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25 de Abril

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by

Diogo Gomes

on 5 July 2016

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Transcript of 25 de Abril

Revolução dos Cravos
25 de Abril de 1974
O que se passou antes do 25 de Abril
O golpe de estado de 1926
1932 e o Estado Novo
A construção do Estado Novo e a Constituição de 1933
Restrição à liberdade
Censura Prévia e a Legião Portuguesa
Na altura do 25 de Abril, era Marcello Caetano
que governava como Primeiro Ministro.
Vivíamos num regime facista, o Estado Novo.
As pessoas não tinha liberdade de expressão,
ou seja não se podiam expressar-se contra o
governo porque podiam ser presos pela P.I.D.E.
O 25 de Abril foi um golpe de estado feito pelos
militares, mais concretamente pelo MFA -
(Movimento das Forças Armadas).
Dado o golpe instaurou-se uma democracia
Em 1926, o descontentamento era tão grande
que até os militares fizeram um golpe de estado
que instaurou uma ditadura militar, em que a
liberdade de expressão foi retirada ao povo.
Como as finanças estavam más o chefe de estado
nomeou António Oliveira Salazar, professor da
Universidade de Coimbra para ministro das
finaças que através de um conjunto de medidas
conseguiu equilibrar as finanças.
Em 1932, Salazar passou para o cargo de Primeiro
Ministro instaurando o Estado Novo, ou Ditadura
Civil, já que não havia liberdade de expressão, havia
censura prévia na comunicação social e a criação da
P.I.D.E. (Polícia Internacional de Defesa do Estado) que prendia e torturava os que estavam contra o regime.
Também houve propraganda sobre a Lição de Salazar, também foi criada a Mocidade Portuguesa e a Legião Portuguesa.
O Estado Novo era um estado forte e os interesses da nação estavam acima dos interesses do povo português, para que a ordem e a segurança fossem mantidos.
Assim com a costituição de 1933:
o poder do Presidente do Conselho e dos restantes ministros sobrepunha - se ao poder da Presidente da República;
a maioria das leis eram aprovadas pelo governo;
as eleições não eram livres, porque só existia um Partido Político no Parlamento - a União Nacional;
e a partir de 1959, o Presidente da República passou a ser escolhido a partir de um Colégio Eleitoral composto por passoas da confiança de Salazar
O Estado Novo também criou propaganda do regime, e do seu chefe - Salazar.
Os jovems portugueses desde muito cedo contactavam com as ideais do Estado Novo, aprendendo a ler, a escrever e a contar pelo livro único, onde as lições valorizavam a Pátria, a Familia e a religião Católica. Os valores de ordem, disciplina e obediência estavam presentes noutras instituições como a Mocidade Portuguesa, e as suas atividades eram obrigatórias para todos os jovens dos 7 aos 14 anos.
Para manter a ordem, a segurança e a paz social, Salazar trasformou o Estado Novo numa ditadura.
Salazar proibiu os trabalhadores portugueses de se reunir livremente, de criar associações e manifestações. Assim as federações e os sindicados livres foram substituidos por outros controlados pelo estado. O direito à greve e outos tipos de manifestações foram estintos e fortemente reprimidos.
Não existia liberdade de expressão, ou seja, a expressão dos pensamentos não podia ser dita - censura prévia - existindo uma comissão especializada que ficou conhecida como "o lápiz azul".
Assim os artigos da imprensa e obras de arte como: a literatura, o teatro, o cinema, etc, antes de serem públicados ou apresentados, passavam pelo censor que, com o seu lápiz azul, cortava ou proibia a sua divulgação quando não estavam de acordo com os ideais do Estado Novo.
Em 1936, foi criada a Legião Portuguesa, uma organização paramilitar cujos os membros tinham como missão proteger o Governo contra ameaças como o comunismo.
A polícia política
Em 1933 foi criada a PVDE ( Policia de Vigilância e Defesa do Estado), mas entre 1945 e 1969 passou a ser designada PIDE ( Policia Internacional de Defesa do Estado) e entre 1969 e 1974 DGS ( Direção-Geral de Segurança).
Os agentes da PIDE tinham como obrigação preseguir, Prender e interrogar e "arrancar" confições aos suspeitos de oposição ao Estado. Depois de julgados e condenados levados para prisões especiais.
Os presos políticos eram muitas vezes sujeitos a torturas como a do sono, chegando muitas vezes a morrer no cativeiro, devido ao isolamento, más condições de saúde e de higiene.
A oposição ao estado
Apesar da forte repressão para manter a ordem Salazar não conseguiu "calar todas as bocas".
A imagem de prosperidade e bem-estar que a propraganda do regime transmitia não era a realidade da maioria dos portugueses. Portugal era um país essencialemente rural, cuja população vivia com dificuldades, originando uma forte imigração e vários protestos populares, sobretudo a partir de 1960.
