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Língua portuguesa - Coesão e coerência - .

05 mai 2013
by

Maria da Guia Silva

on 9 May 2013

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Transcript of Língua portuguesa - Coesão e coerência - .

Coesão e Coerência Textuais Fatores de coerência Finalmente: chegou o iPobre! Iniciando nossa conversa.. Coesão e coerência
Disciplina: Língua portuguesa

Elementos de textualização:
coesão e coerência A tentativa de estabelecer um sentido para o que lemos representa o nosso esforço em perceber se há coerência naquilo que se nos apresenta como um texto. O que é coerência?

Frequentemente, ouvimos dizer: esse texto não está coerente; isso não é um texto; essas ideias são confusas, sem sentido...

Mas o que é, afinal, esse requisito indispensável à existência de um texto? Assim, quando se fala em coerência, pensa-se nos nexos de sentido(s) entre as passagens do texto. Em geral, para que um texto faça sentido, é necessária a existência de elementos que estabeleçam relações entre os componentes textuais. No caso do texto escrito, chamamos de ELEMENTOS COESIVOS as palavras e expressões que estabelecem o encadeamento entre os componentes textuais. Mas o que significa exatamente coesão? É comum ouvirmos dos técnicos de futebol, por exemplo, que eles querem organizar um time “coeso”. Esse desejo de que a “união” fortaleça o time também é válido na produção de textos em diferentes gêneros. A coerência e a coesão contribuem para conferir textualidade aos enunciados. A primeira se manifesta, em grande parte, no nível macrotextual. Coerência é, pois, o resultado da possibilidade de se estabelecer alguma forma de unidade ou relação de sentido(s) entre os elementos do texto, como um todo.
Assim, podemos afirmar que a coerência é global. Já a coesão é local.
Ela se refere ao modo como os vocábulos e os segmentos textuais se ligam dentro de uma sequência (frasal ou interfrasal), estabelecendo conexões entre uma informação e outra. É importante lembrar que a coesão pode auxiliar no estabelecimento da coerência, embora nem sempre a coesão se manifeste explicitamente através de marcas linguísticas. Isso nos faz concluir que pode haver textos coerentes mesmo que a coesão se mostre por mecanismos distintos dos conectivos tradicionalmente utilizados (conjunções, advérbios, preposições). Por outro lado, podem existir textos que, embora contenham elementos coesivos, apresentam problemas de coerência. Vejamos um exemplar do gênero "conversa" no MSN. Túlio diz: olá!

Paola diz: olá!

Túlio diz: de onde fala?

Paola diz: São Paulo, e vc ?

Túlio diz: também.... sua família é daqui?

Paola diz: sim, mas meus pais são italianos.

Túlio diz: legal. vc deve ser bonita...

Paola diz: aí, eu não posso responder...  seria muito convencida.. . hihihihihihi! !!! =)

Túlio diz: vc é modesta, heim! me fala como você é

Paola diz: sou branca, cabelo castanhos, lisos…

Túlio diz: tô gostando…

Paola diz: lábios carnudos parecidos com o da Angelina Jolie…

Túlio diz: uaaaau!

Paola diz: e olhos verdes.

Túlio diz: caramba!!!!! ! manda uma foto, manda uma foto!

Paola diz: tá bom, aceita aí o arquivo… Carregando…



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Download completo! Silêncio completo...
Túlio está offline. Vejamos, agora, um exemplar de outro gênero discursivo.

Trata-se de um pequeno fragmento de um relatório escrito por um técnico em edificações para o engenheiro-chefe de uma obra.

Esse relatório é, especificamente, sobre o andamento de uma reforma em um imóvel de classe média alta, visitado pelo técnico. Quando cheguei na casa da Av. Odilon, que está em reforma, às 11h do dia 14 de novembro, vi que as janelas da casa foram pintadas de azul, mas os pedreiros estavam almoçando. Apesar da sunjeira da obra, a água da piscina parecia limpa; entretanto, foi tratada com cloro de boa qualidade. Por volta das 11h do dia 14 de novembro do corrente ano, cheguei à casa 2364 (em reforma) da Av. Odilon, nesta Capital.

