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Camões Lírico - Temáticas

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by

Celina Silva

on 26 November 2016

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Transcript of Camões Lírico - Temáticas

Camões Lírico - Apresentação das Temáticas
A Mulher Amada
A Natureza

Reflexão sobre a Vida Pessoal
A Saudade
O Amor
As Temáticas
Catarina França
Celina Silva
Filipa Pinto

Inês Loureiro
Marta Moreira
Melissa Ferreira
Fim
O Desconcerto do Mundo
'Amor é fogo que arde sem se ver'
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

A Mulher Amada
A Natureza
A Saudade
O Amor
O Desconcerto do Mundo
Reflexão sobre a Vida Pessoal
'O dia em que eu nasci moura e pereça'
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.

A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!

'Um mover d'olhos, brando e piedoso'
Um mover d'olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quasi forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;

Um despejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;

Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:

Esta foi a celeste fermosura
Da minha Circe, e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.
Tema: A Mulher Amada
Assunto:
O Soneto apresenta um retrato da mulher amada, dando maior relevo aos traços morais. O sujeito poético ao descrever a amada tenta produzir uma imagem de perfeição.
Descreve uma mulher distante, cujo retrato é eminentemente psicológico e petrarquista.
Um mover d'olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quasi forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;

Um despejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;

Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:
Esta foi a celeste fermosura
Da minha Circe, e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.
Refere que a mulher amada exerce o mesmo fascínio que Circe, a feiticeira que enfeitiçou Ulisses e os seus companheiros.
Análise do Poema
Retrato Psicológico e Petrarquista
“ um riso brando e honesto”
“ um doce e humilde gesto”
“um encolhido ousar”
“um ar sereno”
...

Estrutura Externa
Nº estrofes:
4
Nº Versos por estrofes:
As duas primeiras estrofes são constituídas por quatro versos ( quadras) e as duas últimas por três versos (tercetos), por isso, este poema têm a designação de soneto.
Esquema Rimático
Um mover d'olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quasi forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;

Um despejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;

Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:

Esta foi a celeste fermosura
Da minha Circe, e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.
A
B
B
A

A
B
B
A

C
D
E

C
D
E
Interpolada em A
Emparelhada em B





Interpolada em CDE
Métrica
Um mover d'olhos brando e piedoso
10 sílabas métricas
Verso Decassilábico
Recursos Estilísticos
Um mover d'olhos, brando e piedoso,
Sem ver de quê; um riso brando e honesto,
Quasi forçado; um doce e humilde gesto,
De qualquer alegria duvidoso;

Um despejo quieto e vergonhoso;
Um repouso gravíssimo e modesto;
Uma pura bondade, manifesto
Indício da alma, limpo e gracioso;

Um encolhido ousar; uma brandura;
Um medo sem ter culpa; um ar sereno;
Um longo e obediente sofrimento:

Esta foi a celeste fermosura
Da minha Circe, e o mágico veneno
Que pôde transformar meu pensamento.
Antítese
Anáfora
Dupla Adjectivação
Metáfora
Em Camões encontramos dois tipos de mulher, que correspondem a dois tipos de entendimento do amor (carnal e espiritual):
A Mulher Petrarquista, que é intocável, misteriosa, sempre ausente, mesmo quando presente, perante a qual o poeta se coloca de joelhos em atitude de vassalagem e de adoração.
A Mulher Terrena, modelada de formas ondulantes e atraentes, perante a qual o homem se sente irresistivelmente atraído, causando- lhe a alegria dos sentidos.
'Aquela triste e leda madrugada'
Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade,
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de uma a outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
que duns e doutros olhos derivadas,
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas,
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso as almas condenadas.

Análise do Poema
Tema: Saudade
Assunto:
a madrugada assiste, como simples espectadora, à despedida dolorosa de duas almas que se amam. Ressalta a oposição entre os planos objetivos e subjetivo – a madrugada, enquadrada na sua beleza multicolor, assiste, impassível à dor lancinante de duas almas apaixonadas que se despedem e que possivelmente nunca mais se verão.
Divisão em Partes Lógicas
1ª parte: 1ª quadra
O suj.lírico anuncia o desejo de nunca mais ver esquecida a madrugada em que se deu a separação.
2ª parte: 2ªquadra
Justificação do desejo expresso – recordar sempre essa madrugada porque foi ela a única testemunha da separação.
3ª parte: 2 tercetos
Concretização dos acontecimentos, a separação dos dois amantes

Estrutura Externa
Nº de Estrofes:
4
Composto por 14 versos, este poema é constituído por duas quadras e dois tercetos (soneto)
Esquema Rimático
Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade,
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de uma a outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
que duns e doutros olhos derivadas,
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas,
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso as almas condenadas.

Métrica
Aquela triste e leda madrugada
Recursos Estilísticos
Aquela triste e leda madrugada,
cheia toda de mágoa e de piedade,
enquanto houver no mundo saudade,
quero que seja sempre celebrada.

