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Ética das Interações e a sociedade digital: Aula I - Indivíduos

Aula para disciplina "Ética das Interações e a sociedade digital", do Prof. Ivan Paganotti, para especialização lato sensu Digicorp / ECA-USP
by

Ivan Paganotti

on 25 August 2016

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Transcript of Ética das Interações e a sociedade digital: Aula I - Indivíduos

Ética
Visibilidade
Ética das Interações
I. Interações entre Indivíduos
Digicorp / ECA-USP
Prof. Ivan Paganotti
Etiqueta - conduta: convenções sociais formais sobre práticas para interação que apontem distinção, polidez e evitem conflitos.
Cronograma
- Sociabilidade, interação e integração: laços sociais, entre hordas e comunidades
- Gestão da visibilidade e privacidade
- Os limites impostos pela (e para a) Regra de Ouro
- Deontologia e Teleologia
Ética: código/conduta/debate/reflexão: moderação aristotélica, privacidade liberal, honra, escândalo, narcisismo das virtudes virtuais (epicurista, hedonista, estóico, cínico, pragmático, mobilizado, atualizado, interativo)
- Modelos:
colaborativos / rede / horizontais / abertos;
competitivos / centralizados / hierarquizados / fechados
- Público interativo, participativo e agente
- Propriedade
- Gestão de imagem e marca
Ética: função social, colaboração, transparência, "mandato" do público, reputação, publicidade / entretenimento / informação
1. Interações entre indivíduos
2. Corporações interativas
- Legislação: Código Civil (art. 20 - imagem), Marco Civil da Internet / Lei Azeredo / Lei Carolina Dieckmann
- Direitos Autorais, Propriedade Intelectual, SOPA/PIPA
- Gestão de mobilização e protestos: tragédia ludista, drama marxista, comédia nonsense: a "hipótese do gatinho fofinho" de Zuckerman
Ética: tragédia dos "comuns"/"incomuns", contrato social, iluminismo e falsa consciência, imperativo categórico de kant, utilitarismo de Bentham, meios e fins de Maquiavel
3. Instituições entre interações:
Organizações, governo e legislação
- Participação nas aulas, debates e simulação final
- Trabalho final: apresentar e discutir um problema comunicativo em âmbito digital que envolva a interação de indivíduos, corporações ou entidades, refletindo os diferentes interesses, motivações e justificativas para as atitudes tomadas, a partir das reflexões, dos conceitos e dos autores discutidos no curso. PRAZO: 24/10 (atraso: desconto 0,5/dia)
Tamanho: de 5 a 10 páginas, seguindo normas da ABNT
Entrega: por e-mail para a coordenação do curso, com cópia para professor
academico.digicorp@usp.br
Avaliação do curso
[Editor da NatGeo, da Editora Abril]
http://www1.folha.uol.com.br/poder/907605-tv-brasil-diz-que-terceirizado-postou-ataque-a-aecio-no-twitter.shtml
http://techcrunch.com/2009/09/28/twitter-unearths-a-journalistic-secret-they-have-opinions
Here’s another excerpt:

“Post journalists must refrain from writing, tweeting or posting anything—including photographs or video—that could be perceived as reflecting political, racial, sexist, religious or other bias or favoritism that could be used to tarnish our journalistic credibility. This same caution should be used when joining, following or friending any person or organization online.”

Basically, if you are a human being, you must not show yourself as such online.

