Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Copy of EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DIVERSIDADE

No description
by

Veronica Rodrigues

on 14 October 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Copy of EDUCAÇÃO INCLUSIVA E DIVERSIDADE

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

FUNDAMENTOS PSICOLÓGICOS DA EDUCAÇÃO

Docente:
Nelma de Cássia Silva
Discentes:
Danilo Brito de OLIVEIRA
Fabiano Barcellar
Jancleide Góes
Joicelene de Jesus
Sandro Sales
Tauam Fonseca

Place your own picture
behind this frame!
Double click to crop it if necessary
San Francisco
(cc) photo by Metro Centric on Flickr
(cc) photo by Franco Folini on Flickr
(cc) photo by jimmyharris on Flickr
Stockholm
(cc) photo by Metro Centric on Flickr
Educação Inclusiva e
D
i
v
e
r
s
i
d
a
de

¨Os Desafios da Educação brasileira¨
Quanto as Questões Étnicos Raciais?
CONTEXTO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
PESSOAS COM NESSECIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
TEM INCLUSÃO NAS UNVERSIDADES?
Constituição brasileira
Políticas Públicas, Ações Afirmativas
Permanência,Pesquisa e Extensão

CONTEXTO HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

CRIANÇAS COM NESSECIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS
EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
Gênero e sexualidade
Questões Étnicos Raciais
Ações Afirmativas
Lei 10.639/03
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira.

11.645/08
Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira e Indígenas.


Como estão sendo trabalhados nas escolas essa temática?
APRENDIZAGEM E ENSINO DAS
AFRICANIDADES BRASILEIRAS
Petronilha Beatriz Goncalves e Silva
Doutora em Ciências Humanas - Educação.
Docente do Departamento de Metodologia do
Ensino da Universidade Federal de São Carlos.
Participante da Coordenação do Núcleo de
Estudos Afro-Brasileiros desta Universidade

