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O protagonismo das cidades e o reforço das macrorregiões.

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on 26 March 2014

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O que é uma cidade?
O protagonismo das cidades e o reforço das macrorregiões
Uma cidade é uma área urbanizada, que se diferencia de vilas e outras entidades urbanas através de vários critérios, os quais incluem população, densidade populacional ou estatuto legal, embora sua clara definição não seja precisa, sendo alvo de discussões diversas.
Características das cidades
Densa ocupação humana e o elevado índice de construção;
Uma intensa afluência de trânsito;
Grande concentração de actividades económicas, com predomínio de actividades do sector terciário;
Elevado número de equipamentos sociais eculturais.
Importância das cidades
As cidades favorecem as trocas, a circulação de bens e de dinheiro e a produção;
Fornecimento de mão-de-obra;
Ponto atractivo para os jovens;
Fornece igualdade de sexos;
Papel importante na organização económica e social das regiões.
Níveis de urbanização
A população urbana mundial tem vindo a aumentar e a taxa de crescimento da população urbana (2,1%, entre 2000 e 2005) é superior à taxa de crescimento da população total (1,21%, no período de 2000-2005).
Nos PD, 75% dos 1211,3 milhões de habitantes vivem em cidades, enquanto nos PED apenas 42% dos 5253,5 milhões de habitantes são considerados população urbana.
Tal como na evolução da população mundial, as maiores taxas de crescimento da população urbana continuam a registar-se nos PED.
Segundo a ONU, dois em cada três residentes em cidades vivem nos PED e, em 2025, estima-se que sejam 4 em cada 5.
Fig. 1 - A urbanização e as grandes cidades no mundo, no início do século XXI.
Fig. 1 - Aeroporto de Lisboa
O crescimento da população urbana
O crescimento da população deve-se às elevadas taxas de natalidade e ao êxodo rural que está a ter impactos significativos na organização do território e na qualidade de vida das populações devido à incapacidade financeira do governo de muitos países em gerirem enormes concentrações de população pobre.