A oposição estudantil e intelectual
Foi támbem na decada de 60 que se deu a revolta dos estudantes de diferentes universidades do país contra o regime.
Em 1962 em Lisboa, Coimbra e Porto os estudantes universitários declararam "luto académico" na sequência da proibição das comemorações do Dia do Estudante.
A partir daí a intervenção da polícia fez-se sentir e as greves, manifestações e reuniões em plenário tornaram-se constantes.
A oposição ao Estado Novo fez-se igualmente com muitos artistas como José (Zeca) Afonso,
Ary dos Santos, José Serra, Vieira da Silva e Jaime Cortesão.
A oposição politica
Como os partidos políticos estavam proibidos, só existindo um único partido - a União Nacional - a oposição politica era clandestina.
Em 1945, o Estado Novo autorizou a formação do Movimento de União Democrática (MUD). Este era composto por pessoas de várias ideologias, que tinham em comum a oposição ao Estado Novo.
Em 1958, o Estado Novo autorisou que nas eleições para a Presidênsia da República, para além do candidato oficial o almirante Américo Tomás, existisse um candidato da oposição, o general Humberto Delgado. O seu apoio foi tão grande que depois das eleições apesar de não ter sido eleito, foi obrigado a sair do país, porque o governo considerava - o uma ameaça.
Morreu assassinado pela PIDE, em 1965 em Espanha, quando realizava uma das suas visitas secretas a Portugal.
O colonialismo
Um dos ideais mais importantes do Estado Novo era o da grandeza de Portugal. Para promover esse ideal, Salazar empenhou - se em mostrar ao mundo que a nossa História está repeleta de heróis e feitos grandiosos e que Portugal era também um grande país em dimensão territorial, pois dominava grandes territórios ultramarinos. Estes territórios apesar de longinquos, estavam dependentes de Portugal.
A procura da independencia
Apartir de 1960, algumas das nossas colónias iniciaram movimentos de luta, em busca da independência.
Em primeiro lugar a União Indiana ocupou os nossos territórios em Goa, Damão e Diu na Índia (1960). Depois foi a vez das colónias africanas de Angola (1961), Guiné (1963) e Moçambique (1964) iniciarem uma guerra contra o domínio português (que se iria prolongar até à Revolução de Abril de 1974).
Salazar não queria dar independência às colónias,pois esses territórios eram uma fonte de prestígio, poder e riquesa, porque vinham de lá muitas matérias-primas, fontes de energia e outros produtos.
Perante os ataques dos guerrilheiros africanos aos colonos portugueses em África, o Governo português enviou tropas para defender esses territórios.
A Guerra Colonial
A Guerra Colonial, que iria prolongar - se por cerca de 13 anos, foi uma guerra com características especiais, que designamos guerra de guerrilha.
Neste tipo de guerra, os guerrilheiros não estão bem identificados e misturam - se com a população civil, que torna os ataques muito violentos, ferindo e matando inocentes. As minas e os ataques-surpresa eram estratégias muito usadas.
Para além dos gastos financeiros e da destruição do território, a guerra fez milhares de mortos, feridos e mutilados de ambas fações.
Apesar das críticas do mundo, Salazar e o Governo português teimaram em manter esta guerra
Revolução dos Cravos
Revolução dos Cravos refere-se a um período da história de Portugal resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de abril de 1976.
25 de Abril
Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães que tinham participado na Guerra Colonial e que foram apoiados por oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas, acabando por se estender ao regime político em vigor. Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população ao golpe de estado, a resistência do regime foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos em Lisboa pelas balas da Direção-Geral de Segurança.
A Democracia
Após o golpe foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respetiva orgânica. Assim, a 15 de maio de 1974 o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República. O cargo de primeiro-ministro seria atribuído a Adelino da Palma Carlos.
A Liberdade
Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações e confrontos militares, apenas terminado com o 25 de Novembro de 1975.
Estabilizada a conjuntura política, prosseguiram os trabalhos da Assembleia Constituinte para a nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.
Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de abril, denominado "Dia da Liberdade".
Trabalho realizado por:
Diogo Gomes
Claudio Viana
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