The whole thing is ridiculous, but my favorite bit is the last part. You can’t even friend or follow people known to be affiliated with some movement or cause, or presumably is even just a biased person.
Narcisimo
Representação
hedonismo
estoicismo
cinismo
Autosuficiência e desapego aos bens materiais e externos.
Diógenes de Sínope (400 a.C)
Indiferença extrema - sentido atual da palavra, é corruptela
epicurismo
Epicuro de Samos (341 a.C. a c.270 a.C)
Vida simples, com prazeres moderados, tranquilidade, sem sofrimento ou medo
pragmatismo
Prazer é maior bem supremo possível e deve ser constantemente buscado
Aristipo (435 - 356)
Medida da virtude não nas palavras, mas nos atos: suportar dificuldades, dor, adversidades, sem temer ou esperar nada
Zenão de Cítio (334 a.C. a 262 a.C.)
Limita valoração pela finalidade ou utilidade geral da ação
Sobrevivência e manutenção da ordem como bem maior
Maximização da felicidade geral
Fins justificam os meios - Maquiavel (1469 a 1527)
Utilitarismo (melhor é o que é bom para o maior número) - Bentham (1748 a 1832)
Motivação das virtudes "virtuais"
http://www.istoedinheiro.com.br/noticias/60510_DEMISSOES+EM+140+CARACTERhttp://www.istoedinheiro.com.br/noticias/71198_O+BLACKBERRY+NA+ENCRUZILHADA
ORWELL, George. "Why I write". London, Penguim, 2004
I. "Sheer egoism": desire to seem clever, to be talked about, to be remembered after death, to get your own back on grown-ups who snubbed you in childhood, etc. etc.
All writers are vain, selfish and lazy, and at the very bottom of their motives there lies a mystery (p. 10).
Putting aside the need to earn a living, I think there are four great motives for writing, at any rating of writing prose (p4)
II. "Aesthetic enthusiasm" – perception of beauty in the external world, or, on the other hand, in words and their right arrangement. Desire to share an experience which one feels is valuable and ought not to be missed.
III. "Historical impulse – desire to see things as they are, to find out true facts and store them up for the use of posterity
IV. "Political purpose" – using the word 'political' in the widest possible sense. Desire to push the world in a certain direction to alter other’s peoples idea of the kind of society that they should strive after. Once again, no book is free from political bias. The opinion that art itself should have nothing to do with politics is itself a political attitude.
legalismo
teleologia
deontologia
reciprocidade
Encruzilhada da motivação das ações
Finalidade: Foco no objetivo do ato
utilitarismo (Bentham)
Norma: seguir convenções sociais pre-determinadas coletivamente
pouco espaço para autonomia e auto-determinação
dinastia Han (China, 206 a.C a 220 d.C)
Reflexo: "Regra de Ouro". Reciprocidade do agir com outros como deseja que outros ajam com você mesmo
Spencer (1820-1903): todo homem tem direito de fazer o que quer, desde que não atinja as liberdades do outro
Visibilidade: expressão identitária que procura diferenciação
Ordem e Legitimidade
Hordas, Comunidades, Laços sociais
Imperativo categórico: "Age como se a máxima de tua ação devesse tornar-se, por tua vontade, lei universal da natureza".
Imperativo universal: "A máxima do meu agir deve ser por mim entendida como uma lei universal, para que todos a sigam".
Imperativo prático: "Age de tal modo que possas usar a humanidade, tanto em tua pessoa como na pessoa de qualquer outro, sempre como um fim ao mesmo tempo e nunca apenas como um meio".
Leitura recomendada para "Aula II" - Corporações Interativas (30/08):
- Sandra Maria Ribeiro de Souza. "A propósito de Consumo, Censura, Cerveja e Celebridade: A construção de sentido da marca Devassa". Revista MATRIZes, vol. 5, n. 1, jul./dez. 2011. p. 227-245.
http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/41/65
Aristóteles
Moderação
http://blogdosakamoto.uol.com.br/2012/01/30/os-dez-mandamentos-para-jornalista-nas-redes-sociais
Fonte: CHOULIARAKI; FAIRCLOUGH, 1999, p. 60
SUNSTEIN, Cass. "A verdade sobre os boatos" - Rumores se espalham:
Cascatas sociais: confiança nos relatos e opiniões dos outros membros do grupo
Polarização de grupo: Radicalização com o eco de opiniões semelhantes compartilhadas
Sanções e Recompensas
No lugar do ideal de eu
No lugar da vítima
Em nome do Absoluto
Reflexão - ética: argumentação sobre fundamentos das práticas, sua aceitação social e adequação de suas motivações, métodos e objetivos.
Receituário - moral: códigos com normas de conduta, a partir de valores morais e tradições culturais.
Interação: instinto gregário
que busca pertencimento
Princípios: ações são fundamentadas a partir de princípios gerais
Kant (1724 a 1804): imperativo categórico
Digitais
- Qual a viabilidade da ética quando a conduta humana é dominada pela tensão entre a globalização econômica e o caráter local da política?
- Distinção entre ação no espaço público e no privado
- Limites e conflitos entre cidadãos e consumidores
Ética: BAUMAN, Zygmunt. "A ética é possível num mundo de consumidores?". Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
4. Ética, cidadania e consumo
O que muda no comportamento - e na ética - com o registro e o acesso por meio de plataformas digitais em rede?