Imediatamente, vi que as janelas da casa foram pintadas de azul, conforme solicitação da proprietária da residência, e que os funcionários estavam almoçando no horário preestabelecido.

Continuando minha vistoria, percebi que, apesar da poeira gerada pela obra, a água da piscina parecia limpa. Não poderia ser diferente: ela havia sido tratada com cloro de boa qualidade. Algo parece estranho? Esse fragmento precisa ser reescrito? Como você pode observar, quando falamos ou escrevemos, precisamos usar determinados termos que façam as conexões adequadas para o estabelecimento dos sentidos que queremos imprimir a nossos textos orais e/ou escritos.

Esses termos são justamente os elos coesivos.

No entanto, existe a possibilidade de esses elos não estarem plenamente explícitos e, ainda assim, atribuirmos coerência ao texto.

Vejamos um exemplo. iPobre chega ao mercado para revolucionar a vida dos pobres.

A banana mordida é o símbolo do iPobre.

O criador explica o motivo: “Maçã é fruta de rico; pobre come banana. Nada mais justo que a logomarca represente bem o seu público”.
O iPobre também mantém o usuário informado com as manchetes do “Pobre News”.

Além disso, conta com um aplicativo que permite ao dono do tablete fazer a compra de créditos para a carteirinha do vale transporte.

Tudo online. Sem sair de casa. O iPobre oferece previsão do tempo para informar se o usuário deve, ou não, sair de casa sem guarda-chuva.

Oferece também espaço para anotações de dívidas e serviço de busca de restaurantes self-service com preços acessíveis, bem como de lojas com descontos e promoções.

Também está incluso no "tablete" um aplicativo para o internauta procurar emprego.

“O iPobre veio para revolucionar a tecnologia em favor do pobre, porque pobre também merece desfrutar da tecnologia”, disse o criador do "tablete". Intuitivamente, acionamos diferentes conhecimentos para estabelecer a coerência dos textos com que temos contato todos os dias. Conhecimento linguístico O computador não é a resposta para tudo

Ouvindo-se the majority of people talk about computers nowadays, tem-se a impressão de que as pessoas que não fazem uso de computador não conseguem fazer mais nada. A adoração que se tem por esse instrumento é tamanha that a lot of people are buying computers até para enfeitar a casa. Afinal, it is the type of thing que está na moda e que parece to offer the answer to all the problems of modern life. Basta ter um computador e a mágica está feita.

É claro que computers are extremely useful. In fact, eu teria much more difficulty to write this text if I did not have todos os recursos que essas teclas e essa tela me proporcionam. No entanto, people seem to forget that the computer only works if there is um ser humano que o controle, fazendo-o agir de acordo com a vontade humana. O computador não vai resolver nada se o ser humano não ativá-lo para que realize algum procedimento.

Logo, o computador sozinho não passa de mais uma coisa para atravancar o espaço. In fact, it is an instrument in our hands. 

(MOITA-LOPES, 1999, p. 8). Ao longo de nossas experiências, acumulamos conhecimentos específicos que nos ajudam a desfazer ambiguidades e a compreender determinados textos que a outras pessoas podem parecer obscuros.

De fato, há textos que, mesmo que estejam escritos em nossa língua materna, só conseguiremos compreender se tivermos conhecimento de mundo na área que ele focaliza. Conhecimento de mundo CACHORRO Conhecimento partilhado Nossas experiências pessoais são responsáveis pelo tipo de conhecimento que acumulamos. Isso faz de cada um de nós um ser singular.

Você e eu não compartilhamos TODAS as nossas experiências. Todavia, também temos muito em comum com muitas pessoas, mesmo as que não conhecemos pessoalmente.

De fato, quanto mais informações partilhamos, mais possibilidades de reconhecer a coerência do enunciado do outro. Mesmo que esse enunciado seja cheio de informações implícitas. Quando lemos ou ouvimos um texto, estabelecemos algumas relações de sentido entre o que foi escrito ou falado e os conhecimentos que acionamos no processo de compreensão.

