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As ilhas afortunadas

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by

Margarida Alves

on 4 October 2012

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Transcript of As ilhas afortunadas

As Ilhas
Afortunadas Durante a primeira estrofe Que voz vem no som das ondas
Que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
Mas que, se escutarmos, cala,
Por ter havido escutar.

E só se, meio dormindo,
Sem saber de ouvir ouvimos
Que ela nos diz a esperança
A que, como uma criança
Dormente, a dormir sorrimos.

São ilhas afortunadas
São terras sem ter lugar,
Onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando
Cala a voz, e só há o mar.
Fernando Pessoa Pertence à Terceira parte da "Mensagem"
Esquema rimático: abccb
3 Quintilhas
Versos de 7 sílabas (redondilha maior)
Discurso na 3ª pessoa
Uso de metáforas
Uso de oposições e paradoxos Diz a lenda que D. Sebastião voltará numa manhã de névoa, no seu cavalo branco, vindo de uma ilha longínqua onde tinha estado, esperando pela hora da volta.
Pessoa, neste poema parece desvalorizar a lenda enquanto elemento potenciador.
O poeta inicia desmitificando. Refere que não haverá um regresso da ilha, como na lenda, porque isso é uma crença popular sem sentido, alegórica, mas não simbólica. As Ilhas Afortunadas Análise Estilística Análise do Título Andreia Gomes, nº2
Margarida Alves, nº17 Que voz vem no som das ondas

Que não é a voz do mar?

É a voz de alguém que nos fala,

Mas que, se escutarmos, cala,

Por ter havido escutar. Que voz se ouve na distância. Que não é o som do mar. É a voz de um homem. Mas incompreensível. Porque não a entendemos agora. E só se, meio dormindo,

Sem saber de ouvir ouvimos

Que ela nos diz a esperança

A que, como uma criança

Dormente, a dormir sorrimos. Só se meio a dormir estivermos, sem a atenção completa. Sem estarmos conscientes do que estamos a ouvir. Ouvimos então a voz da esperança. Que surge como a uma criança. Uma criança que dorme e sorri, mas sempre sem ouvir. São ilhas afortunadas

São terras sem ter lugar,

Onde o Rei mora esperando.

Mas, se vamos despertando

Cala a voz, e há só mar. São ilhas mágicas. Terras que não existem. Onde D. Sebastião espera. Mas se formos a ver a realidade. Não há nada, só mar. Pessoa usa a ironia na análise da lenda e simultaneamente no contraponto a todos os que acreditavam que o Rei iria regressar igual, humano e a cavalo. O que é uma voz que fala mas que não quer ser ouvida, senão um mistério. uma realidade comum. E um mistério não pode ser encarado como 1ª Análise Contextual Desistir de procurar, é uma submissão ao Destino. Ao mesmo tempo é a mais dificil e mais nobre atitude humana, porque se por um lado humilha a liberdade, por outro abençoa a compreensão oculta. "Ela" é a "voz" da 1ª estrofe, onde não era compreendida, porque alguém se esforçara para esse esforço, mas sim o sofrimento. a ouvir, e agora se revela por já não haver 2ª Pessoa conclui que as ilhas afortunadas não existem, senão em devaneios, nas lendas das almas simples. O poeta refere ainda que existe uma voz distante que nos fala de "esperança". Mas essa voz não Afirma que D. Sebastião regressa em símbolo e não em carne. uma realidade comum. E um mistério não pode ser encarado como 3ª reside em nenhuma ilha material, e se tentarmos escutá-la, ela cala-se, porque é um mistério. 92 Mas a Fama, trombeta de obras tais,
Lhe deu no mundo nomes tão estranhos
De Deuses, Semideuses, Imortais,
Indigentes, Heróicos e de Magnos.
Por isso, ó vós que as famas estimais,
Se quiserdes no mundo ser tamanhos,
Despertai já do sono do ócio ignavo,
Que o ânimo, de livre, faz escravo.

94 Ou dai na paz as leis iguais, constantes,
Que aos grandes não dem o dos pequenos,
Ou vos vesti nas armas rutilantes,
Contra a Lei dos immigos Sarracenos:
Fareis os Reinos grandes e possantes,
E todos tereis mais e nenhum menos:
Possuireis riquezas merecidas,
Com as honras que ilustram tanto a vidas.

95 E fareis claro o Rei que tanto amais,
Agora cos conselhos bem cuidados,
Agora co as espadas, que imortais
Vos farão, como os vossos já passados.
Impossibilidades não façais,
Que quem quis, sempre pôde; e numerados
Sereis entre os Heróis esclarecidos
E neste ilha de Vénus recebidos. Os Lusíadas e a Mensagem
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