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CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

Prezi baseado no módulo II da 2a etapa do curso de formação _Pacto pelo Fortalecimento do E.M.
by

Jorge Schalgter Leal

on 27 November 2016

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Transcript of CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

CIÊNCIAS HUMANAS
E SUAS TECNOLOGIAS
Por Jorge Schalgter Leal
A ESCOLA NÃO QUER ÍCONES, MAS GENTE DE VERDADE!
GESTORES
ESTUDANTES
FUNCIONÁRIOS
PROFESSORES
Neste Prezi, discutiremos sobre..
HUMANIDADES
JOVENS DO E.M.
OS EIXOS SOB A LUZ DAS CIÊNCIAS HUMANAS
ABORDAGENS PEDAGÓGICAS
Como obra humana, os conhecimentos são instituídos por sujeitos específicos, em tempos e espaços variados, em função de diversos interesses, possibilidades e necessidades sociais e políticas. Não poderia ser diferente para a área que se convencionou chamar de
CIÊNCIAS HUMANAS
.
Cada um desses componentes curriculares é derivado de conhecimentos científicos e discipli- nares, os quais, em função de suas tradições e procedimentos instituídos, possuem atualmente estatutos epistemológicos próprios
Antes da generalização desse processo de especialização, havia um certo domínio de conhecimentos cuja herança foi reivindicada por cada nova disciplina científica surgida desde então chamada de HUMANIDADES.
I. HUMANIDADES
Elas permitem construir práticas pedagógicas de natureza interdisciplinar para as Ciências Humanas.
A PAIDEIA GREGA: A FORMAÇÃO DO CIDADÃO
Século V a.C. na Grécia...ocorre a gradual transição da cultural oral para escrita. Talvez o antecedente mais remoto das Humanidades.
Paidea
sintetizava os estudos que deveriam fazer parte da preparação dos jovens aristocráticos para a vida pessoal, familiar e social, em seus aspectos religiosos, políticos e morais.
TREINAMENTO FÍSICO
MÚSICA, POESIA
DANÇA
HISTÓRIA
SOCIAL E
POLÍTICA
Não havia preocupação utilitária, tampouco vocacional!
Durante o final da República e o início do Império, entre os séculos I a.C. e I d.C, os romanos formularam a concepção segundo a qual certas artes e saberes específicos seriam mais adequados para expres- sar e atender às necessidades dos seres humanos.
Cícero indicou a poesia, geometria, música e dialética como artes e saberes que as crianças deveriam apreender para alcançar a sua completa humanidade.
O domínio da comunicação oral e escrita era considerado como uma preparação essencial para influenciar a política e opinião pública e, assim, servir ao Estado.
HUMANIDADES - ORIGEM ROMANA
As Humanidades romanas afastaram-se da paideia grega e foram transformadas naquilo que passou a se chamar artes liberais.
ARITMÉTICA
ASTRONOMIA
MÚSICA
GEOMETRIA
GRAMÁTICA
RETÓRICA
DIALÉTICA
QUADRIVIUM
TRIVIUM
A palavra “humanista” (em italiano, umanista) foi o termo corrente então utilizado para nomear investigadores e professores das universidades, em finais do século XV.
Nos séculos XII e XIII, o foco da educação nas artes liberais foi redirecionado para uma análise racional de textos clássicos, sempre acompanhada da leitura das sagradas escrituras e dos comentários bíblicos.
Avessos a essa tradição, os humanistas italianos se esforçaram para reviver e redimensionar as artes liberais de acordo com as tradições greco-romanas. A familiaridade com a cultura e a eloquência no latim, tornaram-se preparação obrigatória para a elite que controlava as instituições públicas na maior parte dos estados italianos.
Na Renascença, as Humanidades foram progressivamente institucionalizadas como conhecimento referencial. Estava voltada para temas e questões centrais para uma vida virtuosa: gramática (latina), retórica, poesia, histó- ria e filosofia moral.
HUMANIDADES
Os enciclopedistas franceses divergiam da concepção clássica de Humanidades e, inspirados em Francis Bacon, repudiaram a indistinção predominante desde a paideia grega entre arte e ciência – uma indistinção decorrente da concepção de que a ciência deveria estar a serviço de fins não-científicos, isto é, políticos, morais e religiosos.
Difundiu-se o legado da Revolução Científica do século XVII protagonizada por Galileu, Descartes e Newton, convertendo a ciência e seus métodos em novos critérios para a legitimação do conhecimento e, consequentemente, para a sua universalização.
O século XIX representou um momento ímpar para a crescente especialização e disciplinarização dos conhecimentos.
O alemão Wilhelm Dilthey categorizou-as em dois grandes grupos: as