Com que finalidade estudar africanidades brasileiras?
A finalidade primeira diz respeito ao direito dos descendentes de
africanos, assim como de todos os cidadãos brasileiros, à valorização de sua identidade étnico-histórico-cultural, de sua identidade de classe, de gênero, de faixa etária, de escolha sexual.
Principais objetivos desse estudo
• valorizem igualmente as diferentes e diversificadas raízes das identidades dos distintos grupos que constituem o povo brasileiro;
• busquem compreender e ensinem a respeitar diferentes modos de ser, viver, conviver e pensar;
• discutam as relações étnicas, no Brasil, e analisem a perversidade da assim designada “democracia racial”;
• permitam aprender a respeitar as expressões culturais negras que, juntamente com outras de diferentes raízes étnicas, compõem a história e a vida de nosso país;
• situem histórica e socialmente as produções de origem e/ou influência africana, no Brasil, e proponham instrumentos para que sejam analisadas e criticamente valorizadas.
Africanidades Brasileiras Trata-se de uma nova disciplina ou de
uma Área de pesquisas?
No âmbito escolar e acadêmico, as Africanidades Brasileiras constituem-se em campo de estudos, logo, tanto podem ser organizadas enquanto disciplina curricular, programa de estudos abrangendo diferentes disciplinas, como área de investigações. Em qualquer caso, caracterizam-se pela interrelação entre diferentes áreas de conhecimentos, que toma como perspectiva a
cultura e a história dos povos africanos e de descendentes seus nas Américas, bem como em outros continentes.
SISTEMATIZANDO O ESTUDO
Matemática
– Ao desenvolver conteúdos da disciplina, se o professor estiver atento às Africanidades, valer-se á, certamente, de obras ainda raras entre nós que mostram construções matemáticas africanas de diferentes culturas, pois como pondera Asante (1990), não é possível compreender o que há de africano na América enquanto fonte e origem, sem voltar nosso olhar e curiosidade à África. Assim sendo, ao trabalhar geometria, volume e outras medidas, chamará o professor a atenção, ilustrando com imagens, para o fato de que estes eram conhecimentos do domínio dos antigos egípcios, o que permitiu-lhes construir obras monumentais como as pirâmides. Buscará mostrar fotografias do antigo reino do Zimbábue, destacando, por exemplo, as torres cônicas das muralhas do templo. Mais do que isto, valer-se-á o professor de expressões da arte africana, como as pinturas que os Ndebele fazem em suas casa. Com isto, irão aprendendo diferentes caminhos trilhados pela humanidade, através de povos de diferentes culturas, para a construção dos conhecimentos que vêm acumulando.
Ciências
– Ao estudar o meio ambiente, do ponto de vista das Africanidades Brasileiras, há que necessariamente abordar a questão dos territórios ocupados por população remanescente de quilombos ou herdeira de antigos fazendeiros e conhecer as formas de cultivo e de utilização de recursos naturais que empregam, sem ferir o equilíbrio do meio ambiente.
Psicologia
– Esta disciplina trata de importantes descobertas da ciência do mesmo nome, a respeito, por exemplo, do desenvolvimento das crianças e adolescentes, do comportamento das pessoas, das maneiras como elas se relacionam entre si. No Brasil, assim como em outros países de fortes raízes africanas, em qualquer nível de ensino, se torna inadmissível desconhecer as obras de Franz Fanon, pelo menos Pele Negra, Mascaras Brancas (s.d.) e Os Condenados da Terra (1979), que analisa e discute as dificuldades enfrentadas por descendentes de africanos para terem sua identidade respeitada, num mundo colonizado por europeus. No nosso caso específico, não há como desconhecer a obra de Neuza Santos Souza, Tornar-se Negro (1983), tampouco estudos como os de Marilene Paré sobre a auto-estima de crianças negras (1991), o de Rachel de Oliveira, o de Ademil Lopes( 1994), e o de Consuelo Silva (1995) sobre socialização da criança negra na escola.
Educação Física
– Na medida em que esta disciplina se dedica à educação do corpo, incluindo a dança em seu currículo, é incompreensível que no Brasil deixe de haver seções de danças de raízes africanas e, na área de jogos, a inclusão da capoeira.
Educação Musical
– Do ponto de vista das Africanidades Brasileiras, não tem cabimento a musicalização de crianças, adolescentes e adultos que não inclua os ritmos de origem africana. E do mesmo ponto de vista, não bastará ouvir textos musicais e reconhecer instrumentos típicos. Será preciso ouvir e fazer tentativas de tirar som e ritmo de instrumentos: caixa de fósforos, pandeiro, agogô, chocalho, atabaque, berimbau, etc., com o auxílio de quem sabe fazê-lo. E não basta saber tocar instrumentos, é importante saber do que são feitos, como são feitos e, sempre que possível, aprender a construir pelo menos algum deles. Mais ainda, as músicas de origem africana são feitas para serem cantadas, dançadas. Portanto, ensinar música afro, na perspectiva das Africanidades, implica ouvir, cantar, produzir ritmos, construir instrumentos, dançar, conhecer a origem dos ritmos e dos instrumentos, e as recriações que têm sofrido através dos tempos e nos lugares por onde têm passado, se enraizado.
Artes Plásticas
– Como bem pondera a professora Loris6, nos trabalhos com argila, papier-mâché pode-se, por exemplo, aprender sobre e criar máscaras de inspiração africana7, além de comparar os trabalhos africanos com o de pintores europeus, com pinturas de Picasso, Modigliani, identificando a influência daquelas sobre estas. Em atividades com pintura, ensina Vera Triumpho8, é possível conhecer a origem, significados e técnicas do batique. Enfim, muitas idéias certamente surgirão do estudo da valiosa obra organizada por Emanoel Araújo (1988), A Mao Afro-Brasileira – Significado da Contribuição Artística e Histórica.
Literatura
– O negro não somente tem sido tema na literatura brasileira. Sabemos todos que muitos têm criado, sendo inúmeros nossos escritores descendentes de africanos. Interessante será estudantes poderem comparar a visão de escritores negros, com a de outras etnias, sobre as questões que afligem a população negra, ou que constituem razão de alegrias ou tristezas para pessoas de qualquer etnia. Será importante compararem obras de afrobrasileiros com a de africanos. Como exemplos de autores e textos, cito o livro organizado por Mário de Andrade Antologia Temática de Poesia Africana – O Canto Armado; o de Oswaldo de Camargo – O Negro Escrito; as publicações periódicas do Quilomboje – Cadernos Negros, publicados desde 1978; os trabalhos de Luiz Gama, Cruz e Souza, Oliveira da Silveira, Esmeralda Ribeiro, Míriam Alves, Celinha, Jônatas da Conceição, Geni Guimarães, entre tantos outros.
Sociologia
– Fonte-chave para estudos que tenham preocupação com as Africanidades Brasileiras é certamente a obra de Clóvis Moura, salientando-se Sociologia do Negro Brasileiro (1988), em que aborda a sociedade brasileira, a partir de estudos sobre a problemática que envolve o povo negro.
Geografia
– Os estudos dos espaços físicos e dos espaços humanos que a partir dele vão-se construindo requerem que se tenha como referência trabalhos de Milton Santos, entre outros, O Espaco do Cidadao (1990) e A Natureza do Espaco (1996), pois este autor estuda a Geografia do ponto de vista dos empobrecidos e marginalizados e, no caso do Brasil, a maioria dos descendentes de africanos se encontram entre eles.
História
– A história do Brasil, enquanto construção de uma nação, inclui todos os povos que constituem a nação. Assim, ignorar a história dos povos indígenas, do povo negro é estudar de forma incompleta a história brasileira. O professor que trabalha na perspectiva das Africanidades Brasileiras não omitirá, por exemplo, ao tratar da fundação de Laguna, em Santa Catarina, que, conforme registra Cláudio Moreira Bento (O NEGRO, 1979), a expedição que lá se instalou, em 1648, era formada em 70% por homens negros escravizados. Ao referir-se à fundação da Colônia de Sacramento, não esquecerá de fazer saber que, além dos escravos, a tropa fundadora contava com soldados negros.
¨A grande tarefa no campo da educação, há de ser
a busca de „caminhos e métodos para rever o que se ensina e como se ensinam, nas escolas públicas e privadas, as questões que dizem respeito ao mundo da comunidade negra. A educação é um campo com seqüelas profundas de racismo, para não dizer o veículo de comunicação da ideologia branca¨ (Rocha, 1998, p. 56).
Vaso e banco
Museu Paraense Emílio Goeldi
Prato com pintura em negativo (preto sobre
branco)Museu Paraense Emílio Goeldi
Urna com decoração incisa. Ao lado, detalhe do bojo
Museu Paraense Emílio Goeldi
Vaso com representação zoomorfa e prato com grafismo
Museu Paraense Emílio Goeldi
Acervo do mafro
2011
Programa de Iniciação à Docência/PIBID
Belas Artes
ILHA DE MARAJÓ
Arte corporal marajoara
e , urna marajoara
Urnas funerárias e tanga
Museu Paraense Emílio Goeldi



Vasos Santarém. Museu Paraense Emílio Goeldi
Estatueta antropomorfa
A cerâmica Santarém
.
Figura antropomorfa
Arte Música, Colômbia

