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Paulo Freire

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by

Nadir Azibeiro

on 10 July 2013

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Transcript of Paulo Freire

Educação como Prática de Liberdade
O Oprimido vira "hospedeiro" do opressor.
Diálogo,
a partir da Realidade
ModernidadeColonialidade
The Product
Pedagogia
do
Oprimido

Não há, também, diálogo, se não há uma intensa fé nas pessoas. Fé no seu poder de fazer e refazer. De criar e recriar. Fé na sua vocação de ser mais, que não é provilégio de alguns eleitos, mas direito de tod@s.
4ed. Paz e Terra, 1977
Pedagogia do Oprimido
compromisso com a transformação
Pedagogia do Oprimido
Uma história local foi produzida como universal. Assim foram silenciadas e desclassificadas as outras histórias, línguas, culturas.
A produção do Outro como subalterno e perigoso.
Os colonizadores, para ocultar a violência da conquista, impiedosamente desmoralizavam os colonizados. Afirmavam, por exemplo [...] que eram seres inferiores, incultos e bárbaros. Por isso mesmo deviam ser colonizados (ou escravizados, ou mortos...)
Produção do Outro como Subalterno e Perigoso
Desconstrução
de
Subalternidades

Frantz Fanon
Aimé Césaire
Uma história local e um modo de produção do conhecimento foram convertidos no padrão a
partir do qual todos os povos passaram a ser julgados e classificados.
Colonialidade como estrutura política, social, econômica, psicológica, que cria o Outro como subalterno
Martinica, 20jul1925 - Washington, 6dez1961 (psiq)
Processo de desumanização que arrancou milhões de seres humanos de seus deuses e de suas terras, de seus hábitos, de sua vida, de sua sabedoria.
Martinica, 26jul1913 - 17abr2008 (poeta)
Os oprimidos introjetam a "sombra" dos opressores e seguem suas pautas.
Os oprimidos, "imersos" na própria engrenagem da estrutura dominadora, temem a liberdade, enquanto não se sentem capazes de correr o risco de assumi-la.
A Pedagogia do Oprimido, como pedagogia humanista e libertadora, supõe que os oprimidos vão desvelando o mundo da opressão e vão se comprometendo na praxis com a sua transformação.
Como é possível uma educação que possibilita a praxis transformadora?
A superação da contradição opressores-oprimidos não está na pura troca de lugar. Mais ainda: não está em que os oprimidos de hoje, em nome da libertação, passem a ser novos opressores.
Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: as pessoas se libertam em comunhão, mediatizadas pelo mundo.
Ao defendermos um permanente esforço de reflexão dos oprimidos sobre suas condições concretas, não estamos pretendendo um jogo divertido em nível puramente intelectual. Estamos convencidos, pelo contrário, de que a reflexão, se realmente reflexão, conduz à prática.

A ação política junto aos oprimidos tem de ser "ação cultural" para a liberdade, por isto mesmo, ação COM eles. Não é "propaganda libertadora". Não está no mero ato de "depositar" a crença da liberdade, mas no diálogo, a partir da confiança.
Educador e educandos, co-intencionados à realidade, se encontram numa tarefa em que ambos são sujeitos no ato, não só de desvelá-la e, assim, criticamente reconhece-la, mas também no ato de re-criar este conhecimento.
´´É que, para os opressores, pessoa humana são apenas eles. Os outros, estes são "coisas".
Para eles, só há um direito - o seu direito de viverem em paz, ante o direito de sobreviverem, que talvez nem sequer reconheçam, mas somente admitam, aos oprimidos. E isto ainda porque, afinal, é preciso que os oprimidos existam para que eles existam e sejam "generosos".
Na "imersão" em que se encontram, não podem os oprimidos divisar, claramente, a "ordem" que serve aos opressores que, de certa forma, "vivem" neles. "Ordem" que, frustrando-os no seu atuar, muitas vezes os leva a exercer um tipo de violência horizontal com que agridem os próprios companheiros.
Se não amo o mundo, se não amo a vida, se não amo as pessoas, não me é possível o diálogo.
Não há, por outro lado, diálogo, se não há humildade. A pronúncia do mundo, com que as pessoas o recriam permanentemente, não pode ser um ato arrogante.
Investigar o "tema gerador" é investigar o pensar das pessoas referidas à realidade, é investigar seu atuar sobre a realidade, que é a sua praxis.
O eu antidialógico, dominador, transforma o tu dominado, conquistado, num mero "isto".
Se nada ficar destas páginas, algo, pelo menos, esperamos que permaneça: nossa confiança no povo. Nossa fé nas pessoas e na criação de um mundo em que seja menos difícil amar.
Não creio em nenhuma busca, bem como em nenhuma luta em favor da igualdade de direitos, em prol da superação das injustiças, que não se funde no respeito profundo à vocação para a humanização, para o ser mais de mulheres e homens.

