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Linha do tempo: da Dança de Corte ao Balé Romântico

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Mayara Falsarella

on 4 November 2015

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Transcript of Linha do tempo: da Dança de Corte ao Balé Romântico

Início do século XVII
A Dança nos Palcos

Uma das mais importantes e significativas mudanças na dança nas primeiras décadas do século XVII foi a passagem dos balés – até então dançados em salas e salões – para os palcos dos teatros. Esta mudança permitiu que o público visse os bailarinos dançando de frente e possibilitou aos coreógrafos que realçassem figuras individuais e coletivas. Esta circunstância também acelerou a profissionalização da dança.
Enquanto isso...
Na Europa
No século XVII, basicamente, todas as potências europeias viviam sob o regime das monarquias absolutistas. No entanto, com o passar dos anos, as críticas ao excessivo centralismo político por este Estado absolutista começaram a ganhar força em boa parte do Velho Mundo. A burguesia atacava esse tipo de governo, pois era um empecilho ao desenvolvimento de práticas econômicas mais liberais e lucrativas.
Nas Artes
Nesse período vigorava o movimento artístico denominado Barroco. Esse movimento é caracterizado pela dramaticidade e exuberância das obras de arte, cheias de contrastes fortes e dinamismo. Um tema recorrente era a dualidade entre os prazeres mundanos e as demandas de uma vida espiritual.
Assim eram as danças de corte nos salões
1643
A Morte de Luís XIII

Morte de Luís XIII (1601-1643). Seu filho e sucessor, Luís XIV (1638-1715), foi um monarca muito ligado às questões da Dança e das Artes em geral.
A morte de Luís XIII marca o fim de uma sociedade, de uma cultura. Após seu reinado, o balé de corte será mantido em um estado de sobrevivência artificial: procurava-se ao mesmo tempo uma nova forma de espetáculo dançado e uma técnica mais específica do que a das danças de corte. (BOURCIER, 1987,p 107)

1651
Primeira dança em público de Luís XIV
Primeira vez que, aos treze anos de idade, o Rei Luís XIV dança ao público na obra intitulada Ballet de Cassandre
enquanto isso...
Nesta época, após uma guerra civil travada entre a Coroa e o Parlamento, a Inglaterra começava de fato a construir seu império. O acúmulo de riquezas foi um fator determinante para que ela fosse a precursora da Revolução Industrial.
1653
1661
1669
1681
1701
Linha do tempo:
da dança de corte ao
balé romântico
1713
1714
1726
1734
1754
1760
1774
1781
1789
1796
1822
1831
1832
1836
1841
Le Ballet de La Nuit
Le Ballet de la Nuit
(O Balé da Noite)
23 de fevereiro de 1653
Salle du Petit Bourbon, Louvre

Paris, França
Luís XIV vestido de Apollo para Ballet de La Nuit, 1653, por Henri Gissey

Libreto: Benserade
Música: Cambefort e Jean-Baptiste Boesset
Coreografia: Chanzy, Mazuel, Mollier e Verptré
Cenários: Giacomo Torelli
O Rei Luís XIV, também conhecido como Rei Sol, representou o Sol Nascente na peça Le Ballet de la Nuit Este balé tinha 780 minutos de duração, iniciando-se no final da tarde e terminando ao nascer do dia, e era dividido em quatro vigílias e 45 entradas.
O texto consistia em uma interpretação metafórica das fases do dia e no penúltimo episódio, quando ladrões tentam saquear uma casa em chamas durante a madrugada, irrompe a Aurora, acompanhada pelo Sol Nascente, a Honra, a Graça, o Amor, a Riqueza, a Vitória, a Fama e a Paz.
Segundo Anderson (1978, p.21) esta cena seria uma alusão à tentativa de invasão que o Palácio Real havia sofrido dois anos antes da montagem do espetáculo. A plebe protestava contra os altos impostos e as péssimas condições de vida.