registro permanente
mensagens lidas em contextos diferentes
busca em banco de dados sistematizado
acesso de público indefinido
Link:
http://bit.ly/14bakrU
Bibliografia
ARISTÓTELES. Ética a Nicômano. São Paulo: Nova Cultural, 1987.
BAUMAN, Zygmunt. A ética é possível num mundo de consumidores? Rio de Janeiro: Zahar, 2011.
_____________. Ética pós-moderna. São Paulo: Paulus, 2013.
BERTRAND, Claude-Jean. A deontologia das mídias. Bauru: Edusc, 1999.
BUCCI, Eugênio. Sobre ética e imprensa. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.
CASALI, Alípio. "Ética e sustentabilidade nas Relações Públicas". Organicom, v. 5, n. 8, 2008. Disponível em: http://revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/view/142/242
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 2007.
_________________. O Poder da Identidade. São Paulo: Paz e Terra, 2008.
_________________. A galáxia da internet, Rio de Janeiro: Zahar, 2003.
CHOULIARAKI, Lilie; FAIRCLOUGH, Norman. Discourse in late modernity – rethinking critical discourse analysis. Edinburgh: Edinburgh University Press, 1999.
CONAR. "Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária" / "Regimento Interno do Conselho de Ética" (RICE). Disponíeis em: http://conar.org.br
DARNTON, Robert. Os best-sellers proibidos da França pré-revolucionária, São Paulo: Companhia das Letras, 1998.
DUPAS, GIlberto. "Ética e corporações: tensões entre interesse público e privado". Organicom, v. 5, n. 8, 2008. Disponível em: http://revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/view/144/244
ELIAS, Norbert; SCOTSON, John L. Os Estabelecidos e os Outsiders – sociologia das relações de poder a partir de uma pequena comunidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2000.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir: nascimento da prisão. Petrópolis: Vozes, 1987.
GOMES, Mayra Rodrigues. Ética e jornalismo: uma cartografia dos valores. São Paulo: Escrituras, 2002.
HABERMAS, Jürgen. Teoría de la acción comunicativa: racionalidad de la acción y racionalización social (2 vols.). Madrid: Taurus, 1987.
__________. Direito e Democracia: entre facticidade e validade (2 vols.), Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2010.
JENKINS, Henry. Cultura da Convergência. São Paulo: Aleph, 2008.
KUCINSKI, Bernardo. A síndrome da antena parabólica: ética no jornalismo brasileiro. São Paulo: Perseu Abramo, 1998.
LESSIG, Lawrence. Code version 2.0. New York: Perseu Books, 2006.
LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 2008.
__________. Inteligência Coletiva. São Paulo: Loyola, 1998.
MAQUIAVEL, Nicolau. O príncipe. São Paulo, Nova Cultural, 2000.
MARCHESI, Mariana de Toledo; PAGANOTTI, Ivan. "Sustentabilidade não cabe em um pacotinho: fabricação da imagem de açúcar 'verde' e agendamento". In: Anais do II Congresso Internacional em Comunicação e Consumo (Comunicon), 2012. São Paulo: ESPM, 2012.
MONTESQUIEU, Charles de Secondat, Baron de. O espírito das leis. São Paulo: Saraiva, 1994.
ORWELL, George. Why I write. London: Penguim, 2004.
PRADO, José Luiz Aidar. Convocações biopolíticas dos dispositivos comunicacionais. São Paulo: Educ, 2013.
RAYMOND, Eric S. The Cathedral & the Bazaar. Sebastopol: O'Reilly, 1999.
SOLOVE, Daniel. The Future of Reputation. New Heaven & London: Yale University Press, 2007.
SOUZA, Sandra Maria Ribeiro de. "A propósito de consumo, censura, cerveja e celebridade: a construção de sentido da marca Devassa". Matrizes, v. 5, n. 1, 2011. Disponível em: http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/41
SROUR, Robert Henry. "Por que empresas eticamente orientadas?". Organicom, v. 5, n. 8, 2008. Disponível em: http://revistaorganicom.org.br/sistema/index.php/organicom/article/view/143/243
SUNSTEIN, Cass. A verdade sobre os boatos. Campus, 2010.
THOMPSON, John B. O escândalo político: poder e visibilidade na era da mídia. Rio de Janeiro: Vozes, 2002.
WEBER, Max. A ética protestante e o espírito do capitalismo. São Paulo: Pioneira, 1997.
WOLF, Mauro. Teorias das comunicações de massa. São Paulo: Martins Fontes, 2008.
ZUCKERMAN, Ethan. ‘The connection between cute cats and web censorship’. My heart's in Accra, 16/07/2007. Disponível em: http://www.ethanzuckerman.com/blog/2007/07/16/the-connection-between-cute-cats-and-web-censorship
___________. (2013) Rewire: Digital Cosmopolitans in the Age of Connection, New York: W.W.Norton.
5. Simulação: Conselho de Ética do Conar
- Simulação de debate sobre denúncia contra campanha de Carnaval da Skol em 2015: "Deixei o 'não' em casa".
- Classe será dividida, aleatoriamente na aula anterior, entre denunciantes e responsáveis em defender empresa.
- Objetivo: utilizar teorias e conceitos discutidos em classe e aplicá-los na prática como fundamentação para decisões concretas
Textos base: "Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária", "Regimento Interno do Conselho de Ética" (RICE) do CONAR e críticas/denúncias em redes sociais
+ Atendimento de dúvidas sobre trabalho final e eventual acerto de programação
Liberdade
Razão
Responsabilidade
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