Cultura Santarém, Pará
Estatueta antropomorfa
Vaso zoomorfo de ‘gargalo’
Cultura Santarém, Pará
Vaso zoomorfo de ‘gargalo’
Cultura Tlatico, Centro do México
Vaso de ‘gargalo’
Cultura Santarém, Pará
Garrafa zoomorfa
Cultura Morche, Peru
Urna com figura antropomorfa
Urna com figura antropomorfa
Cultura Marajoara, Pará
Medalhão com figura antropomorfa
Arte Chiripa, Bolívia
OBJETIVO GERAL
Reflexão sobre o panorama em que viviam os diversos grupos étnicos no continente africano e no território brasileiro antes da chegada dos europeus, concebendo-os como detentores de um conhecimento ancestral em diversas áreas, enfocando seus costumes e crenças. E como esses grupos se apresentam no contexto atual.
METODOLOGIA
A escolha por fazer uma pesquisa-ação qualitativa com uma abordagem etnográfica explicita o desejo de aprofundamento nas redes complexas que se estabelecem com os sujeitos selecionados e em suas comunidades.
o uso de questionários aplicados durante os trabalhos de campo em comunidades remanescentes de quilombolas , Indígenas e , com a preocupação de discutir de forma lúdica, como viveram e vivem tais grupos étnicos, com a finalidade de quebra de estereótipos, despertando a curiosidade das crianças, adolescentes e adultos, quanto a suas origens e identidades étnicas, para assim refletirem sobre sua condição de sujeitos detentores de história.
 