Ciências da Natureza

e as

Ciências do Espírito
.
Daí surgiram as Ciências Humanas: História, Psicologia, Economia, Antropologia, Sociologia e a Ciência Política, e Ciências Naturais: Física, Quimíca, Biologia e Astronomia.
No século XIX, o padrão da educação liberal foi profundamente modificado de tal modo que Humanidades passaram a significar os estudos culturais cada vez mais inclusivos a ponto de alcançar a literatura em língua vernácula, além da Filosofia, História da Arte e, frequentemente, História Geral. A essas disciplinas, vieram a se juntar os tradicionais estudos de grego e latim, reunidos sob o rótulo de estudos clássicos.
Em meio a tantas heranças e tradições disciplinares, propor e realizar a integração e a interdisciplinaridade entre as Ciências Humanas como projeto pedagógico no EM, na atualidade, não é tarefa simples, envolvendo desafios, dilemas, mas também possibilidades.
INTEGRAÇÃO E INTERDISCIPLINARIDADE NO EM.
Na década de 30, a
Escola Nova
reconheceu que o ponto nevrálgico da educação era o ensino secundário.
Com o fim do Estado Novo (1937-45) e a democratização, a questão educacional manteve sua centralidade, adquirindo contornos diferenciados, materializados nos debates que possibilita- ram a elaboração do projeto em 1948, que daria origem a primeira LDB, em 1961.
No período ditatorial, surgiam as disciplinas
EDUCAÇÃO MORAL E CÍVICA
(no EF) e
O.S.P.B.
(no EM).
PÓS-85
Nova LDB/96 Extinção das disciplinas EMC...
PÓS-64
Inclui as Ciências humanas na educação básica.
Inclusão de Sociologia e Filosofia no EM
No contexto atual, é preciso estar preparado para a criação de práticas curriculares promotoras da interdisciplinaridade nas Ciências Humanas, e dessas, com outras áreas do conhecimento.

