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Informação e conhecimento enquanto capital cultural e a teoria do mundo e prática sociais de Bourdieu

Apresentação para a aula de Sociologia da Informação - 15/01/13
by

Leyde Silva

on 1 September 2015

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Transcript of Informação e conhecimento enquanto capital cultural e a teoria do mundo e prática sociais de Bourdieu

Referências
A procura de uma sociologia prática:
Informação e conhecimento enquanto capital cultural e a teoria domundo e prática sociais de Bourdieu
Nesta introdução, desenvolveremos os pontos que nos parecem mais pertinentes para a compreensão das premissas epistemológicas que orientam o trabalho de Bourdieu. Três aspectos centrais de seu pensamento serão considerados: a) o conhecimento praxiológico; b) a noção do habitus; c) o conceito de campo;

Bourdieu é considerado um autor "contemporâneo", e, seus escritos indicam os limites para o desfecho de uma "sociologia da reprodução".
A questão teórica...
A problemática teórica dos escritos de Bourdieu repousa essencialmente sobre a questão da mediação entre o agente social e a sociedade;

Problemas dos métodos epistemológicos (antagônico): O objetivismo e a fenomenologia que se configura como ponto central para reflexão de Bourdieu;

Conhecimento praxiológico -> Retomada da controvérsia sartriana da Questão do método a fim de reequacionar o problema da "interiorização da exterioridade e da exteriozação da interioridade;

O embate objetivismo/subjetivismo transcende o campo de uma teoria particular na medida em que considera métodos distintos como o positivismo e o estruturalismo enquanto perspectivas objetivistas, ou o interacionismo simbólico e a etnometodologia enquanto epistemologias fenomenológicas...
A “Informação Construída” nos meandros dos conceitos da Teoria Social de Pierre Bourdieu
Denise Morado Nascimento e Regina Maria Marteleto
A mediação reencontrada...
Retorno a velha ideia escolástica de habitus que enfatiza a dimensão de um aprendizado passado;

O habitus tende a conformar e orientar a ação, mas nas medida em que é produto das relações sociais ele tende a assegurar a reprodução das relações objetivas que o engendraram;

Ao retormar a afirmação de Marx "eu não tenho vocação efetiva dos estudos se não tenho dinheiro para realizá-la", Bourdieu propõe uma teoria da prática na qual as ações sociais são concretimente realizadas pelos indivíduos, mas as chances de efetivá-la se encontram objetivamente entruturadas no interior da sociedade global;

O habitus se apresenta, pois, como social e indivudual; refere-se a um grupo ou a uma classe, assim como o elemento individual;

A análise de Bourdieu tende, assim, a enfatizar a importância de se estudar o modo de estruturação do habitus através das instituições de socialização dos agente.
A objetividade das práticas subjetivas
A crítica de Bourdieu ao objetivismo e ao conhecimento fenomelógico procura estabelecer uma teoria da prática onde o agente social é sempre considerado em função das relações objetivas que regem e estruturação da sociedade global;

Bourdieu denomina "campo" esse espaço onde as posições dos agentes se encontram a priori fixadas -> o locus onde se tratava uma luta concorrencial entre os atores em torno de interesses específicos que caracterizam a àrea em questão (problema da adequação entre ação subjetiva e objetividade da sociedade);
Disciplina: Sociologia da Informação
Professor: Edvaldo Carvalho Alves