Cena da estreia do Ballet de La Nuit no filme "Le Roi Danse"
Fundação da Académie Royale de Danse
Em Paris, Luís XIV funda a Académie Royale de Danse que logo se dissipou, no entanto sua criação demonstra o reconhecimento que vinha sendo concedido à dança na época.
Fundação da Académie Royale de Musique
Luís XIV funda a Académie Royale de Musique que existe ainda hoje, sob a denominação de Ópera de Paris. A abertura da Ópera acelerou o declínio do balé de corte e o desenvolvimento do balé profissional. Em 1675 contava-se 25 bailarinos na academia, em algumas épocas chegando ao número de 40 profissionais.
Le Triomphe de L’Amour
Le Triomphe de L’Amour
(O Triunfo do Amor)
21 de janeiro de 1681
St. Germain-en-Laye
França

Compositor: Lully
Libreto: Quinault
Vários nobres participaram da interpretação desta peça que foi dividida em três atos e vinte entradas. Por sua interpretação em “Le Triomphe de L’Amour”, de Jean-Baptiste Lully (1632-1687), Mademoiselle de Lafontaine (1655-1738) foi considerada a mais antiga Primeira Bailarina da história.

enquanto isso...
Alguns anos após a guerra civil a monarquia acabou sendo restaurada na Inglaterra e continuava a tender ao absolutismo, o que gerava insatisfação entre os parlamentares. Sucedeu-se, então, a Revolução Gloriosa, cujo principal desdobramento foi a consolidação da monarquia parlamentar e a deposição do absolutismo inglês.
Cinco posições dos pés
No início do século XVIII Pierre Beauchamps (16??-1705) definiu as cinco posições dos pés, uma das bases do ensino de Balé Clássico até os dias de hoje. Este foi um importante avanço na elaboração e codificação da dança clássica, pois Beauchamps queria impor à dança uma organização universal. A partir de então a profissão de bailarino começa a ser reconhecida.
Ilustração das cinco posições dos pés
enquanto isso...
Início do século XVIII, o século do Iluminismo, também chamado de Século das Luzes.
Regulamentação dos dançarinos
Neste ano, a abertura da Escola de Ballet da Ópera de Paris garantiu a formação permanente de bailarinos para atender a demanda que surgia. Também em 1713 um decreto real estabeleceu o regulamento do corpo de baile. Os salários dos profissionais da dança daquela época variavam entre 500 e 1500 libras ao ano.
Escrita da dança
Em sua obra, Bourcier (1987, pg. 153) cita dois autores que, no início do século XVIII, se propuseram a desenvolver uma escrita (partitura) sobre a dança. Estes foram Raoul-Auger Feuillet (1653-1710) que em 1700 publicou “A coreografia ou a arte de descrever a dança por caracteres, figuras e sinais demonstrativos através dos quais se aprende facilmente por si mesmo todos os tipos de dança” e Pierre Rameau (1674-1748) que publicou “O Professor de Dança” em 1725. Os estudos desenvolvidos sobre formas de escrever a dança tinham como objetivo eternizar as obras e coreografias para que elas pudessem ser dançadas sem perder suas características originais. Infelizmente foram encontradas dificuldades para descrever toda a complexidade de cada movimento. No caso dos autores citados, por exemplo, havia grande preocupação em descrever o trajeto das pernas, no entanto braços, tronco e cabeça não eram descritos. Esta prática não se tornou muito usual, porém a nomenclatura de muitos passos é conservada até hoje, apesar de ter algumas diferenciações na execução.
Uma página de “Coreógraphie, ou L’art de decrire la danse” (Paris, 1700) por Raoul-Auger Feuillet
Estreia de Marie Camargo
Les Caratères de La Danse
(As Características da Dança)
5 de maio de 1726
Ópera de Paris
Paris, França

Compositor: Jean Fery Rebel
Coreografia: Mlle. Prèvôt
Esta obra marcou a estreia da bailarina Marie Anne de Cupis de Camargo (1710-1770) nos palcos. Chamada também de La Camargo ficou conhecida por seu virtuosismo na dança. Executava o entrechat com primor e para que o público pudesse apreciar sua interpretação encurtou as saias que eram muito compridas e incomodas.

