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Das economias-mundo à economia global

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Francisco Cesar

on 28 November 2013

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Transcript of Das economias-mundo à economia global

Das Economias - Mundo à Economia Global
A internacionalização da economia e a globalização económica
A desigual distribuição dos recursos no mundo e as trocas entre países.
Os recursos naturais, humanos e tecnológicos necessários à produção de bens encontram-se desigualmente distribuídos pelo mundo. Existem países com grande riqueza em matérias-primas enquanto outros se debatem com a sua escassez; outros apresentam uma população trabalhadora qualificada e tecnologia avançada ou têm uma população sem formação e um baixo nível tecnológico.
As relações internacionais e a globalização económica
Fruto dos desenvolvimentos a nível dos transportes e das comunicações, as trocas de serviços e de capitais entre países e a instalação de filiais de empresas sedeadas num determinado país cresceram em vários pontos do mundo, intensificando-se, desta forma, as relações económicas internacionais. Com o crescimento das trocas entre países, regiões e continentes, as economias vão-se progressivamente internacionalizando, num processo designado por globalização económica.
Os elementos da globalização económica
Globalização das trocas – a troca de bens, serviços e capitais envolve a quase totalidade dos países, alcançado uma dimensão mundial. A circulação de mão de obra no mundo é outro aspeto a considerar neste processo.
- Globalização das empresas – a instalação de segmentos de produção em vários países (por exemplo, a produção de componentes para a indústria automóvel europeia, na Ásia), a cedência de marcas através do franchising mostram que a estratégia das empresas é concebida à escala mundial.
- Globalização financeira – a livre circulação e venda de acções nas Bolsas de vários países constituem exemplos de um mercado financeiro mundial.

A globalização e a interdependência entre as economias
A internacionalização das economias e a consequente globalização económica cria interdependências entre as economias pois todas necessitam umas das outras, ficando expostas aos efeitos de acontecimentos que ocorram em qualquer uma delas. A crise financeira de 2008, que se iniciou nas instituições financeiras norte-americanas e se estendeu às economias de outros países e regiões, atingindo uma dimensão mundial, é um exemplo (negativo) das interdependências entre as economias.
O Processo da Globalização
Globalização é um termo que traduz a crescente interligação e interdependência entre vários países. Abarca dimensões económicas financeiras e políticas, mas também têm vertentes sociais, culturais e ambientais e esbatem as fronteiras mundiais.
A Segunda Revolução Industrial começou por volta de 1870. Mas a transparência de um novo ciclo só se deu nas primeiras décadas do século XX.
A Segunda Revolução Industrial tem suas bases nos ramos metalúrgicos e químico. Neste período, o aço torna-se o material mais básico e é nele que a siderurgia ganha a sua grande expressão.
A indústria automobilística assume grande importância nesse período. O trabalhador típico desse período é o metalúrgico. O sistema de técnica e de trabalho deste período é o Fordismo, termo que se refere ao empresário Ford.
Com o fordismo, surge um trabalhador desqualificado, que desenvolve uma função mecânica, extenuante e para a qual não precisa pensar.
Segunda Revolução Industrial aconteceu na segunda metade do século XIX e representou um aprimoramento técnico e científico da Primeira Revolução Industrial da segunda metade do século XVIII.
2ª Revolução Industrial
3ª Revolução Industrial
Tem como principal característica o uso de tecnologias avançadas no sistema de produção industrial.
Utilização de várias fontes de energia (antigas e novas): petróleo, energia hidroeléctrica, nuclear, eólica, etc. Passa a aumentar, principalmente a partir da década de 1990, a preocupação com a diminuição do uso das fontes de energia poluidoras e aumento da energia limpa.
Diminuição crescente do emprego de mão-de-obra humana, sendo substituída pelas máquinas, sistemas automatizados e computadores.
Massificação dos novos produtos tecnológicos (telefones, notebooks, tablets e smartphones), ligados aos meios de comunicação, no começo do século XXI.

A Globalização atual – a circulação das capitais e a desclocalização das empresas
Investimentos diretos:
Os investimentos diretos constituem uma forma de circulação de capitais no mundo, que se traduz na aquisição de empresas e abertura de filiais em vários países. Entre os principais investidores destacam-se o Japão, a Alemanha, a Grã-Bretanha e os EUA. Estes países localizam a sua atividade produtiva em países que possuem facilidade de acesso às matérias-primas e a outros recursos naturais, e que apresentam baixos custos salariais ou que oferecem políticas de apoio ao investimento, entre outros fatores atrativos. O grande objetivo deste tipo de investimento é produzir com baixos custos de produção, de forma a obter lucros elevados e a oferecer produtos de maior competividade no mercado mundial.
As empresas multinacionais:
As empresas multinacionais constituem um exemplo da localização dos investimentos diretos em diversos países e regiões onde os recursos naturais e o trabalho são baratos, através da abertura de filiais ou da subcontratação de empresas locais, com a finalidade de produzir com custos mais baixos e assim colocar produtos competitivos nos mercados. A presença de multinacionais (que dominam parte significativa do capital e comércio mundial) têm as suas sedes localizadas nos EUA, Europa e Japão.
As empresas transnacionais:
No período mais recente da globalização, as multinacionais foram dando lugar a empresas transnacionais que se caracterizam pela instalação de segmentos da produção em vários países (em resultado da decomposição dos processos produtivos), com o objetivo de aproveitar os baixos preços dos fatores produtivos. Desta forma, uma empresa industrial de calçado com sede nos EUA pode localizar a unidade fabril na China, o serviço de informática na Índia e o serviço de contabilidade no México, cabendo à «empresa-mãe» (sedeada nos EUA) a coordenação das atividades das várias unidades, utilizando, para o efeito, as novas tecnologias de informação e comunicação. As empresas transnacionais são, assim, verdadeiras empresas globais.
A globalização atual e os movimentos internacionais da população
O que é a globalização?
A Globalização é um processo de integração económica, cultural, social e política. Esse fenómeno é gerado pela necessidade do capitalismo de conquistar novos mercados, principalmente se o mercado actual estiver saturado.
A intensificação da globalização aconteceu na década de 70, e ganha grande velocidade na década de 80. Um dos motivos para essa aceleração é o desenvolvimento de novas tecnologias, como por exemplo, no ramo da comunicação.


