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Aula 04: Fundamentos e Aplicações da Medida Psicométrica UFRR [Prof.Leogildo Alves Freires]

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by

Leogildo Alves

on 23 March 2015

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Transcript of Aula 04: Fundamentos e Aplicações da Medida Psicométrica UFRR [Prof.Leogildo Alves Freires]

A medida psicométrica é uma
medida por teoria
que faz uso dos modelos matemáticos para a investigação dos fenômenos psicológicos conhecidos.


Atualmente, é possível pensar a psicopatia como uma constelação de traços personalidade, compreendendo três dimensões distintas, porém interrelacionadas (Hall, Benning, & Patrick, 2004).
PSICOPATIA
AFETIVA
Psicopatas tendem a ser frios
Não conseguem estabelecer laços afetivos duradouros
Apresentam falta de remorso e empatia
INTERPESSOAL
Tendem a ser manipuladores
Possuem um charme superficial
São comunicativos e extrovertidos
Buscam ocupar posições de liderança
Possuem um grandioso senso de autoestima
COMPORTAMENTAL
Tendem a apresentar um comportamento impulsivo
São irresponsáveis e negligentes
São buscadores de sensações
Tendem a violar normas sociais

Levenson Self-Report Psychopathy
PSICOPATIA

Phillip Pinel
1801
Rush
1812
Prichard
1837
Koch
1891
Cleckley
1941
DSM
1952 -
Linha do tempo da psicopatia
Na
TCT o
s pârametros envolvidos se definem em
função de outros comportamentos
que o teste pretende
predizer
;

A TCT se preocupa em explicar o resultado final total, isto é, a soma das respostas dadas a uma série de itens, expressa no chamado escore total (T)

E na
TRI, além dos comportamentos,
se definem pela
aptidão ou traço latente
.

A TRI, por outro lado, não se interessa pelo
escore total
, mas por cada um dos itens da medida e quer saber qual é a probabilidade e quais são os fatores que afetam esta
probabilidade de cada item individualmente ser acertado ou errado
(em testes de aptidão) ou de ser
aceito ou rejeitado
(em testes de preferência: personalidade, interesses e atitudes)




Considerando a polaridade das escalas que compõem o Big Five, estudos têm sido levados a cabo analisando os correlatos dos traços com os transtornos de personalidade listados no DSM – IV (Austin & Deary, 2000; Saulsman & Page, 2004).

Algumas pesquisas demonstram que a personalidade normal e anormal podem ser subjacentes a um mesmo traço latente (Samuel et al., 2010; Walton et al., 2008). Portanto, transtornos de personalidade podem ser entendidos como variantes não adaptativas dos traços de personalidade (Haigler & Widiger, 2001; Widiger & Mullins-Sweat, 2010).
Tendência geral para falta de controle dos impulsos, refletindo em condutas impulsivas e que demonstram falta de planejamento (Hall, 2009).
Traço latente

Nesta ocasião, teve-se em conta o modelo dos cinco grandes fatores, um dos mais utilizados atualmente para o entendimento da estrutura da personalidade.

Extroversão - Introversão
Neuroticismo - Estabilidade emocional
Amabilidade - Antissocial
Conscienciosidade - Irresponsabilidade
Abertura à mudança - Fechado


Especificamente, alguns autores vem correlacionando os big five com psicopatia, conhecendo evidências que indicam a pertinência de se entender este transtorno a partir de suas relações com os cinco grandes fatores da personalidade (Ross, Lutz, & Bailley, 2004; Salekin, Debus, & Barker, 2010).

Percebe-se, portanto, que a psicopatia pode ser entendida como expressão de traços de personalidade. Entretando, destaca-se que variáveis de base mais social podem interferir nesta relação, acentuando algumas características, ou mesmo inibindo outras expressões psicopatas (Farrington, 2006).
Os valores são entendidos como princípios guia individuais, que transcendem objetos e situações específicas (Rokeach, 1973).
Nesta direção, os valores são utilizados para a compreensão de uma miríade de fenômenos sociopsicológicos (Bardi & Schwartz, 2003).

