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Método de Pesquisa Survey

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Rosinha Silva

on 23 October 2013

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Transcript of Método de Pesquisa Survey

Método de Pesquisa Survey
O método Survey para Mello (2013) “é um método de coleta de informações diretamente de pessoas a respeito de suas idéias, sentimentos, saúde, planos, crenças e de fundo social, educacional e financeiro”. A coleta de informações é feita através de questionários, aplicados no publico alvo escolhido para realização da pesquisa. Fink (1995a; 1995c) apud Freitas et al. (2000) diz que o método utiliza um instrumento predefinido, que é o questionário, para obter descrições quantitativas de uma população.
Pinsonneault & Kraemer (1993) apud Freitas et al. (2000) classificam a pesquisa survey de acordo com seu proposito em: explanatória, exploratória, descritiva e quanto ao tempo em: longitudinal e corte-transversal.
Figura 01 – Levantamento de dados. Fonte: Mello (2013)
É muito importante para este método à definição da população a ser estudada, a escolha do grupo deve estar diretamente relacionada à hipótese da pesquisa. Para Babbie (1999) a principal diferença do método de pesquisa survey de um censo, por exemplo, tem uma amostra bem definida da população, enquanto o censo busca uma enumeração da população toda.
Historicamente o censo surgiu no antigo Egito, com o proposito de colher dados dos súditos e se perpetuou até os dias atuais, em pesquisas politicas. Há registros de uso de pesquisa survey de atitudes pelo sociólogo Karl Marx em 1880, que enviou questionários, sem sucesso quanto ao retorno, a trabalhadores, buscando identificar o grau de exploração pelos patrões, e pelo sociólogo Max Weber, que estudou operários protestantes e católicos num estudo sobre a ética protestante. (BABBIE 1999).
Mas para Babbie (1999), o auge da pesquisa survey é deste século, nos E.U.A, destacando o trabalho de três importantes setores, o U.S. Bureau of Census, que muito contribuiu com os desenhos das amostras, o investimentos da iniciativa privada em pesquisas de opinião o que apoiou o financiamento do desenvolvimento das pesquisas surveys, e por ultimo as obras pioneiras dos pesquisadores Samuel A. Stouffer e Paul F. Lazarsfeld, quanto ao refinamento cientifico do método.
Segundo Freitas et al. (2000) O método de pesquisa survey é quantitativo, e sua escolha estar associada aos objetivos da pesquisa. Para o autor tanto os métodos qualitativos quanto os quantitativos possuem vantagens e desvantagens. O pesquisador deve analisar qual método é adequado para sua pesquisa não sendo necessário restringir-se a um único método; para Freitas et al. (2000) “cada desenho de pesquisa ou investigação pode fazer uso de diferentes métodos de forma combinada, o que se denomina de “multimétodo”.
O método survey é pertinente quando o pesquisador pretende investigar
o que, porque, como ou quanto
se dá determinada situação, não sendo possível através do método, determinar variáveis dependentes e independentes; a pesquisa dá-se no momento presente ou recente e trata situações reais do ambiente. (FREITAS et al. 2000).
Para Babbie (1999) qualquer pessoa pode definir uma população para o processo de entrevistas, no entanto, essa definição incluiria consciente ou inconscientemente preconceitos, receios e hipóteses do entrevistador. Por este motivo a pesquisa survey deve focar seu objetivo para selecionar a amostra adequada, por exemplo, definindo os critérios de seleção (condições e características) dos entrevistados que participarão da amostra. (FREITAS et al. 2000)
Em uma amostra probabilística, toda a unidade de amostra, pode ser escolhida com a mesma chance, isso faz com que, de ambos, esse modelo seja o mais representativo da população. Para que ocorra esta seleção ótima, a seleção aleatória (ou randômica) feita, geralmente, por sorteios em tabelas de números aleatórios ou por programas de computador contribui muito para o processo. A amostragem probabilística pode ser Estratificada e Não-estratificada. (DUARTE 2010)
Segundo Freitas et al. (2000), o modelo estratificado certifica-se que todos os tipos de participantes estejam representados, sendo originada uma amostra de cada subgrupo da população escolhida. Para Duarte (2010) Tal estratificação pode ser proporcional ao tamanho da população ou não proporcional. Já a amostra probabilística não-estratificada, não considera níveis ou subníveis, sendo os elementos são escolhidos sem ser considerada nenhuma segmentação.

