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Casa-grande e senzala, III - O colonizador português: antecedentes e predisposições

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Derli Francisco Júnior

on 27 November 2014

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Transcript of Casa-grande e senzala, III - O colonizador português: antecedentes e predisposições

Antecedentes da colonização portuguesa
Formação do povo português:

- Decadência do Império Romano;

- Invasões na Península Ibérica;

- Consequência da invasão: uma sociedade heterogênea;
Gilberto Freyre
Nascido em Recife, 1900;
A figura do colonizador português
- Imagem do colonizador;

- Adversidade entre o colonizador português e o conquistador espanhol;

- A estruturação social;

- A importância da "descoberta" do Brasil;
O colonizador português: antecedentes e predisposições
Casa Grande & Senzala, capítulo III
Pai educador e juiz de direito;
Colégio Americano Gilreath;
Aprendeu latim, francês e grego;
Realizou conferência pública com o tema "os problemas da Educação no Brasil;
Formou-se e começou sua graduação nos Estados Unidos, em Baylor.
Gilberto Freyre
Defendeu a tese de doutorado na Colúmbia,
Com o tema
Social life in Brazil in the middle of 19th century
entre outros ensaios;
Morou em Portugal e em diversos países europeus, sendo o escritor mais reconhecido no exterior;
Em 1920 tem contato com 'poetas novos' da América do Norte, ensina francês a soldados;
Gilberto Freyre
Trabalha como professor nos Estados Unidos e ministra palestras pelo Brasil afora.
Casa Grande e Senzala
(1933) foi o livro que mais marcou sua obra. O primeiro da trilogia seguido por
Sobrados e Mucambos
e
Ordem e Progresso
.
Outras obras:
Jazigos e Covas Rasas, Vida, Forma e Cor, Insurgências e Ressurgências, O mundo que o português criou, Aventura e rotina
,
Rurbanização: o que é?
,

Homem, cultura e tópico
,
Além apenas do moderno e Tempo de aprendiz
.
Gilberto Freyre
Seu amor pela terra e cultura brasileiras o levam a escrever os
Guias Práticos, Históricos e Sentimentais de Recife e Olinda
, como o livro
Açúcar
, onde explora a culinária nordestina. Escreve também as novelas
D. Sinhá e o Filho Padre
,
O outro amor de Dr. Paulo
e diversos ensaios.
Gilberto Freyre
Recebeu o título de doutor
Honoris Causa
das universidades de Coimbra, Münster, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraíba e Lisboa.
De 1927 a 1930: secretário de gabinete do governador Estácio de Albuquerque Coimbra.
Apoia José Américo de Almeida e Brigadeiro Eduardo Gomes em suas candidaturas (1937 e 1945, respectivamente). Recusa cargos públicos que lhes são oferecidos.
Gilberto Freyre
Estuda literatura com o professor-doutor e crítico literário Andrew Joseph Armstrong, de Baylor.
Torna-se editor da revista
El estudiante Latino Americano
, além de nela publicar artigos em inglês.
Retorna, em 1923 [ou 1924] ao Brasil.
Sua obra foi ampla: romances, ensaios, poesias, pintura/caricatura; apreciada em diversos países.
Gilberto Freyre
Aos 41 anos, casa-se com Maria Magdalena Guedes Pereira.
É preso em 1942 após denunciar práticas nazistas, mas com intervenção do General Góes Monteiro, é solto.
Realiza diversas viagens pela América Latina.
Gilberto Freyre
Gilberto recebeu diversos prêmios:
Sociedade Felipe d'Oliveira
,
Moinho Santista para Ciências Sociais
,
Aspen
,
Jabuti
entre outros.
Faleceu aos 87 anos no Hospital Português, às quatro da manhã do dia 18 de Julho, dia do aniversário de sua esposa.
A figura do colonizador português
“No Brasil, a catedral ou a igreja mais poderosa que o próprio rei seria substituída pela casa grande de engenho. Nossa formação social, tanto quanto a portuguesa, fez-se pela solidariedade de ideal ou de mística consciência de raça.”
(FREYRE, 1963, p. 250)
A figura do colonizador português
- Contradição da suposta xenofobia;

- Cristãos vs. Hereges

- Casos de famílias inglesas no Brasil (Henry Koster e John Whittal)
Antecedentes da colonização portuguesa
“Portugal é por excelência o país do louro
transitório ou do meio-louro. Nas regiões mais penetradas de sangue nórdico, muita criança nasce loura e cor de rosa como um Menino Jesus flamengo para tornar-se, depois de grande, morena de cabelo escuro.”

