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Uma nova luz sobre a antropologia – Clifford Geertz

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by

brenda costa

on 30 October 2013

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Transcript of Uma nova luz sobre a antropologia – Clifford Geertz

Uma nova luz sobre a antropologia – Clifford Geertz

Cap. 4 – Usos da diversidade

Análise de Richard Rorty
"Espero indicar como nós podemos convencer nossa sociedade (os liberais, burgueses, pós-modernos) de que a fidelidade a ela mesma é o suficiente [...], de que ela só precisa ser responsável por suas próprias tradições"











O AUTOR
Clifford James Geertz (1926 — 2006) foi um antropólogo estadunidense, professor emérito da Universidade de Princeton, em Nova Jérsei, nos Estados Unidos. Seu trabalho se destacou pela análise da prática simbólica no fato antropológico. Foi considerado, por três décadas, o antropólogo mais influente nos Estados Unidos e o fundador de uma das vertentes da antropologia contemporânea - a chamada Antropologia Hermenêutica ou Simbólica ou Interpretativa.
A obra
Sua última obra: “Nova luz sobre a antropologia”. (“Available ligth: anthropological reflections on philosophical topics” ) lançada em 2000, teve a primeira edição em português lançada em 2001 pela Jorge Zahar Editor.
O livro é composto por onze capítulos, o que na verdade são tópicos a cerca do tema maior “antropologia”, ou seja, os capítulos contêm materiais usados originalmente em ocasiões como conferências e seminários ou artigos publicados em periódicos.
Os usos da diversidade
“Em si mesmo, como questão profissional, esse processo de suavização do contraste cultural talvez não seja tão perturbador. [...] Mas ela levanta uma questão mais ampla, ao mesmo tempo de ordem moral, estética e cognitiva, que é muito mais perturbadora e que está no centro de várias discussões atuais sobre como justificar os valores: o que chamarei, apenas para ter um nome que fique gravado na mente, de o Futuro do Etnocentrismo”
A antropologia e a suavização do contraste cultural
Análise de Lévi-Strauss
O etnocentrismo como valor importante para a manutenção das peculiaridades culturais.
“As culturas não desconhecem umas às outras e, de vez em quando, até tomam empréstimos entre si: mas, para não perecerem, elas devem, sob outros aspectos, permanecer um tanto impermeáveis”
"Portanto, não apenas é uma ilusão que a humanidade possa se livrar inteiramente do etnocentrismo, “ou sequer interessar-se em fazê-lo”, como não seria bom se o fizesse. Tal “liberdade” conduziria a um mundo “cujas culturas, todas apaixonadas umas pelas outras, aspirariam apenas a celebrar-se mutuamente , numa tal confusão que cada uma perderia qualquer atrativo que pudesse ter para as demais e perderia sua própria razão de ser.”
"Cada um tem sua própria moral"
- Visão de Lévi-Strauss
-Visão de Rorty

"Ambas se apoiam numa visão comum de diversidade cultural: que sua grande importância reside em ela nos fornecer alternativas a nós, em contraste com alternativas para nós"

Essas ideias levam a dois processos:
Superestimar a diversidade cultural

x

Subestimar a diversidade cultural
Que tipo de ângulo nos situamos em relação ao mundo?

As questões relacionadas em torno do "nós somos nós" e "eles são eles", os sentidos, não surgem meramente nas fronteiras de nossa sociedade, mas nos limites de nós mesmos que definem o espaço intelectual, afetivo e moral em que vivemos e, quanto maior esse espaço, mais iremos compreender os outros no que se refere ao que vemos como aparentemente remoto e aparentemente familiar, atraente e repulsivo, sensato e louco.
O problema do etnocentrismo
"O sentido é socialmente construído: Ele surge no contexto de uma interação social concreta, em que uma coisa é uma coisa para você e um eu e não em uma gruta secreta na cabeça e é rigorosamente histórico, moldado no fluxo dos acontecimentos"
Metáfora trem e cultura

"São as lacunas entre mim e os que pensam diferente de mim que definem as verdadeiras fronteiras do self"
São as assimetrias que nos permitem situar onde estamos agora no mundo, como é estar nesse lugar e para onde gostaríamos ou não de ir, o que não é permitido pelo etnocentrismo, que isola a possibilidade de mudarmos de ideia.
"Toda história de qualquer povo é fruto das mudanças de ideias que não levaram a uma convergência das opiniões, mas a uma mistura delas."
O índio bêbado e a máquina de hemodiálise

A figura clássica do etnógrafo


"Profissionais obcecados com mundos situados NOUTROS lugares"
A nova função da antropologia
"ela [a antropologia] facilita, quando o faz, é um contato operacional com uma subjetividade variante. [...] Ela é a grande inimiga do etnocentrismo, do confinamento das pessoas em planetas culturais em que as únicas ideias que elas precisam evocar são 'as daqui', não por presumir que todas as pessoas são iguais, mas por saber quão profundamente não o são, e, apesar disso, quão incapazes são de levar em conta umas às outras."
"O que, entretanto, logo lembra ao viajante que ele se acha numa parte estranha do mundo, é
sobretudo a turba variegada de negros e mulatos [...] A natureza inferior, bruta, desses homens
insistentes, meio nus, fere a sensibilidade do europeu, que acaba de deixar os costumes delicados
e as fórmulas obsequiosas das suas pátrias. (SPIX E MARTIUS, 1980, p.46)

Ora passarinhos de diversas cores, ora deslumbrantes borboletas, ora insetos de maravilhosas
formas, as pendentes casas de marimbondos e as dos cupins, ora plantas do mais lindo aspecto,
espalhadas pelo estreito vale e pela rampa suave do morro, seduziam a nossa vista. (SPIX E
MARTIUS, 1980, p.81)
"Chegamos a um ponto, na história moral do mundo [..] em que somos obrigados a pensar nessa diversidade de modo bem diferente do que costumávamos fazer".
"Que é com essas últimas que nos deparamos hoje em dia, que vivemos cada vez mais em meio a uma enorme colagem, parece evidenciar-se por toda parte."
"Nossa resposta a essa realidade que me parece imperiosa é, ao que também me parece, um dos maiores desafios morais que enfrentamos atualmente, [...], e, para enfrentá-lo, as recomendações de tolerância indiscriminada, que de qualquer modo não são sinceras, e (o que construí meu alvo aqui) os conselhos de rendição aos prazeres da comparação odiosa, seja ela orgulhosa, animada, defensiva ou resignada, são-nos igualmente inúteis, embora estes últimos talvez sejam os mais perigosos, por serem os que mais tendem a ser seguidos. [...] Não é preciso escolher - aliás, é preciso não escolher - entre um cosmopolitismo sem conteúdo e um provincianismo sem lágrimas. Nenhum dos dois tem serventia para viver numa colagem."
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