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LITERATUTA INFANTIL

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Iraê Bartira Alves Matias

on 17 October 2014

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Transcript of LITERATUTA INFANTIL

“A história da literatura infantil tem relativamente poucos
capítulos. Começa a delinear-se no início do século XVIII,
quando a criança pelo que deveria passa a ser considerada um ser diferente do adulto, com necessidades e características próprias, pelo que deveria distanciar-se da vida dos mais velhos e receber uma educação especial, que a preparasse para a vida adulta” (.Cunha,1999,p22)
Antes disso, a criança, acompanhando a vida social do adulto, participava
também de sua literatura. Existiam no século XVIII, duas realidades. A criança da
nobreza
, orientada por preceptores, lia geralmente os grandes clássicos, enquanto a criança das
classes desprivilegiadas
lia ou ouvia as histórias de cavalaria, de aventuras.
As lendas e contos folclóricos formavam uma literatura de cordel de grande interesse
das classes populares.
Origem da Literatura Infantil
Na fraça, desde o séc. XVII, já havia uma preocupação da literatura para crianças. As fábulas de La Fountaine e os Contos de Charles Perrault foram obras pioneiras no mundo literário.

La Fontaine nasceu em Paris, foi um poeta e fabulista e seu grande interesse, sempre recaiu na literatura. Em 1668, publicou suas primeiras fábulas, intituladas Fábulas escolhidas, as quais continham histórias de animais com características humanas e terminavam com o trabalho da moral.

Conquistou os leitores facilmente por sua forma delicada, divertida, simples e atraente de expressão. Durante sua vida, foi reescrevendo suas fábulas e acrescentando novas narrativas em suas obras. A última edição de suas fábulas foi publicada em 1693. Algumas fábulas escritas e reescritas por ele são: A lebre e a tartaruga; O leão e o rato; e O carvalho e o caniço.
Mas, O que é Literatura Infantil ?
A Literatura infantil é, antes de tudo, literatura, ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o Mundo, o Homem, a Vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática; o imaginário e o real; os ideais e sua possível/impossível realização.
(Cagneti,1996 p.7)
LITERATUTA INFANTIL
A Literatura Infantil nasce com a publicação dos oito contos da Mamãe Gansa: A bela adormecida no bosque; O barba azul; O gato de botas;
As fadas; Chapeuzinho vermelho; A gata borralheira; Henrique do topete; e O pequeno polegar. Estes textos têm origem em antigos romances céltico-bretões e de antigas narrativas indianas.
Quem foi a Mamãe Gansa?

Segundo Coelho (1991), a Mãe Gansa contava diferentes histórias aos seus filhotes todos os dias, eles sempre estavam prontos para ouvi-las fascinados. Na verdade, ela representava as mães, que, durante os longos dias de inverno, contavam histórias para passar o tempo enquanto teciam. Assim, o nome Mãe Gansa passou a se referir a uma velha contadora de histórias.

Citam-se também os irmãos Grimm,
Jacob e Wilhelm Grimm (1786), nascidos
na Alemanha. Eles escreveram várias
fábulas infantis e ganharam notoriedade
na área. Retrataram as lendas e as
narrativas conservadas pela tradição oral
da memória popular.
Nesse contexto, a leitura deve e precisa fazer parte do ensino-aprendizagem, assim como precisamos vencer o desafio de aguçar nos alunos o apego aos livros e o prazer pela leitura. Até porque o Brasil, infelizmente, tem estatísticas muito negativas, quando nos referimos à leitura interpretativa, já que possuímos um grande número de analfabetos funcionais.
A Escola tem um papel fundamental
na formação dos alunos. E isso deve
ser concretizado em várias áreas de
conhecimento, até porque a
formação de cidadãos críticos e
construtivos que exerçam plenamente
a sua cidadania é um objetivo a ser
alcançado pelos docentes/ discentes,
bem como uma formação a ser
oferecida pelos que estão na educação.