Antecedentes da colonização portuguesa
- Cristãos novos: mouros e judeus que se converteram ao cristianismo;

- Portugueses velhos: a aristocracia nórdica/romana vinda do Norte de Portugal.

- Legado cultural e científico dos mouros;

- Grandes navegações.
Presença dos mouros no Brasil
- Primeiros colonizadores;

- Doçura no tratamento dos escravos;

- Herança na escola, em casa, na arte e na culinária.
A religiosidade de Portugal no Brasil
- Intimidade entre o devoto e o santo;

“Santos milagrosos [...] foram entre nós sagrados capitães ou chefes militares como qualquer poderoso senhor de engenho.”
(FREYRE, 1963, p. 278)

- As festas da Igreja
Heranças portuguesas no Brasil
- Invasões mouras e guerras;

- Participação dos mosteiros como cultivadores

“Daqueles cujas casas grandes e engenho foram também focos de atividade industrial e de beneficiência. Oficina, asilos de órfãos, hospitais/hospedarias.”
(FREYRE, 1963, p. 285-286)
Heranças portuguesas no Brasil
A participação da religião na sociedade

- O impacto da extinção das ordens religiosas;

- Jejuns como regime de alimentação;

- E a não abundância de comida;
A ruína de Portugal
“Portugal, mesmo dono das Índias e do Brasil, tornara-se, com a sua improdutividade de nação simplesmente comercial, mesmo explorador ou transmissor da riqueza.”
(FREYRE, 1963, p.291)
O português e a colonização
A grande obra da colonização
O português e a colonização
- Escassez de gente em Portugal;

- Necessidade de procriação;

- Influência religiosa;

- Rezas a São João e São Gonçalo;
A ocupação do território
Heranças portuguesas
- Rituais de tempos pagãos como a fricção sexual se acomodou nas formas católicas;
“O São João é no Brasil, além de festa afrodisíaca, a festa agrícola por excelência. A festa do milho cujos produtos culinário – a canjica, a pamonha, o bolo – enchem as mesas patriarcais para as vastas comezainas da meia-noite.”
(FREYRE, 1963, p.300)
- Santos protetores do amor vistos como protetores da agricultura;
Questões finais de Casa-Grande e Senzala
- A escravidão (procriação);

- O clima tropical e a sua contribuição para a escravidão e a excitação;

- Prática do sexo precocemente por parte dos meninos;

- Degenerescência dos europeus;

- O açúcar e os negros - fundação da colonização da colonização aristocrática do Brasil.
A questão indígena
- 1499: Vicente Yanes Pizon é o navegador que des-cobre o Brasil. Porém, por não haver provas físicas desse acontecimento, oficializa-se o descobrimento em 1500.

- Todavia, Niéde Guidon calcula que a ocupação hu-mana do Brasil tenha-se dado há 12000 anos (a população densa do nordeste há 8000 anos).
- Relatos de Cabral foram feitos pelo ponto de vista dos colonizadores, podendo, portanto, haver distorções na história oficial pedagógica.

- A descrição de Caminha ("Eles não lavram, nem criam") é desacreditada por Niéde Guidon: os índios praticavam agricultura há mais de 4000 anos; em todo o território brasileiro, há mais de 2000 anos, combatendo o construto de "índio preguiçoso".
- A lei promulgada em 24 de Fevereiro de 1587, que obrigava a presença de missionários junto às 'tropas' de descimento, faz-nos questionar: Se não há guerra, para que tropas?

- Houve recusa ao catolicismo por parte dos índios; a repressão cultural é considerada um ato de guerra. O povo indígena dominava ar-mas de madeira e pedra nesse período, quando os colonizadores tinham a vantagem bélica, já dominando o aço e a pólvora.
- De acordo com Beatriz, "tudo leva a crer que muitos desses inimigos foram construídos pe-los colonizadores cobiçosos de obter braços escravos para suas fazendas e indústrias".

