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Um homem sorri à morte com meia casa

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Clara macedo

on 19 November 2014

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Transcript of Um homem sorri à morte com meia casa

José Rodrigues Miguéis
Bairro de Alfama
José Rodrigues Miguéis
Um homem sorri à morte - com meia cara
Foi professor do ensino secundário . As suas preocupações de ordem pedagógica concretizaram-se ainda na licenciatura em Ciências Pedagógicas, em 1933, pela Universidade de Bruxelas, para onde se deslocou, em 1929, como bolseiro da Junta de Educação Nacional. Sendo opositor à ditadura a sua posição foi comprometida e foi impedido de continuar a lecionar em Portugal.
A 1935 emigrou para os Estados Unidos . Aí manteve a colaboração com imprensa portuguesa.
Nova Iorque
Em 1959 é consagrado com o prémio Camilo Castelo Branco.
José Rodrigues Miguéis morre a 27 de Outubro de 1980 em Nova Iorque.
Algumas obras publicadas:


O passageiro do Expresso, 1960
Gente da terceira classe , 1962
É proibido apontar. Reflexões de um burguês ,1964
Comércio com o inimigo, 1973
Um homem sorri à morte com meia cara ,1959
Uma aventura inquietante, 1958
(...)
Narrativa autobiográfica, relata memorias da vida de José Rodrigues Miguéis.
'
' Ao traçar estas páginas de memórias duma crise, entre tantas que talvez um dia reúna , punha-se-me este problema: até que ponto pode um escritor falar das suas experiências pessoais, sem incorrer na pecha do subjetivismo e sem ser indiscreto a respeito de si próprio?''
''Acordei às três da manhã, a estorcer-me de cólicas e a suar frio. Tomei um calmante e esperei. As dores agravaram-se e, alarmada, minha mulher telefonou ao médico: «Não se apoquente», respondeu a voz dele, sonolenta e cansada. «Seu marido não tem nada de grave. Dê-lhe um café bem forte e outro sedativo.»
internado num hospital público de Nova Iorque
É internado e acaba por se debater com uma questão que o atormenta:
“Porque é que eles não nos deixam morrer em paz? Para que prolongam isto?”
'' a paralesia facial alastrou velozmente, senti-me condenado.''
'' Era preciso afrontar a morte- ainda que fosse apenas com meia cara e meio sorriso.''

José Claúdio Rodrigues Miguéis nasceu a 9 de Dezembro de 1901, no bairro de Alfama, Lisboa.
''Pode-se dizer dos médicos o mesmo que das mulheres e dos judeus: crivados, eles e elas, de epigramas e ataques, a humanidade não saberia nem poderia viver sem a sua presença.”
Ainda em Lisboa licensiou-se Direito em 1924. Todavia, apesar de aluno notável nunca chegou a desempenhar esta função tendo consagrado a sua vida ao Jornalismo e à Pedagogia. Colaborou em várias revistas e jornais, como Diário de Lisboa, Diário popular, O Sol, entre outros.
Acordei às três da manhã, a estorcer-me de cólicas e a suar frio. Tomei um calmante e esperei. As dores agravaram-se e, alarmada, minha mulher telefonou ao médico: «Não se apoquente», respondeu a voz dele, sonolenta e cansada. «Seu marido não tem nada de grave. Dê-lhe um café bem forte e outro sedativo.»
Objetivo da obra:

É uma forma de agradecimento a todos médicos e '' andorinhas brancas'' que lhe prestaram cuidados.
''Foi nesse instante, bem posso jurá-lo, que transpuzs resolutamente a invisível fronteira entre os vivos e os mortos. Encarei o negrume, e avancei para ele com amor e convicção.''
''Sob o signo da esperança, a própria dor se torna um mito.''
Clara Dias Macedo 11ºI nº7
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