódico do texto poético.
Rimas internas: aparecem dentro do verso.

“No fim da alameda
há r
aios
e papa
gaios
de papel de seda.”

(Guilherme de Almeida)
Quanto às combinações
Rimas emparelhadas: sucedem-se duas as duas (AABB).

“Aos que me dão lugar no bonde A
e que conheço não sei de onde, A
aos que me dizem terno adeus B
sem que lhes saiba os nomes seus.” B

(Carlos Drummond de Andrade)

Quanto às combinações
Rimas alternadas ou cruzadas: alternam-se (ABAB).

“Minha desgraça, não, não é ser poeta, A
Nem na terra de amor não ter um eco, B
É meu anjo de Deus, o meu planeta A
Tratar-me como trata-se um boneco.” B

(Álvares de Azevedo)

Quanto às combinações
Rimas interpoladas ou intercaladas: opõem-se (ABBA)

“Eu, filho do carbono e do amoníaco, A
Monstro de escuridão e rutilância, B
Sofro, desde a epigênese da infância, B
A influência má dos signos do zodíaco.” A

(Augusto dos Anjos)
Quanto às combinações
Rimas mistas: são aquelas que apresentam outros tipos de combinações.

“Meninas de bicicleta A
que fagueiras pedalais B
quero ser vosso poeta! A
Ó trasitórias estátuas C
Esfuziantes de azul D
Louras com peles mulatas C
Princesas de zona sul.” D
(Vinícius de Moraes)
Decassílabos
Quanto ao valor
Quanto ao valor
Quanto ao valor
Quanto ao valor
Rimas pobres: são muito frequentes e ocorrem geralmente com palavras de mesma classe gramatical.

“Mundo mundo vasto
mundo
,
se eu me chamasse Rai
mundo
seria uma rima, não seria uma solu
ção
.
Mundo mundo vasto
mundo
,
mais vasto é meu cora
ção
.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Rimas ricas: ocorrem com palavras de classes gramaticais diferentes.

"Era um poeta, sonhador e tr
iste
,
Pois triste e sonhador, às vezes,
é
Quem para amar a vida assim ex
iste
E não encontra paz, amor, nem f
é
."
(Jairo Dias de Carvalho)
Rimas raras: são obtidas entre palavras de muito poucas rimas possíveis.

"Eu que era branca e linda, eis-me medonha e esc
ura
.
Inspiro horror... Ó tu que espias a urdid
ura
Da minha teia, atenta ao que meu palpo fia"

(Manoel Bandeira)
Rimas preciosas: são rimas artificiais; aparecem com pouquíssima frequência.

"Oh vem, de branco, - do imo da folhagem!
Os ramos, leve, a tua mão ap
arte
.
Oh vem! Meus olhos querem despos
ar-te
,
Refletir virgem a serena imagem."
(Arthur de Azevedo)
Refrão
Se caracteriza como um verso ou agrupamento de versos que se repete ao final de cada estrofe.
Denominado também de estribilho, ele se encontra presente nas canções e nas criações literárias, como, por exemplo, os poemas.
É responsável pelo ritmo do poema e enfatiza determinada ideia.
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

(...)

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar –sozinho, à noite–
Mais prazer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

(...)
Canção do Exílio
Soneto
Soneto é um poema de forma fixa composto por 14 versos.
Surgindo no século XIII, obedece à divisão em dois quartetos e dois tercetos.
Apresenta versos metrificados e rimados.
Não têm faltado bocas de serp
entes
,
(Dessas que amam falar de todo o m
undo
,
E a todo o mundo ferem, maldiz
entes
)
Que digam: "Mata o teu amor prof
undo
!

Abafa-o, que teus passos imprud
entes
Te vão levando a um pélago sem f
undo
...
Vais te perder!" E, arreganhando os d
entes
,
Movem para o teu lado o olhar im
undo
:

"Se ela é tão pobre, se não tem bel
eza
,
Irás deixar a glória desprez
ada
E os prazeres perdidos por tão p
ouco
?

Pensa mais no futuro e na riqu
eza
!"
E eu penso que afinal... Não penso n
ada
:
Penso apenas que te amo como um l
ouco
!
Dois quartetos, com versos decassílabos e rimas ABAB, ABAB.
Dois tercetos com versos decassílabos e rimas CDE, CDE.
(Olavo Bilac)
Introdução do assunto.
Ponto central.
Remate, verso ''chave de ouro''.
Hacai
Poema de origem japonesa, que chegou ao Brasil no início do século XX.
Consiste em 17 sílabas japonesas, divididas em três versos de 5, 7 e 5 sílabas.
Haicai
"Suando, o ferreiro
larga o malho quente, ao canto
rival da araponga."
(Douglas Eden Brotto)




"sementes de algodão
agora são de vento
as minhas mãos"
(Nenpuku Sato)
"para onde
nos atrai
o azul?"
(Guimarães Rosa)
"O mar, sempre desperto,
na verde espera
da barca mensageira."
(Thiago de Mello)
Poesia concreta
Forma de poesia surgida no Brasil na década de 50 do século XX por Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos.

Rompia com o verso tradicional e sua forma convencional de disposição e rima, privilegia o espaço em branco da página, a pausa, as imagens, o significante, sons e até mesmo cores e nuances.

O concretismo surge de uma arte poética que ocupa a página de um modo diferente, aproveitando conceitos pouco ou nunca antes explorados pelos autores consagrados.
TIPOS DE POESIAS E SUAS CARACTERÍSTICAS
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