- Dessa maneira, agora já havia o índio pacífico que trabalhava para o português, bem como os prisioneiros da 'guerra justa', escravos que ser-viam seus colonizadores.
- Segundo Beatriz, havia vários documentos legais promulgados na finalidade de regula-mentar o trabalho dos índios livres, dando-lhes direito a remuneração e ao retorno do aldeamento após certo tempo de trabalho.
Ainda segundo ela, "a liberdade é violada, o prazo estipulado desobedecido e os salários não são pagos: há vários indícios de que os índios das aldeias acabavam ficando em situa-ção pior que a dos escravos: sobrecarregados, explorados, mandados de um lado para outro sem que sua 'vontade' exigida pelas leis fosse considerada".
- O trabalho escravo do índio, incapaz e molenga;

- O trabalho escravo do negro, disciplinado pelo rigor da escravidão;

- A glória e o esplendor de Portugal durante a colonização.
Função cultural das missões

Função econômica das missões

Crítica
ao estilo da obra

Crítica
ao rigor científico da obra
Miscigenação
e enriquecimento cultural

A questão sexual
Exclusão discursiva:
o caso “nós”

A questão da senzala
(relações escravistas)
Formação do Nordeste

A questão racial e cultural
(e a busca pelo nacionalismo)
Citação final
Bibliografia
NEJAR, Carlos.
História da literatura brasileira
. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2007.
FREYRE, Gilberto. In Britannica Escola Online.
Enciclopédia Escolar Britannica
,

2014. Disponível em: <http://escola.britannica.com.br/article/487836/Gilberto-Freyre>. Acesso em: 13 de setembro de 2014.
FREYRE, Gilberto. In
Releituras
, 2014. Disponível em <http://www.releituras.com/gilbertofreyre_bio.asp>. Acesso: em 13 de setembro de 2014.
PROUS, André.
O Brasil antes dos brasileiros. A pré história do nosso país.
Jorge Zahar Editor, 2006.
CAMINHA, Pero Vaz de.
Carta a El Rey Dom Manuel.
Versão Ruben Braga. Rio de Janeiro: Record, 1981.
O Brasil nos entornos de 30
- As revoltas do início do século XX;

- O sentido anticonformista que brotou na época; a capacidade de inúmeros grupos sociais brasileiros de demonstrar insatisfação;

- Os historiadores brasileiros Paulo Prado, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre surgiram junto à segunda geração
modernista, ou Geração de 30,
de cunho pessimista.
O Brasil nos entornos de 30
- O pessimismo parece fomentar a necessidade de compreensão das origens do Brasil, o retorno no tempo - até mesmo no ponto de vista esté-tico, se observarmos no âmbito artístico: retorno ao soneto e à tradição lírica (Vinícius de Moraes).
- A partir desse momento, que marca o fim da República Velha, os movimentos sociais perdem a frequência tida até então, para darem espaço ao movimento intelectual, a busca teórica de explicação da atual situação nacional, justifican-do, a retomada histórica.
Amo-te tanto, meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Soneto do amor total (Vinícius de Moraes)
O Brasil nos entornos de 30
Era justamente um intuito anticonvencional que nos pare-cia animar a composição libérrima de Casa-grande e sen-zala, com a sua franqueza no tratamento da vida sexual do patriarcalismo e a importância decisiva atribuída ao escravo na formação do nosso modo de ser mais íntimo. O jovem leitor de hoje não poderá talvez compreender, sobretudo, em face dos rumos tomados posteriormente pelo seu autor, a força revolucionária, o impacto libertador que teve este grande livro. Inclusive pelo volume de informação resultante da técnica expositiva, a cujo bombardeio as noções iam brotando como numa improvisação de talento, que coordenava os dados conforme pontos de vista totalmente novos no Brasil de então. (CANDIDO, 1967, p. 21).
O Brasil nos entornos de 30
"Quando diz que são estes os livros que podemos considerar chaves, os que pare-cem exprimir a mentalidade ligada ao sopro de radicalismo intelectual e análise social que eclodiu depois da Revolução de 1930. Aqui ele está afirmando o aspecto inovador produzido por estes três intelectuais no tra-tamento e na busca por explicações teóricas para a situação brasileira. Antônio Candido disse mais:
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