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MULTIMODALIDADE E ARGUMENTAÇÃO NA CHARGE

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Jaqueline R. Venera

on 28 October 2013

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Transcript of MULTIMODALIDADE E ARGUMENTAÇÃO NA CHARGE

CONCEPÇÕES ADOTADAS
A
linguagem
é compreendida a partir de sua natureza sócio-histórica.

Língua
: atividade social, em que a enunciação (ou o processo) é mais importante que o enunciado (o produto).

Texto
: atividade de co-construção de sentidos.

Se
língua
é interação, o
texto
é o próprio lugar da interação.

CORPUS
Charges dos três principais jornais de Pernambuco:

- Jornal do Commercio
- Diário de Pernambuco
- Folha de Pernambuco

Período da Coleta: 01/06 a 31/10/2006

CONCEPÇÕES ADOTADAS
Gênero
: forma de ação social relativamente estável.

Charge
: gênero textual, produzido com a função de expor uma opinião crítica com base humorística.

Agência
: todo agente é motivado a uma ação, racionaliza essa ação e a monitora reflexivamente.

Multimodalidade
: Combinação de vários sistemas de signos que se inter-relacionam semântica e formalmente, em um único ato comunicativo (LEEUWEN apud CAVALCANTI, 2008).

MULTIMODALIDADE E ARGUMENTAÇÃO
NA CHARGE

Maria Clara Catanho Cavalcanti

Daniela Carla Soares Scaranto
Jaqueline Roberta Venera
Josiane Cristina Couto

OBJETIVO DO TEXTO
Analisar a argumentação da charge
em toda a sua formação multimodal e mostrar como o humor é construído na charge.

O GÊNERO CHARGE
É a representação gráfica de um assunto conhecido dos leitores segundo a visão crítica do desenhista ou do jornal.

Quanto à forma, a charge representa figuras com possibilidades existentes no mundo real.

É recorrente a utilização de caricaturas e símbolos.

De modo geral, as charges são constituídas por linguagem verbal e não verbal.

A charge é multimodal porque há vários signos que constituem a imagem e muitos que constituem a linguagem verbal.

SIGNOS DA CHARGE
Stöckl (2006 apud CAVALCANTI, 2008) considera que a charge relaciona-se aos cinco sentidos: visão, audição, tato, olfato e paladar.

Os signos podem fazer referência a conceitos (denotação), expressar sentido emotivo ou avaliativo (conotação) e, ainda, explorar e ativar facetas individuais de sentido (associação).

Os sub-modos englobam as cores, o tamanho, a distância, a linguagem corporal, a postura, os gestos.

No caso da linguagem verbal, os sub-modos são a fonte, seu tamanho, seu estilo, sua cor, os espaços, a paragrafação, os tópicos, os atos de fala, o léxico, a sintaxe, as figuras retóricas, entre outros.

Acompanhando o homem em sua natureza inventiva, a charge se encaixa em uma atividade social: do jornal e do leitor desse jornal.

É produzida em meio a um momento histórico-cultural e é, ao mesmo tempo, resultado dele.

CHARGE A
(Samuca, Diário de Pernambuco, 07/09/2006)
Na Charge A, Samuca demonstra seu ponto de vista sobre a Independência do Brasil, criando comparações e estabelecendo críticas.

Considerando a enunciação, leva-se em conta todo o contexto sócio-histórico e, assim, observa-se o sentido do texto.

O chargista, ao elaborar o texto, levou em consideração seu público alvo.

Para compreender o texto, o leitor precisa usar seu conhecimento de mundo, fazendo as inferências necessárias para estabelecer sentido.

O sentido, na charge, não está pronto e/ou acabado, mas vai ser construído no momento da interação.

Texto é “um evento comunicativo em que convergem ações linguísticas, sociais e cognitivas” (BEAUGRANDE, 1997, p. 10 apud CAVALVANTI, 2008, p. 10).

CHARGE B
CHARGE C
CHARGE VIRTUAL
(Humberto, Jornal do Commercio, 16/10/2006)
O caráter dialógico dos gêneros fica evidente na Charge B (gráfico como pano de fundo).

Maleabilidade: os gêneros podem se encaixar mutuamente ou refletir outros gêneros.

(Miguel, Jornal do Commercio, 10/06/2006)
Texto relacionado ao contexto em que está inserido (social, histórico e cultural).

A charge, como meio de comunicação, está articulada ao contexto situacional e é, ao mesmo tempo, produto dele.

Os gêneros são estruturas maleáveis que se adéquam às possibilidades sócio-históricas.

As múltiplas linguagens articuladas na charge são apontadas como formadoras de argumento para consolidar uma opinião (ou opiniões) e atingir o público leitor.

Tobby Entrevista Wagner Moura
Tobby Entrevista Lula/Ronaldo
Os gêneros são elaborados numa esfera de utilização da língua.
Tais esferas são chamadas de domínios discursivos (BAKHTIN apud CAVALCANTI, 2008, p. 36).

A charge, como gênero textual, circula nos domínios humorístico e jornalístico.



HISTÓRIA EM QUADRÕES
Um gênero adquire a forma de outro, mas não perde sua função sócio-comunicativa.

