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Homoparentalidades Jorge Gato

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by

J G

on 12 April 2015

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Transcript of Homoparentalidades Jorge Gato

O que é?
Investigação psicológica
Comportamento e práticas parentais
* Perfil psicológico e práticas parentais de
mães
lésbicas e
pais
gay

* Desenvolvimento psicológico de
crianças
educadas em contexto homoparental

*
Atitudes
face à homoparentalidade
Homoparentalidades:
Perspetivas Psicológicas

Jorge Gato, PhD

Identidade sexual das mães ou dos pais à data do nascimento do/s filho/s:
* Filhos no âmbito de relacionamento heterossexual prévio
* Famílias “de novo”
Método utilizado para aceder à parentalidade:
* Métodos
autónomos
- Relações sexuais
- Auto-inseminação
- Arranjos co-parentais
* Métodos
não autónomos
- Procriação medicamente assistida
» Inseminação artificial
» Maternidade de substituição
- Adoção

* Censos de 2000 nos EUA:
150 000
crianças a viver em agregados homoparentais (Gates, Badgett, Macomber, & Chambers , 2007).

* Lésbicas e gays subscrevem, tal como os heterossexuais, o
valor
da parentalidade, considerando que os seus benefícios são maiores do que os seus custos (Patterson & Riskind, 2010).

* Em Portugal?
Prevalência
6
6
8
9
9
8
7
6
Objeções mais frequentes
* Ser educado por gays ou lésbicas (ausência de uma figura materna e paterna) poderia comprometer o desenvolvimento da
identidade sexual e de género
das crianças, propiciando a homossexualidade.
* As crianças seriam vítimas de
discriminação,
dada a homofobia que impera na sociedade.
* As crianças correriam maior risco de ser vítimas de
abuso sexual.
* Dificuldades em termos do
desenvolvimento psicológico.
* Identificaram-se, sobretudo,
semelhanças
entre o comportamento parental das pessoas homossexuais e o das pessoas heterossexuais

* Quando existem
diferenças
,
estas favorecem, geralmente, as pessoas LG em vários domínios:
»
Divisão do trabalho doméstico e qualidade da relação conjugal
(e.g., maior equidade nas famílias hp em tarefas de cuidados das crianças, participação em atividades com os filhos, satisfação com a divisão do trabalho, etc.)
»
Parentalidade e qualidade das relações pais-filhos
(e.g., famílias hp refletem durante mais tempo na decisão de ter filhos, colocam menos ênfase na conformidade de género, etc.)
»
Experiências associadas ao processo de inseminação e adoção

(e.g., nas famílias hp maior abertura sobre processo de inseminação, maior probabilidade de adoção inter-racial, etc.)
Identidade sexual
» identidade de género
» comportamento de género
» orientação sexual
Adaptação psicológica
» autoconceito
» comportamento
» estabilidade emocional
» capacidade cognitiva, etc.
Relacionamentos sociais
» estigmatização
Desenvolvimento psicológico das crianças
* 85% dos estudos não dão conta da presença desproporcionada de
orientação sexual
homossexual nos adolescentes e adultos educados por mães e pais LG (0 a 10%, o que corresponde à estimativa da proporção de homossexuais numa dada população).
* 92% dos estudos indicam que as crianças criadas em contexto homoparental não desenvolvem uma
identidade de género
contrária ao seu sexo biológico.
* Quanto ao
comportamento de género
, foram encontradas algumas diferenças. Por exemplo, brincadeiras menos estereotipadas.
Desenvolvimento psicossexual
Adaptação psicológica
De uma forma geral não se verificaram diferenças significativas entre as crianças criadas em contexto heterossexual e aquelas criadas por mães lésbicas e pais gay em termos de:
» Comportamentos problemáticos
» Ansiedade
» Depressão
» Autoestima
» Funcionamento cognitivo
* Resultados variam consoante o
contexto
:
» Estudo francês revelou algumas dificuldades
de interação social (Nadaud, 2000).
» Estudos norte-americanos (e.g., Flaks et al., 1995)
e belgas (e.g., Vanfraussen et al., 2002) não reportaram
quaisquer dificuldades.
* Filhos/as
adultos/as

de mães lésbicas
recordam alguma discriminação pelos colegas,
mas parecem ter lidado bem com a situação
(Tasker & Golombok, 1995; López-Gaviño, 2014).
* Em
Espanha
, González e cols. (2004) constataram que
os/as filhos/as de L e G estavam integrados/as socialmente
(dados obtidos através de colegas e auto-relatos).
Relacionamentos sociais
* Cerca de metade dos futuros/as intervenientes da rede social não teve contacto com informação sobre esta temática.
* Atitudes negativas face à homoparentalidade manifestam-se através de avaliações da
competência parental
e do
desenvolvimento da criança
.
* Papel mediador das
atitudes face a LG
nas atitudes face à homoparentalidade.
* Influência da
escolha profissional
: preconceito maior nos cursos em que a relação de ajuda não é central.
*
No entanto
,
mesmo a formação não consegue suprimir alguns preconceitos:
» Valorização da masculinidade
» Avaliação mais negativa de mães lésbicas
» Avaliação mais negativa da biparentalidade homossexual do que da monoparentalidade
Síntese dos resultados
* Famílias homoparentais têm de lidar com o
preconceito
que ainda se verifica contra as minorias sexuais.

