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A mitologia de Afrodite nas publicidades da revista VOGUE

Monografia apresentada ao curso de Comunicação Social - Publicidade e Propaganda da Universidade de Vila Velha (UVV) - ES.
by

Mariana Trarbach

on 14 May 2014

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Transcript of A mitologia de Afrodite nas publicidades da revista VOGUE

O que é mitologia?
São mitos que estão ligados aos contos e histórias que buscam interpretar ou confortar a existência humana. É o modo narrativo de explicação de onde viemos, e poderia haver quatro funções para contá-la (CAMPBELL, 2001).

Arquétipos:
Virgens:
São figuradas por personagens belas, mas sem sexualidade (Ex: fadas e Virgem Maria).

Sedutoras:
São imagens de mulheres com natureza sexual ativa. Geralmente envolver-se com uma ocorre resultados desastrosos (Ex: Sereias, ninfas e Afrodite).
Donzelas: Virgens e Sedutoras
Arquétipo da Grande-Mãe -
Qualquer imagem acolhedora que defenda, abrigue ou acolha outra coisa menor e que tenha referência à maternidade. Ex: Mãe natureza e mães em propagandas de margarina.

Arquétipo da Donzela –
Qualquer criatura, na qual a beleza tenha um efeito perturbador e hipnótico nos homens. Dividem-se entre virgens e sedutoras.
Arquétipo do Guerreiro
– Imagem indivíduo independente, corajoso e forte que excluí os sentimentos para parecer másculo. Ex: Rambo, Cowboys e Samurais.

Arquétipo do Héroi
– Sujeito que está pronto para se sacrificar por algo no qual acredita; corajoso e demonstra seus sentimentos. Arrisca-se por alguém ou por si mesmo (mudança de pensamento).

Afrodite na arte:
AFRODITE
A mitologia de Afrodite nas publicidades da Revista VOGUE
Mitologia
Resumo
Afrodite
Conclusão
O trabalho apresentado tem como interesse fazer uma análise de possíveis vestígios da história mitológica da deusa Afrodite – conhecida assim para os gregos, mas também sob a denominação de Vênus para os romanos – dentro de anúncios publicitários veiculados na mídia impressa, tendo como corpus de análise peças inseridas na edição comemorativa de 38 anos (em território brasileiro) da revista VOGUE.

Busca-se entender como os mitos se introduzem e influenciam as páginas voltadas para o público feminino e se realmente a figura de Afrodite está presente nas páginas publicitárias.

Como referência teórica, este estudo irá se basear principalmente em autores como Joseph Campbell, Sal Randazzo e Carl G. Jung.
A mulher como consumidora:
“[...] busca oportunidades e experiências que lhe proporcione uma vida feliz, mais rica e recompensada (COBRA, 2010, p. 225)”.

Buscam satisfazer a vaidade e consomem mais mercadorias do que o sexo masculino.

São exigentes e hoje em dia procuram itens de luxo, pois estes estão se tornando mais acessíveis. É o
luxo for all
.

São mais emotivas na hora da compra, pois utilizam com mais frequência o lado direito do cérebro (STRUNCK, 2011).

Aproveitando-se dessas características, as publicações costumam direcionar ao público feminino revistas amistosas e conselheiras; dando dicas de beleza, casa e lazer.
1) Explicar o bem e o mal dentro da consciência humana;
2) Entender e transmitir uma imagem do universo;
3) Manter uma ordem social e construir um código moral;
4) Seria a base das três primeiras, com a finalidade de adequar a sociedade dentro das ideias apresentadas nas histórias desde o nascimento de um sujeito, até sua morte.
Funções da mitologia:
Então, como a mitologia consegue se estender através de séculos?


É um mito contato desde as antigas sociedades, a partir de fundamentos históricos, visam emitir uma mensagem (BARTHES, 1999).
Denominação criada por Jung para figuras criadas para o inconsciente coletivo. Estão em toda a consciência humana e já nascemos com estes símbolos em uma camada do nosso inconsciente onde, correspondem às imagens que demoraram eras para se formar e se incorporarem a situações específicas. Eles se manifestam no emocional e surgem em um determinado momento da vida seja num sonho, fantasia, representado por histórias (GRINBERG, 2003).
Características físicas:
unhas cristalinas e cabelos dourados como o sol, traços arredondados de seu rosto; ombros lisos e simétricos; seios perfeitos e idênticos; e cintura com curvas perfeitas que realçavam seu umbigo. Deixava um rastro de flores por onde passava.