Diante disso, a Literatura Infantil deve fazer parte da vida de toda criança, seja na oralidade (contadores de histórias), seja, na leitura de livros de autores renomados, dos contos clássicos, das fábulas, e também dos contos contemporâneos.Isso permite uma série de vantagens, unindo fatores positivos ligados ao prazer de ler e interpretar textos, além de adentrar num mundo de fantasia, do conhecimentos de outras culturas e de conhecimentos que podem servir para ampliar o universo de textos oferecidos aos alunos.














Nesta perspectiva Cagneti(1996 p.7) explica que a Literatura infantil é,antes de tudo, literatura, ou melhor, é arte: fenômeno de criatividade que representa o Mundo, o Homem, a Vida, através da palavra. Funde os sonhos e a vida prática; o imaginário e o real; os ideais e sua possível/impossível realização.
Dessa forma, a utilização de leituras, refacção textual, reescritura de textos e o contar e recontar desse tipo de Literatura só traz benefícios, como também otimizam o aspecto de ensino-aprendizagem.
A função primeira do livro infantil é a estético-formativa, a educação da sensibilidade, pois reúne a beleza da palavra e das imagens. O essencial é a qualidade de emoção e sua ligação verdadeira com a criança. Há emoções poéticas que, presentes ou não no livro infantil, são diretamente acessíveis a todas as crianças.

O ideal da literatura é deleitar, entreter, instruir e educar as crianças, e melhor ainda se as quatro coisas de uma vez. Repetindo: educar, instruir e distrair, sendo que a mais importante é a terceira.
Funções da Literatura Infantil
O prazer deve envolver tudo o mais. Se não houver arte que produza o prazer, a obra não será literária e, sim, didática.

A leitura rápida e compreensiva do texto é um automatismo a ser desenvolvido, também pela literatura.
A leitura reflexiva, a aquisição do vocabulário, a aquisição de conceitos, assim como as preferências, o gosto pela leitura, a escolha de valores são adquiridos através da literatura. Sendo, portanto, suas funções amplas.

Cunha ( 1974), lembra que a literatura infantil influi e quer influir em todos os aspectos da educação do aluno. Assim, nas três áreas vitais do homem (atividade, inteligência e afetividade) em que a educação deve promover mudanças de comportamento a literatura infantil tem meios de atuar.

Não há tabela mágica para essa escolha. Esses critérios dependerão muito da experiência, da ideologia, dos próprios critérios pessoais, considerando os elementos intrínsecos e extrínsecos do livro infantil.

Elementos intrínsecos

1. O assunto
Os livros infantis devem atender às necessidades fundamentais da infância. Assim, é importante que os assuntos escolhidos correspondam ao mundo da criança e ao seu interesse; facilitem progressivamente suas descobertas e sua entrada social e cultural no mundo dos adultos e lhe forneçam elementos de julgamento nesse campo; levem em conta as condições de vida da criança e a diversidade de regiões, países.

2. A adaptação à idade da criança


Os livros devem levar em conta o desenvolvimento psicológico, intelectual e espiritual do jovem leitor.
Qualidades intrínsecas

A simples atração da história não é critério suficiente para se avaliar a qualidade de um livro infantil. Devemos considerar os seguintes fatores:

1. Objetividade de informações

Os livros podem transmitir certa porção de conhecimento, desde que baseada em informações comprovadas, exatas.É importante que as histórias infantis transmitam informações objetivas que abranjam as descobertas de nossa era, nos campos geográfico, histórico, científico e cultural em geral.