Leyde Klebia Rodrigues da Silva
leyklebia@gmail.com

A “Informação Construída” nos meandros dos conceitos da Teoria Social de Pierre Bourdieu
Denise Morado Nascimento e Regina Maria Marteleto
A “Informação Construída” nos meandros dos conceitos da Teoria Social de Pierre Bourdieu
Denise Morado Nascimento e Regina Maria Marteleto
Pierre Bourdieu: vida e obra
Pierre Félix Bourdieu nasceu em Denguin - Sudoeste da França em 1 de agosto de 1930.
De origem campesina, filho de um funcionário dos Correios, começou seus estudos básicos em um internato em Pau, experiência que deixou nele profundas marcas negativas;
Em 1951, o jovem provinciano ingressa na Escola Normal Superior, prestigiosa academia em Paris, onde é confrontado com a cultura burguesa da maioria de seus colegas, elite erudita e oriunda das classes sociais mais favorecidas da sociedade francesa, onde graduou-se em Filosofia;
Em 1955, já formado em filosofia, Bourdieu parte para a Argélia, onde trabalhara como pesquisador e professor; e em 1958, ele publica Sociologie de l’Algerie;
Pierre Bourdieu: vida e obra
Em 1960 torna-se assistente de Raymond Aron, na Faculdade de Letras de Paris e principia seus estudos acerca do celibato na região de Béarn. Ainda em 1960 integra-se ao Centro de Sociologia Européia, do qual torna-se secretário geral em 1962;
Em 1982, propôs a criação de uma "sociologia da sociologia" em sua aula inaugural no Collège de France, levando esse objetivo em frente nos anos seguintes;
Publicou mais de 300 títulos, entre livros e artigos e é um dos autores mais lidos, em todo o mundo, nos campos da Antropologia e Sociologia, cuja contribuição alcança as mais varias áreas do conhecimento humano, discutindo em sua obra temas como educação, cultura, literatura, arte, mídia, lingüística e política;
Faleceu em 23 de janeiro de 2002 (Paris - França) deixando uma legião de leitores que se dividem, basicamente, em três categorias: devotos, céticos e detratores (RODOLPHO, 2007, p. 6-10).
Pierre Bourdieu, o investigador da desigualdade. Disponível em:
http://revistaescola.abril.com.br/historia/fundamentos/pierre-bourdieu-428147.shtml?page=3

Pierre Bourdieu: notas biográficas. Disponível em:
http://www3.est.edu.br/nepp/revista/014/ano06n3_01.pdf
Denise Morado Nascimento
Regina Maria Marteleto
Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pelas Faculdades Metodistas Integradas Isabela Hendrix (1986), mestrado em Master of Arts (Arquitetura) pela University of York, Inglaterra, (1990) e doutorado em Ciência da Informação pela Escola da Ciência da Informação/UFMG (2005). Atualmente é professora adjunto da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais, líder do Grupo de Pesquisa PRAXIS (Práticas sociais no espaço urbano), pesquisadora do Observatório das Metrópoles, participante das Comissões CIB W110 Informal Settlements and Affordable Housing e W104 Open Building Implementation. Tem experiência na área de docência e pesquisa em Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Projetos, atuando principalmente nos seguintes temas: processos de projeto e produção, tecnologia das construções, práticas sociais no espaço urbano, habitação e arquitetura contemporânea.
Possui graduação em Letras (PUC/MG) e Biblioteconomia (UFMG), mestrado em Sciences de l´Information et de la Communication (EHESS/França) e doutorado em Comunicação e Cultura (ECO/UFRJ). Atualmente é pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde/Laces e professora do Programa de Pós-Graduação em Informação, Comunicação e Saúde/PPGICS do ICICT/Fiocruz. É professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação do Ibict/UFRJ. Líder do Grupo de Pesquisa Cultura e Processos Info-comunicacionais. Responsável científica, pelo Brasil, da Rede Franco-Brasileira de Pesquisadores em Mediações e Usos Sociais de Saberes e Informação - Rede MUSSI. Áreas principais de pesquisa: cultura e informação; conhecimento, informação e sociedade; informação e comunicação em saúde; mediações info-comunicacionais em redes e movimentos sociais; sujeito, leituras e linguagens de informação na contemporaneidade; teoria, epistemologia e interdisciplinaridade nos estudos da informação.
De acordo com as autoras , o pensamento sobre a prática informacional no espaço social é sustentado por meio da sociologia da cultura de Pierre Bourdieu.

Para o sociólogo, só se pode explicar uma prática social se a estrutura objetiva que define as condições sociais de sua produção relacionar-se com as suas condições de exercício. Em outras palavras, o espaço social é estruturado pelo conjunto de ações, representações e interações sociais que os sujeitos enfrentam, mas, também, gera e estrutura as características sociais dos atores que produzem as práticas sociais.

Com isso, "olhar a informação possa trazer contribuições sobre o estudo de uma base conceitual interdisciplinar construída pelas Ciências Sociais (CS) e CI".
O olhar sociologizado de Hjørland
As ferramentas conceituais de Pierre Bourdieu
Finalizando...
O significado da informação
Conceitos-chave: ontológico e epistemológico
(CAPURRO, HJÖRLAND, 2003);

Premissa cartesiana fomentou: Teoria Matemática da Comunicação" de Shannon e Weaver, e a exploração do conceito informação, proposta por Michael K. Buckland (1991);

As teorias da informação nada mais são do que distinções frente às propriedades transcendentais da informação [...] tendo a informação como objeto físico, e não a construída como prática social;