TRADIÇÃO ORAL
Foi através da oralidade, que os Griot”s no continente africano conseguiram manter viva sua cultura, passando de geração à geração. No contexto brasileiro, as mulheres negras acabaram assumindo este papel, nas comunidades populares e nos terreiros de Candomblés da Bahia.
PRODUTOS GERADOS
Além da produção de um artigo sobre o tema proposto, o projeto propõe a produção de uma animação audiovisual de aproximadamente 15 minutos junto uma série de mine livros de contos ilustrados fazendo referência aos personagens trabalhados na animação.
A partir dessa animação, outros produtos envolvendo, curta metragem, ilustração, computação gráfica, história oral, gravura, poderá ser produzidos por crianças e adolescentes envolvidos no Colégio Estadual de Plataforma e sobretudo tendo como referência o cotidiano de cada um.
Cronograma de trabalho
PESQUISA ICONOGRÁFICA
Gravuras obtidas por polimento. Aproximadamente 5000 A.P. Município de Ingá, PB
Prato com decoração excisa
Cultura Marajoara, Pará
Vaso com decoração excisa
Arte Maia, Guatemala
Estatueta antropomorfa (visão frontal e posterior)
Alt. 14 cm. Museu Paraense Emílio Goeldi
UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
ESCOLA DE BELAS ARTES
PESQUISADOR: DANILO BRITO DE OLIVEIRA
ORIENTADORA: ELIZABETE ACTIS
CO-ORIENTADORA: LUCIA MARSAL
CURSO: LIC. EM DESENHO E PLÁSTICA
TEMA
Um outro olhar sobre as culturas africana, indígena e afro-brasileira e os processos de resistências em África e no território brasileiro.
PROJETO DE ANIMAÇÃO
“ANIMANDO E CONTANDO NOSSA PRÓPRIA HISTÓRIA”
[com base nas leis, 10.639/03 11.645/08]
DELIMITAÇÃO DO TEMA
Discussão, através da arte e seus mecanismos contemporâneos, das trajetórias de resistências destes grupos em África e na diáspora, contra o sistema escravista no processo de ocupação nos dois territórios e sobre tudo, o lugar que esses grupos ocupam na sociedade nos dias atuais.
O poder da tecnologia
No cenário atual, será importante o uso de ferramentas contemporâneas tecnológicas, não só do ponto de vista técnico para o desenvolvimento da animação, quanto estratégico, por entender que o computador hoje é uma ferramenta muito utilizada no dia–dia de grande parte das crianças em fase escolar. Seja na escola, em casa, em centros públicos instalados em bairros populares incentivando a inclusão digital, seja qual for o caminho, esse aparelho está sempre marcando presença na vida dessas pessoas.
Introdução
Desde o fenômeno do processo da migração de africanos para o Brasil, que diversas etnias africanas e indígenas, são inferiorizadas no território brasileiro, sendo quase sempre encaradas como desprovidas de humanidade, de conhecimento e de direito.
REFLEXÃO
“Meu corpo era devolvido desancado, desconjuntado demolido, todo enlutado, naquele dia branco de inverno. O preto é animal, o preto é ruim, o preto é malvado, o preto é feio Olhe, um preto! Faz frio, o preto treme, o preto treme por que sente frio, o menino treme por que tem medo do preto, o preto treme de frio, um frio que morde nos ossos, o menino bonito treme porque pensa que o preto treme de raiva, o menino branco se joga nos braços da mãe: mamãe, o preto vai me comer!”
(FANON, 2008, p.106.)
Vaso de ‘cariátides’
Decoração incisa, ponteada e com apliques. Alt. máx. 21 cm. MPEG
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
UNESCO, História Geral da África, A descoberta de um continente, Unesco 2011. 
FANON, frantz Pele Negra Máscaras Brancas – edufba.salvador, 2008 
BARATA, Frederico. Arqueologia. As artes plásticas no Brasil. Ediouro, Rio de Janeiro, 1956.
CRULS, Gastão. Arqueologia brasileira. In: Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Ministério da Educação e Saúde. Nº 6. Rio de Janeiro. 1942.
FUNDAÇÃO NACIONAL DE ARTE. Instituto Nacional de Artes Plásticas. Museu Paraense Emílio Goeldi. Rio de Janeiro, 1981.
Scientific American. Etnomatemática. São Paulo: Duetto, v.11, Edição Especial.
PROUS, André. Artes pré-históricas do Brasil. [Editor: Fernando Pedro da Silva] – Belo Horizonte: C/ Arte, 2007.
MANUAL DO ROTEIRO, Syd Field, ao fundamentos do texto
RACISMO NO BRASIL
AFRICA: arte negra : peças do acervo do Instituto Fundamental da Africa Negra, Dakcar-Senegal. São Paulo, SP: Museu de Arte e Arqueologia da USP, 1969. 40
OLINTO, Antonio; HEYMANN, Michael Alexander. Africa: coleção de arte africana. Rio de Janeiro, RJ: Riex, [19--?]. 101 p.
NIEMEYER, Ana Maria de; GODOI, Emilia Pietrafes. Além dos territórios: para um dialogo entre a etnologia indigena, os estudos rurais e os estudos urbanos. Campinas, SP: Mercado de Letras, 1998. 288 p ISBN 858572546X
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (BRASIL). Arte Kusiwa: pintura corporal e arte gráfica Wajãpi. Brasília, DF: Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, 2008. 140 p. ISBN 9788573340723 (enc.)
ACERVO museu Nacional Afro-brasileiro, museu Afro-brasileiro
Mestre Didí
“Pelo caráter que assumiu na história educacional de quase todos os países, a educação média é particularmente vulnerável à desigualdade social. Enquanto a finalidade do Ensino Fundamental nunca está em questão, no Ensino Médio se dá uma disputa permanente entre orientações mais profissionalizantes ou mais acadêmicas, entre objetivos humanistas e econômicos. Essa tensão de finalidades expressa-se em privilégios e exclusões quando, como ocorre no caso brasileiro, a origem social é o fator mais forte na determinação de quais têm acesso à educação média e à qual modalidade se destinam. Analisando essa questão, Cury afirma, sobre esse nível de ensino: 'Expressando um momento em que se cruzariam idade, competência, mercado de trabalho e proximidade da maioridade civil, expõe um nó das relações sociais no Brasil manifestando seu caráter dual e elitista, através mesmo das funções que lhe são historicamente atribuídas: a função formativa, a propedêutica e a profissionalizante.' E prossegue: '[…] a propedêutica de elites cuja extração se dá nos estratos superiores de uma sociedade agrária e hierarquizada, incontestavelmente deixou sequelas (talvez mais do que isso) até hoje. A função propedêutica, dentro deste modelo, tem um nítido sentido elitista e de privilégio, com destinação social explícita. E esta associação entre propedêutica e elite ganhará sua expressão doutrinária máxima tanto na Constituição de 1937 como na Exposição de Motivos que acompanha a reforma do ensino secundário do Decreto-Lei nº 4.244/42.'
'A Constituição de 1937 é clara no seu Artigo 129. Cita o autor: O ensino pré-vocacional e profissional, destinado às classes menos favorecidas é, em matéria de educação, o primeiro dever do Estado. Já a exposição de motivos de Capanema em 1942', ainda segundo Cury, 'é consequente com este princípio discriminatório ao dizer que, “além da formação da consciência patriótica, o ensino secundário se destina à preparação das individualidades condutoras, isto é, dos homens que deverão assumir as responsabilidades maiores dentro da sociedade e da nação, dos homens portadores das concepções e atitudes espirituais que é preciso infundir nas massas, que é preciso tornar habituais entre o povo.' É, portanto, do Ensino Médio que se vem cobrando uma definição sobre o destino social dos alunos, cobrança esta que ficou clara com a política, afinal fracassada, de profissionalização universal criada pela Lei nº 5.692/7111. E nunca é demais lembrar que os concluintes da escola obrigatória ainda constituem uma minoria selecionada de sobreviventes do Ensino Fundamental. Com a melhoria deste último, espera-se que a maioria consiga cumprir as oito séries da escola obrigatória. A universalização do Ensino Médio, além de mandamento legal, será assim uma demanda social concreta. É tempo de pensar na escola média a ser oferecida a essa população.” (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2000, p. 54, 55)
“Expressão de seres divididos mas que se negam a assim permanecer, a ética da identidade ainda não se apresenta de forma acabada. O drama desse novo humanismo, permanentemente ameaçado pela violência e pela segmentação social, é análogo ao da crisálida. Ignorando que será uma borboleta, pode ser devorada pelo pássaro antes de descobrir-se transformada. O mundo vive um momento em que muitos apostam no pássaro. O educador não tem escolha: aposta na borboleta ou não é educador. Como princípio educativo, a ética só é eficaz quando desiste de formar pessoas “honestas”, “caridosas” ou “leais” e reconhece que a educação é um processo de construção de identidades. Educar sob inspiração da ética não é transmitir valores morais, mas criar as condições para que as identidades se constituam pelo desenvolvimento da sensibilidade e pelo reconhecimento do direito à igualdade a fim de que orientem suas condutas por valores que respondam às exigências do seu tempo.” (Parâmetros Curriculares Nacionais, 2000, p. 65, 66)
INCLUSÃO EDUCACIONAL
Educação inclusiva
Estrutura das instituições de ensino
Qualificação dos professores
Políticas públicas
INCLUSÃO DE pessoas com necessidades educacionais especiais
48,1%
27%
16,6%
8,3%
DADOS Estatísticos do censo 2000
VISUAL
FISÍCA
AUDITIVO
MENTAL
Fonte: IBGE – Censo 2000
169 milhões de habitantes no Brasil;
24,6 milhões de pessoas ou 14,5% da população tem algum tipo de incapacidade ou deficiência;
Índice de analfabetismo 3%;
MERCADO DE TRABALHO
GRAU DE ESCOLARIDADE INTIMAMENTE LIGADO A OPORTUNIDADES DE EMPREGO;
31% DOS CIDADÕES COM DEFICIÊNCIA, POSSUEM DE 8 A 12 ANOS DE ESTUDO;
COTAS PARA DEFICIENTES;
O QUE É DEFICIÊNCIA?
Perda ou anormalidade da estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, temporária ou permanente, que limita a capacidade de desenvolver atividades essenciais da vida diária, consideradas normais para o ser humano.



