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Ortonimo- nao sei ser triste a valer

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Marco Pestana

on 21 November 2012

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Transcript of Ortonimo- nao sei ser triste a valer

Retrata a relação entre o florir e o pensar pois são ambas ações espontâneas, tanto pelas flores como pelo Homem, pois o homem tem a consciencia, tal 'voz' que, 'vive' na nossa cabeça, e a flor floresce, sem querer e sem saber. ''Não sei ser triste a valer'' Fernando Pessoa Ortónimo Estado de espírito do sujeito poético
Indefinido, não sabe sentir, como se sentir fosse algo teórico algo que se aprende que se procura:
"Não sei ser triste a valer
Nem ser alegre deveras" vv 1 e 2;

Identidade perdida:
''Acreditem: não sei ser.'' v 3

Prazer de "não sentir", perante outro ser que não sente:
''Com que prazer me dá calma
Ver uma flor sem razão
Florir sem ter coração!'' vv 8, 9 e 10;

Identifica-se com a flor, pois, "florir" e "pensar", são os "pesos" de ambos, a flor floresce e o Homem pensa (consciência):
"O que nela é florescer
Em nós é ter consciência.''
''Vamos florir ou pensar." vv 14, 15 e 21;

Aceitação de que a morte é inevitável.
"Surgem as patas dos deuses
E a ambos nos vêm calcar". vv 18, 19 e 20.
Temáticas presentes no poema são:
- A identidade perdida;
- O fingimento poético;
- A dor de pensar.

Dicotomias:
-sinceridade/fingimento;
-consciência/inconsciência;
-sonho/realidade;
-sentir/pensar ;
-pensamento/vontade;
-esperança/desilusão.

Imagem-símbolo:
"surgem as patas dos deuses
e ambos nos vêm calcar". Marcas Tradicionais: Não sei ser triste a valer Indefiniçao do "eu" A interrogação do sujeito poético apela à questão da sinceridade ser fruto da intelectualização dos sentimentos e emoções. Pois sinceridade para Pessoa, é o contrário de ser verdadeiro, é intelectualizar. Suscita-lhe o prazer de 'nao sentir', ao ver a flor, um ser que não sente e floresce, tal como o poeta que pensa tudo o que sente. Sendo ambos processos naturais e involuntarios. Reconhece a inevitabilidade da morte. Enquanto a morte nao chega, o sujeito poético aceita a vida a que lhe esta destinada que é pensar. Não sei ser triste a valer
Nem ser alegre deveras.
Acreditem: não sei ser.
Serão as almas sinceras
Assim também, sem saber?

Ah, ante a ficção da alma
E a mentira da emoção,
Com que prazer me dá calma
Ver uma flor sem razão
Florir sem ter coração!

Mas enfim não há diferença.
Se a flor flore sem querer,
Sem querer a gente pensa.
O que nela é florescer
Em nós é ter consciência.

Depois, a nós como a ela,
Quando o Fado a faz passar,
Surgem as patas dos deuses
E ambos nos vêm calcar.

'Stá bem, enquanto não vêm
Vamos florir ou pensar. Antítese - expõe duas ideias opostas de forma a evidenciar o contraste entre o triste e o alegre Recursos estilísticos PERSONIFICAÇÃO - é atribuida à flor uma caracteristica humana. ALITERAÇÃO - a repetição destas palavras semelhantes dá ênfase ao facto da flor florir naturalmente. EUFEMISMO - este recurso é utilizado para atenuar e suavizar a ideia da morte. Perífrase - Pessoa opta por usar esta expressão mais longa para exprimir o destino e camuflar de certo modo a sua realidade . Marcas modernistas: Quintilhas - 1º 2º e 3º estrofe
Quadra - 4º estrofe

Uso do verso com sete sílabas métricas:
- Heptassílabo/redondilha maior
- Não/sei/ser/tris/te a/ va/ ler - v1

Uso da rima cruzada:
1ª estrofe
-valer A
-deveras B
-ser A
-sinceras B
-saber A Afinidades entre poemas O poema ''Gato que brincas na rua'' é análogo ao poema trabalhado uma vez que ambos retratam elementos espôntaneos e instintivos da Natureza, nomeadamente o gato e a flor. Estes elementos são admirados pelo sujeito poético uma vez que o gato tem o prazer de sentir sem pensar, caracteristica invejada pelo sujeito poético, ''E sentes só o que sentes.'' (v 8), e a flor captou a atenção do sujeito poético ao relembra-lo de que o seu destino é intelectualizar, da mesma maneira que a flor floresce sem pensamento e sentimento, ''Florir sem ter coração!'' (v 10).
Deste modo, o sujeito poético incide sobre duas naturezas, desejando viver numa realidade na qual nao está inserido. Interjeição- o sujeito poético exprime a sua emoção e sensação que remete para o encanto perante a flor. 5 10 15 19 21 Docente: Graça Garcês
Grupo:
Marco Pestana
Rodrigo Mendonça
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