É possível encontrar alguns modelos teóricos na literatura (e.g. Rokeach, Inglehart, Schwartz). Contudo, nesta ocasião, optou-se por um modelo que vem sendo desenvolvido nos últimos 15 anos, constituindo-se como uma alternativa integradora, parcimoniosa e teoricamente fundamentada.
A teoria funcionalista tem como foco as funções dos valores, definindo-os como aspectos psicológicos que guiam as ações humanas e representam cognitivamente suas necessidades (Gouveia, 2013; Gouveia et al., 2011).
Enfatizando as funções dos valores, Gouveia (1998, 2003), em revisões de literatura, encontra duas funções que são consensuais e consideradas em sua teoria: 1) guiam as ações humanas (Rokeach, 1973; Schwartz, 1992); e 2) expressam cognitivamente suas necessidades (Inglehart, 1977; Maslow, 1954).
Objetivo Geral: Verificar em que medida os traços de personalidade, mediados pelos valores, predizem fenótipos psicopatas.
Objetivos específicos:
Adaptar a Triarchic Psychopathy Measure (TriPM) ao contexto brasileiro;
Testar o ajuste do modelo trifatorial da TriPM;
Verificar se esta é invariante quanto ao sexo dos participantes;
Conhecer as relações entre os cinco grandes fatores da personalidade e os fatores da TriPM;
Conhecer as correlações entre as seis subfunções valorativas e os fatores da TriPM.

Estudo 1: Parâmetros Psicométricos da TriPM
Método
Participantes: 498 estudantes universitários, com idades entre 18 e 66 anos
(M = 22 anos; DP = 7,79).
Instrumentos: TriPM e questões demográficas.
Procedimento
Análise de dados: PASW versão 18.

Resultados
Poder discriminativo satisfatório em 57 itens (excetuando o item 35).
Análise Fatorial: KMO = 0,81 e Teste de Esfericidade de Bartlett [X² (1653) = 6837,795; p < 0,001)].
Análise dos Componentes Principais (rotação varimax e fixando a extração de três fatores).

Boldness (nove itens com saturações que variam de 0,65 a 0,32; alfa = 0,73)
Meanness (nove itens com saturações que variam de 0,72 a 0,50; alfa = 0,81)
Disinhibition (nove itens com saturações que variam de 0,59 a 0,36; alfa = 0,73)
Estudo 2. Testando a adequação do Triarchic Model of Psychopathy
Método
Participantes: 230 pessoas da população geral, com idades que variam de 18 à 61 anos (M = 26,9; DP = 8,87).
Instrumentos: Versão adaptada com 27 itens e perguntas demográficas.
Procedimento.
Análise de dados: PASW e AMOS, ambos em sua versão 18.

X² (321) = 693,6, p < 0,001; X²/gl = 2,16; GFI = 0,81; AGFI = 0,78; CFI = 0,77; RMSEA = 0,071 (IC90% = 0,064-0,078).
Estudo 3. Entendendo a psicopatia: Papel dos traços de personalidade e valores humanos.
Resultados
Posteriormente, realizaram-se análises de regressão múltipla (método stepwise), considerando os traços de personalidade e valores como preditores da psicopatia.
Boldness foi predita por três traços de personalidade e três subfunções valorativas.
Meanness foi predita por um fator da personalidade e por duas subfunções valorativas.
Disinhibition foi predita por dois traços de personalidade e por uma subfunção valorativa.
O escore total da psicopatia foi predito por três traços de personalidade e três subfunções valorativas.
Discussão
A TriPM apresentou parâmetros psicométricos aceitáveis (Pasquali, 2003, 2010, 2012;Urbina, 2007), constituindo-se como um instrumento relativamente curto e de fácil aplicação.
Os índices de bondade de ajuste favorecem o modelo de três fatores, algo endossado pela literatura (Cooke & Michie, 2001; Johanson et al., 2002; Patrick et al., 2009).
Traços de personalidade e valores são bons preditores da psicopatia.
Limitações
Amostra homogênea
Medida de autorrelato
Direções futuras
Contar com amostras heterogêneas
Desenvolver uma medida implícita
Verificar a validade convergente da TriPM
Pensa que acabou????


UNIVERSIDADE FEDERAL DE RORAIMA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA: AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA I
Fundamentos e Aplicações da
Medida Psicométrica
Prof. Msc. Leogildo Alves Freires
3º Semestre - 2015.1
Boa Vista, Março de 2015
Aula 04
A
TCT
surgiu dentro da concepção monista materialista e defende que os desempenhos nas tarefas de um teste (
medida
) se definem em função de outros comportamentos presentes ou futuros (
critério
).

A
TRI
fundamenta-se em uma concepção dualista interacionista do ser humano e compreende que o desempenho nas tarefas de um teste são definidas pela aptidão ou
traço latente.

TCT

Define a qualidade dos testes psicológicos em termos de um critério, que representam comportamentos presentes ou futuros.
Ela trabalha exclusivamente com comportamentos (tanto o teste, quanto o critério são realidades físicas), estando, portanto, unicamente no nível do
tau (π)
do ser humano.

TCT: teste =
f
(critério, item, erro)

Critério
= comportamentos presentes ou futuros;
Item
= características do item (dificuldade, discriminação, ...)
Erro
= erros da medida.