2. Introdução de valores

Os livros infantis podem auxiliar os leitores a escolher, descobrir e testar uma escala de valores.
É fundamental que os livros infantis transmitam às crianças um sentimento de respeito e dignidade pela pessoa humana de acordo com a declaração Universal dos Direitos Humanos e, especialmente, nos nossos dias, despertem os jovens para os valores sociais: justiça, paz, liberdade, igualdade e solidariedade.
Não transmitir,nem dar para as crianças livros que contenham preconceitos, racismos de qualquer espécie ( linguagem ultrapassada, conceitos falsos que confundam o loiro de olhos azuis com o bem e bondade). Também livros que transmitam uma imagem defasada da posição e dos direitos da mulher: sempre caseira, doméstica, em situação subalterna como se as mulheres fossem incapacitadas para a liderança e posições de destaque e autoridade. Enfim, como se fossem seres inertes, dóceis, submissos ou, então, objetos de enfeite.

Aspectos formais dos livros infantis


1. Qualidades estéticas

Os livros infantis devem ser artísticos. Precisamente porque os leitores são crianças, não se permite negligência ou vulgaridade. O livro de qualidade agradará não só à criança, como ao leitor adulto.


2. Apresentação e ilustração

Cuidados especiais deverão ser tomados na sua confecção e, infelizmente, nem sempre isso acontece. Evitar livros com papel que apresente transparência, mal encadernados, com costuras que se desmancham com o uso; ilustrações que cortem a inteligibilidade do texto e não completem a sua mensagem. Os livros deveriam procurar perfeição gráfica, tipos claros de letras, tamanho, número de páginas de acordo com seus pequenos leitores.
Preocupação com qualidade decomposição, espaçamentos e outros dados.

EFEITOS DA LEITURA COMO HÁBITO

1. Valores morais

Que o leitor se sinta e se reconheça como pessoa, com nome próprio, características individuais, seus gostos, preferências quanto às circunstâncias, fatos e seres.
Terá elementos para escolher e fundamentar usando a razão, o sentido moral e a sensibilidade. Terá que selecionar, preferir e recusar. Saber por que diz não ou sim aos fatos e escolhas. O hábito da leitura ajudará na formação da opinião e de um espírito crítico- principalmente a leitura dos livros que formam o espírito crítico, enquanto a repetição de estereótipos empobrece.

2. Plano racional

O exercício da mente e do espírito aguça a inteligência, refletindo no pensamento lógico e seu sentido prático; no equilíbrio para harmonizar realidade e irrealidade; na capacidade de imaginação e fantasia; na lucidez, originalidade, poder de observação e captação do fundamental. Podendo-se dizer que a leitura é a melhor ginástica para a mente. Ela capacitará o melhor uso inteligente e de interação das potências mentais e espirituais.

3. Plano da linguagem

Enriquecimento progressivo dos meios de expressão em língua escrita. Maior capacidade para reproduzir e avaliar situações; capacidade de graduar matizes e atitudes, o que evidentemente implicará em maior clareza de redação.


4. Plano da cultura


A leitura variada e rica levará ao aprofundamento dos conhecimentos que permitirão melhor apreciação do mundo real e dos seus valores culturais. Oportunidade de pensar o mundo e conhecer seus problemas, nos quais serão logo chamados a opinar.

Bamberger ( 1977) , fala de quatro tipos de leitores:
a) O TIPO ROMÂNTICO- prefere o mágico, enquanto as outras crianças entre os nove e onze anos preferem as histórias ambientais e com elementos do cotidiano.
b) O TIPO REALISTA- não gosta de ler contos de fadas ou livros como Alice no País das Maravilhas.
c) TIPO INTELECTUAL- são leitores que querem tudo explicado, gostam de informações e procuram os aspectos práticos das histórias.
d) O TIPO ESTÉTICO- gosta de sentir o ritmo, a rima, o som das palavras. Prefere a poesia, gosta de copiar os trechos bonitos dos livros e relê com frequência.
É importante o conhecimento desses tipos, que devem ser levados em conta para permitir à criança uma livre escolha à sua maneira, além de uma grande variedade de livros.
Naturalmente, esses tipos não aparecem em forma única, mas sim, mesclados, com predominância de uma ou outra tendência
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