A pesquisa survey explanatória objetiva identificar a existência de uma determinada situação, suas causas e se existe relação entre a situação e a teoria proposta. A exploratória pretende buscar novos conceitos a serem medidos ou identificar quais conceitos são adequados para serem medidos em dada situação, e ainda, como devem ser medidos. Neste método é possível abrir novas possibilidades de estudo na população de interesse. A descritiva busca identificar como a população definida percebe determinada situação e se há variações de percepção ou atitude de um sub grupo em relação a situações. (FREITAS et al. 2000).
Mello (2013) esquematiza o processo, selecionando as amostras das unidades; sendo que a população é definida pelo conjunto total de unidades. A amostra deve ser representativa da população; e a amostragem randômica, que é a aleatoriedade, irá garantir que todas as unidades terão as mesmas chances de serem escolhidas. Para Duarte (2010) As etapas da pesquisa survey consistem usualmente em definir o objetivo da pesquisa, definir a população e a amostra, elaborar questionário, coletar dados, processar dados, analisar os dados e divulgar os resultados.
Dois tipos de amostragem podem ser aplicados: amostragem probabilística e amostragem não-probabilística.
Quanto ao tempo na pesquisa survey longitudinal, são especificados períodos de coleta de dados, objetivando identificar a evolução e alteração das variáveis determinadas e a relação entre elas e na na pesquisa survey corte-transversal (cross-sectional) a pesquisa ocorre em um único momento, buscando-se estabelecer a relação das variáveis em dada situação no momento proposto. (FREITAS et al. 2000)
Figura 2 – Etapas do survey fonte Mello (2013)
Na amostra não-probabilística é utilizado algum critério para seleção dos elementos, o que resulta que nem todos os indivíduos da população poderão ser selecionados (DUARTE 2010). Freitas et al. (2000), classifica seis tipos de amostra não-probabilística, que são: por conveniência, mais similares ou mais diferentes, por quotas, bola de neve (indicação por outros participantes) ; casos críticos (pessoas chave) e casos típicos.
Após definida a amostra é necessário definir o instrumento e a estratégia de aplicação, os instrumentos mais comuns neste tipo de método são o questionário e a entrevista. Para Freitas et al. (2000) é necessário “atentar para o custo, o tempo e, também, para a forma que venha a garantir uma taxa de resposta aceitável para o estudo”
A estruturação do instrumento é muito importante para que sejam atingidos os objetivos. Babbie (1999) destaca a necessidade de definir os conceitos e deixa-los claros aos entrevistados, para que não haja ambiguidade nos entendimentos e consequentemente nas respostas, também é necessário definir o que não é o conceito. Para o autor o questionário pode ser dividido em sub-grupos que incluam vários aspectos de cada conceito, isso proporcionara a criação de um índice deste conceito. Babbie (1999) cita dois tipos de questões que poderão compor o instrumento: as questões declarações, que visam saber a aceitação do entrevistado sobre determinado conceito e as questões abertas ou fechadas, sendo as questões abertas as de livre resposta e as fechadas as com múltiplas alternativas. Após a definição dos conceitos e escolha das questões é necessário ordena-las e definir a escala.
Mello (2013) classifica as escalas em nominais, por exemplo, gênero, afiliação religiosa, escolaridade, etc.; Ordinais, que são a medida na qual um indivíduo concorda fortemente, concorda, discorda ou discorda fortemente com uma declaração; Intervalais que são as que oferecem uma significado real para as distâncias entre números.
Pré-teste
Antes da aplicação do instrumento é necessário submete-lo a um pré-teste. O pré-teste propiciará que o pesquisador adeque o tempo disponível para a pesquisa, verifique inconsistência nas questões, verifique a aceitação das questões e vocabulário adequado à amostra, enfim propiciará o aumento da efetividade do instrumento. Para Duarte (2010) o pré teste irá identificar possíveis falhas no instrumento
Com o advento da tecnologia, existem hoje disponíveis softwares que proporcionam a aplicação online da pesquisa e ainda auxiliam a extração dos dados, são exemplos o PHPSurveyor, e o surveymonkey, que são ferramenta para a criação de questionários online.
O próximo passo é a analise dos dados, para obtenção dos resultados e conclusões da pesquisa. Em geral o método survey é combinado com o método estatístico para interpretação dos resultados. Destaca-se aqui a possibilidade que o método apresenta de transformar escalas subjetivas, nominativas e ordinais em números que poderão ser tratados pelo método estatístico.
Berto E Nakano (2000) pesquisando os métodos de pesquisa mais utilizados em um congresso brasileiro de engenharia da produção concluíram que a pesquisa Survey é menos empregada que o estudo de caso, dentre os motivos apontam o uso equivocado do termo "Estudo de caso" por autores brasileiros. Também consideram o custo, o processo de acompanhamento e execução e a própria a operacionalização das variáveis de pesquisa, escala e análise de dados, que podem parecer obstáculos ao pesquisador. No entanto há de se considerar que existem fenômenos que só podem ser corretamente abordados e conhecidos se investigados através de survey
No entanto Sampaio e Perin (2006) observam na área de marketing que “evidencia-se a hegemonia da abordagem positivista, com intensa carga de levantamentos do tipo survey, com ênfase descritiva”.
FIM!
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