Motora, visual, auditiva e mental
TIPOS DE DEFICIÊNCIA



Propõe convênios com outros organismos e instituições que possam implementar programas de apoio em parceria;

Fornece material didático especializado ou adaptado necessário ao aluno, quando houver disponibilidade;
Promove assessoramento técnico-pedagógico aos professores e coordenadores de cursos da universidade;

Promove um atendimento adequado ás
necessidades individuais do aluno;
NAPE
NÚCLEO DE APOIO À INCLUSÃO DO ALUNO COM NECESSIDADES
EDUCACIONAIS ESPECIAIS

 criado pelo Reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho, em 26 de março de 2008, para implementação de políticas de acessibilidade à educação superior de pessoas com Necessidades Especiais;

Apoia a inclusão do aluno com Necessidades Especiais, na universidade em todos os espaços e contextos;

Informa a comunidade da Universidade sobre a legislação e as normas educacionais vigentes que beneficiam os alunos com necessidades educacionais especiais (NEE);
“As pessoas com deficiências assiste o direito inerente a todo e qualquer ser humano de ser respeitado, sejam quais forem seus antecedentes, natureza e severidade de sua deficiência. Elas tem os mesmos direitos que os outros indivíduos da mesma idade, fato que implica desfrutar de vida descente, tão normal quanto possível”

( Art. 3º da declaração dos direitos das pessoas portadoras de deficiência).
Realidade histórica da escola na superação da lógica da exclusão
A escola historicamente se caracterizou pela visão da educação que delimita a escolarização como privilégio de um grupo.
Os sistemas de ensino universalizaram o acesso, mas continuaram excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores, isso acontecendo, principalmente pela dificuldade de integração (segregação), que pressupõem a seleção, naturalizando o fracasso escolar.
Essa problematização mostra os processos de distinção dos alunos em razão das características intelectuais, físicas, culturais, sociais e lingüísticas, entre outras, estruturantes do modelo tradicional de educação escolar.
paradoxo inclusão/exclusão
O movimento mundial pela educação inclusiva é uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defesa do direito de todos os alunos estarem juntos, aprendendo e participando, sem nenhum tipo de discriminação.

Direitos humanos: igualdade e diferença como valores indissociáveis.

Papel da escola na superação da lógica da exclusão
Reconhecer as dificuldades enfrentadas nos sistemas de ensino, assim como a necessidade de confrontar as práticas discriminatórias sociais e criar alternativas para superá-las.
A partir dos referenciais para a construção de sistemas educacionais inclusivos, a organização de escolas e classes especiais passa a ser repensada, implicando uma mudança estrutural e cultural da escola para que todos os alunos tenham suas especificidades atendidas.
Marcos Históricos
Época do império:

Em 1854 – Instituto dos Meninos Cegos, atual Instituto Benjamin (IBC)

Em 1857 – Instituto dos Surdos Mudos, hoje denominado Instituto Nacional da Educação dos Surdos – INES

Ambos no Rio de Janeiro.

No início do século XX é fundado o Instituto Pestalozzi (1926), instituição especializada no atendimento às pessoas com deficiência mental; em 1954, é fundada a primeira Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE; e, em 1945, é criado o primeiro atendimento educacional especializado às pessoas com superdotação.
Marcos Históricos
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), Lei nº 4.024/61, que aponta o direito dos “excepcionais” à educação, preferencialmente dentro do sistema geral de ensino.


A Lei nº 5.692/71, que altera a LDBEN de 1961, ao definir “tratamento especial” para os alunos com “deficiências físicas, mentais.


Em 1973, o MEC cria o Centro Nacional de Educação Especial – CENESP, responsável pela gerência da educação especial no Brasil.
Objetivo da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
Acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:
Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior;
Atendimento educacional especializado;
Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino;
Formação de professores para o atendimento educacional especializado
Participação da família e da comunidade.
Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
A educação especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades, realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino e aprendizagem nas turmas comuns do ensino regular.

educação infantil
Nessa etapa, o lúdico, o acesso às formas diferenciadas de comunicação, a riqueza de estímulos nos aspectos físicos, emocionais, cognitivos, psicomotores e sociais e a convivência com as diferenças favorecem as relações interpessoais, o respeito e a valorização da criança.
Diretrizes da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva
Educação de jovens e adultos e educação profissional
As ações da educação especial possibilitam a ampliação de oportunidades de escolarização, formação para ingresso no mundo do trabalho e efetiva participação social.
Educação indígena, do campo e quilombola
Deve assegurar que os recursos, serviços e atendimento educacional especializado estejam presentes nos projetos pedagógicos construídos com base nas diferenças socioculturais desses grupos.
Na educação superior
As ações se expressa no desenvolvimento de todas as atividades que envolvam o ensino, a pesquisa e a extensão.
MEC/SEESP

Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva


Documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007.
A atual Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, no artigo 59, preconiza que os sistemas de ensino devem assegurar aos alunos currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às suas necessidades; assegura a terminalidade específica àqueles que não atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências; e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar. Também define, dentre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado”.
Marcos Históricos
Declaração Mundial de Educação para Todos (1990)

Declaração de Salamanca (1994) passam a influenciar a formulação das políticas públicas da educação inclusiva.

A Convenção da Guatemala (2006)
Marcos Históricos
Em 2007, é lançado o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE, reafirmado pela Agenda Social, tendo como eixos a formação de professores para a educação especial, a implantação de salas de recursos multifuncionais, a acessibilidade arquitetônica dos prédios escolares, acesso e a permanência das pessoas com deficiência na educação superior e o monitoramento do acesso à escola dos favorecidos pelo Beneficio de Prestação Continuada – BPC.
Mesmo com os avanços pode-se concluir que durante todo esse período, não se efetiva uma política pública de acesso universal à educação, permanecendo a concepção de “políticas especiais” para tratar da educação de alunos com deficiência. No que se refere aos alunos com superdotação, apesar do acesso ao ensino regular, não é organizado um atendimento especializado que considere as suas singularidades de aprendizagem.

