Prezi

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in the manual

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Untitled Prezi

No description
by gisiane cabral on 23 June 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Untitled Prezi

Érica Zibetti e Gisiane Cabral
Informatividade
A textualidade é um conjunto de características "que faz de uma sequência linguística um texto e não uma sequência ou um amontoado aleatório de frases e palavras" (KOCH; TRAVAGLIA, 1989 apud RODRIGUES; BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 29)
Segundo os autores a textualidade é constituída por sete princípios:
A informatividade diz respeito ao nível de “novidade” que um texto traz ao leitor ou ouvinte; "se as ocorrências do texto apresentado são esperadas versus não-esperadas, ou conhecidas versus desconhecidas/incertas" (RODRIGUES; BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 30).
A de primeira ordem - "as ocorrências cuja probabilidade em um dado contexto é tão alta que são considerados casos triviais e recebem pouca atenção"(RODRIGUES; BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 83). Como por exemplo: as placas indicativas de que é proibido fumar.
A de terceira ordem - "as ocorrências muito improváveis, causam surpresa ou confusão no ato da leitura. Sua interpretação demanda, por parte do interlocutor, grande quantidade de esforço cognitivo. Em contrapartida, são dados que provocam mais interesse." (RODRIGUES; BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 84). Como por exemplo: o texto sobre a descrição dos elementos químicos do cigarro.
Para a autora os ajustes da informatividade relacionam-se com a coerência dos textos. Por exemplo, o leitor (ou ouvinte), precisa ajustar a informatividade dos elementos do texto, assim, como o autor também deve ajustar, de forma que a informação seja interessante e acessível aos leitores.

Os exemplos apresentados neste trabalho mostram como o ajuste da informatividade pelo autor tem grande relevância para permitir que o leitor construa uma interpretação adequada do texto. Como destacam Koch e Travaglia (1999 [1989], p. 81), “a informatividade exerce [...] importante papel na seleção e arranjo de alternativas no texto, podendo facilitar ou dificultar o estabelecimento da coerência”.
REFERÊNCIAS:

COSTA VAL, Maria. Texto, textualidade e textualização. In Experiência e prática de redação. Editora: UFSC. Florianópolis, 2008.

FREGE, Friedrich. Sobre o sentido e a referência. In Lógica e Filosofia da Linguagem. São Paulo: 1978. Editora: Cultrix.

RODRIGUES, Rosângela. BALTAR, Marcos. SILVA, Nívea. SILVA FILHO, Vidomar. Informatividade. In O texto na ótica dos estudos da textualidade. Linguística Textual. Florianópolis, UFSC/LLV/CCE, 2012.
A de segunda ordem – "as ocorrências [...] cuja aparição no texto não chega a causar surpresa, sendo interpretadas com relativa facilidade. A comunicação normal envolve majoritariamente ocorrências com esse nível de informatividade."(RODRIGUES, BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 84). Como por exemplo: as informações preventivas no verso das caixas de cigarro.
Para fazê-lo, o autor precisa calcular como são seus leitores pretendidos (o quanto já sabem, qual sua capacidade de realizar inferências etc.). "O controle da informatividade é também muito importante nos textos de divulgação científica jornalística e naqueles dirigidos a especialistas"(RODRIGUES; BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 90). Assim, podemos ver como os gêneros do discurso interferem no modo da construção da informatividade do texto.
O processamento da informatividade de um determinado texto, segundo Costa Val, varia até mesmo para uma única pessoa, em momentos diferentes. Como ela mesmo cita: “todo mundo já viveu a experiência de se emocionar tremendamente lendo alguma coisa que, mais tarde, lhe parece ‘boba’, ‘sem graça nenhuma’; ou já teve muita dificuldade em entender um texto que, retomado algum tempo depois, é avaliado como óbvio” (COSTA VAL, 2008, p. 69).
Segundo os linguistas Beaugrande e Dessler, no livro "Introduction to text linguistics" (1981),
a textualidade é constituída por sete princípios:

Aceitabilidade
Coesão
Coerência
Intencionalidade
Intertextualidade
Situacionalidade
Informatividade
Para Beaugrande e Dressler existem três níveis gerais de informatividade:
Para Beaugrande e Dressler existem três níveis gerais de informatividade:
Texto 1

"O que é a Teoria da Relatividade?

Em sua teoria da relatividade especial de 1905, Einstein mostrou que nossas noções de espaço e tempo como entidades rígidas e imutáveis são ilusões causadas pelo fato de que os nossos movimentos são muito lentos, se comparados à velocidade da luz. Se nos movêssemos a velocidades comparáveis, mas menores, veríamos as coisas encolhendo e o tempo passaria mais devagar para elas. Entre as consequências, Einstein demonstra a equivalência entre energia e matéria, algo que só é possível a altíssimas energias. Na relatividade geral, de 1916, Einstein redefine a gravidade como sendo a curvatura do espaço. A expansão do Universo e os buracos negros são descritos por essa teoria." (RODRIGUES; BALTAR; SILVA; SILVA FILHO, 2012, p. 90).
Texto 2

Sobre o sentido e a referência - Friedrich Frege

"A igualdade desafia a reflexão, dando origem a questões que não são muito fáceis de responder. É ela uma relação? Uma relação entre objetos ou entre nomes ou sinais de objetos? Em minha Begriffsschrift assumi a última alternativa. As razões que parecem apoiar esta concepção são as seguintes: a = a e a = b são, evidentemente, sentenças de valor cognitivo diferentes; a = a sustenta-se a priori e, segundo Kant, deve ser denominada de analítica, enquanto que sentenças da forma a = b contêm, frequentemente, extensões muito valiosas de nosso conhecimento, e nem sempre podem ser estabelecidas a priori.
A descoberta de que o sol nascente não é novo cada manhã, mas é sempre o mesmo, foi uma das descobertas astronômicas mais ricas em consequências. Mesmo atualmente, o reconhecimento de um pequeno planeta ou de um cometa nem sempre é evidente por si. Assim, se quiséssemos considerar a igualdade como uma relação entre aquilo a que os nomes “a” e “b” se referem, pareceria que a = b não poderia diferir de a = a, desde que a = b seja verdadeira. Deste modo, expressaríamos a relação de uma coisa consigo mesma, relação que toda coisa tem consigo mesma, mas que nunca se dá entre duas coisas distintas. Por outro lado, parece que por a = b quer-se dizer que os sinais ou os nomes “a” e “b” referem-se à mesma coisa, e neste caso, a discussão versaria sobre estes sinais; uma relação entre eles seria asserida. (...)." (FREGE, 1978 p.61)
Segundo Costa Val (2008), as questões relativas à informatividade podem ser decisivas para a coerência, uma vez que, a tendência geral é que as pessoas entendem e gostem de um texto quando encontram informações conhecidas que lhes servem de base para processar as novidades que ele lhes traz. Se o nível de novidade que reconhecem num texto lhes parece baixo, elas tenderão a avaliá-lo como inútil, enfadonho, decepcionante; mas, por outro lado, se o nível de novidade parecer alto demais, não será possível entender o texto, e a tendência, então, será rejeitá-lo.
See the full transcript