TRI


Define a qualidade dos testes em função de um
critério
que além do
comportamento
envolvem
variáveis hipotéticas
, as quais chamam de teta ou
traço latente
(Pasquali, 2003);

TRI
: teste =
f
(teta, item, erro)

Teta
= aptidão, traço latente;
Item
= características do item (dificuldade, discriminação, ...)
Erro
= erros da medida.

O psicólogo deve encarar o traço latente como um
processo psicológico
, que faz mais sentido quando entendido como uma
realidade
na concepção
popperiana
de que é real aquilo que age sobre coisas consideradas reais, como as
coisas físicas materiais
.

No entanto, não se pode considerar a realidade do traço latente a partir de uma concepção
platonista,
onde somente é real o que os
sentidos são capazes de verificar
(visão do behaviorismo radical), postulado não necessário para uma concepção
empiricista de ciência.

Para que o traço latente possa ser cientificamente estudado, este deve ser
representado em comportamentos
(Pasquali, 2003).

Postula-se que, ao se operar sobre o sistema comportamento, está-se operando sobre os traços latentes (isomorficamente).


Como o comportamento representa estes traços latentes? É o problema das definições operacionais.

O parâmetro fundamental da medida psicométrica é a demonstração da
adequação da representação.

Significa tentar demonstrar que a
operacionalização
do atributo latente em
comportamentos
(itens) de fato
corresponde a este atributo
(Pasquali, 2003).

Sistema
Representa o objeto de interesse, no caso da Psicometria, os
processos psicológicos
;

Pode ser considerado de vários níveis, dependendo do interesse do pesquisador;

Sistema universal
= estrutura psicológica total do ser humano;

Sistema local
= vários subsistemas de interesse;

Ex. Inteligência = subsistema dos processos cognitivos.


PROPRIEDADE
MAGNITUDE
Representação comportamental
Traço latente vc Comportamento
Um sistema apresenta
atributos que são os vários aspectos ou
propriedades
que o caracterizam;

A estrutura psicológica apresenta atributos do tipo processos cognitivos, processos emotivos, processos motores, etc.

Processos cognitivos
(sistema)
– Inteligência
(subsistema)
– raciocínio verbal, numérico, etc.
(atributo ou propriedade)

A
Psicometria
assume que os atributos psicológicos apresentam
magnitude
, ou seja,
são mensuráveis.

Conceito de quantidade
: os atributos ocorrem com quantidades definidas e diferentes de indivíduo para indivíduo.

Sabendo-se que as
estruturas latentes (SISTEMA)
possuem
atributos

(PROPRIEDADES)
e que estes por sua vez podem ser
mensuráveis
(
MAGNITUDE
), questiona-se como estas serão observadas empiricamente?

Como o comportamento
(verbal e motor, por exemplo)
é o único nível em que se pode trabalhar cientificamente
(empiricamente)
em Psicologia, é neste nível que deve-se procurar conhecer os
processos latentes
.



Parâmetros individuais dos itens
Modalidade
: verbal ou motor
Saturação:
Apenas parte do comportamento “x” representa do traço;
Dificuldade
(complexidade): um comportamento pode ser mais complexo ou difícil que outro, exigindo um maior nível de magnitude do traço latente;
Discriminação:
capacidade de diferenciar sujeitos com magnitudes próximas no mesmo traço;
Viés de resposta
: erros devido ao acaso, respostas esteriotipadas, respostas em função da expectativas dos outros ou em função de uma idéia preconcebida sobre o objeto de avaliação
Parâmetros do teste

Análise dos itens
Validade
Fidedignidade

Como o comportamento representa estes traços latentes
?
(Valendo R$ 2,00)
Medida Psicométrica
Aplicações

da
To be continued...
O foco da
TCT
não é o traço latente e sim o comportamento, ou melhor, o escore num teste, sendo este teste um conjunto de comportamentos

Na TCT a “aptidão” deve ser entendida como a capacidade preditiva do teste em referência ao critério.

A
TRI
é uma teoria do
Traço Latente
, sendo este termo referente a um família de modelos matemáticos que relaciona variáveis observáveis (itens de um teste) e traços não-observáveis ou aptidões;

Assim, a resposta que o sujeito dá ao item depende do nível de habilidade que ele possui no traço latente ou aptidão.

Neste sentido, visando superar algumas das
limitações da TCT
, a
TRI
vem ganhando espaço e é cada vez mais utilizada em
avaliações educacionais e psicológicas (ENEM/ENADE)
.

Ressalta-se, todavia, que a
TCT não tem sido abandonada
, e sim, utilizada em combinação com a TRI, a fim de oferecer informações adicionais. Na verdade, a TCT continua sendo utilizada uma vez que apresenta resultados consistentes até mesmo quando seus pressupostos são ligeiramente violados (Crocker & Algina, 1986).
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