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Fernando Pessoa - Ortónimos

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by

Inês Vieira

on 4 October 2012

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Transcript of Fernando Pessoa - Ortónimos

Ortónimo Fernando Pessoa •Identidade perdida;
•Consciência do absurdo da existência;
•Tensão sinceridade/fingimento, consciência/inconsciência, sonho/realidade;
•Oposição sentir/pensar, pensamento/vontade, esperança/desilusão;
•Anti sentimentalismo: intelectualização da emoção;
•Estados negativos: solidão, cepticismo, tédio, angústia, cansaço, desespero, frustração;
•Inquietação metafísica, dor de viver. Características temáticas Temática: A dor de pensar Temática: O sonho, a evasão, a angústia, o tédio, a frustração Temática: O ser fragmentado 1988 Biografia Características estilísticas •Musicalidade: aliterações, transportes, ritmo, rimas, tom nasal;
•Verso usualmente curto;
•Predomínio da quadra e da quintilha;
•Adjectivação expressiva;
•Linguagem simples mas muito expressiva;
•Pontuação emotiva;
•Comparações, metáforas, oxímoros (vários paradoxos;
•Uso de símbolos. Cinco temáticas mais importantes: A dor de pensar;
Fingimento poético-processo de criação poética-uma nova concepção da arte;
Nostalgia de Infância perdida;
O sonho, a evasão, a angústia, o tédio, a frustração;
O ser fragmentado. Temática: Nostalgia de infância perdida Temática: Fingimento poético-processo de criação poética-uma nova concepção da arte Ela canta, pobre ceifeira,
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anónima viuvez,

Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.

Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz há o campo e a lida,
E canta como se tivesse
Mais razões p’ra cantar que a vida.

Ah, canta, canta sem razão!
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando!

Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência

Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro!
Tornai Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai! Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê! Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem achei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que eu sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem,
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu"?
Deus sabe, porque o escreveu. Pobre velha música!
Não sei por que agrado,
Enche-se de lágrimas
Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te,
Não sei se te ouvi
Nessa minha infância
Que me lembra em ti.

Com que ânsia tão raiva
Quero aquele outrora!
E eu era feliz? Não sei:
Fui-o outrora agora. Tudo que faço ou medito
Fica sempre na metade
Querendo, quero o infinito.
Fazendo, nada é verdade.

Que nojo de mim me fica
Ao olhar para o que faço!
Minha alma é lúdica e rica,
E eu sou um mar de sargaço.

Um mar onde bóiam lentos
Fragmentos de um mar de além...
Vontades ou pensamentos?
Não o sei e sei-o bem. Procura constante da racionalidade, por parte do ortónimo;
“Ela canta, pobre Ceifeira”, foi escrito em 1915; Estrutura interna e externa:

O poema é constituído por:
Seis quadras;
Versos octossílabos;
Tem rima cruzada.

O poema divide-se em duas partes:
Primeira parte (três primeiras estrofes) --- descrição do canto de uma Ceifeira;
Segunda parte (três estrofes restantes) --- o poeta faz o apelo e formula um desejo impossível, é apresentado também a invocação ao céu, ao campo e à canção que entrem por ele a dentro. Recursos estilísticos:

Aliteração;
Adjetivação;
Paradoxo;
Comparação;
Metáfora;
Apóstrofe;
Personificação;
Pleonasmo;
Antítese. Fingimento poético
fingimento poético
transformação intelectual do pensamento
três tipos de emoções:
o“emoções vividas”
o“presentes na recordação”
o“emoções falsas”,
emoções reflectidas pelo poema
emoção ser verdadeira
a poesia é um acto de fingimento
O poema é constituído por três quintilhas de hexassílabos, obedecendo ao esquema rimático ababb/cdcdd/efeff Estrutura interna e externa:

Divisão do poema:

As duas primeiras quintilhas - negação de que finge ou mente; justificação de que o que faz é a racionalização dos sentimentos na busca de algo mais belo mas inacessível;
A última quintilha - argumentação de que ao escrever se distancia da realidade, intelectualizando os sentimentos e elaborando uma nova realidade - a arte.
o poeta sente com a imaginação
o mundo real é reflexo de um mundo ideal Nasceu a 13 de Junho
filho de Maria Nogueira e de Joaquim Pessoa 1889-1894 Pessoa refugia-se no sonho
“o poeta é um fingidor”
Este poema está divido em três quadras, que obedecem ao esquema rimático: abab/cdcd/efef
Na primeira quadra, Pessoa fala sobre os seus sonhos e desejos
Na segunda quadra, encontra-se mais sentimentalista
sentimento de inútil
Uso da metáfora "Minha alma é lúdica e rica / E eu sou um mar de sargaço”
Na terceira quadra Fernando Pessoa, reforça a ideia de ele próprio sentir-se inútil Começa a escrever aos quatro anos de idade 1895 Cria o seu primeiro heterónimo: Chevalier de Pas 1896-1897 1899 1902 1905 1914 1915 1921 1925 1931 1934 1935 1988 Em 26 de Junho, escreve o seu primeiro poema conhecido, endereçado à mãe, a pedir para partir com ela para o estrangeiro. Parte para a África do Sul com a mãe;
Faz toda a sua formação escolar;
Regressa a Portugal para férias;
Fernando Pessoa inicia a instrução primária na escola da West Street. Prepara, juntamente com Mário de Sá Carneiro e Almada Negreiros, o lançamento da revista literária Orpheu. Publica os seus poemas ingleses, na editora que ele próprio fundou, a Editora Olisipo. Morte da mãe do poeta. Estuda na Durban High School durante três anos;
Contacta com a literatura inglesa e cria o heterónimo Alexander Search. Escreve o seu primeiro poema a sério, escrito em Português, inspirado na morte precoce da irmã. Regressa a Durban. Parte sozinho para Lisboa e vai matricular-se no Curso Superior de Letras em Lisboa. Surgem os seus três principais heterónimos: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Escreve o célebre poema “Autopsicografia”. Este é publicado na revista Presença. Aparece, em Dezembro, a Mensagem. Fica num estado depressivo, doente e cansado. É internado, em 29 de Novembro, com uma cólica hepática (cólicas do fígado), em Lisboa, onde morre a 30 de Novembro. E é sepultado no dia 2 de Dezembro. No centenário do seu nascimento, os restos mortais são transplantados para o Mosteiro dos Jerónimos. Nostalgia de infância perdida
A temática: Para Fernando Pessoa a infância é vista com um tempo de:
inconsciência,
segurança,
felicidade
pureza.
A inconsciência de que todo esse bem é irrecuperável, fá-lo sentir-se nostálgico da infância.
Pobre velha música publicado na Revista Athena em Dezembro de 1924 Estrutura interna e externa:

Estrutura Interna:
O poema divide-se em duas partes:
Primeira composta pelas 2 quadras com referencia à música
Segunda composta pela ultima quadra sem referencia à música, mas da infância perdida

Estrutura Externa
3 quadras
Esquema rimático: abcb defe ghih
Rimas Cruzadas em b, e e h
Versos Brancos (a,c,d,f,g e i). Recursos estilísticos:

Dupla Adjectivação – anteposta em que a infância já está longe e o hábito de ouvir música também (v.1)
Paradoxo – ideias contraditórias com “outrora” e “agora” (v.12) A temática: Fernando pessoa:
Não encontra a sua identidade
Não consegue evitar a fragmentação do seu eu Estrutura interna e externa:

Estrutura interna:
Três oitavas,
Esquema rimático ababccdd/efefgghh/ijijkkll
a, b, e, f, i, j são rimas cruzadas
c, d, g, h, k, l são rimas emparelhadas.

Estrutura externa:
O poema divide-se em duas partes:
Primeira Parte composta pelas duas primeiras estrofes onde salienta a fragmentação do sujeito poético
Segunda Parte composta apenas pela terceira estrofe onde o sujeito poético lê as “páginas” da sua vida como quem lê um livro que outra pessoa escreveu. Recursos estilísticos:
Tripla Adjectivação – Uma autocaracterização do poeta (v.15) Tema Bucólico;
Pessoa fica intrigado porque a Ceifeira mostra um ar feliz e despreocupado enquanto canta;
Contraste do “eu”/”outro que é observado”;
No final do poema é apresentado um sinal de desistência. Trabalho realizado por:
Ana Carolina, nº3
Inês Vieira, nº15
Maria João G, nº19
12ºC
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