Na origem do elevado crescimento urbano no período de 1950-2005 estão:
- O elevado crescimento natural: atracção para as cidades de população jovem à procura de melhores oportunidades de emprego, o que contribui para que a fecundidade seja mais elevada nas áreas urbanas
- O intenso êxodo rural: devido à insatisfação da população rural devido às dificuldades do meio em que vivem estes procuram melhor qualidade de vida nas cidades.
Fig. 3 - Variação anual da % de população urbana por região (1950-2030).
O dinamismo das áreas funcionais
Os países desenvolvidos têm vindo a ficar congestionados devido ao excesso de população e à maior oferta de bens e serviços. Em consequência disto, deu-se o fenómeno da suburbanização, o que fez com que as cidades se alargassem ainda mais devido à construção de habitações e pela indústria.
Assiste-se à expansão do CBD, especialmente com actividades terciárias. Observa-se o nascimento de novas áreas vocacionadas para atrair as actividades terciárias.
Com isto, as áreas centrais das cidades têm vindo a sofrer um progressivo despovoamento, pois os seus habitantes têm-se fixado em áreas próximas ás cidades e deslocam-se todos os dias para o seu local de trabalho no centro das cidades, originando assim os movimentos pendulares. Os factores que mais contribuíram para este fenómeno foram:
• Crescente ocupação do centro pelas actividades terciárias;
• O desenvolvimento dos transportes urbanos e suburbanos;
• Dificuldade de circulação e estacionamento;
• Insalubridade provocada pela poluição atmosférica e sonora;
• Degradação das habitações antigas;
• Elevado custo dos novos edifícios construídos;
• Existência de espaços amplos e aprazíveis no exterior das cidades.
Fig. 4 - A organização das cidades na América do Norte.
Juntamente com o fenómeno da suburbanização, surge a gentrificação, que consiste na saída de população mais pobre de bairros populares e posteriormente novos habitantes com rendimentos mais elevados ocupam esses bairros tendo como fim operações de renovação.
Relativamente ao sector industrial, este passou a exigir muito espaço, tanto para as linhas de montagem como para o armazenamento da produção.
No interior das cidades apenas permanecem indústrias com as seguintes características:
Pequena dimensão, em termos de espaço ocupado;
Bens de consumo, mais ou menos dispersas e não poluidoras;
Utilizadoras de matérias-primas pouco volumosas e de fácil transporte;
Pouco exigentes em termos energéticos, consumindo normalmente energias de fácil transporte, como a electricidade.
Fig. 5 - Taxa de urbanização e de crescimento
das favelas.
Os impactos e os riscos da elevada concentração espacial da população
O aumento das despesas em infra-estruturas para fazer face aos novos habitantes que chegam todos os dias;
O aumento dos contrastes sociais através do crescimento dos bairros de lata;
A ocorrência constante de engarrafamentos;
Os níveis de poluição, que ultrapassam todos os limites estabelecidos;
Carência de água face ao aumento da procura;
Os conflitos sociais;
Aumento da criminalidade, dos tráficos ilícitos e da prostituição;
Carência de planeamento urbano;
A dificuldade em gerir elevadas taxas de desemprego.
A rede mundial de grandes cidades
As grandes cidades exercem a sua influência sobre espaços cada vez mais vastos, dinamizando o seu desenvolvimento.
Existe uma hierarquização das metrópoles e dos espaços controlados por estas:
– na base, encontra-se a região, organizada em redor de uma metrópole regional;
– no nível superior, situam-se os centros metropolitanos mais importantes,
cuja área de influência é nacional ou mesmo internacional;
– por último, algumas metrópoles têm tal poderio e capacidade de decisão que são qualificadas como cidades globais ou cidades mundiais.
No topo da hierarquia das cidades globais, encontramos Londres, Nova Iorque e Paris, que são as que exercem maior influência à escala mundial.
As grandes aglomerações urbanas que as constituem estão ligadas por uma rede de comunicações muito densa e apresentam-se como lugares privilegiados da globalização.

A economia mundial organiza-se a partir das metrópoles, que são simultaneamente concorrentes e complementares. Os laços são, por vezes, mais estreitos entre duas metrópoles do mesmo nível do que entre uma metrópole e a sua região.

As metrópoles dominantes dos países da Tríade são ainda mais poderosas por se organizarem espacialmente em três megalópoles: a norte-americana, de Boston a Washington, passando por Nova Iorque; a europeia, de Londres a Milão; e a japonesa, situada no litoral sul do arquipélago, de Tóquio a Fukuoka.
Fig. 7 - As grandes metrópoles, mais ricas do que numerosos países.
O reforço das macrorregiões
O que são?
As macrorregiões são regiões que agrupam territórios pertencentes a dois ou mais países e que estabelecem relações com um certo grau de interdependência.
Principais caracteristicas
São vastos territórios urbanizados que possuem elevadas densidades populacionais e concentram recursos tecnológicos e financeiros, ocupando um espaço contínuo que ultrapassa as fronteiras políticas e administrativas tradicionais.

As macrorregiões estão a reforçar o seu papel como centros de poder e de decisão à escala mundial, assumindo-se como motores da economia mundial pelo seu dinamismo económico, cultural e demográfico.

