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“Mensagem” ‘ Fernando Pessoa “Padrão” – Mar Português

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by

Sarah Rossini

on 30 October 2014

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Transcript of “Mensagem” ‘ Fernando Pessoa “Padrão” – Mar Português

Um padrão era um marco de pedra em forma de cruz que era colocado nos sítios descobertos pelos portugueses. O padrão tinha as armas (as quinas) portuguesas e uma inscrição, e era destinado a afirmar a soberania portuguesa na região onde se encontrava.
Este poema pertence à 2ª parte da “Mensagem”, “Mar Português”, e está relacionado com os Descobrimentos .



“Padrão” – Mar Português

Padrão
O esforço é grande e o homem é pequeno.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao pé do areal moreno
E para diante naveguei.

A alma é divina e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.

E ao imenso e possível oceano
Ensinam estas Quinas, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.

E a Cruz ao alto diz que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.

1ª Estrofe
Diogo Cão
Sarah Rossini 12A1
“Mensagem” ‘ Fernando Pessoa
“Padrão” – Mar Português

Navegador português do século XV.

Realizou 2 viagens de descobrimento da costa africana entre 1482 e 1486.

Introduziu a utilização dos padrões de pedra, substituíndo assim as cruzes de madeira para assinalar a presença portuguesa nos locais descobertos.
O esforço é
grande
e o homem é
pequeno
.
Eu, Diogo Cão, navegador, deixei
Este padrão ao
pé do areal moreno

E para diante naveguei.

Introdução ao poema.

Identificação do sujeito poético.

Uso de vocabulário relacionado com o mar.


Discurso na primeira pessoa
Antítese
Chegou a África
Deixa um padrão para marcar a sua conquista
Fragilidade Humana
2ª Estrofe
3ª Estrofe
4ª Estrofe
A
alma é divina
e a obra é imperfeita.
Este padrão sinala ao vento e aos céus
Que, da obra ousada, é minha a parte feita:
O por-fazer é só com Deus.


A alma é perfeita mas as acções humanas não.

Missão do navegador foi cumprida.
Metáfora
E ao
imenso e possível oceano

Ensinam estas Quinas
, que aqui vês,
Que o mar com fim será grego ou romano:
O mar sem fim é português.

testemunham o domínio português no oceano, que foi muito superior ao dos gregos e ao dos romanos.
Quinas
Mar infinito
Mar finito
Personificação
Dupla adjectivação
E a
Cruz ao alto diz
que o que me há na alma
E faz a febre em mim de navegar
Só encontrará de Deus na eterna calma
O porto sempre por achar.

Sujeito poético é um ser insatisfeito, pois quer sempre seguir o seu caminho na descoberta de novas terras.
Cruz
mostra o último objectivo da navegação
lembra a razão
Personificação
Refere-se aos heróis portuguêses que estão a ser de tal forma exaltados que superaram os heróis da antiguidade clássica.
“Cesse tudo o que a musa antiga canta”.
"Os Lusíadas" - Camões
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