Cartas a Cristina, p. 185
Não posso investigar o pensar dos outros, referido ao mundo, se não penso. Mas não posso pensar pelos outros, nem para os outros, nem sem os outros. A investigação do pensar do povo não pode ser feita sem o povo, mas com ele, como sujeito do seu pensar. E se seu pensar é mágico ou ingenuo, será pensando o seu pensar, na ação, que ele mesmo se superará. E a superação não se faz no ato de consumir idéias, mas no de produzi-las e de transforma-las na ação e na comunicação.
O processo discriminatório gera em quem discrimina um mecanismo de defesa que quase os petrifica ou os "impermeabiliza". As vezes até parece que se convencem, mas não se convertem. Intelectualmente, aceitam que se contradizem, mas visceralmente não se sentem em contradição. Não há, para eles, inconciliação entre o discurso cristão do "ama a teu proximo como a ti mesmo" e a prática racista. O discriminado ou a discriminada, para o racista, não é outro, é isto. É como se a prática de discriminar emburrecesse as pessoas, além de embrutece-las.
Cartas a Cristina, p. 186
No Pedagogia da Esperança Paulo Freire se refere "à marca machista" com que escreveu a Pedagogia do Oprimido, à "linguagem machista que marca todo o livro" .
O respeito ao saber popular implica necessariamente o respeito ao seu contexto cultural. A localidade d@s educand@s é o ponto de partida para o conhecimento que el@s vão criando do mundo. SEU mundo, em última análise, é a primeira e inevitável face do mundo mesmo.
Pedagogia da Esperança, p. 86ss
A leitura do mundo
precede a leitura da palavra.
É a leitura do mundo exatamente a que vai possibilitando a decifração cada vez mais critica da ou das "situações limite", mais além das quais se acha o "inédito viável".
Pedagogia da Esperança, p. 11
P.O., p. 32; P.E. p. 19.
P.O., p. 63, p. 93
P.O., p. 94
P.O., p. 95
P.O., p. 95
P.O., p. 115
P.O., p. 119
P.O., p. 218
P.O., p. 35
P.O., p. 48
Para os opressores, na hipocrisia de sua "generosidade", são sempre os oprimidos, que eles jamais, obviamente, chamam de oprimidos, mas... "essa gente", ou "selvagens", ou "nativos", ou "subversivos"... são sempre estes os "violentos", "bárbaros", "malvados", "ferozes"... quando reajem à violência dos opressores.
P.O., p. 45-46
Albert Memmi
Retrato do colonizado precedido do retrato do colonizador.
Tunísia, 15dez1920 (ensaista)

P.O., p. 196
P.O., p. 53
P.E. p. 66ss.
P.O. p. 30ss.
P.O. p.61
Para Freire, a linguagem significa. E é no Pedagogia da Esperança que ele mais chama a atenção sobre isso. Fala, por exemplo, na marca da colonialidade pela qual continuamos a usar o Norte como modelo: por que empregamos "nortear", ao invés de "sulear"? Ao olhar o céu, quem nos orienta é a Ursa Maior ou o Cruzeiro do Sul?
P.E., p. 24; p. 218ss.
A tomada de consciência de seu "ser em situação", de seu contexto, abre a possibilidade de, a partir das situações-limite, criar os inéditos-viáveis. Essa é a "fronteira entre o ser e o ser-mais".
P.E, p.205ss
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