Devemos dar um passo na direção de aproximar o ensino das Ciências Humanas no Brasil daquilo que pode ser retido como legado com relação às Humanidades: a construção de uma genuína integração entre seus componentes curriculares.
II. Os sujeitos estudantes do Ensino Médio e os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humano na Área de Ciências Humanas!
O CNE recomenda a reinvenção da escola no sentido de garantir o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico” .
PROTAGONISMO JUVENIL
Nós, profissionais da educação, somos chamados a reinventar a escola junto com nossos estudantes. Para isso, precisamos responder às questões:
Qual é o valor da família e dos amigos para esses jovens?
Como eles leem o mundo?
A escola contribui para práticas de leitura de mundo realizadas pelos jovens estudantes?
O que eles esperam dos estudos escolares?
Os jovens estudantes do EM que frequentam o período diurno apresentam as mesmas demandas daqueles que frequentam o período noturno?
Para eles, qual é o papel dos seus professores na sociedade atual?
COMPREENSÃO DA REALIDADE
A escola pública é o espaço onde o diálogo, a colaboração e o comprometimento coletivo podem potencializar os processos educativos dos sujeitos. As práticas de ensino alheias à realidade social da comunidade, o incentivo à competitividade entre os estudantes, a ausência de debates, de es- paços de negociação e de participação democrática na gestão escolar apenas concorrem para o desencanto com a instituição escolar.
VALORIZAR A DEMOCRACIA
É possível superar os fenômenos considerados promotores do mal-estar em nossas instituições de ensino, construindo novos paradigmas de relacionamento com os jovens estudantes, além de garantir os direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento por meio dos conhecimentos trabalhados pelos componentes curriculares da área de Ciências Humanas.
É importante lembrar que as Ciências Humanas precisam realizar, para todos os conteúdos trabalhados, os processos investigativos ou as perspectivas que levem à desnaturalização, ao estranhamento e à sensibilização.
Um exemplo disso pode ser dado quando se
desnaturaliza
a desigualdade social, contextualizando-a no processo de formação da sociedade brasileira, comparando-a com a realidade de países com baixas desigualdades e causando, dessa forma, o
estranhamento
. O debate sobre as formas de reverter a desigualdade pode levar à
sensibilização
para a atuação cidadã.
FIQUE POR DENTRO
DESNATURALIZAÇÃO
ESTRANHAMENTO
SENSIBILIZAÇÃO
Consiste em interpretar e reinterpretar o mundo, construir novas expli- cações para além daquelas mais comuns.
Sentir-se incomodado com a “vida como ela é” nos conduz a formular perguntas, sugerir hipóteses, questionar portanto os próprios “fatos”
Percepção atenta das experiências, rompendo-se assim com atitudes de indiferença e incompreensão na relação com o outro e os problemas que afetam comunidades, povos e sociedade.
PERSPECTIVAS NORTEADORAS DAS CIÊNCIAS HUMANAS
As perspectivas norteadoras das Ciências Humanas objetivam a construção de chaves analíticas que os professores do EM possam mobilizar para compreender a si mesmos, bem como aos estudantes, como sujeitos da aprendizagem.
FRACASSO ESCOLAR
EVASÃO
PROBLEMAS SOCIAIS
VIOLÊNCIA
Aí é que está o “X” da questão, e que tornam as Ciências Humanas tão importantes para uma educação emancipadora como no caso da Sociologia, mas não exclusiva dela.
Para que servem as Ciências Humanas?
Qual professor nunca ouviu de algum aluno a indagação:
“para que serve esta disciplina?”
Antes mesmo de formular uma resposta adequada, o professor também pode ter ouvido de outros alunos:
“para passar no vestibular”; “para tirar uma boa nota no ENEM”; “para não repetir de ano".
Muitas questões povoam as cabeças de nossos jovens estudantes do EM!
IDENTIDADES JUVENIS
Entre os jovens estudantes, as novas tecnologias apresentam apelos consumistas capazes de alterar suas formas de leitura de mundo, práticas de convívio, comunicação, participação política e produção de conhecimento, interferindo efetivamente no conjunto de suas relações sociais.
CEPJO
AIR
LINES
Desenvolver projetos educacionais que abordem a relação entre as novas tecnologias e a sociedade, possibilitando tanto a compreensão da complexidade do mundo moderno, como também permitindo a construção de espaços nos quais o diálogo entre saberes e visões de mundo distintos possam contribuir para o desenvolvimento integral de todos e de cada um.
Os componentes curriculares da área das Ciências Humanas são fundamentais para a construção dessa escola pública capaz, tanto de compreender os jovens estudantes, como torná-los compreensíveis a si mesmos.
Como?!
Sensibilizar diante de diversas temáticas cotidianas: as questões ambientais, as políticas afirmativas de inclusão, as perspectivas de superação das diversas formas de desigualdade e a construção de identidades.
Desnaturalizar a revolução microeletrônica, a cultura digital, os processos de globalização, dentre outras questões, que o jovem estudante pode também se apropriar de formas de conhecimento que lhe parecem, muitas vezes, inacessíveis.
Requisitar uma atuação crítica e emancipadora por meio do estranhamento do “mundo”, dos conhecimentos produzidos sobre este “mundo” e dos discursos que o apresentam como “imutável” (’A’ realidade é essa”..) em busca da “verdade dos fatos” .
III. OS EIXOS SOB A LUZ DAS CIÊNCIAS HUMANAS
TRABALHO - CIÊNCIA - CULTURA - TECNOLOGIA
As Ciências Humanas têm um papel primordial, pois além de localizar o aluno no tempo e no espaço, por meio da dimensão cultural, permite dialogar com as especificidades dos diversos grupos sociais. A
TECNOLOGIA
auxilia tanto como método de abordagem como estratégia por tornar menores as distâncias, o mundo mais conectado e a aprendizagem mais atraente aos jovens nativos digitais.
Que nós professores estejamos empenhados na escolha de estratégias de aprendizado e organização das aulas, focando sobretudo a forma como os nossos estudantes aprendem.
Eles precisam ser ativos na construção do seu próprio conhecimento!
A dimensão do
TRABALHO
, portanto, é imprescindível para auxiliar tanto em estratégias de investigação como na análise das transformações locais a exemplo da coleta de lixo.
Sobre o olhar da
CIÊNCIA
,
é importante criar nas nossas aulas uma fluidez de significados e apontar para a relatividade dos padrões de observação. A partir daí podemos aferir o quanto o empírico e o representado se revestem de subjetividades, interpretações e sentidos diversos, construídos nas relações sociais e em suas interfaces com o natural.
Em diversas atividades formativas nas nossas aulas podemos propor a compreensão de como o trabalho se expressa na comunidade do entorno da escola. Essa ação poderá gerar reflexões críticas sobre o processo de democratização e a construção da cidadania.
O conhecimento científico pode ser apresentado ao estudante por meio de estratégias pedagógicas que estimulem a curiosidade e o estranhamento, desafiando-o a pensar sobre si e sobre o outro. Estimular o exame crítico em torno dos parâmetros científicos, pode permitir ao estudante ampliar a sua compreensão sobre ciência e estruturar as suas práticas cognitivas, ampliando a leitura de mundo.
Sobre a
CULTURA
, sensibilizar o estudante do EM para perceber a diversidade cultural e religiosa é garantir a todos o reconhecimento das suas formas de expressão, é assegurar as condições para despertar o desejo e interesse pelo conhecimento das histórias e memórias pessoais e coletivas.
As Ciências Humanas têm um papel fundamental na construção da cidadania dos brasileiros, quando auxiliam no processo de reconhecimento e valorização dos saberes e das identidades dos estudantes e de seus familiares.
Daí a importância de auxiliarmos na formação estética dos nossos jovens.
IV. ABORDAGENS CURRICULARES
Paulo Freire nos lembrou diversas vezes que a leitura do mundo precede a leitura das palavras, apontando para a dicotomia entre ler as palavras e ler o mundo, nos alertando sobre a escola e suas funções no ato de ler, compreender e interferir na realidade.
CNEMs
ORIENTAÇÕES
O QUE FAZER?!
GEOGRAFIA
FILOSOFIA
HISTÓRIA
SOCIOLOGIA
Faz-se necessária a compreensão do espaço geográfico, concretizado nas relações entre natureza e sociedade. Requer a interdisciplinaridade para que haja interpretação da realidade: saídas a campo e compreensão da cartografia.
Deve oportunizar aos jovens estudantes experiências de pensamento conceitual, no qual possam interpretar e criticar as diferentes manifestações humanas.