A informação foi transformada pela Modernidade em uma propriedade do homem. Considerados pelos racionalistas como algo a ser estocado e processado – o pequeno passo para se ver a informação como mercadoria ou algo a ser vendido (CAPURRO, HJÖRLAND, 2003);

As autoras compreendem a informação no seu sentido ontológico,
apenas se a mesma for inserida dentro de seu contexto
cultural e social, e não apenas causal ou natural.
Abordagens teóricas da CI
Ressalva: a escassez da investigação teórica apresentada nos trabalhos
acadêmicos da CI durante as estas décadas;

Ponto de partida: o encontro da American Society for Information Science,
em 1993, Ohio; que focava em abordagens dos estudos de organização da informação (paradigma do objeto, o paradigma cognitivo, o paradigma comportamental, e, o paradigma da comunicação);

Já Ellis (1992) percebia apenas dois paradigmas: fisíco e cognitivo;

Para Choo (1998) as pesquisas sobre informação apresentam-se de forma dualista: sistemas e usuários;

Diante do exposto, as autoras atentam o fato da CI se preocupar muito mais com a facilitação ou adaptação da comunicação indivíduo-sistema, do que com o
entendimento ou explicação de sua prática social;

Elas entendem que as dimensões históricas, culturais, econômicas, tecnológicas,
sociais e políticas são pré-condições para o entendimento da ‘informação’.
E, portanto assim, a CI deve assumir sua inserção dentro das CS.
Teorias sociológicas fundamentadoras: objetivismo (relações objetivas dos sujeitos), fenomenologia (subjetividade do sujeito); marxismo e a construção sócio- histórica do real (ORTIZ, 1983; BOURDIEU, 1983);

Bourdieu instaura um diálogo crítico que ultrapassa os limites das três vertentes sociológicas, denominado conhecimento praxiológico;

As estruturas constitutivas de um meio social permitem o reconhecimento do espaço social ocupado por cada ator social e produzem o habitus – primeiro aspecto de sua abordagem (BOURDIEU, 1996, p. 22);

O habitus aplica-se ao sujeito embebido por seu ‘montante’ de conhecimento e à posição social determinada por este – o capital cultural, constituído pelas relações entre a cultura erudita e a cultura escolar, e social, constituído pelas relações sociais;
Todavia, o conceito de campo serve para
construir a informação como expressão cultural de sujeitos posicionados pela estrutura. Bourdieu (1998, p. 160) lembra que "efetivamente, o espaço social se retraduz no espaço físico", mas atrelado à posse das diferentes espécies do capital e da distância física de bens ou serviços, também dependente do capital;

A maneira de ver o lugar, não como espaço físico, mas como extensão da ocupação do sujeito, aproxima-se do caráter informacional desejado e auxilia na percepção das dimensões e cumplicidades no
jogo de relações entre os
sujeitos do campo.
A noção de capital (segundo aspeto de sua abordagem) para Bourdieu auxilia no entendimento da posição do indivíduo inserido no campo dos dominantes (máximo de capital) ou dos dominados (mínimo de capital);


A diversidade da "estrutura particular" de cada sujeito, as práticas individuais (percepção, apreciação, ação) e as variáveis que sustentam o habitus coletivo alimentam a construção do campo;
O paradigma social proposto por Hjørland (1995, 1997), chamado análise de domínio
(domain analysis), afirma que a melhor maneira de se entender a informação na CI é
estudar os domínios de conhecimento relacionados com suas comunidades discursivas
(discourse communities), que são distintos grupos sociais sincronizados em pensamento, linguagem e conhecimento, constituintes da sociedade moderna.
Não são entidades autônomas, mas construções sociais compreendidas por indivíduos (JACOB, SHAW, 1998). Naturalmente, atrelados às dimensões culturais, sociais e históricas;

A análise de domínio reconhece que as comunidades discursivas compõem-se de atores com pontos de vista distintos, estruturas de conhecimento individuais, predisposições, critérios de relevância subjetivos, estilos cognitivos particulares;

As premissas básicas da abordagem da análise de domínio proposto por Hjørland são relacionadas, principalmente, à teoria da atividade dos russos Lev Vygotsky e Alexey Leontiev;

Hjørland também explicita as conseqüências metodológicas para a CI:
marcado por um individualismo metodológico, onde o conhecimento é visto
como um estado mental subjetivo do indivíduo; oposto ao coletivismo
metodológico, que o tem como processo cultural, social e histórico.
De acordo com ele para alcançar este coletivismo metodológico,
o ponto de partida é o entendimento de determinada
disciplina, ambiente ou domínio de
conhecimento.
O resgate do sentido ontológico do conceito informação, como
possibilidade no sentido amplo de "ser capaz de criar ou ‘in-formar’ novos
contextos de significado", implica em entender que a CI está não apenas
imersa no contexto da comunicação ou da estrutura da comunicação;

