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António Gedeão - Pedra Filosofal

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by

Carolina Fernandes

on 6 May 2013

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Transcript of António Gedeão - Pedra Filosofal

António Gedeão Quem era ? António Gedeão Pseudónimo António Gedeão Poeta Professor Curso de Ciências
Físico-Químicas Nasceu em Lisboa a 24 de Novembro de 1906 e faleceu também em Lisboa a 19 de Fevereiro de 1997. Só aos 50 anos (1956) é que publicou o seu primeiro livro, "Movimento Perpétuo". Químico Rómulo Vasco da Gama de Carvalho Maria Carolina Fernandes 9º F Nº18 Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul. A
B
B
C
D
E
E
F
F
G
G
H 12 versos
Rima: pobre, rica e emparelhada.
Recursos estilísticos: comparação, anáfora e personificação. Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento. A
B
B
C
C
B 6 versos – sextilha.
Rima: interpolada e emparelhada.
Recursos estilísticos: enumeração e aliteração. Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar. A
B
B
C
C
D
D
E
F
F
E
G
H
H
G
H
I
J
J
I
K
L
L
K 24 versos.
Rima: emparelhada e cruzada.
Recursos estilísticos: aliteração e enumeração (de metáforas). Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança. A
B
C
D
B
D 6 versos - sextilha.
Rima: cruzada e interpolada.
Recursos estilísticos: comparação.
António Gedeão, em Movimento Perpétuo, 1956 Pedra Filosofal "que o / so/nho / co/man/da a / vi/da" redondilha maior/heptassílabo "que o / so/nho / co/man/da a / vi/da" Redondilha maior/Heptassílabo
(7 sílabas métricas) Porque é um poema? É um poema pois o sujeito poético expressa sentimentos, opiniões, estados de espírito e uma visão subjetiva do mundo que o rodeia. Tema: Sonho. Assunto: O sujeito poético mostra ao longo do texto a importância dos sonhos e o impacto que estes têm na realidade e no progresso individual e coletivo. Quer levar as pessoas adultas a sonhar, como sonham as crianças. Estado de Espírito: Tristeza, nostalgia. Pois sente que as pessoas não dão o devido valor aos sonhos. ”Eles não sabem que o sonho…” Emoções transmitidas pelo “eu lírico”: Ele mostra tristeza e angústia ao ver que as pessoas (“eles”) não dão importância aos sonhos como ele dá e como deveriam dar. Tom global do poema: ”Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
(...)
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.” Nostálgico. Anáfora: Para reforçar a oposição existente entre os que sonham e o "eles", que são os que acham possível impedi-los de o fazer e não sabem dar valor ao poder dos sonhos. Comparação: Mostrar que o sonho é algo simples, mas poderoso, tendo possibilidades infinitas, como uma criança que é apenas o início de toda uma vida. Personificação: Enumeração: O sonho é tudo que nos rodeia, tudo que existe, podendo tudo e alcançando tudo.
Podemos relacionar com a "constante de vida", uma vez que assim como a realidade que nos rodeia, também o sonho é impossível de dissociar dos seres humanos. Impossibilidade de ignorar as "aves que gritam", assim como é impossível ignorar a urgência, existência e necessidade do sonho (grito porque está diante de nós exposto). "como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta" "como bola colorida
entre as mãos de uma criança." "é vinho, é espuma, é fermento" "aves que gritam"
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