As Diretrizes ampliam o caráter da educação especial para realizar o atendimento educacional especializado, porém, ao admitir a possibilidade de substituir o ensino regular, não potencializam a adoção de uma política de educação inclusiva na rede pública de ensino.
Conclusão
Concluo dizendo que para uma política mais satisfatória no que diz respeito ao ensino especializado/ educação inclusiva os sistemas educacionais devem organizar as condições de acesso aos espaços, aos recursos pedagógicos e à comunicação que favoreçam a promoção da aprendizagem e a valorização das diferenças, de forma a atender as necessidades educacionais de todos os alunos.

“o grande avanço que a educação deveria produzir seria a construção de uma escola inclusiva que garanta o atendimento à diversidade humana”.
O Plano Nacional de Educação – PNE, Lei nº 10.172/2001


BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB
4.024, de 20 de dezembro de 1961.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB
5.692, de 11 de agosto de 1971.
BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Imprensa Oficial,
1988.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Lei N. 7.853, de 24
de outubro de 1989.
BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente no Brasil. Lei n 8.069, de 13 de julho de
1990.
BRASIL. Declaração Mundial sobre Educação para Todos: plano de ação para satisfazer
as necessidades básicas de aprendizagem.
UNESCO, Jomtiem/Tailândia, 1990.
BRASIL. Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais.
Brasília: UNESCO, 1994.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional
de Educação Especial. Brasília: MEC/SEESP, 1994.
BRASIL. Ministério da Educação. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. LDB
9.394, de 20 de dezembro de 1996.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Decreto n 3.298, de
20 de dezembro de 1999.
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Diretrizes Nacionais
para a Educação Especial na Educação Básica. Brasília: MEC/SEESP, 2001.
http://disdeficiencia.wordpress.com/2007/08/01/o-que-sao-deficiencias-na-cidid/

http://www.slideshare.net/Thiagodealmeida/educao-inclusiva-feitos-e-efeitos?src=related_normal&rel=66285

http://www.slideshare.net/neesufpa/a-incluso-escolar-do-ponto-de-vista-dos-professores-4213101

https://docs.google.com/viewer?a=v&q=cache:PoCNIelErmMJ:www.senac.br/conheca/DCconceito.pdf+conceito+de+deficiencia&hl=pt-BR&gl=br&pid=bl&srcid=ADGEESgje_sC4u-HLegW0tJqKtrY_IQVerU2Amr7CleTwBqkq6swEr9e59PpfM_MZ1l9ZP8OOKo57_bD4G6-HEowgcsltMglGOH0m3o6GsCv8MfokW3R1OPQUrwWQmIp6blNWuMVdloc&sig=AHIEtbQXsdL-HcrQKCTlIMUPhV2phxMJFw
http://deficiencia.no.comunidades.net/index.php?pagina=1115276908
http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi&parametro=5269
http://www.napeacessivel.ufba.br/o-que-e-nape.html

Petronilha, BEATRIZ, aprendizagem e ensino das africanidades brasileiras
Alfabetização de jovens e adultos no Brasil: lições da prática.— Brasília : UNESCO, 2008.
ALMEIDA LIMA, Angela.O Método de Alfabetização de Adultos de Paulo Freire (http://www.soartigos.com/artigo/500/o-metodo-de-alfabetizacao-de-adultos-de-paulo-freire/).
Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA.NOVA ESCOLA Edição 244, AGOSTO 2011.
EJA em segundo plano.NOVA ESCOLA Edição 239, JANEIRO/FEVEREIRO 2011. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Um pouco da história da alfabetização de jovens e adultos no Brasil
No início do período republicano, a alfabetização e a instrução elementar do povo ocuparam lugar de destaque nos discursos de políticos e intelectuais, que qualificavam o analfabetismo como vergonha nacional e creditavam à alfabetização o poder da elevação moral e intelectual do país e de regeneração da massa dos pobres brancos e negros libertos, a iluminação do povo e o disciplinamento das camadas populares, consideradas incultas e incivilizadas. Pouco, porém, foi realizado nesse período no sentido de desencadear ações educativas que se estendessem a uma ampla faixa da população. Devido às escassas oportunidades de acesso à escolarização na infância ou na vida adulta, até 1950 mais da metade da população brasileira era analfabeta, o que a mantinha excluída da vida política, pois o voto lhe era vedado.
Educação de Jovens Adultos (EJA)
Educação de Jovens Adultos (EJA)
Se em práticas educacionais envolvendo alfabetização em níveis de escolaridades "adequados", metodologias tradicionais de ensino não despertam interesse do educando, no EJA estas ações são um convite a evasão escolar.
Ao pensar em alfabetização de adultos, Freire considerou a ausência de sentido presente nas lições das cartilhas, com frases desvinculadas da realidade do alfabetizando  - que após trabalhar o dia todo, sentava em uma cadeira, preocupado com o gás, a água, a energia elétrica, o alimento e o salário do mês - e ouvia frases como  "O boi baba e bebe" ou "Vovô viu a uva".  Em que frases como estas contribuiriam para seu cotidiano? Aprender a ler e escrever para quê?
Um pouco da história da alfabetização de jovens e adultos no Brasil
A difusão da alfabetização no Brasil ocorreu apenas no transcorrer do século XX, acompanhando a constituição tardia do sistema público de ensino. Até fins do século XIX, as oportunidades de escolarização eram muito restritas, acessíveis quase que somente às elites proprietárias e aos homens livres das vilas e cidades, minoria da população. O primeiro recenseamento nacional brasileiro foi realizado durante o Império, em 1872, e constatou que 82,3% das pessoas com mais de cinco anos de idade eram analfabetas. Essa mesma proporção de analfabetos foi encontrada pelo censo realizado em 1890, após a proclamação da República.






