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Biblioteca escolar 1

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on 9 December 2014

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Transcript of Biblioteca escolar 1

Biblioteca escolar:
espaço de silêncio
e interdição

A VOZ DO SILÊNCIO

O artigo fala sobre a Biblioteca Escolar
utilizando como sustentação teórica
a Análise do Discurso de filiação
francesa discutindo a questão dos
sentidos produzidos pelo silêncio que se instauram
nesse local.

Desta forma, questionando a necessidade da existência de censura, que acaba por impedir os questionamentos dos sujeitos leitores em relação as “ possibilidades de construção de sentidos, de fuga e de contestação da ordem em que vivemos “ (BASTOS, PACIFICO E ROMÃO;2011. p.621)


DESCRIÇÃO HISTÓRICA DA PRESENÇA DO SILÊNCIO


*O
sentido dominante
de que o acervo deve ser mantido em ordem e amplamente aceito nas bibliotecas está relacionado às tensas relações de poder que foram construídas historicamente.

*
Marcação de poder
: desde tempos remotos as bibliotecas tinham como finalidade a preservação da memória ao invés da promoção de sua acessibilidade. Essa prática surge na
Antiguidade
do desejo de guardar e preservar a memória das nações.
De acordo com seu desenvolvimento, as bibliotecas são caracterizadas por um espaço vigiado, de logística que não prioriza a fácil localização evitando, dessa forma, que “pessoas não autorizadas acessem seu acervo” (BASTOS et al., 2011, p. 621)
Devido ao caráter religioso, na
Idade Média
houve um controle do acervo e a marcação definitiva do silêncio nessas instituições. As obras não eram destinadas aos leigos e a atividade leitora era atribuída aos monges, sendo considerada sagrada (por isso a defesa do silêncio).



“ [...]continuidade dessa vontade de guardar e preservar a memória de uma nação [..] “(BASTOS, PACIFICO E ROMÃO;2011. p.624)


“O Brasil teve sempre uma relação complexa com as bibliotecas, sendo sua implantação marcada por uma forte prática de censura, restrições e políticas ineficientes na disseminação delas e da leitura.” (BASTOS; PACIFICO E ROMÃO; 2011. p.626)


Implatação marcada pela censura


O discurso dominante e o Histórico a valorização da oralidade ,pensando que 80% da população era analfabeta....


Instrumento de dominação política


Portanto há uma memória discursiva na historicidade dessas instituições no Brasil que sustenta a produção (ou falta) de sentidos para analisar o discurso sobre o silêncio na biblioteca escolar.


O silêncio na Biblioteca

Assim o discurso dominante e histórico inserido nas bibliotecas traz "Um rol de normas disciplinarizantes e a imagem de uma posição-sujeito em que ler não era o centro do trabalho nem a condição de estar na
linguagem, mas umas convergência da tarefa de
ordenar e manter o suposto controle do lugar e do
acervo " (ROMÃO:2006 apud BASTOS; PACÍFICO;
ROMÃO, 2011.p, 624)


Assiste-se a biblioteca escolar inserida num "cenário
de sombra" (BASTOS;PACÍFICO;ROMÃO, 2011. p.623)
na qual:

Seu acervo é desinteressante;
Sua localização é afastada do restante da escola;
Seu recurso humano despreparado para exercer tal
função.



" [...] a biblioteca acaba por quebrar seu discurso literário ao
legitimar e instaurar o silêncio em seu espaço [...]" (BASTOS et al., 2011, p. 623)

POSSIBILIDADES DE TRABALHO




A escola como a principal agência de letramento


*REFLEXÃO: por quê o professor não utiliza outros locais (não apenas o da sala de aula) e não usa a Biblioteca Escolar como espaço de construção do conhecimento?

"Longe de constituir mero deposito de livros, a biblioteca escolar é um centro ativo de aprendizagem. Nunca deve ser vista como mero apêndice das unidades escolares, mas como núcleo ligado ao pedagógico. O Bibliotecário trabalha com os educadores e não apenas para eles ou deles isolados. Integrada à comunidade escolar, a biblioteca proporcionará a seu publico leitor uma convivência harmoniosa com o mundo das ideias e da informação."(FRAGOSO, 2002, p. 124).



GRUPO:
Ariéle Pereira Matias nº USP: 8528100



Michel Luis da Cruz Ramos Leandro nº USP 8528243



Tais Cristine Maximo de Souza nº USP: 8528239



Yuna Lélis Beleza Lopes nº USP: 5504727
O artigo traz um outro sentido para o silêncio nas bibliotecas, deixando de considerá-lo como a ausência de voz (proposta pelos cartazes) e o considerando em seus sentidos e significados possíveis.

Segundo os autores, a imposição do silêncio atrapalha a relação do sujeito-leitor com a informação e o conhecimento.