Ela só, quando amena e marchetada
saía, dando ao mundo claridade,
viu apartar-se de uma a outra vontade,
que nunca poderá ver-se apartada.

Ela só viu as lágrimas em fio,
que duns e doutros olhos derivadas,
se acrescentaram em grande e largo rio.

Ela viu as palavras magoadas,
que puderam tornar o fogo frio,
e dar descanso as almas condenadas.

A
B
B
A

A
B
B
A

C
D
C

D
C
D
Interpolada em A
Emparelhada em B






Cruzada em C
e em D
10 Sílabas Métricas
Verso Decassilábico
Antítese
Perífrase
Hipérbole
Anáfora
Personificação
Conclusão:
O soneto termina com a separação definitiva dos amantes, que é acompanhada por palavra “magoadas” que metaforicamente vão atenuar o fogo da paixão, tornandoo frio, e proporcionando, de certa forma, alívio às almas condenadas ao inferno do sofrimento.
'Ao desconcerto do mundo'
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Análise do Poema
Tema: O Desconcerto do Mundo
Assunto:
Este poema fala das injustiças da vida, porque, por vezes, esforçamo-nos, fazemos o que está certo e acabamos por não ser recompensados por tal, enquanto que quem não se esforça e faz as coisas erradas, não é punido por isso, acabando por ser mais fácil fazer o que está errado.
Divisão em Partes Lógicas
1ª Parte - 1º ao 5º Verso
O sujeito poético exprime que os bons não são recompensados e os maus não são punidos pelas suas acções.
2ª Parte - 6ª ao 10º Verso
O "eu" lírico decide assim que se mudasse iria viver melhor, mas isso não aconteceu e foi castigado pelos seus actos pois o mal nunca é beneficiado.
Estrutura Externa
Este poema tem apenas uma estrofe, com 10 versos, logo, é uma décima.

Métrica
Os bons vi sempre passar
Esquema Rimático
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.
Recursos Estilísticos
Os bons vi sempre passar
No Mundo graves tormentos;
E pera mais me espantar,
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado,
Fui mau, mas fui castigado.
Assim que, só pera mim,
Anda o Mundo concertado.

7 Sílabas Métricas
Medida Velha - Redondilha Maior
Esparsa
Este poema é considerado uma esparsa, dado que tem apenas uma estrofe, com dez versos e com 7 sílabas métricas, denominada por redondilha maior.
A
B
A
A
B
C
D
D
C
D
Cruzada em A


Interpolada em B

Interpolada em C


Cruzada em D
Hipérbole e Metáfora


Antítese
Camões contrapõe a perfeição do Mundo das Ideias à degradação e imperfeição do mundo terreno, que não corresponde aos anseios dos valores ideais.
Análise do Poema
Tema: Reflexão sobre a Vida Pessoal
Assunto:
O sujeito poético fala do tempo em que nasceu, revelando sentimentos disfóricos, de que esse acontecimento nunca deveria ter sucedido.
Divisão em Partes Lógicas
Estrutura Externa
Nº de Estrofes:
4
Composto por 14 versos, este poema é constituído por duas quadras e dois tercetos (soneto)
Esquema Rimático
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.

A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!

Métrica
Recursos Estilísticos
O dia em que nasci moura e pereça,
Não o queira jamais o tempo dar;
Não torne mais ao Mundo, e, se tornar,
Eclipse nesse passo o Sol padeça.

A luz lhe falte, O Sol se [lhe] escureça,
Mostre o Mundo sinais de se acabar,
Nasçam-lhe monstros, sangue chova o ar,
A mãe ao próprio filho não conheça.

As pessoas pasmadas, de ignorantes,
As lágrimas no rosto, a cor perdida,
Cuidem que o mundo já se destruiu.

Ó gente temerosa, não te espantes,
Que este dia deitou ao Mundo a vida
Mais desgraçada que jamais se viu!

1ª Parte - 1ª Quadra
Amaldiçoa o dia em que nasceu e o Mundo.
2ª Parte - 2ª Quadra e 1º Terceto
Recriação de um cenário monstruoso para uma eventual repetição do dia em que nasceu.
3ª Parte - 2º Terceto
Recusa do dia do seu nascimento.
A
B
B
A

A
B
B
A

C
D
E

C
D
E
Interpolada em A



Emparelhada em B


Interpolada em CDE
Ó gente temerosa, não te espantes
10 sílabas métricas
Verso Decassilábico
Pleonasmo
Metáfora
Anáfora
Adjectivação
Apóstrofe
Hipérbole
Neste tema, Camões retrata o seu percurso existencial - marcado por sofrimento, angústia e inquietação - e o seu percurso amoroso - não lhe é possível viver nenhum dos seus ideiais. A desilusão amorosa acaba por se associar a um destino cruel, condenando-o à infelicidade e a uma vida que não deseja viver.
'A fermosura desta fresca serra'
A fermosura desta fresca serra
e a sombra dos verdes castanheiros,
o manso caminhar destes ribeiros,
donde toda a tristeza se desterra;

o rouco som do mar, a estranha terra,
o esconder do Sol pelos outeiros,
o recolher dos gados derradeiros,
das nuvens pelo ar a branda guerra;

enfim, tudo o que a rara natureza
com tanta variedade nos ofrece,
me está, se não te vejo, magoando.

Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
sem ti, perpetuamente estou passando,
nas mores alegrias, mor tristeza.
Análise do Poema
Tema: A Natureza
Assunto:
Neste poema, Camões procurou mostrar a necessidade da presença da mulher amada para que a felicidade do sujeito seja possível, Sem amor a vida não tem interesse e o poeta não é capaz de viver sem a amada, não consegue ter alegria. O soneto divide-se em duas partes lógicas, sendo que a palavra “enfim” caracteriza essa separação.
Divisão em Partes Lógicas
1ª Parte - As duas quadras
Descrição da natureza que circunda o sujeito lírico,
descreve uma natureza harmoniosa, propicia ao amor. Visão objetiva sobre a natureza. Descrição da beleza da natureza que o circunda.

2ª Parte - Os dois tercetos
Exposição dos sentimentos do poeta em relação à ausência da amada (o sujeito poético tem um estado de espirito caracterizado pelo desgosto, dor e sofrimento. Está num tal estado de abandono, devido à ausência da mulher amada, que recusa tudo que o rodeia. A infelicidade e a tristeza
não o deixam ver as coisas mais perfeitas da natureza.)

Estrutura Externa
Nº de Estrofes:
4 - 2 quadras e 2 tercetos (Soneto)
Nº de Versos por Estrofe:
14
Esquema Rimático
Métrica
A fermosura desta fresca serra
Recursos Estilísticos
A fermosura desta fresca serra
E a sombra dos verdes castanheiros,
O manso caminhar destes ribeiros,
Donde toda a tristeza se desterra;

O rouco som do mar, a estranha terra,
O esconder do sol pelos outeiros,
O recolher dos gados derradeiros,
Das nuvens pelo ar a branda guerra;

Enfim, tudo o que a rara Natureza
Com tanta variedade nos oferece,
Me está, se não te vejo, magoando.

Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
Sem ti, perpetuamente estou passando
Nas mores alegrias, mor tristeza.

A fermosura desta fresca serra
E a sombra dos verdes castanheiros,
O manso caminhar destes ribeiros,
Donde toda a tristeza se desterra;

O rouco som do mar, a estranha terra,
O esconder do sol pelos outeiros,
O recolher dos gados derradeiros,
Das nuvens pelo ar a branda guerra;

Enfim, tudo o que a rara Natureza
Com tanta variedade nos oferece,
Me está, se não te vejo, magoando.

Sem ti, tudo me enoja e me aborrece;
Sem ti, perpetuamente estou passando
Nas mores alegrias, mor tristeza.

A
B
B
A

A
B
B
A

C
D
E

D
E
C


Interpolada em A


Emparelhada em B





Cruzada em CDE/DEC
10 Sílabas Métricas
Verso Decassilábico
Anáfora
Hipérbole
Antítese
Personificação


A natureza aparece-nos na poesia camoniana, espelha o estado de espirito do poeta relativamente aos amores; é normalmente agradável e fonte de inspiração de sentimentos.
Análise do Poema
Tema: O Amor
Assunto:
O sujeito poético expõe as contradições do amor, tentando assim, por intervenção de vários recursos estilísticos, defini-lo. Concluindo com chave de ouro que é impossível definir o amor.

Divisão em Partes Lógicas
1ª Parte - 1ª Quadra ao 1º Terceto
O sujeito poético tenta definir o amor.
2ª Parte - 2º Terceto
Inicia-se com a conjunção adversativa "mas" com valor de contraste, em que as tentativas de definição do amor são superadas por uma interrogação retórica final, que conclui o amor como sendo um sentimento contraditório.
Estrutura Externa
Nº de estrofes:
4 - 2 quadras e 2 tercetos (Soneto)
Nº de versos por estrofe:
14
Esquema Rimático
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Métrica
Amor é fogo que arde sem se ver
Recursos estilísticos
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

A
B
B
A

A
B
B
A

C
D
C

D
C
D
Interpolada em A




Emparelhada em B




Cruzada em C e D
10 Sílabas Métricas
Verso Decassilábico
Anáfora
Metáfora
Antítese
Hipérbole
Interrogação Retórica

O amor na lírica camoniana é dramático e resultante de vários fatores, no exemplo do poema escolhido “amor é fogo que arde sem se ver” está representado as contradições do amor. Mas na poesia amorosa de Camões existem também outras vertentes, como o temperamento ardente e apaixonado do poeta, amor platônico, físico…
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