Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O PROCESSO DE RUPTURA COM A ÉTICA TRADICIONAL

No description
by

Maria J

on 12 June 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O PROCESSO DE RUPTURA COM A ÉTICA TRADICIONAL

O PROCESSO DE RUPTURA COM A ÉTICA TRADICIONAL
Maria Lúcia Silva Barroco
Do agente de mudanças ao compromisso político com as classes trabalhadoras (60/70)
Afirmamos que desde os anos 60, no Brasil, tem início um processo de erosão das bases de legitimação do
ethos
tradicional do Serviço Social, propiciando uma
renovação
e um
pluralismo
capazes de evidenciar a dimensão político-ideológica da prática profissional abrindo a possibilidade de emergência de uma
vertente crítica
.


Nos anos 60/70, essa parcela minoritária de profissionais opta pela participação
política
e
cívica
, amplia sua consciência social e recusa ideologicamente a classe burguesa.

Na militância católica, faz a “opção pelos pobres”, projeta-se como
“agente de mudanças”
, atuando em atividades de educação popular e formação de quadros políticos junto a população.

Começa a produzir uma literatura crítica voltada à busca de compreensão do significado da profissão, participa do debate e das entidades latino-americanas, busca uma superação crítica de seus equívocos, questiona as teorias tradicionais, denuncia a pretensa neutralidade profissional e anuncia seu compromisso com a classe trabalhadora.

No engajamento político-partidário, resiste a ditadura, rompe com valores, faz escolhas pautadas em
valores emancipatórios
, acredita na
liberdade
, move-se pela intenção de
ruptura
em seus entraves.


Todo esse quadro de mudanças mostra o compromisso ético político de parcela da categoria que optou em encontrar novas bases de legitimação para o Serviço Social, num momento de repressão e hegemonia conservadora da profissão, donde sua configuração como vertente de
ruptura
.

A ética, em sua dimensão teórica, não é (ou não deveria ser) uma prescrição de princípios definidos abstratamente, seu conteúdo é a
pratica ético-moral
dos homens.

A construção de uma nova moralidade profissional, nos anos 60 e 70, está atrelada à
participação política
, como um
ethos militante
, em oposição ao tradicional, o que aponta para a peculiar origem de uma nova ética profissional:
sua subordinação imediata à opção política.

Essa construção tem marcos históricos definidos em duas etapas: a primeira contempla as décadas de 60 e 70, e a segunda, ilustrada pelas reformulações dos Códigos de 1986 e 1993.

A primeira é fundamental porque nela estão dadas as determinações da gênese da nova moralidade profissional constituída na participação política, no trabalho com os movimentos populares, na influencia das vertentes críticas do movimento de reconceituação latino-americano, na aproximação com o marxismo e com movimentos revolucionários, na militância católica progressista.

A objetivação desse
novo ethos
são objetos das pesquisas de Silva e Quiroga (1991) e kisnerman (1970).



Na militância, a ética emerge como elemento motivador da opção política pelas lutas populares;


Disso decorre uma prática característica da reconceituação, em sua origem: a exigência moral de assumir um posicionamento em face da desigualdade e dos "oprimidos".


Através da prática educativa desenvolvida junto aos movimentos populares, o estudante ou profissional de Serviço Social desenvolve uma ação político-organizativa que retoma, em novas bases, a ação educativa desenvolvida historicamente;
Kisnerman defende uma transformação que priorize a educação de base como plano de desenvolvimento, uma mudança em que o assistente social atue como educador popular e transforme suas atitudes, conscientizando-se da realidade e promovendo a participação para a mudança.


A adesão ao marxismo, pela juventude cristã nos anos 60,assinala uma primeira etapa da trajetória do marxismo cristão latino-americano e na década de 70, inicia-se uma nova etapa do marxismo cristão, marcada pela Teologia da Libertação e pela Revolução Sandista;
Teologia da Libertação
Revolução Sandinista
A teologia da libertação influencia a negação da concepção tradicional do Serviço Social e ainda, segundo, Lowy, é um implacável requisito moral e social contra o capitalismo dependente, seja como sistema injusto,seja como forma de pecado estrutural.

Moral Sadinista:
"Não conceber a mesquinhez, a inveja, o egoísmo...[ser] apóstolo da unidade, pureza pessoal e esquecimento de si mesmo... Praticar a simplicidade, a modéstia, a humildade revolucionária... Não desanimar na luta contra suas deformações...[ser] capaz de dizer a verdade sempre...contra a vaidade pessoal e os apetites primitivos... sem prepotência, orgulho ou má inteção... [ser] capaz de sofrer, suportar a dor e desafiar o inimigo, por mais perigoso que seja..." (Borge, 1989:96)
Em contextos revolucionários, como os da Revolução Russa e Cubana, faz-se necessário o incentivo moral das massa, de modo a formar uma consciência ético-política em face da construção de uma nova sociedade e de um novo homem.


A educação moral é uma das principais frentes de formação política.


Mariátegui e Che Guevara defendem a integração entre existência pessoal e o ideário revolucionário, assim como a moralidade como força motivadora da revolução.


Ao enfatizar a unidade entre a ética, educação e política, o assistente social constrói uma identidade muito próxima à do militante instituído historicamente nos processos de organização dos movimentos e partidos revolucionários, o que supõe a incorporação do
ethos socialista.

A concepção de militância como dever profissional é exemplificada por kisnerman, “o assistente social,
não trabalha
com Serviço Social,
mas milita
no Serviço Social” (Kisnerman, 1983: 57) é um exemplo desses problemas.