EJA em segundo plano
Modalidade requer mais cuidados e verbas para oferecer boas aulas a quem quer estudar
Como em diversas áreas descritas nesta edição especial, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) passou por muitas mudanças, com importantes conquistas na legislação nos últimos 25 anos. Porém é difícil fugir da conclusão de que essa modalidade de ensino está relegada ao segundo plano na agenda dos governantes e da própria sociedade. Basta ver as alarmantes estatísticas sobre analfabetismo: 14,1 milhões de brasileiros com mais de 15 anos (9,7% da população) que não sabem ler nem escrever e mais de 38 milhões de analfabetos funcionais, incapazes de entender um texto mais complexo que um bilhete simples. 






EJA em segundo plano
Modalidade requer mais cuidados e verbas para oferecer boas aulas a quem quer estudar
Os especialistas são unânimes em afirmar que a única forma de melhorar os indicadores é respeitar as especificidades desse público - gente que não terminou, ou nem sequer iniciou, o ensino regular. Entre os problemas apontados, estão o currículo (muitas vezes uma adaptação dos conteúdos do Ensino Fundamental), a formação inadequada dos professores, a prática de convocar voluntários (muitos sem preparo) para alfabetizar jovens e adultos e a polêmica em torno da idade mínima para matricular-se na EJA (hoje é 15 anos, há quem lute para aumentar para 18 anos, numa tentativa de forçar os mais jovens a permanecer nas redes regulares de ensino). 






EJA em segundo plano
Modalidade requer mais cuidados e verbas para oferecer boas aulas a quem quer estudar
De um lado, a EJA passou a receber mais recursos graças ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), ainda que os valores pagos sejam os menores do sistema. De outro, há uma variedade de programas surgidos nos últimos anos, como Brasil Alfabetizado, Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) e Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que concorrem com a EJA e revelam as dificuldades de apontar um caminho eficaz para o setor.






EJA em segundo plano
Modalidade requer mais cuidados e verbas para oferecer boas aulas a quem quer estudar
O resultado dessa falta de consenso são altos índices de evasão: 42,7% dos 8 milhões de brasileiros que frequentaram classes de EJA até 2006 não concluíram nenhum segmento do curso, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007. E, tão preocupante quanto, a redução no total de matrículas nesse segmento: de 3,5 milhões de estudantes, em 2006, para 2,8 milhões, no ano passado, apenas no Ensino Fundamental. Mudar essa realidade é essencial para garantir que o Brasil ocupe um lugar de mais destaque no cenário internacional.
Diante da existência de quase 800 milhões de jovens e adultos no mundo que são analfabetos (dois terços dos quais são mulheres), a 56ª sessão da Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU) de 2001 adotou a resolução que proclamou a Década da Alfabetização 2003-2012, estabelecendo no ano seguinte um Plano de Ação cuja coordenação foi entregue à Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).
O Plano adota uma visão renovada da alfabetização, enfocando as metas do Fórum Mundial de Educação (Dacar, Senegal, 2000) relativas à satisfação das necessidades de aprendizagem dos jovens e adultos, que incluem a redução do analfabetismo em 50% e a eliminação das disparidades entre mulheres e homens no acesso à educação básica de qualidade e às oportunidades de educação ao longo da vida.
56ª sessão da Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU)
Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA
 A presença de adolescentes na Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Ensino Fundamental é preocupante: quase 20% dos matriculados têm de 15 a 17 anos. O número de alunos dessa faixa etária na modalidade não tem sofrido grandes variações nos últimos anos, apesar da queda no total de matrículas (28,6%). Dados da Ação Educativa com base nos Censos Escolares indicam que, em 2004, eram 558 mil estudantes e, em 2010, 565 mil. 
Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos
Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA
O cenário tem chamado a atenção dos especialistas da área. Por que esses adolescentes estão frequentando a modalidade, em vez de estar na Educação Básica regular? São vários os motivos. Alguns extrapolam os muros da escola, enquanto outros têm a ver diretamente com a qualidade da Educação, ou seja, envolvem o Ministério da Educação (MEC), Secretarias Municipais e Estaduais, gestores e, é claro, os professores que lecionam na modalidade. 
Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos
Por que jovens de 15 a 17 anos estão na EJA

Três grandes questões sociais fazem com que, todos os anos, muita gente desista de estudar ou então deixe a sala de aula temporariamente: 