Movimento da População
Muitas pessoas procuram melhorar as suas condições de vida deixando as suas terras e indo fixar-se noutras regiões do País ou do estrangeiro:
- As deslocações das pessoas dentro do próprio país de uma região para outra à procura de novos empregos são as migrações interiores.
- A saída de pessoas do nosso país para outros países à procura de novas formas de vida chama-se emigração.
Nas migrações interiores, as pessoas mudam-se, geralmente, das aldeias para as cidades, do interior para o litoral, das terras pobres para as terras ricas.
Também existem migrações interiores temporárias, de pessoas que vão para certas regiões para executar certos trabalhos (vindimas no Douro, ceifas no Alentejo, etc.), regressando às suas terras logo que terminam esses trabalhos.

Portugal é um país de emigração.
Os emigrantes portugueses que abandonam o País fixam-se geralmente nos países da Europa (França, Alemanha, Suíça, etc.) e da América (Brasil, Venezuela, Canadá e Estados Unidos).
Quase todos os emigrantes desejam voltar às suas terras donde partiram.
Em suma, na globalização você pode comprar um produto que foi fabricado do outro lado do mundo, como por exemplo China, mas utilizando a matéria-prima que foi comprada em outro país.

A desigual distribuição dos beneficios da internacionalização da economia
Os benefícios da integração dos países na economia-mundo
Com a entrada de mais países no mundo económico fez com que houvesse uma crescente circulação de produtos, serviços, capitais e pessoas, conduzindo a uma maior correlação entre países, produzindo efeitos nas economias e na vida das populações que, de forma geral, se podem considerar como benefícios:
• Acesso a variados bens e serviço,
• Crescimento dos rendimentos em resultado das exportações,
• Possibilidade de encontrar trabalho melhor remunerado noutros países,
• etc.
Pode-se dizer que alguns dos resultados da integração dos países na economia-mundo através do comércio mundial são o crescimento das economias, a redução da pobreza e o aumento do bem-estar.

Os efeitos desiguais da globalização
No entanto, não é correto afirmar que todos os países beneficiam de igual modo com a globalização. A divulgação das novas tecnologias, por exemplo, não tem o mesmo efeito sobre o emprego em todas as economias: nos países com baixas taxas de crescimento a distribuição de alguns empregos, em resultado da utilização das novas tecnologias, não é compensada pela criação de novos empregos. Outro exemplo da desigual distribuição dos benefícios da globalização prende-se com o fenómeno da transnacionalização da produção, na medida em que a deslocalização da actividade produtiva para regiões onde o baixo custo dos factores produtivos proporciona preços mais competitivos, beneficia, por um lado, as economias destas regiões mas, por outro lado, prejudica o crescimento das economias que viram as empresas encerrar e o desemprego aumentar.
A desigualdade na distribuição do rendimento
Para alguns países os efeitos da globalização fizeram-se sentir positivamente no rendimento e na sua distribuição mais justa, como é o caso da Índia e da maioria dos países da Ásia oriental; noutros, a maior integração na economia mundial tem conduzido a uma maior desigualdade na distribuição do rendimento, como é o caso dos países da Africa Subsariana.
Nos países desenvolvidos a globalização tem conduzido ao aumento da desigualdade entre os grupos sociais, particularmente nos sectores da população com menor grau de qualificação.

As transformações ocorridas nos últimos anos demonstram que o mundo tornou-se pequeno para as relações humanas. Actualmente a técnica é apresentada como um meio que estabelece a expansão das nações. Todo esse processo de alteração em curtos intervalos de tempo possui grandes e graves consequências que ainda não são possíveis de serem medidas. O sistema capitalista tem expandido por todos os cantos do planeta e gerando novas formas de relações entre as nações, onde o Estado tem perdido a importância frente a muitas questões financeiras. A divisão de classe é acentuada por esse método, contribuindo também para prejudicar o meio natural. Actualmente vivemos em um mundo globalizado, tal realidade tem interferido directamente em nossas vidas, mesmo que não percebamos, diversas mudanças acontecem.
(Continuação)
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