Alusão a outros textos, evidenciado a ideia de dialogismo.

Os enunciados estão em cadeia com enunciados anteriormente produzidos.

A compreensão de uma charge depende de um conjunto de dados e fatos contemporâneos no momento em que se estabelece a relação discursiva entre o produtor e o receptor.

Para o entendimento do gênero charge, o leitor deve recuperar as diversas vozes e os diversos intertextos ali presentes.

Segundo Koch (2004 apud CAVALCANTI, 2008, p.41), existe uma intertextualidade em sentido amplo, ao que também chama polifonia, e uma intertextualidade em sentido estrito. O primeiro tipo constata a presença de discursos na construção de textos e o segundo tipo caracteriza-se pela presença implícita ou explícita de um intertexto.

INTERTEXTUALIDADE
EXPLÍCITA
IMPLÍCITA
CHARGE D
CHARGE E
(Miguel, Jornal do Commercio, 24/06/06)
TEORIA DA ARGUMENTAÇÃO
CHARGE F
NOVA RETÓRICA
SEMIÓTICA SOCIAL
O entendimento da Charge D depende de conhecimentos contextuais e da relação feita entre a caricatura e a figura do jogador Ronaldo.

A caricatura é elemento da intertextualidade.

Identificar a relação entre a caricatura e os vários textos da memória discursiva possibilita a compreensão da charge.


(Miguel, Jornal do Commercio, 08/06/06)
Miguel, na Charge E, usa o termo “latifúndio improdutivo”, proveniente do discurso das lutas agrárias, para caracterizar o Congresso Nacional.

A intertextualidade, aqui, tira um termo do contexto original para caracterizar outro.

O humor se dá na utilização do trocadilho.
(Ronaldo, Jornal do Commercio, 07/06/06)
O formato da Charge F lembra um texto publicitário – um cartaz de circo.

Compara as eleições a um “espetáculo” circense, mesclando, mais uma vez, diferentes contextos.

A intertextualidade está, então, em aproximar dois contextos distintos.
Os argumentos, na charge, são formados por uma condensação de contextos;

Charge como texto de opinião;

Poder de persuasão da charge;

A força argumentativa da charge é fruto da multiplicidade da linguagens utilizada pelo gênero.
A chamada “Escola Norte-americana”, Sócio-retórica ou Nova Retórica é formada principalmente por pesquisadores norte-americanos e canadenses, dentre eles: Charles Bazerman, Carolyn Miller, Chain Perelman, Aviva Freedman.

A Nova Retórica redefine o conceito de gênero. Para tanto, baseia-se em seis perspectivas fundamentais:
1 - “Virada Retórica” – noção de linguagem como ação simbólica;
2 - Dialogismo – visão interacionista da linguagem;
3 - Tipificação – enfatiza os aspectos sociais e retóricos do gênero;
4 - Teoria dos Atos da Fala – os gêneros também realizam atos reconhecíveis;
5 - Prática situada, distribuída e mediada – os gêneros são situados, indexicais, e disposicionais;
6 - Teoria da Estruturação – relações sociais estruturadas no tempo e no espaço.
Três escolas semióticas desenvolvidas ao longo do último século:

1 - Escola de Praga – formalistas russos;
2 - Escola Parisiense – baseada nas ideias de Saussere e Barthes e Fresnault-Deruelle;
3 - Semiótica Social – surgiu na Austrália; baseada nas ideias de Michel Halliday, sobretudo na noção de metafunções.
ARGUMENTAÇÃO E MULTIMODALIDADE
COMPOSIÇÃO TEXTUAL
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIA
Propriedades dos argumentos, segundo Blair (2004 apud CAVALCANTI, 2008):
1 - Há uma alegação através da qual se crê em algo, se escolhe algo ou se faz alguma coisa.
2 - Há razão ou razões que respaldam a alegação.
3 - As razões são linguisticamente explicáveis e declaradamente expressas.
4 - A alegação é linguisticamente explicável.
5 - Há a tentativa de comunicar a alegação e as razões.
6 - Há alguém que formula a alegação e suas razões.
7 - Há interlocutores.
8 - É intenção do produtor do texto levar o interlocutor a aceitar a alegação como base das razões oferecidas.

Como os elementos da charge se relacionam:

1 - O Dado e o Novo
2 - O Ideal e o Real
3 - Centro e Margem
4 - Saliência
A charge é um texto visual (humorístico e opinativo), com crítica a alguém ou algum evento.

Constrói-se a partir da remissão de um universo textual.

Estabelece uma opinião, influenciando o leitor.

Considerando que língua é ação, o autor do texto chárgico expõe um ponto de vista, interagindo com o leitor.

A escolha dos modos de linguagem e sua organização na charge são estratégias que consolidam a opinião do autor/chargista.

O modo de representação da linguagem estabelece a comunicação autor/leitor.

CAVALCANTI, Maria Clara Catanho.
Multimodalidade e argumentação na charge
. 2008. 102 f. Dissertação (Mestrado em Linguística) – Universidade Federal de Pernambuco, Pernambuco, 2008.
INTERTEXTUALIDADE
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