Percebe-se uma passagem aberta na CI para assumir sua faceta essencial e fundamental de ciência social;

Relacionar os conceitos básicos da sociologia da cultura de Pierre Bourdieu à abordagem da análise de domínio de Hjørland, constitui a possibilidade de interpretação das posições dos sujeitos nas comunidades discursivas, mas, também, da posição do próprio grupo na estrutura social do campo e da sociedade;

Para entender o modo de ser das comunidades discursivas e seu trato com as
questões de informação é necessária uma pergunta de partida, em relação ao
próprio modo de produção do conhecimento científico: a necessidade de verdades lógicas – intento do empreendimento científico e racional – é compatível com
o reconhecimento da sua historicidade?

De acordo com as autoras, é nas possibilidades de reflexão em
torno dessa questão básica que residem as capacidades de
encaminhamento da questão teórico-prática da
informação nos espaços das
comunidades discursivas.
A “Informação Construída” nos meandros dos conceitos da Teoria Social de Pierre Bordieu. Disponível em:
http://www.dgz.org.br/out04/Art_05.htm
preliminares...
Uma sociologia da reprodução?
Do ponto de vista sociológico essa controvérsia: objetivismo/fenomenologia se traduz na oposição de dois clássicos: Durkheim (o fato social como coisa) e Weber (sociologia da compreensão);

Enquanto o pensamento durkheimiano acentua a transcendentalidade do social, a análise weberiana se apresenta como sua contrapartida; a sociologia compreensiva retoma o polo recusado por Durkheim e define os fenômenos sociais a partir das condutas individuais; o sentido da ação é, assim, considerado como o sentido subjetivo que o ator lhe comunica;

Uma vez que Bourdieu critica o conhecimento objetivistas ele se encontra de imediato face a essa dimensão subjetiva da análise weberiana da ação social (Praxiologia);

Nesse sentido, o conhecimento praxiológico é uma teoria sociológica que pretentende superar (e conservar) o objetivismo, fato este, que elimina de imediato a questão de sua possível filiação ao pensamento fenomenológico, pois o problema dessa teoria consiste, em encontrar a mediação entre agente social e sociedade, homem e história.
Uma comparação como os escritos de Goffman nos permite constatar em que medida a sociologia de Bourdieu, muito embora reabilite a problemática do ator social, se distancia da perspectiva do interacionismo simbólico;

Para Bourdieu, a questão se coloca em outro nível, pois o campo não é o resultado das ações individuais dos agentes;

O campo se particulariza, pois, como um espaço onde se manifestam relações de poder, na qual sua estrutura pode ser apreendida tomando como referência dois polos opostos: o dos dominantes e o dos dominados;

OBS: No caso da ciência, o capital se refere a autoridade científica;
Essa divisão do campo social em dominantes e dominados implica uma distinção entre ortodoxia e heterodoxia. Pela qual, o polo dominante corresponde as práticas de uma ortodoxia que pretende conservar intacto o capital social acumulado e ao polo dominado, as práticas heterodoxas tendem a desacreditar os detentores reais de um capital legítimo;

Contudo ->>> "a ortodoxia tem necessidade da heresia porque sua oposição implica o reconhecimento dos interesses que estão em jogo. Nesse sentido, dominantes e dominados são necessariamente coniventes (adversários cúmplices);

Bourdieu mostra que para se compreender o sentido e o funcionamento desse espaço social é necessário ainda referi-lo ao sistema das relaçoes entre as posições ocupadas por aqueles capazes de produzi-lo, reproduzi-lo e utilizá-lo.
Os estudos de Bourdieu acentuam, sobretudo, a dimensão social em que as relações entre os homens se constituem em relações de poder: a sociedade é, dessa forma, apreendida como estratificação de poder;

Ao estudar os campos sociais, Bourdieu mostra de forma penetrante como as relações entre os agente reproduzem as relações objetivas da sociedade. Ex.: A autonomia;

Para Bourdieu, o princípio da autonomia de encontra estreitamente ligado à ideia de reprodução. Desta forma, pode-se afirmar que a história do campo é a história que se faz através da luta entre os concorrentes no interior do campo;

Os estudos de Bourdieu nos parecem de grande importância e podem ser da maior valia desde que os consideremos fora de uma perspectiva imobilista do processo de reprodução.
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