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Condições de Trabalho da Construção Civil: Percepções dos Tr

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Ana Suelen Pedroza Cavalcante

on 7 October 2013

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Condições de Trabalho da Construção Civil: Percepções de Trabalhadores de uma Obra

design by Dóri Sirály for Prezi
METODOLOGIA
Tipo do estudo: Estudo de caso;
O estudo de caso consiste no estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos, de maneira que permita seu amplo e detalhado conhecimento e é amplamente utilizada nas ciências biomédicas e sociais (GIL, 2002).

Local: Desenvolvido em uma obra realizada por uma construtora no município de Sobral – CE, Brasil;

Período do estudo: Setembro de 2013;

Sujeitos: Dez trabalhadores da referida obra;

Coleta de dados: Entrevista semi-estruturada
As narrativas registradas por meio de um gravador.

RESULTADOS E DISCUSSÃO
Os resultados obtidos através da análise das entrevistas realizadas e mediante a observação do campo de atuação dos trabalhadores, possibilitaram o surgimento de seis blocos temáticos que serão apresentados e descritos a seguir.
Considerações Finais

Evidenciou-se que as condições de trabalho na construção civil estão melhores do que antigamente, visto que os empregadores tem uma preocupação com a segurança dos empregados, pois evitando acidentes, evitam também custos adicionais á empresa.
INTRODUÇÃO
A construção civil é dos ramos da indústria brasileira que absorve grande quantidade de trabalhadores;

Só no Brasil no ano de 2009 foram incorporados a este setor mais de 103 mil trabalhadores;

O trabalho na construção civil é considerado um dos mais precários e perigosos do mundo e no Brasil lidera as estatísticas do número de acidentes fatais e não fatais (IRIART et. al, 2008).
Equipe


Ana Suelen Pedroza Cavalcante
Francisca Clarisse Silva dos Santos
Taíssa Braga da Silva
Aurigérsica de Paula
Objetivo


Conhecer as condições de trabalho na construção civil, a partir da percepção de trabalhadores de uma obra.
Modelo de produção da construção civil
Modelo Taylor-fordista;

Separação entre concepção e execução
Inserção na profissão
De acordo com a maioria dos entrevistados aconteceu a partir da necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família e da falta de oportunidades para estudar
Vínculo Funcional
A jornada de trabalho
“Assim, é um pouco cansativo, né?! Porque a gente trabaia 9 horas por dia e quando chega no final do dia, tá todo mundo cansado. Mas pelo menos no final do mês temos nosso sustento, né?! (Areia)”

“Entro na obra de manhã cedo e só saio a noitinha, é muito puxado aqui! E quando eu vou pra casa tô muito cansado, não tenho pique de fazer mais nada, só dormir! (Parafuso)”.

Segurança no trabalho
Faz-se necessário o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC), destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança dos operários.


É necessário também a responsabilidade da empresa em exigir o uso dos equipamentos, fornecer, orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado e conservação dos mesmos. Através do relato a seguir percebe-se a preocupação da construtora em capacitar os seus funcionários para a utilização deste material.
A partir dos relatos dos entrevistados pode-se perceber os diversos riscos que os trabalhadores da construção civil estão submetidos.
“Eu não queria ser pedreiro não, mas tiver que arrumar uma profissão desde de muito cedo para ajudar minha família, meu pai tinha morrido e eu como o filho mais velho fui trabalhar pra sustentar minha mãe e meus irmãoeus. Se tivesse estudo eu queria ser um Engenheiro.. (Tijolo)”.
Segundo Rodrigues (2008) 45% dos trabalhadores da construção civil não possuem o ensino fundamental completo, 10% são analfabetos funcionais e 19,5% tem de 5 a 9 anos de estudo. Sendo que 30% desses operários não sabem nem ler e escrever.
“Assim que a gente entra na empresa, ela assina logo a carteira (Tijolo)”

“É muito ruim trabalhar por conta própria, é melhor trabalhar em uma empresa com a carteira assinada por que assim você tem um monte de direito, se você se acidenta você fica recebendo o vale doença, se você fica doente pode ir ao médico pegar um atestado... Prefiro trabalhar fichado (Capacete).”
A jornada dos operários entrevistados é extensa com 45 horas semanais, divididas em nove horas por dia, das 7 horas às 17 horas, com intervalo de uma hora de almoço.

“Cinto de segurança, capacete, bota, luva. É todo o... se chama EPI completo (Martelo)”.
“Temos uma palestra sobre todas as condições de trabalho e sobre saúde. Temos palestra com médica explicando a gente alguns cuidados com a saúde da gente dentro da obra e como evitar a situação de risco e também como usar os EPIs (Argamassa)”.

“Eu percebo que aqui tem risco de mais, se a gente não usar o capacete pode cair um tijolo, uma ferramenta na cabeça da gente, tem que olhar bem pra todos os lados por que se não você pode pisar em um fio descascado e tomar um choque ou pisar em um prego e furar o pé... tem que ter muito cuidado (Brita).”

“Aqui tem muito risco... a gente pode cair do andaime, pode cortar o dedo ou a mão na hora de usar as máquinas, a corda de segurança pode arrebentar e a gente pode cair de altura muito alto, tudo é um risco (Cimento).”

Destaca-se como limitação da pesquisa o fato de esta ter sido realizada com apenas alguns funcionários de uma construtora que realizava uma obra, em um universo de trabalhadores muito superior ao pesquisado
"Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana"
Carl Jung


Obrigado!
A maioria dos empregos proporcionados pela construção civil é informal e constituído por mão de obra terceirizada (BUSNARDO, 2006).
Riscos e acidentes
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