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Paulo Freire - A importância do ato de ler

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by Jéssica Aragão on 26 June 2013

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Transcript of Paulo Freire - A importância do ato de ler

Paulo Freire A importância do ato de ler - Capítulo 1 Infância A importância do ato de ler... Obra • Livro publicado em 1981.

• Apresentado no Congresso Brasileiro de leitura.

• Organizado em três capítulos:
- A importância do ato de ler
- Alfabetização de adultos e biblioteca popular – uma introdução;
- O povo diz sua palavra ou A alfabetização em São
Tomé e Príncipe. • Inicia o livro falando do processo de escrita do livro.• Discorre sobre a importância da leitura e os processos envolvidos no ato de ler.

• Retomada de momentos de sua infância, da sua mocidade, da sua prática...


“É como se eu estivesse fazendo uma ‘arqueologia’ de minha compreensão do complexo ato de ler, ao longo de minha experiência existencial. Daí que tenha falado de momentos de minha infância, de minha adolescência, dos começos de minha mocidade e terminei agora revendo, em traços gerais, alguns dos aspectos centrais da proposta que fiz no campo da alfabetização de adultos há alguns anos” (FREIRE,1981, p.12) • Visão sobre a alfabetização de adultos.

• Alfabetização de adultos é um ato político e de conhecimento.

•Processo de alfabetização tem no seu alfabetizando, o seu sujeito.


“Como eu, o analfabeto é capaz de sentir a caneta, de perceber a caneta e de dizer caneta. Eu, porém, sou capaz de não apenas sentir a caneta, de perceber a caneta, de dizer caneta, mas também de escrever caneta e conseqüentemente, de ler caneta. A alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Esta montagem não pode ser feita pelo educador para ou sobre o alfabetizando. Aí tem ele um momento de sua tarefa criado.” (FREIRE, 1981, p. 29) Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921. O quintal da casa da Estrada do Encanamento, 724, no bairro Casa Amarela, no Recife, foi o espaço de sua alfabetização.

“Tomar distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na sua experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que se movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de sua escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.

A retomada da infância distante é absolutamente significativa. Casa mediana em que nasceu, no Recife, seu primeiro mundo.

Canto dos pássaros; dança das copas das árvores sopradas por fortes ventanias; as águas da chuva brincando de geografia; assobio do vento, nas nuvens do céu...

Significação da ação de amolegar.

Animais - os gatos da família; Joli, o velho cachorro negro de meu pai.

Daquele contexto fazia parte, por outro lado, o universo da linguagem dos mais velhos, expressando as suas crenças, os seus gostos, os seus receios, os seus valores. Medo das almas penadas: não havia melhor clima para peraltices das almas. Esperava que o tempo passasse, que a noite se fosse, que a madrugada semiclareada viesse chegando, trazendo com ela o canto dos passarinhos “manhecedores”.

Íntimo do seu mundo, diminuição dos temores.

“Mas, é importante dizer, a “leitura” do meu mundo, que me foi sempre fundamental, não fez de mim um menino antecipado em homem, um racionalista de calças curtas” (FREIRE,1981, p.24)

Escolinha particular de Eunice Vasconcelos.

Leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”. Palavra mundo Compreensão Ler o mundo Linguagem e realidade Libertação Construção da história Combate à opressão Inquietação Esperança Diálogo Mobilização Crítica do mundo Prática consciente Combate à massificação Ato criador Gramsci Palavras grávidas de mundo Autonomia LER O MUNDO

“(...) A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. (...)”. (FREIRE,1981, p.9) PALAVRAMUNDO

'Ao ir escrevendo, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavramundo”.´ (FREIRE,1981, p.9) PALAVRAS GRÁVIDAS DE MUNDO

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” (Paulo Freire, in Educação na cidade, 1991). COMPREENSÃO

“Minha alfabetização não me foi nada enfadonha, porque partiu de palavras e frases ligadas à minha experiência, escritas com gravetos no chão de terra do quintal” (FREIRE, 1997, p.3) CONSCIENTIZAÇÃO

“(...) podemos ir mais longe e dizer que a leitura da palavra não é apenas precedida pela leitura do mundo, mas por uma certa forma de “escrevê-lo” ou de “reescrevê-lo”, quer dizer, de transformá-lo através de sua prática consciente.” (FREIRE, 1981, p.13) CONSTRUÇÃO DA HISTÓRIA

"Aprender, para Paulo Freire, “(...) é uma aventura criadora, algo, por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao risco e à aventura do espírito”. (FREIRE, 1988, p.77). LINGUAGEM E REALIDADE