Representação da bailarina Marie Camargo dançando. La Camargo Dancing (1730), por Nicolas Lancret (1690-1743). Andrew W. Mellon Collection, National Gallery of Art, Washington, DC.
Abandono do Figurino de Corte
Marie Sallé (1707-1756) realiza uma inovadora coreografia em uma versão para ballet da fábula de Pigmalião. Para este espetáculo a bailarina aboliu o uso de perucas, vestidos longos ou sapatos de salto alto e se apresentou com os cabelos soltos e um vestido com drapeados gregos.
Marie Sallé. Portrait of Mademoiselle Sallé (1741), por Maurice Q. de La Tour (1704-1788). Museu Calouste Gulbekian, Lisboa.
enquanto isso...
Na Inglaterra, se dá o início da revolução na produção têxtil com a máquina lançadeira volante de John Kay (1704 - 1764).
Sugestões de Reformas do Balé
Les Fêtes Chinoises
(As Festas Chinesas)
1 de julho de 1754
Opéra Comique
Paris, França

Coreografia: Noverre
Este foi o primeiro espetáculo criado por Jean-Georges Noverre (1727-1810) e apresentava temas chineses em voga nesta época.
Neste mesmo ano, Luís de Cahusac (1706-1759) escreveu La Danse ancienne et moderne ou Traité historique de la danse, que expunha reações contra a dança puramente formal. Cahusac era crítico, historiador e libretista e foi convidado por Diderot e D’Alembert para escrever os artigos relativos à dança na Encyclopédie. Tais indagações sobre a forma como a dança era realizada na época serão mais difundidas por Noverre nos anos seguintes.

enquanto isso...
Em 1751 foi publicado o primeiro volume da maior obra do Iluminismo: Enciclopédia ou Dicionário Raciocinado das Ciências, das Artes e dos Ofícios, por uma Sociedade de Homens de Letra, organizado por Diderot e D’Alembert. Os iluministas franceses tinham grande preocupação em difundir suas informações e conhecimentos.
As cartas de Noverre
Noverre publica suas “Lettres sur la Danse et les Arts Imiatifs” (Cartas sobre a dança e as artes de imitação), nas quais ele argumenta que os espetáculos de dança deviam ser obras de arte coesas, estimando a dramaticidade e não somente o virtuosismo dos bailarinos.
Noverre. Portrait of Jean-Georges Noverre(1764), por Jean-Baptiste Perronneau. Louvre.
enquanto isso...
Emergia na Inglaterra a Revolução Industrial, que se iniciou com o surgimento de máquinas capazes de acelerar a fabricação de produtos. Com a Revolução a burguesia se tornou uma classe mais complexa, formada por grandes proprietários e por pequenos produtores e comerciantes. Surgiram também os proletários – vendedores da força de trabalho – sem os quais as fábricas não funcionariam.
Noverre na Ópera de Paris
Noverre já havia coreografado na Áustria, Itália e Inglaterra, onde recebe o título de “Shakespeare da Dança”. Em 1774 volta a Paris e Maria Antonieta consegue impô-lo à Ópera como mestre de balé. Este período pode ser considerado um dos mais estéreis da vida de Noverre, pois não lhe permitiam a liberdade criativa. Ainda assim conseguiu apresentar alguns de seus balés de ação nos palcos da Ópera.
enquanto isso...
Em 1774 tem início o reinado de Luís XVI e a antiga arqui-duquesa vienense Maria Antonieta sobre a França. Foram de fato os últimos representantes do Antigo Regime Francês.
Incêndio na Ópera
Em 1781 a Ópera de paris sofreu um incêndio e na sua reabertura foi apresentado um dos balés de Noverre: Les Caprices de Galathée (Os caprichos de Galateia), de 1760. Neste espetáculo Noverre suprimiu todas as partes cantadas, sendo assim esse o primeiro balé a romper definitivamente com o estilo de ópera. No ano seguinte, 1782, Noverre sai da Ópera.
Maquete representado um corte vertical da Ópera Garnier arquitetada por Charles Garnier (1825-1898). (1986) por Richard Peduzzi (nascido em 1943) Foto por Behn Lieu.
La Fille Mal Gardée
La Fille Mal Gardée
(A Garota Mal Vigiada)
1 de julho de 1789
Grand-Théâtre
Bordeaux, França