São caracterizadas por possuírem um denso e complexo sistema de transportes e comunicações que facilitam as sinergias nacionais e transnacionais e garantem a mobilidade das pessoas, das informações e das ideias.
Fig. 8 - Megalópole japonesa
Outras regiões estão, também, a reforçar a sua importância, embora com um caracter mais regional, mas igualmente transfronteiriço, tais como:
Vancouver (Canadá) -Seattle (EUA);
São Paulo (Brasil) – Buenos Aires (Argentina);
Litoral da Ásia Oriental: Seul (Coreia do Sul) – Xangai (China) - Hong Kong (China) -Taipé (Taiwan) – Banguecoque (Tailândia) – Singapura – Manila (Filipinas) -Jacarta (Indonésia)
Fig. 9 - As macrorregiões.
As macrorregiões norte-americanas e europeias
Nos EUA, com a mundialização da economia e a crescente integração nos mercados mundiais, a organização do espaço favoreceu a concentração da população e das actividades económicas nas regiões litorais e transfronteiriças mais dinâmicas.
O crescente papel das interfaces marítimas e das relações económicas, financeiras e políticas intercontinentais promoveu a metropolização do espaço nas fachadas atlântica e do Pacífico, dando origem a três megalópoles:
•A Boswash, de Boston a Washington, mais antiga, que inclui também as metrópoles de Nova Iorque, Baltimore e Filadélfia;
•A Chi-Pits dos Grandes Lagos, de Chicago a Pittsburg, que integra Detroit e Cleveland;
•E a San-San californiana, de São Francisco a São Diego, abarcando a metrópole de Los Angeles.
Fig. 10 - As macrorregiões americanas
Na costa Leste, a megalópole de Boston a Washington constitui um verdadeiro centro do mundo. Para além de concentrar a maioria das sedes sociais das grandes empresas norte-americanas e grandes tecnopólos, reúne um conjunto de instituições nacionais e internacionais, tais como; o Pentágono, a Casa Branca, a Bolsa de Wall Street, a ONU, o FMI e o Banco Mundial.
Fig. 11 - A megalópole de Boston a Washington
Nesta macrorregião, que mantém ainda uma forte concentração industrial, os espaços de elevada tecnologia substituíram as indústrias em crise.
A concentração dos centros de decisão e a capacidade de inovação e de polarização dos grandes fluxos mundiais fazem parte desta macrorregião, situada na costa Leste dos EUA, uma região central do sistema-mundo.
Nos EUA, a fachada marítima, de um e de outro do Atlântico, continua a ser um espaço privilegiado de trocas, um verdadeiro hinterland. Mas o oceano Pacífico parece disputar-lhe a primazia dos grandes intercâmbios mundiais.
O hinterland consiste na área circundante ao centro de uma cidade e que é influenciada por esta ou simplesmente um espaço privilegiado de trocas, como os casos das áreas envolventes dos grandes portos marítimos.
Fig. 12 - O hinterland da fachada noroeste
Na Europa Ocidental, um terço da investigação está concentrado em quatro regiões, “Ilha de Paris”, Baviera, Bade-Wertemberg e a região londrina, num universo de 445. Cerca de 68 regiões, sobretudo metropolitanas, realizam 36, 4% do PIB europeu. No extremo oposto, 72 regiões consideradas periféricas realizam 7% do PIB.
Quatro conjuntos urbanos, ligados por trocas intensas e funcionando em rede, constituem o coração da Europa, a chamada “banana” europeia.
Fig. 13 - A “banana europeia”
Esta macrorregião organiza-se ao longo das margens do Reno. Este rio constitui uma das artérias de comunicação com maior tráfego da Europa. Nos últimos anos, apesar de as actividades terciárias dominarem a economia, a região do Reno continua a apoiar-se numa indústria poderosa. Ao percorrer uma extensa região industrial, o rio Reno constitui um espaço de fluxos de mercadorias por excelência. Por isso, o porto de Roterdão é o segundo maior porto do mundo, em volume total de mercadorias movimentadas.

O eixo renano atravessa espaços densamente povoados, onde as migrações diárias transfronteiriças são numerosas.

Uma activa cooperação transfronteiriça aproxima e dinamiza os territórios ao longo do eixo renano, multiplica os projectos entre Estados contínuos, em matéria de transportes, actividades económicas, ambiente ou formação.

Esta cooperação tem reforçado a afirmação desta macrorregião como pólo dinamizador da economia europeia e mundial e como região central do sistema-mundo.
Fig.6-As favelas localizam-se muitas vezes em
áreas com fortes declives onde as vertentes são instáveis.
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