“(...) Os alunos não tinham quem memorizar mecanicamente a descrição do objeto, mas apreender a sua significação profunda. Só apreendendo-a seriam capazes de saber, por isso, de memorizá-la, de fixá-la. A memorização mecânica da descrição do elo não se constitui em conhecimento do objeto. Por isso, é que a leitura de um texto, tomado como pura descrição de um objeto é feita no sentido de memorizá-la, nem é real leitura, nem dela portanto resulta o conhecimento do objeto de que o texto fala”. (FREIRE, 1981, p.12) ATO CRIADOR

“Inicialmente me parece interessante reafirmar que sempre vi a alfabetização de adultos como um ato político e um ato de conhecimento, por isso mesmo, como um ato criador. Para mim seria impossível engajar-me num trabalho de memorização mecânica dos ba-be-bi-bo-bu, dos la-le-li-lo-lu. Daí que também não pudesse reduzir a alfabetização ao ensino puro da palavra, das silabas ou das letras. Ensino em cujo processo o alfabetizador fosse “enchendo” com suas palavras as cabeças supostamente “vazias” dos alfabetizandos. Pelo contrário, enquanto ato de conhecimento e ato criador, o processo de alfabetização tem, no alfabetizando, o seu sujeito. O fato de ele necessitar da ajuda do educador, como ocorre em qualquer relação pedagógica, não significa dever a ajuda do educador anular a sua criatividade e a sua responsabilidade na construção de sua linguagem escrita e na leitura desta linguagem.” (FREIRE, 1981, p.13) COMBATE À OPRESSÃO

É necessário que, “na nova caminhada que começa até os oprimidos, se desfaça de todas as marcas autoritárias e comece, na verdade, a acreditar nas massas populares. Já não apenas fale a elas ou sobre elas, mas as ouça para poder falar com elas.” (FREIRE, 1981, p. 36) DIÁLOGO

“Quem apenas fala e jamais ouve; quem ‘imobiliza o conhecimento e o transfere a estudantes, não importa se de escolas primarias ou universitárias; quem ouve o eco, apenas, de suas próprias palavras, numa espécie de narcisismo oral; quem considera petulância da classe trabalhadora reivindicar seus direitos, quem pensa, por outro lado, que a classe trabalhadora é demasiado inculta e incapaz, necessitando, por isso, de ser libertada de cima para baixo, não tem realmente nada que ver com libertação nem democracia. Pelo contrario, quem assim atua e assim pensa, consciente ou inconscientemente, ajuda a preservação das estruturas autoritárias.” (FREIRE, 1981, p.30-31) MOBILIZAÇÃO - AÇÃO CONTA HEGEMÔNICA - GRAMSCI

“É nesse sentido que a leitura crítica da realidade, dando-se num processo de alfabetização ou não e associada sobretudo a certas práticas claramente políticas de mobilização e de organização, pode constituir-se num instrumento para o que Gramsci chamaria de ação contra-hegemônica.” (FREIRE, 1981, p.14). VISÃO CRÍTICA EM RELAÇÃO AO MUNDO

“Na medida, porém, em que me fui tornando intimo do meu mundo, em que melhor o percebia e o entendia na ‘leitura’ que dele ia fazendo, os meus temores iam diminuindo.” (FREIRE, 1981, p.16) MUDANÇA DE REALIDADE / PRÁTICA CONSCIENTE

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes. (MA) FREIRE, Paulo. Pedagogia da indignação: cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP. 2000

“Aprendemos, não apenas para nos adaptar, mas sobretudo para transformar a realidade, para nela intervir, recriando-a” (FREIRE, 1988, p.76) COMBATE À MASSIFICAÇÃO

“Do ponto de vista autoritariamente elitista, por isso mesmo reacionário, há uma incapacidade quase natural do Povão. Incapaz de pensar certo, de abstrair, de conhecer, de criar, eternamente ‘de menor’, permanentemente exposto às ideias chamas exóticas, o Povão precisa de ser ‘defendido’. A sabedoria popular não existe, a memoria de suas lutas precisa ser esquecidas, ou aquelas lutas contadas de maneiras diferentes; ‘a proverbial incultura’ do Povão não permite que ele participe ativamente da reinvenção constante de sua sociedade.” (FREIRE, 1981). LIBERTAÇÃO

"A liberdade, que é uma conquista, e não uma doação exige permanente busca. Busca permanente que só existe no ato responsável de quem a faz. Ninguém tem liberdade para ser livre: pelo contrário, luta por ela precisamente porque não a tem. Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho, as pessoas se libertam em comunhão." (FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz e Terra. 1981.) AUTONOMIA

“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”. Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz e Terra. 1981, p.79 Bibliografia FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se complementam. Cortez, São Paulo, 1989

FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 9 ed., Rio de Janeiro. Editora Paz e Terra. 1981. Conscientização Dominike Cattai
Flávio José Lima
Jéssica Aragão
Kátia Godo
Luana Pires Barbosa
Lúcio Camargo Monteiro
Maiara Mian Terra
Maria Helena de Aguiar Bravo
Twyla T. De A. Bueno Integrantes: Reportagem
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