Coreografia: Jean Dauberval (1742-1806)
Música: Diversos autores desconhecidos, com músicas populares. Posteriormente, Ferdinand J. Herold e Peter Ludwig Hertel (versões russas)

O ballet, inspirado por uma pintura, se passa numa fazenda na França. A história retrata o romance de Lise, filha da viúva fazendeira Simone, e Colas, um camponês da região. Simone planeja casar a filha com Alian, rapaz um pouco bobo, porém filho de um grande proprietário. Por isso Colas e Lise vivem se encontrando às escondidas e quando não conseguem encontrar-se , deixam um laço de fita para um saber que o outro esteve lá.
Nascido no berço da Revolução Francesa, “La fille mal gardée” mostra claramente em seu enredo os ideais burgueses que foram estabelecidos desde então. Colas é um típico representante da classe Sans-culottes (camponeses), Lise por sua vez representa a burguesia. O amor vence no final, permitindo que as duas classes se unam, assim como na revolução. A obra estreou apenas 13 dias antes da queda da Bastilha. É o mais antigo balé de repertório.

Litografia de uma gravura da pintura (a inspiração de Dauberval para este balé)"La Reprimande/Une Jeune Fille Querrillée Par Sa Mère" (1789), por Pierre-Antoine Baudouin.
enquanto isso...
Nessa época a população francesa vivia grande miséria, pois sustentava o clero e a nobreza. A economia, basicamente rural, passava por uma crise. A situação foi agravada pela entrada de produtos têxteis ingleses no mercado francês, gerando o desemprego. A fim de reverter a situação, o Rei Luís XVI criou novos tributos a serem cobrados do povo, aumentando ainda mais a insatisfação do 3º estado. O movimento coloca em cheque o Antigo Regime Francês culminando no início da Revolução Francesa em maio de 1789.
Elevação por cabos
Flore et Zéphyre
(Zéfiro e Flora)
7 de julho de 1796
King’s Theater
Londres, Inglaterra

Coreografia: Charles Louis Didelot (1767-1836)
Maquinário: Liparotti

Nesta obra, pela primeira vez, os bailarinos foram elevados por cabos, dando a ilusão de voo. Graças a este artifício, ao pousar no palco, os bailarinos conseguiam equilibrar-se na meia ponta. A partir de então a meia ponta começou a ser mais trabalhada sendo possível, mais tarde, os trabalhos de ponta.

Litografia “Flora and Zephyr” (1828), por Sallucci. Itália
enquanto isso...
Após a Revolução, a França passou por um intenso período de transformações políticas. Escreveu-se a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, defendendo direitos como igualdade e liberdade. Em 1791 começou a vigorar a Nova Constituição Francesa. A República foi implantada sob poder dos Jacobinos (baixa burguesia), que liderados por Robispierre, instalam a Fase do Terror combatendo com violência os oposicionistas do novo governo. Os Girondinos (alta burguesia) assumem o poder e em 1795 uma nova forma de governo foi instituída: o Diretório. Porém, em 1799, Napoleão Bonaparte dá um golpe de estado
e torna-se Cônsul
da França.
Evolução da Técnica e da Iluminação
Nesta época as técnicas de balé evoluíam lenta, porém profundamente. Buscava-se, além do virtuosismo, a expressividade do corpo. Com a evolução vieram as primeiras bailarinas a dançarem nas pontas. São precursoras deste trabalho: Geneviève Gosselin e Amelia Brugnoli, ambas alunas de Coulon, além da russa Avdotia Istomina. As sapatilhas eram totalmente flexíveis, sem reforços. A dançarina forrava os dedos com algodões e devia sustentar-se apenas com sua força e equilíbrio.