Personalidade:
Sedutora, charmosa, amorosa, mas também era consumida por ciúmes, inveja e a raiva.
Deusa que representa o amor e a beleza, também denominada por Vênus, para os romanos. Encantou mortais e imortais.
Principais amantes de Afrodite:
Vulcano, Ares, Adônis.

Principais rivais de Afrodite:
Psique, mortal bela que conquistou Eros (ou cupido), filho de Afrodite. Atena e Hera.

Afrodite e seu arquétipo de sedutora em nosso psicológico:
Segundo Brandão (2007), ela representa a perversão sexual. Porém, questiona-se se essa interpretação que se tem da deusa ou do ato sexual exclusivamente pelo prazer um dia será acatado pelos valores humanos.
O nascimento de Afrodite, por Sandro Botticelli (1444 – 1510).
Afrodite e Adônis, por Ticiano (1488 – 1576).
Escultura Vênus de Médici.
A Primavera (1482), por Sandro Botticelli com Afrodite ao centro.
Vênus e Marte (1483), obra de Sandro Botticelli.
Algumas mulheres sedutoras:

Marilyn Monroe; Madonna; Capitu (Dom Casmurro) de Machado Assis; Satine (Moulin Rouge, 2001).
Marilyn Monroe
Madonna
Análise
Imagem parece se associar ao quadro de Sandro Botticelli, “O Nascimento de Vênus”.

A ilha de Afrodite trouxe um aroma inebriante junto ao seu nascimento. O produto é perfume.

Barco poderia ser comparado à concha na qual Vênus nasceu.

Cor vermelha indica, dentro de nossa cultura, a sedução; amor e paixão.

Vestido da modelo se parece com a referência à Afrodite em “A primavera” (1478), quadro de Sandro Botticelli.

Flores em volta da modelo. Segundo as narrativas, Vênus caminhava e por onde passava, deixava um manto de flores.

Modelo com passos firmes e decididos, demonstrando confiança, bem como Vênus que sempre se mostrou consciente e segura de suas vontades, indo adiante com elas.

A iluminação favoreceu sobre a mulher, com luz contornando seu corpo quase como se estivesse endeusando-a. A divindade possuía uma aura em torno de si.
Caminhar flutuante, diferenciando a modelo das demais. Pode-se associar os demais indivíduos como os mortais e ela, ganhando destaque, como a própria Afrodite.

O vestido possui movimentos que podem recordar ao mover constante das águas marinhas, as ondas.

Tecido leve, de tonalidade dourada, mas também próximo à pérola. Pérola remete facilmente à concha de Afrodite.

O próprio vestido aparenta uma suave liquidez, sugerindo a imagem da Vênus nascendo das águas, como na obra de Botticelli (“O Nascimento de Vênus”).

UNIVERSIDADE DE VILA VELHA
Mariana Trarbach Santa Clara
Seu acessório sobre a cabeça também evoca os antigos apetrechos usados naquela época.

Seus cabelos são curtos, possui cachos (ambos muito representados em estátuas referentes a deuses mitológicos).

Vulcano, ao pedir Afrodite em casamento, ofereceu-lhe riquezas para que isso sempre a mantivesse bela, embora não precisasse de enfeites. A modelo está coberta por riquezas.

Também possui um vestido no tom de pérola, onde podemos associar à concha de seu nascimento.

A modelo possui uma pose mais “estética”, quase como se estivesse sendo esculpida, ou ainda estivesse sendo a própria estátua.
A mão destra está frente aos lábios e o cabelo escorre por entre sua face enquanto o braço esquerdo passa a esconder seus seios. = Movimentos de sedução.

Essa imagem demonstra claramente a cintura curvada, parte dos seios e a simetria dentre eles. = Afrodite era simétrica e linhas perfeitas para formar sua cintura.

É possível vermos uma pele lisa em que, devido à técnica fotográfica para manter o preto e branco, os braços e todo o seu físico poderia ser equiparado a uma estátua.

E, também, após casar-se com Vulcano, Afrodite tornou-se a rainha dos ciclopes (seres mitológicos que possuíam apenas um globo ocular). A mulher, nesta figura, exibe apenas um olho; este, carregado por sensualidade.


A mulher está admirando a si mesma, bem como a divindade mítica do amor também fazia.

O reflexo dourado poderia ser ainda a sua ânsia pela escolha de Páris em lhe entregar o título da mais bela, mas também a sua visão de um futuro após a posse do pomo dourado.

Em muitos mitos e histórias (Branca de neve, por exemplo) o espelho vem sendo retratado como uma admiração de si mesma ou em como a mulher gostaria de ser admirada.

