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Ilhas Afortunadas - Análise

Portugues 12º.
by

Barbara Santos

on 1 February 2013

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Transcript of Ilhas Afortunadas - Análise

Trabalho elaborado por: Que voz vem do som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter avido escutar.

E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos,
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas,
São terras sem ter lugar,
Onde o rei mora esperando.
Mas se vamos despertando
Cala a voz, e há só o mar. As Ilhas Afortunadas Remetentes à tradição clássica, já em autores gregos surgem como paraísos, ilhas vulcânicas e de clima temperado e vegetação luxuriosa, locais de repouso dos deusses e heróis míticos.
Na Mensagem assumem-se mito e símbolo, um local fora do tempo e do espaço onde se encontra o Desejado que irá fundar o Quinto Império. As Ilhas Afortunadas Embora quer o episódio ''A Ilha dos Amores'', de Os Lusíadas e “As Ilhas Afortunadas”, da Mensagem se refiram ambos a ilhas encantadas, o primeiro remete a um paraíso terrestre onde não se reconhece o pecado, reservado aos ambiciosos heróis portugueses, ao passo que no segundo, estas são antes um espaço mítico intemporal, morada do maior mito lusitano, D. Sebastião, parte da utopia portuguesa. Formas verbais no gerúndio são recorrentes ao longo do poema, acentuando o longo período de espera até à ressurreição espiritual do ''Encoberto''.
''Esperando'', ''despertando'', dormindo''

Constantes paradoxos e antíteses:
''Sem saber de ouvir ouvimos'', ''Mas que, se escutarmos, cala''. Análise estilística Terceira Parte - O Encoberto Quarto/ As Ilhas Afortunadas Este poema consta na terceira parte da Mensagem, um momento de inspiração sebástica, em que somos deparados com a imagem de um Império moribundo e incompleto, restando-lhe apenas a fé na futura regeneração, prevista por símbolos e avisos.

As Ilhas Afortunadas são anunciadoras dessa ressurreição espiritual e moral, a voz de esperança que se impõe ao desespero, dando resposta ao vazio e à mágoa de um país por cumprir com a promessa do regresso de um Rei. Terceira Parte - ''O Encoberto''

Pax in Excelsis O sujeito poético estabelece de novo uma analogia entre D. Sebastião e o Rei Artur que, segundo a lenda, após ser mortalmente ferido em batalha foi levado para ilha de Avalon, onde permaneceu adormecido para regressar um dia, numa hora de grande necessidade, restaurando o seu reino. A primeira estrofe inicia-se com uma pergunta retórica ''Que voz vem do som das ondas/ Que não é a voz do mar?'', enigma que o sujeito poético tentará decifrar ao longo do poema. Esta voz na distância, envolvida em mistério é incompreensível em condições comuns, calando-se assim que se lhe dedica especial atenção, actuando de forma inconsciente, num novo plano do mito. Trata-se de uma voz de esperança, um apelo à ação que só agora é compreensível pois o sujeito poético se resignou e deixou de se esforçar por o ouvir, sendo surpreendido pela revelação do seu sgnificado.

Tal como ''uma criança/Dormente'' também Portugal se escontra neste estado de torpor favorável ao escutar da voz, perseguindo uma realidade que se esvai à medida que desta se aproxima. Será nas ilhas afortunadas que esperam por se concretizar estas esperanças vagas. Um lugar espiritual longínquo e desejado, sem tempo ou espaço, onde aguarda o messias do novo Império e que virá resgatar o país deste estado dormente. Este regresso não é no entanto físico mas sim simbólico, já que se reconhece que ''despertando/Cala a voz e há só o mar''. (…)
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.

(…)

Ou dai na paz as leis iguais, constantes,
Que aos grandes não dem o dos pequenos,
Ou vos vesti nas armas rutilantes,
Contra a lei dos imigos Sarracenos:
Fareis os Reinos grandes e possantes,
E todos tereis mais e nenhum menos:
Possuireis riquezas merecidas,
Com as honras que ilustram tanto as vidas.

E fareis claro o Rei que tanto amais,
Agora c'os conselhos bem cuidados,
Agora co'as espadas, que imortais
Vos farão, como os vossos já passados:
Impossibilidades não façais,
Que quem quis, sempre pôde; e numerados
Sereis entre os Heróis esclarecidos
E nesta Ilha de Vénus recebidos. Bárbara Santos
Luís Novais


12º A
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