Criar as condições para que o estudante aprofunde o conhecimento de si, do outro e do seu contexto cultural.

O exercício da autoria é entendido como uma atitude de apropriação do novo, articulado à maneira criativa do jovem se expressar.
Tematizar o conceito de documento histórico possibilita variadas iniciativas curriculares.

Os saberes, conhecimentos, vivências e expe- riências dos estudantes em seus ambientes socioculturais, devem ser utilizados para promover a reflexão a respeito das identidades, das crenças, das atitudes, das visões de mundo.

O que “sabemos” usualmente sobre a sociedade, bem como a forma como expressamos esse saber – opiniões, julgamentos de valor, gostos estéticos, preferências políticas, orientações religiosas, convicções ideológicas, dentre outras, podem ser objetos de uma reflexão sociológica: Fazer uso da pesquisa.
INTERDISCIPLINARIDADE COMO AÇÃO
OBRIGADO PELA
SUA ATENÇÃO!
Por Jorge Schalgter Leal
Formado em Letras Port/Inglês pela UFS
Estudou na Florida International University (EUA)
Membro da International
Exchange Alumni do Dep. de Estado dos EUA.
E-mail: cnnpv@yahoo.com.br
Facebook: Jorge Schalgter Leal
Poço Verde/Se

"...nossa tarefa é reimaginar as fronteiras do que chegamos a acreditar serem as disciplinas e ter a coragem para repensá-las!"
Garber
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