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Trabalho sobre o livro: Menino de Engenho

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Carlos Silva

on 24 November 2015

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Transcript of Trabalho sobre o livro: Menino de Engenho

Menino de Engenho
José Lins do Rego
Análise dos elementos da narrativa
Personagens
Tempo
Espaço
Enredo
Linguagem
Carlinhos — É o narrador do romance. Órfão aos quatro anos tornou-se um menino melancólico, solitário e bastante introspectivo. “Era um menino triste. Gostava de saltar com os meus primos e fazer tudo o que eles faziam. (...). Mas, no fundo era um menino triste.” (pg. 58). Mas de sexualidade exacerbada, mantém aos doze anos, a sua primeira relação sexual, contraindo “doença-do-mundo”.
Coronel José Paulino — É o todo-poderoso senhor de engenho – o patriarca absoluto da região. Era uma espécie de prefeito – administrava pessoalmente, dando ordens e fazendo a justiça que ditava a sua consciência de homem bom e generoso. “O velho José Paulino governava os seus engenhos com o coração. Nunca o vi com armas no quarto. Umas carabinas que guardava no guarda-roupa a gente brincava com elas, de tão imprestáveis.” (pg.62) Carlinhos compara o avô até mesmo com um santo: “Ele tinha o orgulho da casta, a única vaidade daquele santo que plantava cana.” (pg.79)
Tia Maria — Irmã da mãe de Carlinhos (Clarisse) torna-se para este a sua segunda mãe. Querida e estimada por todos pela sua bondade e simpatia, era chamada carinhosamente de Maria Menina.
O tempo se dá cronologicamente. Uma das evidências disso é que Carlinhos tem quatro anos de idade quando a narrativa começa, e doze quando termina e sem retornos ou flashbacks ao passado.
O romance se passe na Zona da Mata nordestina, no Engenho Santa Rosa , do Coronel José Paulino, onde praticamente acontecem todos os fatos marcantes do romance, na região que separa os estados de Pernambuco e Paraíba. Dentro deste espaço do engenho são descritos outros ambientes, como a senzala, a casa-grande, a cachoeira, etc.
O livro é dividido em 40 capítulos e narra à história de Carlinhos, que vive em um Engenho no Nordeste.
A linguagem é regionalista e popular, ou seja, a linguagem própria do local que se situa a história, neste caso a região Nordeste.
Aspectos modernistas presentes no livro
Movimento pau-brasil.
Linguagem regionalista, popular e fluida.
As crendices e superstições comuns nas camadas mais pobres dos Nordeste.
Folclore nordestino.
A separação em castas.
Narrativa da miséria e da forma degradante em que vivia o povo e, do autoritarismo e arrogância do Coronel Zé Paulino.
Autor
"Não gosto de trabalhar, não fumo, durmo com muitos sonos e já escrevi 11 romances. Se chove, tenho saudades do sol; se faz calor, tenho saudades da chuva. Temo os poderes de Deus, e fui devoto de Nossa Senhora da Conceição. Enfim, literato da cabeça aos pés, amigo dos meus amigos e capaz de tudo se me pisarem nos calos. Perco então a cabeça e fico ridículo. Afinal de contas, sou um homem como os outros e Deus permita que assim continue."
Obras
José Lins do Rego Cavalcanti nasceu no dia 3 de julho de 1901 no Engenho Corredor, Pilar, Paraíba.
Era filho de fazendeiros, perdeu a mãe muito cedo e foi criado pelo avô num engenho de açúcar, o que o fez concentrar a maior expressão de sua prosa na decadência da estrutura social e econômica dos latifúndios e engenhos de açúcar
Cursou Direito em Recife, período em que conviveu com o grupo modernista ali emergente, formado por José Américo de Almeida, Gilberto Freire e outros. Ao atuar como promotor em Maceió, onde escreveu seus primeiros romances, tornou-se amigo de Graciliano Ramos, Jorge de Lima e Rachel de Queiroz.
Destaca-se por sua prosa regionalista e o ciclo da cana-de-açúcar.
Em 1945, José Lins do Rego tornou-se membro da Academia Brasileira de Letras.
Morreu em 1957, aos 56 anos no Rio de Janeiro.
1934
1956
1932
1938
1939
1933
1943
1935
1947
1945
1937
1942
1953
1936
Estrutura da Obra
Narrativa regional, narrada em 1ª pessoa e apresenta uma estrutura memorialista, dividida em 40 capítulos, onde cada um trata basicamente de um fato acontecido no engenho, , ou mesmo na apresentação de personagens.
Este livro pertence à segunda fase Modernista, onde a preocupação é voltada para os problemas sociais do país.
Contextualização
histórico-social

O contexto histórico desse livro é o Brasil colônia e seu regime escravocrata.
O texto evidencia o painel social dos engenhos de açúcar no Nordeste onde se tem dois tipos sócios cujas diferenciações são bem nítidas, a casa-grande e a senzala.
Diálogo com a contemporaneidade
Intertextualidade
O livro “O Menino de Engenho” retrata uma história de escravidão nos engenhos de açúcar no Nordeste, que indiretamente se associa aos dias atuais com a exploração de trabalho que ocorre na mesma região e em outras, tendo como foco principal, a cidade de São Paulo, aonde centenas de imigrantes são submetidos a jornadas de trabalho por uma pequena quantia em troca por “Coronéis da Atualidade”. Essa triste realidade é encontrada também no Nordeste, aonde crianças são exploradas nas lavouras, causando grandes impactos futuramente na vida delas.Associado também ao livro está o preconceito racial, que mesmo camuflado pelo moralismo da sociedade, ainda hoje atinge parte da população brasileira, e leva o governo a tomar medidas para diminuir tal crime, como a lei de cotas raciais.
Velha Totonha — Uma figura admirável e fabulosa resenta bem o folclore ambulante dos contadores de histórias.
Antônio Silvino — Representa o cangaço Nordestino, na figura de cangaceiro temido e respeitado pelo povo.
Tio Juca — Não representa um papel de tanto destaque no romance, mas por ser filho do senhor de engenho, de fazer e desfazer (sobretudo sexo com as mulatas), e não era punido, e representa uma figura de importância para Carlinhos contribuindo relativamente na sua formação
Lula de Holanda — Embora ocupe pouco espaço na narrativa, o Coronel Lula é personagem relevante, pois representa o senhor de engenho decadente que teima em manter a fachada aristocrática. “E o açúcar subia e descia e o Santa Fé sempre para trás, caminhando devagar para a morte, como um doente que não tivesse dinheiro para a farmácia.”(pg.69)
Sinhazinha — Cunhada do Coronel, mas mandava e desmandava no governo da casa-grande. Era odiada por todos por seu rigor e carranquice.
Obras do ciclo da cana-de-açúcar, principalmente Doidinho e Banguê.
"Menino de Engenho" - filme de Walter Lima Júnior.
Morro Velho - Milton Nascimento
Isac Alves
Maurílio Gomes
Matheus Mercês
Moisés Amorim
Régis Laviola
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