Outra evolução foi o desenvolvimento da utilização de iluminação a gás. No período romântico o fantástico, lendas e magia eram temas recorrentes. Através da iluminação era possível alternar caridade e trevas dando mais efeitos às peças. Também se tornou comum diminuir a intensidade de luz sobre a plateia, transformando os teatros em lugares de maravilhas.

enquanto isso...
O Consulado de Napoleão Bonaparte foi até
1804, quando ele próprio se nomeou Imperador dos Franceses. As conquistas territoriais do exército napoleônico já haviam alterado o mapa e os irmãos de Bonaparte já governavam algumas regiões da Europa. Após enfrentar 6 coligações, em 1815 Napoleão vê seu exército destruído e aceita acordo abdicando de seu trono imperial. Luís XVIII sobe ao trono em nome da dinastia Bourbon. A população francesa teme o retorno da monarquia e a perda dos benefícios conquistados pelo imperador, que volta à França, aclamado pelo povo e pelo exército, e reassume o poder. No entanto os países monarquistas formam a sétima coligação e após cem dias de governo, Napoleão é definitivamente derrotado na
batalha de Waterloo, Bélgica.
Os Bourbons voltam ao
poder da França.
No início do século XIX o movimento Romântico já se espalhava por toda Europa. Neste movimento artístico as atenções se voltam para o indivíduo e ele se torna o tema da arte. A sensibilidade tem primazia sobre a razão.
nas artes...
Robert Le Diable
Robert Le Diable
(Robert o Diado)
22 de novembro de 1831
Ópera de Paris
Paris, França

Ato “Dança das Monjas” The ballet from Robert le Diable (1871). Óleo sobre Tela, Edgar Degas (1834-1917)
Compositor: Giacomo Mayerbeer
Libreto: Eugène Scribe e Germain Delavigne
Coreografia: Filippo Taglioni (1778-1871)

Nesta ópera Marie Taglioni (1804-1884), filha de Filippo, faz participação no intermédio dançado. No ato “Dança das monjas” Marie interpreta Helena e é consagrado por esse papel. Esta obra marcou o primeiro triunfo da dança no Romantismo.

“... o cenário de um cemitério abandonado, num claustro em ruínas, um quadro já romântico. Os fantasmas das freiras, vítimas do mal do amor, saíam de seus túmulos para seduzir o herói. Marie Taglioni era sua abadessa. Os críticos da época descreveram-na dançando na ponta, mal roçando o solo, como um ser imaterial...” (BOURCIER, 1987,p 202)

enquanto isso...
Luís XVIII governou a França até 1824, ano de sua morte. Então subiu ao trono seu irmão, Carlos X, que reavivou o absolutismo e o favorecimento à nobreza, além de censurar a imprensa. Nos dias 27,28 e 29 de julho de 1830, em meio a uma grave crise econômica, os trabalhadores saíram às ruas e derrubaram Carlos X. Essa ficou conhecida como a Revolução de 1830
La Sylphide
La Sylphide
(A Sílfide)
12 de março de 1832
Ópera de Paris
Paris, França

Marie e Paul Taglioni, ‘La Sylphide’ (1832). Óleo sobre tela por Francois Gabriel Guillaume Lepaulle. Musee des Arts Decoratifs, Paris, França
Coreografia: Filippo Taglioni
Música: Jean Madeleine Schneitzhoeffer
James, jovem escocês, repousava em sua poltrona quando recebe a visita de uma sílfide – um espírito dos bosques – que é apaixonada por ele. James acorda confuso, porém encantado pelo ser mágico. No momento de seu casamento com Effy, a sílfide reaparece e James vai atrás dela. Ele a encontra em uma floresta assombrada por sílfides e uma feiticeira lhe entrega um xale envenenado dizendo que com ele a sílfide se tornaria mortal e o casal poderia ficar junto. O xale tem efeito contrário, a sílfide morre e é levada aos céus pelas outras sílfides. James fica sozinho na floresta e ao longe pode ouvir Effy casando-se com outro rapaz.
Esta obra traz um típico tema da coreografia romântica: o amor inatingível. Nela, o primeiro ato ocorre no contexto cotidiano e o segundo ato, chamado ato branco por conta do figurino claro e esvoaçante que caracteriza um contexto irreal, mágico. Filippo Taglioni criou esse balé para sua filha, Marie Taglioni, e foi o primeiro a compor toda a coreografia para ser dançada nas pontas. “La Sylphide” foi um espetáculo de muito sucesso na Europa e depois dele, os temas cotidianos ou gregos não seriam mais bem aceitos pelos espectadores que agora ansiavam pelo místico.