Gestos de sedução: a modelo apresenta curvas e dispõe de uma posição na qual deixa o pescoço inteiramente à mostra, a clavícula bem delineada e os seios estreitados pelo vestido.

Os lábios implicam um leve desafio de serem dominados e de dominar, bem como Vênus.



A peça é estrelada por Fernnada Lima e Rodrigo Hilbert. Podemos associa-los a Vênus e Marte, ou Ares, deus da guerra que se tornou amante da deusa.

O casal mitológico se encontrava durante a madrugada, pois, Apolo, deus do Sol, também disputava o amor de Afrodite (rivalizando com Ares). Na foto encontramos uma parte de sombra, outra mais iluminada. Poderia ser o momento no qual o sol nasceu e, então, Apolo descobriu a escolha da deusa.

A vestimenta da modelo também é leve e divide-se entre tons claros e escuros. Em certo momento de um dos contos de Afrodite, ela esteve em dúvida entre quem transformar em seu amante: Apolo ou Ares
.
Com a mão no ombro masculino, a modelo poderia ser uma indicação da escolha feita por Afrodite. E Ares, que sempre a desejou, pode ser percebido através do homem, seu olhar para a mulher.

A modelo está quase de perfil, tem destaque nos olhos e nos lábios, possui as narinas com traços finos e delicados, roupas vermelhas e cabelos jogados sobre os ombros – que é um método de sedução feminina.

Tem um olhar profundo, evidenciando uma maquiagem com cores escuras que tornam os olhos mais provocantes.

Lábios: inferior com mais brilho e o superior com mais sombra devido à forma na qual a luz foi jogada sobre a modelo. Pode representar a ambiguidade de Afrodite e como que vemos, socialmente, a questão de até aonde vai a sedução feminina e quando começa a promiscuidade.

Essas sombras podem, ainda, representar as características obscuras de Afrodite, como a vingança e a inveja, presentes em diversas histórias da deusa.
A modelo está coberta por um mistério, bem como é caracterizado o arquétipo da sedutora e Afrodite.

Pratica um olhar enigmático e, ao mesmo tempo, sedutor
.
Aparenta estar chegando a um lugar importante, como se todos estivessem olhando para ela. Aconteceu isso com a divindade do amor e beleza, quando foi recebida ao Olimpo.

Afrodite foi prometida a Vulcano e sua morada se tornou um lugar escuro e subterrâneo. Nas narrações, ela escutava os monstros martelando bigornas.

Aqui, pode-se assimilar o subterrâneo com o mármore da escada e às cores negras e escuras do vestido, somando a iluminação.

A bigorna é uma ferramenta forjada de ferro, material duro e resistente, bem como o mármore da escada e os demais metais que sustentam a estrutura de madeira.

Esta publicidade poderia ser associada ao momento de chegada de Vênus ao mundo de escuridão dos ciclopes.
Este estudo reforça as teorias (que já foram confirmadas por Randazzo, por exemplo) junguianas que indicam imagens padrões dentro de um inconsciente coletivo e podem, inclusive, serem usadas para publicidades, como também para outras manifestações midiáticas.

É possível dizer que, após conhecermos o modo de Vênus dentro das narrativas e imagens representativas em obras de arte, a menção de sedução e amor nas peças é uma referência a Afrodite. Ela tem uma sutil participação na construção da mensagem publicitária para as propagandas selecionadas.

Ela pode, ainda, ser introduzida em publicidades ou imagens fotográficas sem que o próprio responsável pela constituição da publicidade perceba.

É plausível denotar que esses profissionais da área de criação vêm buscando, em seu inconsciente, mitos e arquétipos que talvez nem eles mesmos percebam.

Notou-se que publicidades da revista VOGUE vêm tentando traçar um caminho positivo para se tratar dessa ambiguidade da sedução feminina.

As marcas analisadas buscam trabalhar sua imagem e a própria sedução como algo positivo. Elas visam aflorar a segurança de se tornar uma mulher sensual ou tornar-se a própria sedutora para conquistar mais segurança.

Sendo assim, pode ser que a utilização de Afrodite (e de seus contos) possa, inclusive, ser benéfica para a imagem e o arquétipo de sedutora; pois é possível que exista na natureza feminina esses dois lados ambíguos da sedução.
Publicidade e Mitologia
A publicidade tem o dever de fazer a comunicação e contar essa história, leva-la ao público; coisa que a mitologia também faz. Ambos tentam ter acesso a mente de um indivíduo. Segundo Randazzo (1997), a propaganda cria símbolos, personagens, imagens e um inventário que passa a fazer parte de uma marca.

Eles podem, então, ser constituídos através de
arquétipos
.

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