Essas relações de sentido são chamadas de inferências, que podem ser autorizadas (possíveis) ou não-autorizadas (equivocadas). Inferências O professor de Pedagogia comprou um X-Terra 2012 completão.  Inferências

1 – O professor de Pedagogia tem um carro possante e novo.

2 – O professor de Pedagogia tem dinheiro para comprar um automóvel caro.

3 – O professor de Pedagogia é rico.

4 – O professor de Pedagogia é uma boa companhia para mim. Das quatro inferências citadas, podemos observar que nem todas são autorizadas. Apenas as inferências 1 e 2 parecem adequadas.

Não podemos aceitar a 3 e a 4 como inferências possíveis, a não ser que haja outras informações, além do que foi expresso no exemplo. As inferências podem ser formadas a partir de pressupostos e de subentendidos.

No primeiro caso, o leitor/ouvinte se ancora em elementos linguísticos (em palavras usadas no texto) para fazer as correlações de sentido.

No segundo, é o contexto mais geral que faz surgir a inferência. Vejamos se os exemplos esclarecem mais essa diferença.
Pressupostos são ideias expressas de maneira explícita (clara), que surgem a partir do sentido de certa palavra.

Ex.: “O aluno ganhou o seu terceiro notebook na prova do SAERJ”.
# O que a palavra “terceiro” pressupõe?

Resposta: Que o aluno já ganhara outros 2 antes.

Outros exemplos:

a) José Sena agiu honestamente, apesar de ser político.
b) O filho da apresentadora Eliana é moreninho, mas é lindo! Subentendidos são insinuações, não marcadas no texto, em que o sentido só é observado no contexto, isto é, “nas entrelinhas”.

Ex.: “O aluno ganhou notebook na prova do SAERJ de novo!”
# O que está subentendido nesta fala dita em tom de indignação?

Resposta: Que a pessoa sente uma certa inveja com a conquista do outro.

Outros exemplos
 a) – Você tem fogo?
Contexto: uma pessoa com um cigarro na mão faz essa pergunta a outra que já está fumando, a qual imediatamente acende o isqueiro e o aponta para o cigarro da pessoa que fez a pergunta.

b) - Emprego hoje está difícil!
Contexto: afirmação de um gerente para um funcionário subalterno após este se desculpar por não poder realizar uma certa tarefa após o término do expediente.

# Obs.: o subentendido serve para o falante proteger-se, para não se comprometer. Relembrando...

Nesta aula, vimos que a coerência se manifesta, em grande parte, no nível macrotextual, é global. A coesão, por sua vez, é local. Também vimos que, intuitivamente, acionamos diferentes conhecimentos (linguístico, de mundo, partilhado) para estabelecer a coerência dos textos com que temos contato todos os dias. E ainda que, quando lemos ou ouvimos um texto, estabelecemos algumas relações de sentido (inferências, pressupostos, subentendidos) entre o que foi escrito ou falado no processo de compreensão. Exercícios:

1. Identifique as informações pressupostas nas frases abaixo:

a) “Capital da Líbia volta a ser bombardeada”.
b) “Estado do Rio registra primeiro caso de dengue tipo 4”.
c) “Para Ronaldinho Gaúcho, proposta do Flamengo foi a melhor”.
d) “Botafogo ainda não definiu treinador”.
e) “Abel Braga volta a treinar o Fluminense”.
f) “Vasco busca título inédito da Copa do Brasil”. 2. Identifique as informações subentendidas nas frases abaixo:

a) “Você gostaria de ir ao cinema comigo qualquer dia?” (rapaz abordando uma moça numa festa)
b) “E você é simpático.” (mulher respondendo a um elogio feito por um admirador)
c) “A bolsa da senhora está pesada?” (um rapaz)
d) “Você tem horas?” (um homem apressado)
e) “Filho, leve o guarda-chuva.” (mãe)
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