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Gaston Bachelard e o Desenvolvimento da Ciência

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Pablo de Assis

on 16 October 2014

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Transcript of Gaston Bachelard e o Desenvolvimento da Ciência

Formado em matemática, passou a ter grande interesse em epistemologia e história da ciência após estudos sobre física e teoria da relatividade.
Defende uma
postura psicológica
sobre a ciência, para evitarmos o que ele chama de "Obstáculos Epistemológicos" que atrapalham nossa compreensão de ciência.
São entraves à aprendizagem e desafios para o desenvolvimento da ciência. Exemplos:
A experiência primeira
O conhecimento geral
O obstáculo verbal
Conhecimento unitário e pragmático
Substancialismo
Realismo
Animismo
Obstáculos Epistemológicos
O caminho da ciência se dá através de cortes e rupturas do conhecimento anterior (similar ao que Kuhn chama de Revolução Científica). Devemos então ir além dos nossos limites de conhecimento, rompendo com o que já existe e irmos para um lado ainda não explorado.
O caminho para a ciência deve ser da imaginação e criatividade do pesquisador.
Filosofia do Não
Tentativa de compreender diferentes tipos de pensamento dos cientistas sobre seus objetos de estudo. Algumas sugestões para a física:
Realismo ingênuo
Empirismo claro e positivista
Racionalismo clássico da mecânica racional
Racionalismo completo (relatividade)
Racionalismo discursivo

Esse perfil muda de pessoa a pessoa e depende de sua experiência em determinada área do conhecimento.
Perfis Epistemológicos
Gaston Bachelard (1884-1962)
Prof. Me. Pablo de Assis
pablo@deassis.net.br
http://pablo.deassis.net.br

Gaston Bachelard e o Desenvolvimento da Ciência
fonte: http://educador.brasilescola.com/trabalho-docente/obstaculos-epistemologicos-segundo-bachelard.htm
Viés Cognitivo
É um direcionamento da forma como pensamos que impede de percebermos ou concluirmos algo diferente daquilo que sabemos, ou seja, são padrões de comportamentos sob controle de determinadas generalizações de controle de estímulos. Alguns exemplos:
Viés de confirmação
Viés de grupo
Falácia do apostador (pensamento positivo)
Racionalização pós-compra
Viés Atencional
Observação Seletiva
Status-quo (ou medo de mudança)
Negatividade
Efeito de arrasto ou oportunismo
Viés da projeção (viés do falso consenso
Viés do momento presente
Efeito de ancoragem
Referências:
http://www.bulevoador.com.br/2013/08/vieses-cognitivos/
http://scienceblogs.com.br/odiva/2011/04/vies_cognitivo_voce_e_obtuso_e/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_vieses_cognitivos
Sobre o pensamento científico
1. O conhecimento científico rompe e até mesmo se opõe ao conhecimento comum, pois a técnica nos dias atuais procura determinar aspectos do real que não são dados imediatos, mas resultados construídos pelo cientista. Há uma descontinuidade absoluta entre o realismo sensível e o racionalismo cientifico do pesquisador. A hipótese científica apresenta uma evolução dialética, ou seja, não linear, com rupturas. Em conseqüência, há um corte inevitável entre o saber comum e o saber científico.
2. O conhecimento científico é superação de obstáculos epistemológicos, que estão incrustados tanto no senso comum quanto na experiência científica. Se a opinião pensa mal, ao ser um conhecimento não questionado, há obstáculos que abrangem a história da ciência e da educação.
3. O conhecimento científico é retificação de erros. Retificar é regularizar, normalizar os enganos, desvios e fantasias infundadas. As idéias científicas não são resumo da experiência, mas programa de ação, refinamento, precisão e esclarecimento do material empírico. Seguir a constituição da ciência é compreendê-la como um saber aproximativo. A história das retificações científicas é a própria história dos sistemas científicos.
4. O conhecimento científico é um corracionalismo. Bachelard substitui o cogito cartesiano por um cogitamos: a verdade científica é estabelecida pelo trabalho cooperativo e pela intersubjetividade científica.
5. O conhecimento científico é um materialismo racional, crítico do materialismo ingênuo, que privilegia os dados imediatos da consciência perceptiva, e do racionalismo puro, que privilegia o cogito em detrimento da experiência. Bachelard combina as contribuições dos dois pólos do conhecimento, sujeito e objeto, afirmando que a realidade, à qual o cientista tem acesso, é um objeto construído pela consciência racional, a partir dos dados da experiência.
6. O conhecimento científico é um surracionalismo, afirmação da atividade criadora da razão em face da atividade repetidora da memória. A busca científica orienta-se em direção ao futuro (criação e novidade) e não ao passado (memória e repetição). O conhecimento surracional é rítmico, uma expansão conquistadora de novas dimensões do real e um retorno estratégico aos postos avançados do saber.
O Caminho para a Ciência
A Ciência consiste em uma série de constructos mentais criados para explicar experiências sensoriais. Dessa forma, o caminho da ciência deve ser racional, amparado na melhor forma de explicar uma experiência. Caso necessário, a ciência deve romper com explicações que se tornam obstáculos para a melhor compreensão da natureza. O caminho para isso deve ser da imaginação do pesquisador.
"E, independentemente do que se poderia supor, na vida de uma ciência, os problemas não surgem por si mesmos. É precisamente isso que destaca um problema como sendo do verdadeiro espírito científico: todo o conhecimento é uma resposta a uma pergunta. Se não houvesse nenhuma pergunta, não haveria conhecimento científico. Nada procede de si mesmo. Nada é dado. Tudo é construído."
Gaston Bachelard, 1934.
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