Para a AD, o indivíduo é visto como um sujeito o qual vive perpassado por discursos. Dessa forma, sujeito é:

“uma posição que o indivíduo assume ao produzir sentidos. O sujeito discursivo não é um ‘eu’ individualizado, mas um sujeito marcado por conflitos, (...) que existe num espaço social e ideológico em certo momento da história. (...) expressa um conjunto de vozes constitutivas desse lugar histórico.” (BASTOS et al, 2011, p. 623)





Polifonia
* Características constitutivas
do sujeito discursivo
Heterogeneidade

Autoritário (modelo autônomo)

* Tipos de discursos Lúdico

Polêmico

Ao legitimar e instaurar o silêncio no espaço da biblioteca escolar, a possibilidade de construção de outros sentidos, de fuga e contestação ao que se lê é retirada do aluno.



*
Atualidade:
a prática do silêncio continua em uso, assim como o acesso a biblioteca permanece restrito à grupos minoritários e o livro um objeto caro, para poucos.

*
Biblioteca Escolar:
tornou-se depositária de livros didáticos sem ação pedagógica, ao invés de proporcionar aos estudantes obras literárias e científicas interessantes, que os despertem .

*
Sistemas codificados
(Sistema de Classificação Decimal de Dewey)
:
fator limitador de acesso e utilizado como instrumento de poder (muitos leitores os utilizam mas desconhecem sua finalidade).
Ao voltarmos o olhar para as bibliotecas escolares, vislumbramos ainda locais lúgubres, longe do livre acesso dos alunos.

Vemos, funcionários readaptados não qualificados para tal função que pouco contribuem para uma efetiva troca de informações para instrumentalizar alunos e professores e também, integrar um trabalho coletivo ao corpo docente que resulte maior incentivo ao processo de ensino interagindo com os membros da escola, mostrando seu papel de educador de práticas culturais, de ensino-aprendizagem entre professores, alunos e bibliotecários.

E O SILÊNCIO REINA ?
A Legislação...
Lei Nº 12.244 de 24 de maio de 2010

Dispõe sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino no País, definindo a quantidade mínima obrigatória de livros no acervo e o bibliotecário devidamente habilitado presente em seu interior.
Como tornar o espaço da biblioteca democrático, longe das relações de poder que a perpassa?
Contexto Brasileiro
"Deixamos claro que o que desejamos é a existência de um espaço preparado com locais que permitam a leitura silenciosa, com uma sala de estudos e mobiliário que permita essa atividade e outra área onde fica o acervo, o bibliotecário e onde seja permitido se expressar, realizar atividades em grupo e atividades lúdicas diversas, por isso “toda biblioteca tem que ter duas partes distintas. Numa ficará o acervo itinerante, destinado ao empréstimo. Nesta sala os alunos devem ficar à vontade. Nenhuma imposição de silêncio, nenhuma preocupação com o manuseio dos livros. O espaço tem que ser de liberdade. Na outra sala (...) servirá como sala de estudo. Aqui sim o silêncio deve ser cultivado” (SANCHES NETO: 1998, p. 34), permitindo que o sujeito consiga inscrever dentro da biblioteca seu discurso em meio a outros discursos e em meio a uma liberdade que a instituição permite." (BASTOS; PACIFICO E ROMÃO, 2011 p. 627)
OBRIGADO !

* Bibliotecas: "(...) estes lugares poderiam ser lugares de interlocução acerca de um dado objeto discursivo e não de silenciamento dos sentidos possíveis para os sujeitos que neles circulam." (BASTOS et al, 2011, p. 634)


* Não é dado ao aluno espaço para que ele reflita e discuta sobre a leitura (o educando é silenciado).
Introdução
O silêncio para a Análise do Discurso

O silêncio é percebido dentro da teoria da Análise do Discurso de filiação francesa (AD) não como a falta de palavras, mas o excesso dos sentidos (as palavras são cheias de sentidos), deste modo, a Análise do Discurso não reconhece o silêncio como falta de som.

Para Eni Orlandi (1997) o silêncio é definido das seguintes maneiras:

-Silêncio Fundador: é o silêncio fundante que inaugura a linguagem; é todo o silêncio que existe e constitui a linguagem e não estabelece nenhuma divisão;

- Silêncio Político: Produz um recorte entre aquilo que se diz e aquilo que não se diz e é subdivido em:

* Silêncio Constitutivo: Quando eu digo algo automaticamente eu silencio outros dizeres, ou seja, outros sentidos que podem vir à tona. Eu escolho um recorte que não apaga outros sentidos, apenas os silencia.

Exemplo: " É pobre mas é limpinho".

PACÍFICO, S.M.R.
Argumentação e autoria
:
o silenciamento do dizer
. Tese de Doutorado.Ribeirão Preto/SP: FFCLRP/USP, 2002.

* Silêncio Local: é o silêncio da censura; o do não poder dizer.

Deste modo, quando não falamos não estamos apenas mudo, estamos em silêncio
ao pensamento, introspecção, contemplação. E Orlandi (1997) vai dizer que há
uma ideologia da comunicação: a urgência do dizer.
Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro : Central do Brasil
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