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Singularidades

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Palavra Criativa Associação

on 20 August 2016

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Transcript of Singularidades

Um olhar para os círculos de Bakhtin
Filosofia da Linguagem
Nasceu em 1895, na cidade de Orel, ao sul de Moscou e morreu em 1975, em Moscou.
Bakhtin
O homem e sua história

Anos 20, figura marginal na cena intelectual russa, sem emprego em nenhum instituto ou universidade

Início anos 30, ficou em exílio político no Cazaquistão.

Entre 36 e 37, ocupou um posto acadêmico numa faculdade na Mordóvia.

Durante o pior momento stalinista, retirou-se para uma pequena cidade perto de Moscou, onde permaneceu durante toda a segunda guerra mundial.

Após a conflagração, voltou ao seu cargo na Mordóvia,
mantendo-o até se aposentar em 1961.


Pouco marxista aos olhos de Stalin e seu staff
e muito marxista aos olhos do Ocidente.
Círculos de Bakhtin:

o filósogo Matvei I. Kagan, o biólogo Ivan I. Kanaev, a pianista Maria V. Yudina, o professor e estudioso de literatura Lev V. Pumpianski, o professor interessado em música, Valentin V. Voloshinov, o advogado, educador e gestor em cultura Pavel N. Medvedev e o próprio Mikhail M. Bakhtin.


Em 29, estava programado para sair um livro sobre Dostoiéviski de sua autoria, mas só apareceu depois que foi preso durante depuração de intelectuais em Leningrado.
Recepção caótica pois maior parte foi publicada pós-morte e desordenadamente
Singularidades

Lucia Masini
Prof. Dra. PUC-SP

Um dos principais pensadores
do século XXI
Não tendo espaço nos meios acadêmicos e intelectuais formais, quer na Rússia, quer fora dela, Bakhtin desenvolveu suas ideias em meio a um grupo de intelectuais e estudiosos em diversas áreas
Círculo de Nevel e Vitebsk

Círculo de São Petesburgo (Leningrado)
Participantes dos círculos:
Vida Conturbada
Intensa durante todo esse período conturbado
Produção Intelectual
Só conseguiu publicar um texto sobre contabilidade em fazendas coletivas, em uma revista de comércio, sobre o trabalho realizado durante o exílio
Mas......
Um pequeno artigo em um obscuro jornal provinciano.
Aos olhos do mundo estava "morto" em 1929. Só renasceu após sua aposentadoria acadêmica, em 1961.
Obra
Concepção Dialógica
Viver significa participar de um diálogo: interrogar, escutar, responder, concordar etc. Neste diálogo o homem participa todo e com toda a sua vida: com os olhos, os lábios, as mãos, a alma, o espírito, com o corpo todo, com as suas ações. Ele se põe todo na palavra, e esta palavra entra no tecido dialógico da existência humana, no simpósio universal.



A vida é dialógica
por natureza.
Hierarquia dos interlocutores
Enunciado concreto
A palavra é dirigida a alguém e dele se espera uma resposta.
Quem enuncia, quer resposta.
Compreensão ativa e responsiva
Horizonte comum
Após a sua morte, sua obra passa a ser publicada em língua inglesa
Ao final da década de 30, tentou publicar sua obra sobre Rabelais, publicado apenas em 1975
Último texto publicado foi o primeiro a ser escrito: Para uma Filosofia do Ato (escrito no final dos anos 20, publicado em 1986)
Em 1963, teve seu livro sobre Dostoiévski republicado
Natureza dialógica e social da linguagem
Relação eu-outro
Interação verbal
Enunciado concreto

Compreensão ativa responsiva
Gêneros discursivos
Exotopia
Autoria
Filhos cuja característica definidora aniquila a fantasia da imortalidade, são um insulto em particular: devemos amá-los por si mesmos e não pelo melhor de nós mesmo neles.
E isso é muito mais difícil de fazer
Andrew Solomon, 2013
Atributos e valores transmitidos de pais para filhos através das geracões
Andrew Solomon, 2013
Identidade Vertical
não só de cadeias de DNAs mas da cultura
Os diferentes causam estranhamento e maior dificuldade de identidade vertical
Alguém com uma característica inata ou adquirida estranha aos pais, busca uma identidade de um grupo de iguais:
Identidade Horizontal
Título
Título
Título
Título
Título
Título
Título
Título
Deveria haver diferença na interpretação
já que o “texto” é o mesmo?
A resposta é.....
sim!
O sentido está no encontro de ambas e também na história que carregam.
Enunciado
unidade real da comunicação discursiva
O ouvinte, ao perceber o significado linguístico do discurso ocupa uma posição ativo responsiva: concorda, discorda, completa, aplica, prepara-se para usar
Toda compreensão é prenhe de resposta e o ouvinte se torna falante
Limites de cada enunciado concreto:
Alternância dos sujeitos do discurso
1.exauribilidade do objeto e do sentido

2.projeto do discurso do falante

3.Formas típicas composicionais de gênero.
Conclusibilidade do enunciado:
Gêneros Discursivos
Falamos por meio de gêneros discursivos. Aprender a falar significa aprender a construir enunciados. Os gêneros do discurso organizam o nosso discurso quase que do mesmo modo que organizam as formas gramaticais.
Cada enunciado particular é individual, mas cada campo de utilização da língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, denominados gêneros discursivos.
Se os gêneros discursivos não existissem, se os falantes pudessem falar livremente, a comunicação humana seria quase impossível. Quanto melhor dominamos os gêneros, mais livremente os empregamos.

Esses enunciados refletem as condições específicas e as finalidades de cada referido campo por seu: conteúdo temático, estilo de linguagem (seleção de recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais) e construção composicional.
Gêneros discursivos primários – formados nas condições de comunicação discursiva imediata
Gêneros discursivos secundários – surgem nas condições de convívio cultural mais complexo, desenvolvido e organizado. No seu processo de sua formação, incorporam os gêneros primários.
Estilo
Todo enunciado é individual e pode refletir a individualidade do falante. Mas nem todos os gêneros são propícios a essa individualidade.
Na imensa maioria dos gêneros discursivos o estilo individual não faz parte do plano do enunciado, é apenas um produto complementar.
Libras na esfera cotidiana
A interpretação em Libras deve acompanhar essas características.
Libras na esfera educacional
Libras na esfera acadêmica
Entonação expressiva
pode mudar o sentido da palavra.
Palavras
Nosso discurso é pleno de palavras do outro.
Própria – minha palavra
Alheia – palavra do outro
Neutra – palavra da língua e de ninguém
Autor-pessoa
(sujeito físico, aquele que escreve)
nesse momento e nesse lugar, em que sou o único a estar situado em dado conjunto de circunstâncias, todos os outros estão fora de mim.
Processo de identificação com o outro
Autoria
Várias vozes que entram na composição de uma obra e a obra só se completa com o sentido do leitor que, de certa forma, é também co-autor da obra.
Autor-criador
(sujeito não físico - posicionamento do autor-pessoa na representação da voz social)
Exotopia
Excedente de visão humana
devo vivenciar - ver e inteirar-me - o que ele vivencia, colocar-me no lugar dele, como que coincidir com ele
Enunciado
Autor
Autoria
Exotopia
Gêneros
Discursivos
Primário
Secundário
Estilo
Autoria na interpretação
Relação intérprete-outros:
que espaço ocupam;quem são os outros; que posição adota o intérprete?
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