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Saúde Mental da Mulher: Papel da Terapia Ocupacional

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Raquel Moraes

on 15 June 2015

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Transcript of Saúde Mental da Mulher: Papel da Terapia Ocupacional

Saúde Mental da Mulher
PAPEL DO TERAPEUTA OCUPACIONAL
Terapia Ocupacional em Saúde da Mulher
Loucura Feminina relacionada à sexualidade
Programas de Saúde
Redes de Atenção
Psicossocial
Ações da Terapia
Ocupacional
Inquisição na Idade Média
Universidade Federal do Espírito Santo – UFES
Centro de Ciências da Saúde
Curso de Terapia Ocupacional - DTO

Professora: Meyrielle Belotti

Alunas: Fernanda Banhos, Thais Lopes e Raquel Mathiazi

Transtornos Psiquiátricos Relacionados ao Ciclo da Vida
ROTEIRO
I. Mulher, saúde mental e perspectiva histórica

II. Programas de saúde voltados para a mulher

III. Transtornos psiquiátricos relacionados ao ciclo da vida

IV. Violência contra a mulher

V. Terapia Ocupacional em saúde mental da muher

A loucura já foi interpretada de diversas maneiras ao longo da
História, sendo a loucura feminina costumeiramente associada à sexualidade. Registros do Egito Antigo atribuíam ao interior do corpo da mulher uma condição de malignidade pela presença do útero que, ao “deslocar-se”, produziria sintomas semelhantes ao quadro de histeria.

Caça as bruxas:
As chamadas bruxas apresentavam "condutas estranhas", muitas se assemelhando a quadro atualmente descritos como psicose, histeria, mania, depressão ou ansiedade (PEGORARO Et al.)
Mulher, saúde mental e perspectiva histórica
Outra caracterização acontecia através da pratica da prostituição, adultério e aborto.
Ao longo a idade moderna difundiu-se pela Europa a relação entre o útero e a regulação da saúde mental da mulher.
O ministério da saúde em 1984 formulou um programa que orientava toda a atenção à saúde das mulheres, o programa de assistência à saúde da mulher chamado de PAISM, que tem como objetivo principal promover à assistência integral a mulher, com vistas à redução da mortalidade de grupo populacional.
Assistência Integral à saúde da Mulher (PAISM)
A saúde mental, antes focada principalmente na patologia
psi­quiátrica, tem como objeto de estudo todo o contexto biopsicossocial no qual o sujeito está inserido. Além disso, mais recentemente, tem surgido maior interesse na investigação das possíveis diferenças entre gêneros.


Sobre a mente feminina, é imprescindível que os profissionais da saúde tenham a atenção e o conhecimento necessários sobre os transtornos psíquicos associados ao ciclo reprodutivo, devido tamanha repercussão que causam não somente à paciente.


Promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres brasileiras, garantindo os direitos legais constituídos e ampliando o acesso aos meios e serviços de promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde em todo território brasileiro.

Contribuir para a redução da morbidade e mortalidade feminina no Brasil, em todos os ciclos de vida e nos diversos grupos populacionais.

Ampliar, qualificar e humanizar a atenção integral à saúde da mulher no Sistema Único de Saúde.
A partir da menarca até após a menopausa,
algumas mulheres sofrem de transtornos específicos
Transtorno Disfórico Pré-menstrual
Psicose Puerperal
Depressão Perimenopáusica
Depressão
Transtornos de Ansiedade e Humor
Transtornos Alimentares
A depressão é, comprovadamente, a doença que mais causa incapacitação em mulheres, tanto em países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento. No mundo, a morte por suicídio é a segunda causa de morte para mulheres na faixa de 15 a 44 anos de idade, sendo precedida somente por tuberculose.
Objetivos:
Os transtornos alimentares (TA), particularmente a anorexia e a bulimia nervosa, são causas importantes de morbidade e mortalidade em adolescentes do sexo feminino e mulheres jovens. Esses transtornos estão associados a consequências clínicas e psicológicas devastadoras, incluindo retardo no crescimento e desenvolvimento, infertilidade, osteoporose e morte.
Os quadros de psicose puerperal ocorrem mais raramente (estima-se 1 caso em 500 a 1.000 nascimentos) e têm início nos primeiros dias após o parto, sendo compostos por episódios depressivos ou maníacos, recorrentes ou não, com sintomas psicóticos de maior gravidade e episódios psicóticos transitórios. Ocorre grave prejuízo da capacidade funcional da mulher, resultando, frequentemente, na internação psiquiátrica, com importante impacto conjugal e familiar e efeito deletério na relação mãe-bebê.