Vulnerabilidade 
Trabalho
Gravidez precoce  
Conheça os motivos que fazem com que adolescentes estudem na Educação de Jovens e Adultos
Depoimento de educadora
A Educação de Jovens e Adultos (EJA) de acordo com a Secretaria Estadual de Educação, (SEJA)Segmento de Educação de jovens e adultos, nome designado pela Secretaria Municipal de Educação, carece de uma nova reformulação frente às políticas educacionais.
O imenso segmento de educandos para este nível de ensino constata-se pelo número expressivo de matrículas nas instituições de ensino. Entretanto, no momento atual, comprova-se ano após ano, que o número de sujeitos matriculados nos lócus educativos tem sido bastante reduzido, expressando grande exclusão destes indivíduos.
Depoimento de educadora
Uma série de fatores atribuídos a problemáticas de ordem política, histórica e social favorecem esta exclusão. Pertinente comentar a falta de merenda escolar, o fardamento que os alunos do turno noturno não têm direito por “falta de verbas alegadas pelo governo”, à dicotomia dos livros didáticos, o fechamento de turmas (Ensino Fundamental 1 - secretaria estadual), turmas aceleradas (o aluno cursa um ano correspondente a duas séries), o analfabetismo funcional instituído (alunos leem e escrevem sem a devida compreensão), além da violência exacerbada da atualidade, entre outras situações.
Depoimento de educadora
Há propostas designadas para este nível de ensino, contudo, o distanciamento técnico de quem as prepara em termos de funcionalidade é digno de registro.
Cabe reportar que estes sujeitos são trabalhadores, dotados de potencialidades, deveres e direitos deste imenso país chamado BRASIS, onde impera a desigualdade e a falta de políticas públicas responsáveis, designadas para esta demanda social, o que não impossibilita o trabalho profissional do educador ético, responsável e comprometido com a sua missão em educar, partilhando aprendizados e conhecimento, visando uma melhoria de vidas e de aprimoramento humano e profissional.
REFERÊNCIAS
PAULON, Simone Mainieri. Documento subsidiário à política de inclusão / Simone Mainieri Paulon, Lia Beatriz de Lucca Freitas, Gerson Smiech Pinho. –Brasília : Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial, 2005.48 p.
Passeio pelas leis
LEI Nº 7.853 - DE 24 DE OUTUBRO DE 1989 - DOU DE 25/10/89 - Alterada
na área da educação:
 
a) a inclusão, no sistema educacional, da Educação Especial como modalidade educativa que abranja a educação precoce, a pré-escolar, as de 1º e 2º graus, a supletiva, a habilitação e reabilitação profissionais, com currículos, etapas e exigências de diplomação próprios;
b) a inserção, no referido sistema educacional, das escolas especiais, privadas e públicas;
c) a oferta, obrigatória e gratuita, da Educação Especial em estabelecimentos públicos de ensino; d) o oferecimento obrigatório de programas de Educação Especial a nível pré-escolar e escolar, em unidades hospitalares e congêneres nas quais estejam internados, por prazo igual ou superior a 1 (um) ano, educandos portadores de deficiência;
e) o acesso de alunos portadores de deficiência aos benefícios conferidos aos demais educandos, inclusive material escolar, merenda escolar e bolsas de estudo;
f) a matrícula compulsória em cursos regulares de estabelecimentos públicos e particulares de pessoas portadoras de deficiência capazes de se integrarem no sistema regular de ensino;

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA (1994)
Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais

Nós congregamos todos os governos e demandamos que eles:
atribuam a mais alta prioridade política e financeira ao aprimoramento de seus sistemas educacionais no sentido de se tornarem aptos a incluírem todas as crianças, independentemente de suas diferenças ou dificuldades individuais. • adotem o princípio de educação inclusiva em forma de lei ou de política, matriculando todas as crianças em escolas regulares, a menos que existam fortes razões para agir de outra forma.
 
LEI N.º 10.436 de 24 de abril de 2002
Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados.



LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003.
 O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
        Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:
"Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.
§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil.
LEI Nº 11.645, DE 10 MARÇO DE 2008.
 Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, modificada pela Lei no 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o  O art. 26-A da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 26-A.  Nos estabelecimentos de ensino fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
§ 1o  O conteúdo programático a que se refere este artigo incluirá diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro e o índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
POLÍTICAS INCLUSIVAS
OBJETIVO
Observar o posicionamento do governo perante as necessidades de INCLUSÃO.
INCLUSÃO ESCOLAR
X
INCLUSÕES
Quem precisa de Inclusão?
Este documento tem como objetivo subsidiar os sistemas educacionais para transformar as escolas públicas brasileiras em espaços inclusivos e de qualidade, que valorizem as diferenças sociais, culturais, físcais e emocionais e atendam às necessidades educacionais de cada aluno. (Documento subsidiário à política de inclusão)

O adjetivo ”inclusivo" é usado quando se busca qualidade para todas as pessoas com ou sem deficiência.
O termo inclusão já trás implícito a idéia de exclusão, pois só é possível incluir alguém que já foi excluído. A inclusão está respaldada na dialética inclusão/ exclusão, com a luta das minorias na defesa dos seus direitos.

O paradigma da inclusão vem ao longo dos anos, buscando a não exclusão escolar e propondo ações que garantam o acesso e permanência do aluno com deficiência no ensino regular. No entanto, o paradigma da segregação é forte e enraizado nas escolas e com todas as dificuldades e desafios a enfrentar, acabam por reforçar o desejo de mantê-los em espaços especializados.

Mas temos que pensar que para que a inclusão se efetue, não basta estar garantido na legislação, mas demanda modificações profundas e importantes no sistema de ensino.  (PEREIRA, Marilú Mourão. INCLUSÃO ESCOLAR: Um desafio entre o ideal e o real Fisioterapeuta - FADERS )


Conforme uma pesquisa recente do MEC a respeito de preconceito, em 500 escolas publicas concluiu-se que em 92% das escolas existem preconceito e destes pelo menos três tipos são destacados: deficiência mental, racismo e homossexualismo.(MARCOS PATERAInclusão ou Exclusão Escolar? http://www.artigonal.com/educacao-infantil-artigos/inclusao-ou-exclusao-escolar-2848462.html )
LEI Nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996

Art. 58 . Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais.

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CONSELHO PLENO
Art. 2º A organização curricular de cada instituição observará, além do disposto nos artigos 12 e 13 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, outras formas de orientação inerentes à formação para a atividade docente, entre as quais o preparo para:
I - o ensino visando à aprendizagem do aluno;
II - o acolhimento e o trato da diversidade;
III - o exercício de atividades de enriquecimento cultural;
IV - o aprimoramento em práticas investigativas;
V - a elaboração e a execução de projetos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares;
VI - o uso de tecnologias da informação e da comunicação e de metodologias, estratégias e materiais de apoio inovadores;
Full transcript