http://fra.europa.eu/DVS/DVT/lgbt.php

* O preconceito constitui um fator de
stress adicional
, particularmente quando é evidenciado por aqueles profissionais cujo papel é atender às necessidades psicossociais da população.
Homoparentalidade e preconceito
Um vasto corpo de dados provenientes de mais de 30 anos de investigação revela que as crianças educadas por mães lésbicas ou pais gay demonstram resiliência no que diz respeito à sua saúde social, psicológica, e sexual apesar das disparidades económicas e legais e do estigma social. Muitos estudos demosntraram que o bem-estar das crianças é mais afetado pela qualidade da relação com os seus pais, o sentimento de competência e segurança dos mesmos, e a presença de suporte social e económico para a família do que pelo género ou orientação sexual dos seus pais (Perrin, Siegel, & The Committee on Psychosocial Aspects of Child and Family Health, 2013, p. e1374).
Recomendações da“Academia Americana de Pediatria”(2013)
“A discriminação contra as mães lésbicas e os pais gay priva os seus filhos dos benefícios, direitos e privilégios gozados pelos filhos dos casais heterossexuais.”

“A APA encoraja os psicólogos a agir para eliminar a discriminação baseada na orientação sexual nas matérias acima mencionadas [adoção, direitos de custódia e visitas, acolhimento familiar e serviços de saúde reprodutiva], na sua prática, investigação e formação.”
Recomendações da APA (2002, in Paige, 2005)

Família homoparental
Vias para a homoparentalidade
“Um conjunto de pessoas constituído por 2 grupos: uma estrutura parental formada por um único pai ou por uma única mãe ou por um casal de pessoas do mesmo sexo, na qual a orientação [não heterossexual] é individualmente clara e coletivamente reconhecida; por outro lado, uma ou mais crianças, legalmente consideradas como descendentes ou provenientes de pelo menos um dos pais/mães.”
Leroy-Forgeot (1999, in Gross, 2000, p. 306)

Lugar que a homoparentalidade ocupa no panorama social contemporâneo resulta de várias transformações sociohistóricas:

- Processo de
individualização

em curso desde o fim do séc. XIX: relações familiares passam a ser menos valorizadas pelo seu caráter institucional, do que pela satisfação que devem trazer a cada um dos membros da família.

-
Transformações sociais
ocorridas a partir dos anos 1960: lutas feministas, maior maleabilidade dos costumes sexuais, surgimento das técnicas de PMA e movimentos de defesa dos direitos das pessoas LGBT.

9
Enquadramento sociológico
* Sexo
:

biologia e genética [homens, mulheres, pessoas intersexo]
* Género
papéis de género
:
expectativas culturais em função do sexo da pessoa [masculino, feminino, andrógino]
identidade de género:
modo como a pessoa olha para si mesma enquanto homem ou mulher [cisgénero ou transgénero].
* Orientação sexual
:
atração sexual e/ou emocional dirigida a pessoas do mesmo sexo [orientação homossexual: lésbica ou gay], a pessoas de sexo diferente [orientação heterossexual], ou de ambos os sexos [orientação bissexual].
* Pessoas LGBT
(lésbicas, gays, bissexuais e transgénero)
* Não há necessariamente uma relação linear entre estas dimensões da identidade sexual.
9
Identidade sexual:
conceito multidimensional
* American Psychiatric Association (2002)
* Colégio Oficial de Psicólogos de Madrid (2004)
* American Psychological Association (2005)
* American Academy of Child & Adolescent Psychiatry (2009)
*American Psychoanalytical Association (2012)
* American Academy of Pediatrics (2013)
* Ordem dos Psicólogos Portugueses (2013)
Posição de organizações científicas e profissionais
"A orientação sexual e a configuração familiar homoparental não parecem ser um factor determinante do desenvolvimento infantil nem da competência parental"

“É de sublinhar que é reconhecida Psicologia um corpo de conhecimentos científicos sólidos e abalizados sobre o desenvolvimento psicossocial de crianças e jovens. Estes conhecimentos devem ser sempre baseados em evidências científicas válidas, e não em julgamentos morais e pessoais (p. 8)"

Recomendações da OPP (2013)
Atitudes face à homoparentalidade: um estudo
7
6
*
Intersecionalidade
: foco nas diversas categorias de pertença, além da identidade sexual (e.g., "raça"/etnia, NSE, etc.)

* Conhecimento do processos identitários LGBT, nomeadamente no que diz respeito ao
coming out

(por exemplo, que efeito têm na intenção de ter filhos)

* Perspetiva
sistémica
> relação com outros sistemas (por exemplo, relação com família alargada, profissionais da rede social, visibilidade e autoapresentação )
> especificidades do ciclo de vida das famílias homoparentais
Intervenção


7
6
Desafios
comuns
a todas as famílias + desafios
específicos

decorrentes de uma identidade LGBT

* Eventuais dificuldades no processo de coming out, atraso no cumprimento de algumas tarefas desenvolvimentais, adiamento da parentalidade
* Dificuldades em encontrar companheiro/a em contextos mais fechados
* Impacto do heterossexismo na conjugalidade (e.g., desproteção legal, relação difícil com famílias de origem,
* Impacto do heterossexismo na parentalidade (e.g., revelação da identidade sexual aos filhos, como lidar com o preconceito, etc.).

Ciclo vital da família homoparental
7
6
Gato, J. (2014).
Homoparentalidades: Perspetivas Psicológicas
. Coimbra: Almedina.


Lev, A. I. & Sennott, S. L. (2013). Clinical work with LGBTQ parents and prospective parents. In A. E. Goldberg & K. R. Allen (eds.),
LGBT-Parent Families: Innovations in Research and Implications
(pp. 241-260). New York: Springer.


Referências Bibliográficas
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