As alterações do humor mais prevalentes na perimenopausa e menopausa são irritabilidade, labilidade emocional, episódios frequentes de choro imotivado, ansiedade, humor depressivo, falta de motivação e energia, dificuldade de concentração e memorização e insônia. A relação entre falência funcional ovariana e manifestações psíquicas não é bem compreendida, mas estas parecem ocorrer com maior freqüência quando há flutuações drásticas nos níveis hormonais, e não em função de sua diminuição gradativa.
Além da depressão, dentre as dez principais causas de mortalidade prematura e incapacitação em mulheres em países desenvolvidos no ano de 1990, a esquizofrenia ficou em segundo lugar, o transtorno afetivo bipolar, em quarto, transtorno obsessivo-compulsivo, em quinto, abuso de álcool, em sexto e suicídio, em nono lugar. As mesmas condições aparecem entre as 15 principais causas de sobrecarga global em regiões subdesenvolvidas, porém em diferente ordenação, e suicídio sobe para a quarta colocação. Tabagismo, abuso de drogas ilícitas e sexo desprotegido foram outras condições que se mostraram, direta ou indiretamente, associadas a transtornos mentais da mulher e que se constituem em importantes fatores de risco para outras condições deletérias à saúde.

Algumas mulheres podem ter, durante os anos reprodutivos, uma série de sintomas emocionais e alterações de comportamento extremamente desagradáveis no período perimenstrual (definido como a semana anterior à menstruação até poucos dias após o seu início), que vão desde a conhecida síndrome pré-menstrual, passando por exacerbações de outros transtornos físicos ou mentais (como depressão e ansiedade) preexistentes, chegando ao extremo em gravidade, o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM).
Violência Contra a Mulher
A violência tem sido identificada como um fator de risco para vários agravos à saúde da mulher, tanto física como mental e reprodutiva, e tem se mostrado associada a pior qualidade de vida, maior procura por serviços de saúde, maior exposição a comportamentos de risco (sexo desprotegido, tabagismo, abuso de álcool e outras drogas) e maiores taxas de suicídio e de tentativas de suicídio.

Atenção Básica em Saúde
Núcleo de Apoio à Saúde da Família

Atenção Psicossocial Especializada
CAPS I CAPS II CAPS III CAPS AD CAPS ADIII

Atenção Residencial de Caráter Transitório
COMUNIDADE TERAPÊUTCA

Atenção Hospitalar

Estratégias de Desinstitucionalização

Considera o reconhecimento de que a saúde do indivíduo está pautada sob as complexidades das experiências diárias, dos contextos sociais e da autosatisfação do sujeito.

Para os portadores de transtorno mental a atividade como recurso terapêutico, atua no âmbito da organização da vida diária, considerando todas as suas interfaces desde atividades de auto cuidado até as relações interpessoais.

As atividades, desestruturadas, como por exemplo, as atividades expressivas têm principalmente, função facilitadora para o indivíduo expressar as vivências não verbalizadas. Já as atividades estruturadas, como atividades manuais e intelectuais podem estar a serviço da organização psíquica e da possibilidade de treinar as habilidades cognitivas como: noção de espaço, coordenação motora, seqüência lógica e concentração. Ambos os tipos de atividades podem permitir a experimentação e o treino das habilidades psicosociais como: interesses e valores, papel dentro da sociedade e relações inter pessoais.
A Terapia Ocupacional, portanto, insere sua atuação junto a complexidade da vida do indivíduo onde a doença também a constitui, utilizando como recurso terapêutico as atividades.

Trailer do Filme Histeria


Cartilha de Terapia Ocupacional, CREFITO. Disponível em: <http://www.crefito3.org.br/dsn/pdfs/Cartilha%20-%20t.o.pdf> Acesso em 1 de junho de 2015.

DE ANDRADE, L. H.; VIANA, Maria Carmen; SILVEIRA, Camila Magalhães. Epidemiologia dos transtornos psiquiátricos na mulher. Rev Psiquiatr Clín, v. 33, n. 2, p. 43-54, 2006.

JUSTO LP, CALIL HM. Depressão: o mesmo acometimento para homens e mulheres? Rev Psiq Clín. 2006; 33(2):74-9.

LOPEZ, A.D.; MURRAY, C.C. - The global burden of disease, 1990- 2020. Nat Med. 4(11):1241-3, 1998.

PEGORARO RF, CALDANHA RHL. Mulheres, loucura e cuidado: a condição da mulher na provisão e demanda por cuidados em saúde mental. Saúde e Sociedade.
2008; 17:2, 82-94..

RENNÓ Jr J, SOARES CN. Transtornos mentais associados ao ciclo reprodutor feminino in_Louza Neto MR, Elkis E. Psiquiatria Básica. Porto Alegre,Artmed, 2 ed, 2007, 418-28.

Terapia Ocupacional e Saúde Mental, Clínica Santa Thecla. Disponível em: <http://santathecla.com.br/espacomultidisciplinar03.html> Acesso em 1 de junho de 2015.

VILELA W. Mulher e saúde mental: da importância do conceito de gênero na abordagem da loucura feminina. 1992. Tese (Doutorado em Medicina Preventiva) - Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 1992.
Referências:
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