Pas des deux do balé de repertório "La Fille Mal Gardée" interpretado por Marianela Nuñez como Lisa e Carlos Acosta como Colas. The Royal Ballet
La Sylphide, de Bournonville
Em 1836 August Bournonville (1805-1879) coreografa uma nova versão de “La Sylphide”, com música de Herman von Lovenskjold (1815-1870), para o Royal Danish Ballet. Estrelando sua pupila Lucile Grahn, Buornoville também teve grande sucesso com seu espetáculo e, como a coreografia original de Taglioni se perdeu, é a versão dinamarquesa que é conhecida e dançada até os dias de hoje.
Espetáculo La Sylphide, interpretado pela
Royal Swedish Ballet em 2012
Giselle
Giselle ou Les Wilis
(Giselle)
28 de junho de 1841
Ópera de Paris
Paris, França

Carlotta Grisi e Lucien Petipa. “Valse favorite de Giselle”. Litografia por Fromentin & Cie.
Coreografia: Jean Coralli (1779-1845) e Jules Perrot (1810-1892)
Música: Adam Adolphe (1803-1856)
Libreto: Théophile Gautier e Vernoy de Saint-Georges
Cenários: Pierre Ciceri e Paul Lormier

Giselle é uma jovem camponesa apaixonada pelo nobre Albercht, que está disfarçado de camponês. Quando Giselle descobre que seu amado é na verdade um duque e está de casamento marcado com Bathilde, perde a razão e dança até morrer. Giselle se transforma então em uma das Willis – espíritos de jovens que foram enganadas e morreram antes do casamento. Durante a noite Albercht vai ao túmulo de Giselle, que aparece em espírito para ele e o perdoa. As Willis, comandadas por sua rainha Myrtha, desejam a morte de Albercht, porém Giselle o protege até o amanhecer quando os espíritos desaparecem.
Considerado o ponto mais alto do Balé Romântico, “Giselle” tem seu enredo baseado em uma lenda recolhida pelo poeta alemão Heinrich Heine e foi rapidamente montado pela Ópera de Paris. Assim como “La Sylphide”, “Giselle” retrata um romance impossível que tem seu desfecho em um “ato branco” repleto de misticismo.

enquanto isso...
Nessa época a França vivia uma monarquia burguesa e foi marcada por um grande desenvolvimento econômico-financeiro devido ao aprofundamento da Revolução Industrial no país.
Alessandra Ferri interpreta Giselle na Paris Opera Ballet
Mayara Falsarella
may.falsarella@hotmail.com
Desenvolvido por
ANDERSON, J. Dança. Tradução de Maria da Conceição Ribeiro da Costa. Lisboa, São Paulo: Verbo, 1978.

BOUCIER, P. História da Dança no Ocidente. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

FONSECA, M.F. Linha do tempo: História da Dança In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UNICAMP, 21., 2013, Universidade Estadual de Campinas.

FRANÇA, C. Como conciliar ensino de história e novas tecnologias? In: SEMINÁRIO DE PESQUISA EM CIÊNCIAS HUMANAS, 7., 2008, Universidade Estadual de Londrina.

FREITAS NETO, J. A.; TASINAFO, C. R. História geral e do Brasil. São Paulo, SP: Harbra, 2006.

GOMBRICH, E. H. A historia da arte. 15. ed. Rio de Janeiro, RJ: Livros Técnicos e Científicos, c1993.

KIRSTEIN, L. Four Centuries of Ballet. 2ª ed. Nova Iorque: Dover, 1984.

MICHEL, M.; GINOT, I. La danse au XXe siècle. Paris: Larousse-Bordas, 1998.

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referências bibliográficas
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