É nesse sentido que o
trabalho voluntário
, defendido por Che, é transportado para outros contextos, perdendo o seu sentido
revolucionário.



“Trata-se, precisamente, de que o indivíduo se sinta mais
pleno
, com muito mais
riqueza interior
e com muito mais
responsabilidade
” (Guevara, 1989: 35).

Tanto Silva como Quiroga afirmam que as primeiras aproximações do Serviço Social com marxismo são dadas pela militância, evidenciando algumas determinações dessa opção teórico-política.

As autoras também chamam a atenção para o fato de o marxismo
ser apropriado
, na maioria dos casos, sem o
conhecimento das fontes, por manuais e interpretes.

As circunstâncias nas quais ocorreram as primeiras aproximações com o marxismo
fragilizam
a possibilidade de uma
aproximação ontológica
do pensamento de Marx.



Netto mostra que o enquadramento do sistema educacional nos parâmetros do projeto modernizador do Estado burguês busca produzir um sistema educacional
acrítico, valorizador da tecnocracia
e da
cientificidade
excluída da ideologia, como diz ele, um universidade
“neutralizada, esvaziada, reprodutiva e asséptica”.


O marxismo althusseriano responde as possibilidades de sobrevivência intelectual nos marcos da ditadura, seus desdobramentos, no entanto,
vão restringir o alcance do pensamento de Marx
e, também,
contribuir para a viabilização
de aspectos da política
educacional e cultural da autocracia burguesa.

A articulação entre o marxismo e cristianismo, também influenciada por Althusser, apresenta uma contradição , dado o seu anti-humanismo, expresso na sua defesa de um marxismo científico, de feições neopositivistas. Isto contribui para sua recusa do humanismo marxista e de uma ética ontológica: para Althusser, a filosofia marxista é teoria do conhecimento e o marxismo uma ciência, nos moldes positivistas, ou seja, objetiva e neutra.


Althusser não nega explicitamente uma ética: o que ele recusa é o caráter ontológico do pensamento marxismo e da ética, donde sua reatualização da ética marxista-positivista: uma aplicação prática de leis científicas, isentas de juízos de valor porque se orienta por juízos de fato comprovados pelo método correto de apreensão, ou seja, pela lógica de sua articulação racional.

Esta filosofia não se refere ao conjunto da obra marxiana, mas o Capital: sua tese, que afirma ser estaa verdadeira obra científica de Marx, se apóia no “corte epistemológico” que, fragmentando o pensamento de Marx, nega suas obras juvenis. Com isso, ele nega a influência hegeliana, a teoria da alienação, a presença de valores e, consequentemente, a possibilidade de sistematização de uma ética fundada em Marx.


A influência de Althusser nos movimentos cristãos é contraditória. Vimos que, nesses movimentos, a adesão no marxismo se peculiariza por uma identidade ético-política humanista, buscada na relação entre a crítica cristã e a crítica marxiana à desumanização, o que tornaria contraditória a influência de Althusser, tendo em vista seu marxismo anti-humanista.

Consideramos que o marxismo rebate de modo contraditório no pensamento cristão: por um lado, quando é compreendido como filosofia, possibilita a vinculação com o humanismo, o que não se estabelece sem tensões, tendo em vista a oposição entre os fundamentos materialistas e a metafísica cristã.

Pela influência que o Serviço Social recebe dos movimentos católicos progressista, este debate é travado em termos de uma conciliação entre o humanismo cristã e o humanismo marxista, o que se, por um lado, aponta para uma compreensão de caráter humanista do pensamento marxiano, por outro se subordina aos princípios metafísico da filosofia cristã, impedindo assim, neste momento que se efetue uma crítica ontológica no interior do próprio marxismo.
As origens do ultilitarismo ético marxista
No ethos militante do serviço social, nos anos 60/70, são reproduzidos mutos dos aspectos presentes na história do marxismo.

Predominantemente , a ética marxista tradicional deriva a moral dos intereses de classes, reduzindo seus fundamentos á ideologia.

Na origem do marxismo, observa-se a influência do positivismo, que nega a unidade entre ser e valor.

O debate ético, trazido por diferentes vertentes, apresenta uma face positiva, em termos de tentativas de efetuar uma crítica ao determinismo e resgatar o papel ativo da consciência na transformação social em direção ao socialismo.


Inserido no campo do chamado “revisionisnmo” aberto por bernstein, o socialismo ético, em geral, a proposta politicas “reformistas’’.


A ética se objetiva nas práxis revolucionária e no conjunto das manifestações culturais que buscam construir um novo homem, espaço também objetivador de propostas de construção de uma nova moral.

A práxis ético-político é uma força dinâmica que necessita da crítica teórica para se rever e superar suas contradições e limites, num processo teórico pratico continuo.


Quando o marxismo passa a se consolidar como “doutrina oficial” inquestionável, a ética, por sua submissão a ideologia de classe, passa a exercer uma função coercitiva, prestando-se a dominação.

Os valores socialistas são transformados em instrumentos de coerção ético-político e a crítica necessária as atividades objetivadoras da ação ética é violentamente reprimida.


A ideia de que a opção revolucionaria, por si só, leva a uma ética liberativa, evidenciando uma concepção idealista e simplificadora da dinâmica social.

Entendemos que a moral nasce, espontaneamente da condição de classe e concebendo as classes sob o ponto de vista moral, ou seja, a partir de uma relação entre bem e mal, assim se pronuncia um representante dessa corrente.

OBRIGADO!
Amanda Lígia
Elielson Silva
Maria Guadalupe
Maria Tatiana
Mayra Silva
Paloma Linhares
Thayanne Fernandes
Full transcript